Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A aparência nos mostra quem somos

Sois da castidade símbolo real

Isso quer dizer que Nossa Senhora, que era realmente pura, também o parecia.

Muitos há que se contentam com o ter e o fazer , e não cuidam de ser. Dizem mesmo tranqüilamente: estando eu em paz com a minha consciência, pouco importa o que digam. Sem dúvida, nada como o testemunho da boa consciência. Mas também é de mister que se salvem as "aparências"isto é que o nosso Ser de fato não se perca, corremos o risco também de ficarmos somente nas aparências, no superficial .

O mesmo Santo Agostinho que teve aquela frase: “digam de mim tudo quanto quiserem, não ficarei maior com o elogio nem menor com o vitupério”, dissertou profundíssimamente sobre o poder das aparências. Só os espíritos superficiais não atentam na importância do exterior para a santificação ou a perda das almas. O objeto primário de nossa inteligência, diz a filosofia, são as coisas materiais. O que vale dizer: as aparências é que nos fornecem o primeiro critério das essências… É preciso, portanto, parecer que mostra o nosso Ser.

Quão longe estão de simbolizar a angélica virtude, os que não sabem evitar os divertimentos, lugares e companhias perigosas!

Quão longe!…

N.B.: Com que facilidade é esquecida a doutrina acima exposta. Bem por isso devemos sempre nos apresentar, em toda a parte, com a maior compostura, tanto no traje, como em todas as maneiras ou modos, como filhos de Deus e especialmente portar-nos como cristãos, eis que o exemplo arrasta e as palavras voam, como já diziam os antigos romanos. De outro lado, serve a doutrina para nos indicar que todo o ambiente, especialmente a casa de Deus deve ser, dentro das possibilidades, bem arranjada, linda e limpa.

Texto de apoio: (OS GRANDES LOUVORES – Pequeno Oficio da Imaculada Conceição – Pe. Francisco de Sales Brasil – Editora Sagrado Coração de Jesus, Taubaté, SP – 2ª. edição, 1944, p. 172).

Pe.Emílio Carlos +

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A foto do batismo que está varrendo a internet e suscitando fé

Uma foto incrível tornou-se uma mensagem de fé na Espanha. Ela foi tirada no batismo de Valentino Mora, filho de Iria, uma mãe solteira de 21 anos, que pediu à fotógrafa que tirasse de graça a foto de seu filho.

An amazing picture became a message of faith in Spain. This was taken at the baptism of Valentino Mora, son of Erica, a single mom of 21 who asked the photographer to take a picture of her son for free.

A foto do batismo de Valentino Mora está varrendo a internet, porque na hora em que o padre derrama a água benta sobre sua cabeça, a água escorre no formato de um terço (veja a foto acima).

The photo of the baptism of Valentino Mora is sweeping the Internet, because at the time the priest pours the Holy water over his head, the water flows in the shape of a rosary (see photo above).

Esta história começou na Paróquia de Nossa Senhora de Assunção em Cordova, Espanha, onde o batismo do bebê de 1 mês aconteceu. Na hora em que Valentino foi à pia batismal para o sacramento do batismo, Iria pediu à fotógrafa Maria Silvana Salles, contratada por outros pais que estavam batizando seus bebês, que tirasse a foto de seu filho como um favor, já que a jovem mãe não tinha como pagar por ela. A fotógrafa, tocada pelo pedido de Erica, concordou em tirar a foto de Valentino.

This story began at the Parish of the Assumption of Our Lady in Cordova, Spain, where the baptism of a one month baby took place. At the time that Valentino came to the baptismal font for the sacrament of baptism, Erica asked the photographer Maria Silvana Salles, who was hired by other parents baptizing their babies, to take a photo of her son as a favor, since the young mother had no way of paying for it. The photographer, moved by Erica's request, agreed to take a photo of Valentino.

Maria Silvana trabalha com câmera tradicional e teve que enviar o filme para ser revelado numa loja em Cordova. Quando ela recebeu as fotos, notou com surpresa que a água derramada da cabeça de Valentino era um terço perfeito.

Maria Silvana works with a traditional camera and had to send the film to be developed to a shop in Cordova. When she received the photos, she noticed with surprise that the water poured from the head of Valentino was a perfect rosary.

A foto do batismo de Valentino fez nascer a fé no povo de Cordova, que vai até a humilde casa de Erica e Valentino para tocá-lo.
The photo of the baptism of Valentino has awakened faith in the people of Cordova who come to the humble home of Erica and Valentino Mora to touch him.

