segunda-feira, 23 de julho de 2012

O BICHO DA SEDA

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Em pleno coração do livro do castelo interior e dentro das quintas moradas, Santa Teresa descreve a transformação que experimenta a pessoa na oração, com um símbolo muito belo: o bicho da seda, o qual se fecha no seu casulo interior, e aí “com as suas boquitas vão fiando a seda, e fazendo uns casulos muito apertados onde se fecham… E morre este bicho, que é grande e feio, e sai do mesmo casulo uma borboleta branca muito bonita”.
Esta imagem do bicho da seda serve para que Teresa expresse melhor a mudança e a transformação da pessoa, como mistério pascal de morte e ressurreição. No desenvolvimento desta transformação, como no processo em que o bicho da seda se metamorfoseia em borboleta, é muito importante a acção do Espírito Santo que vai ajudando nessa disposição e no nosso trabalho para não ficarmos pelo meio do caminho.

Podemos agora visualizar os diferentes elementos contidos no processo desta imagem:

Semente: São uns bagos, como grãos de pimenta, que se convertem em larvas.

A folha da amoreira: É o primeiro espaço onde se desenvolvem, é o alimento.

Ambiente: Calor, elemento que necessita a semente para viver, é a graça do Espírito Santo.

Bicho da seda: É cada um de nós a partir da perspectiva da transformação profunda.

Tecer o casulo ou a “casa”: é um convite para construir a própria habitação, a viver a interioridade.

Fabricar a seda, lavrar a seda: Cristo é a morada. Vive dentro de cada um. A seda é o resultado das maravilhas que Deus faz através de nós.

Trabalhos: São todos os esforços e ações que temos que fazer para corresponder à graça, para não vivermos superficialmente.

A borboleta: equivale ao “homem novo”, é o fruto da acção transformadora de Deus. É graça, libertação.

Este símbolo é a síntese da história de todo o homem nascido para ter asas e elevar-se.

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