A verdade é que este sinal de fé mobilizou esta cidade em Cordova, cujos vizinhos vão à loja de Maria Silvana comprar a foto como se fosse um santinho.

The truth is that this sign of faith has mobilized this town in Cordova, whose neighbors go to Maria Silvana's store to buy the picture as if it were a prayer card.

Antes de te formar no ventre materno, eu te conhecia


Tome o texto para reflexão, leitura, um momento para sua Lectio Divina: Jr 1, 1.4-10

A fraqueza humana não é obstáculo para Deus.

Todo instrumento frágil torna-se eficaz na sua mão.

O Senhor pede a Jeremias obediência, disponibilidade e plena confiança, mas promete assistência contra as adversidades e violências de seu ministério. O profeta, segundo Moisés, não se apresenta ao povo com suas palavras, mas com as de Deus. O essencial não são nossas palavras, mas sim as Palavras que Deus profetiza sobre nós e nos toca e ai então uma vez o mesmo Espírito que pairava sobre o caos exterior, dá ordem ao nosso caos interior e podemos nos tornar aptos em suas mãos como São Paulo diz:" temos este tesouro em vasos de argila, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós."( II Cor 4,7)..."Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da nova aliança..."( II Cor 3,5-6)

Jeremias é o arauto da mensagem de Deus, mas quem anuncia tem o dever de percorrer o caminho antes dos outros, ainda que seja perigoso.

A vocação de Jeremias propõe o problema de “nossa” vocação. A todos Deus oferece a possibilidade de ser, de diversas maneiras, “suas testemunhas”, porque ele diz a cada um de nós: “Antes de te formar no ventre materno, eu te conhecia” (v. 5).

Cada qual tece o seu destino, colhe o que semeia.

O presente determina o futuro, o acaso não existe e nada acontece sem causa.

Cada má ação comporta um castigo, a impunidade aparente é um logro!

Assim aceita as supresas que transtornam teus planos, derrubam teus sonhos , dão rumo totalmente diverso ao teu dia e quem sabe, à tua vida. Não há acaso.

Dá liberdade ao Pai, para que Ele mesmo conduza a trama dos teus dias.

Ao criar o homem à sua imagem, o próprio Deus inscreveu no coração humano o desejo de O ver. Mesmo que, muitas vezes, tal desejo seja ignorado, Deus não cessa de atrair o homem a Si, para que viva e encontre n’Ele aquela plenitude de verdade e de felicidade, que ele procura sem descanso. Por natureza e por vocação, o homem é um ser religioso, capaz de entrar em comunhão com Deus. É este vínculo íntimo e vital com Deus que confere ao homem a sua dignidade fundamental.

«És grande, Senhor, e digno de todo o louvor [...]. Fizeste-nos para Ti e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti» ( S. Agostinho ).

Toda pessoa é criada com imenso potencial.

Deus é capaz de nos suprir com supernatural recurso que nos permita viver no Espírito.

Tem um preço a pagar para descobrir. Pegue o caminho que é a Palavra para ir aprendendo a viver diariamente na Sua vontade, essa é a mais recompensadora decisão que podemos fazer.

É próprio do homem a capacidade de decidir, de agir e, portanto, de responsabilizar-se. Uma das manifestações da natureza humana é a capacidade de agir com autonomia e responsabilidade, de posicionar-se diante da realidade com autodeterminação. Ser responsável significa assumir decisões e atitudes dentro das circunstâncias concretas da vida, afirmar valores e posicionamentos a partir de critérios que são identificados pela consciência. O ser humano é responsável porque é livre, porque é um ser que decide, escolhe como proceder em sua existência. A liberdade é a capacidade do homem de conduzir-se a si mesmo, de estabelecer, orientado pela consciência, os critérios que nortearão seus atos e escolhas, de decidir-se pelo bem. Para exercer essas potencialidades especificamente humanas como a responsabilidade e a liberdade, é preciso um processo educativo “no qual a pessoa possa desenvolver sua inteligência para descobrir o bem e sua vontade para realizá-lo”.

A vocação no sentido mais profundo e radical envolve a pessoa em sua totalidade e singularidade: “a vocação concreta é única, rigorosamente pessoal; é a vocação em que cada um consiste mais propriamente, e coincide com o eu de cada um”.

A vocação é um convite, uma proposta à liberdade e responsabilidade do homem, à qual ele pode aderir ou não, mas não lhe compete fabricá-la ou modificá-la. É um chamado que vem de encontro ao homem, a ele cabe apenas atender ou não.

A vocação também não é escolhida, porém não seria correto dizer que me encontro com ela; antes ela me encontra, me chama, e correlativamente a descubro; não me é imposta, e sim apresentada, e embora não esteja em minhas mãos ter ou não ter essa vocação, permaneço frente a ela com uma essencial liberdade: posso segui-la ou não, ser fiel ou infiel a ela.

Tão pouco as circunstâncias da vida de uma pessoa podem ser escolhidas. Não são decisões suas o lugar ou época em que nasceu, sua família, características físicas, etc... Estas circunstâncias são impostas e é a partir delas que sua vida será configurada; porém, a escolha ou decisão humana incide no modo, no ‘como’ vai construir sua história, na maneira particular, pessoal de se relacionar com o que lhe foi dado. O que se escolhe na vida é algo diferente: não o que se é, e sim quem se vai ser. Há que se precisar um pouco mais: não escolho quem tenho que ser (isto vem definido pela vocação, frente a qual, repito, sou livre porém à custa da inautenticidade, se a uso para afastar-me dela) e sim quem e de que maneira vou ser; em outras palavras, qual vai ser a trajetória efetiva de minha vida, na medida em que permite a circunstância.

Assim, a trajetória é expressão da liberdade da pessoa.

Toda escolha é inevitável. Só o fato de alguém existir traz, obrigatoriamente, o fato de ele ser livre. A existência nos condena à liberdade.

Pe.Emílio Carlos +


CATEQUISTA é sempre uma GRAÇA


Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai

Carta aos catequistas enviada pelo bispo Dom Eugênio Rixen por ocasião do dia do catequista a ser celebrado em 29 de agosto.

Na integra aparesentamos em nosso blog para você catequista e todos nossos leitores.


Brasília-DF, 24 de junho de 2010.


Queridos/as Catequistas

Catequista, você é especial para Deus!

Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo.

O último domingo de agosto é o DIA DO CATEQUISTA. É com admiração, reconhecimento e gratidão que a Igreja celebra essa festividade. Celebrar o DIA DO CATEQUISTA é sempre uma GRAÇA, motivo de alegria e de reflexão mais profunda sobre o SER DO CATEQUISTA, sua vocação e missão na Igreja e sociedade. Sentimos ainda os “ECOS” e a chama da esperança que ardeu em nosso coração com a realização da Terceira Semana Brasileira de Catequese.

Sentimo-nos movidos pela força do Espírito, que nos chama e envia, pelas intuições e propostas do tema da Terceira Semana Brasileira de Catequese: “Iniciação à Vida Cristã”. Nesse espírito, celebrar o dia do Catequista tem um significado especial, pois são vocês, catequistas, os protagonistas, aqueles que fazem com que o processo de um NOVO JEITO DE FAZER CATEQUESE seja possível. Portanto, confiamos em cada um de vocês, com seus dons partilhados, junto com as forças vivas de toda a Igreja, as comunidades, as pastorais, os movimentos, para que a iniciação à vida cristã seja possível.

Ao celebrar o DIA DO CATEQUISTA queremos refletir sobre a vocação do catequista, que é a vocação do Profeta - aquele/la que fala em nome de Deus e da comunidade a que pertence. A iniciativa sempre parte de Deus. O chamado a ser catequista não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra CATEQUESE, que vem do grego Katechein e quer dizer (fazer eco). Logo, catequista é aquele/la que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor chama você para que, através da sua vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado.

Catequista, você não é só transmissor de idéias, conhecimentos, doutrina, pois sua experiência fundante está no ENCONTRO PESSOAL com a pessoa de Jesus Cristo. Essa experiência é comunicada pelo SER, SABER e SABER FAZER em comunidade (DNC 261).O ser e o saber do catequista sustentam-se numa espiritualidade da gratuidade, da confiança, da entrega, da certeza de que o SENHOR está presente, é fiel.

Catequista, você é especial para Deus! Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo. Sabemos das dificuldades que enfrenta para realizar a sua missão, mesmo assim teimosa e dedicadamente prossegue neste peregrinar de partilha, de despojamento e aprendizagens.

Isso demonstra que você cultiva uma profunda espiritualidade alicerçada na Palavra, nos sacramentos, na vida em comunidade. É a experiência do discípulo missionário que vai se configurando na sua trajetória de avanços, desafios e alegrias. É a pedagogia divina, que se concretiza na sua vida permeada de fragilidades e grandeza, medos e coragem, HUMANA e HUMANIZADORA.

É com a certeza da ação amorosa do Deus da Vida que você assume a missão de profeta que ouve o chamado de Deus: “Levanta-te e Vai à Grande Cidade (Jn 1,2). Seu anúncio é traduzido em atitudes proféticas que testemunham os valores evangélicos, é o SER DO CATEQUISTA partilhado na sua inteireza, no serviço generoso, para que o REINO aconteça.

Catequista, que a experiência do encontro com Jesus Cristo seja a força motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios que o fazem crescer e acabam gerando profundas alegrias.

Catequista, nesse dia acolha o abraço de gratidão de milhares de pessoas, vidas agradecidas, pela sua presença na educação da fé de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Em sua ação se traduz de uma forma única e original a vocação da Igreja-Mãe que cuida maternalmente dos filhos que gerou na fé pela ação do Espírito.

Querido/a Catequista, PARABÉNS! Que a Força da Palavra, continue a suscitar-lhe a fé e o compromisso missionário !

Que os sacramentos sejam a fonte inesgotável da misericórdia, da reconciliação, da justiça e do REENCANTAMENTO.

Que a comunidade continue sendo o referencial da experiência do Enconto com Cristo naqueles que sofrem, naqueles que buscam acolhida e necessitam ser “CUIDADOS”.

A benção amorosa do PAI, que cuida com carinho dos seus filhos e filhas, que um dia nos chamou a viver com alegria a vocação do discípulo missionário, esteja na sua vida, na vida da sua comunidade hoje e sempre.

Fraternalmente,

Dom Eugênio Rixen

Presidente da Comissão Para Animação Bíblico-Catequética

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO II

Domingo Dia do Papa -Entregar-se pela causa do Reino.04 de Julho 2010

Hoje celebramos a festa dos apóstolos que são chamados de colunas da Igreja de Cristo, Pedro escolhido como ponto de comunhão e unidade e Paulo o grande evangelizador das nações não judaicas. Ambos com personalidades tão diferentes serviram a Jesus, e colaboraram de modo precioso para a expansão do cristianismo. Também os dois apóstolos através do martírio testemunharam sua fé no Cristo vivo e ressuscitado. Que nossas leituras nos ajudem a entender melhor o que hoje celebramos, a “apostolicidade” da Igreja de Jesus.
Na primeira leitura (At 12,1-11) estamos diante da prisão de Pedro, da oração feita por ele na comunidade primitiva, e da sua milagrosa libertação. Devemos nos lembrar que o contexto deste episódio aponta para a morte violenta de Tiago, o primeiro dos apóstolos a dar sua vida como testemunho de Cristo! Esta morte agradou aos partidos judaicos contrários ao cristianismo, depois dela se desencadeia toda uma perseguição às altas autoridades da comunidade cristã, e aí encontramos a prisão de Pedro relatada no texto desta nossa leitura de hoje.
O Rei Herodes que manda prender Pedro, para agradar os judeus, é neto de Herodes o Grande aquele que mandou matar as criancinhas, trata-se de Herodes Agripa que depois foi rei de quase toda a Palestina nos anos de 41 a 44 d.C. Pedro é preso na época dos “pães azímos”, o que indica que ele está seguindo as pegadas de seu divino Mestre. Mas não morre naquele momento por covardia, pois Deus mesmo intervém para libertá-lo. Ele estava na prisão com os cuidados maiores de segurança de que se dispunha naquela época, vários guardas, correntes e vigias. Enquanto isto a comunidade cristã rezava por seu chefe prisioneiro, era mesmo a única coisa que poderia fazer naquele momento. Pedro dormia então tranqüilamente, ou de modo bem profundo.
Segue-se a milagrosa intervenção divina, o aparecimento do anjo do Senhor, a luz que invade a cela, tudo apontando para a presença de Deus com Pedro. Vem a ordem de levantar-se, as correntes que caem, e ordem de cingir-se e por a roupa para sair. É interessante comparar tudo isso com a libertação de Jeremias (Jr 38,7-13), e também no profeta Isaías com a seqüência de “despertar-vestir-se e soltar-se” (Is 52,1-2). Todo este modo bíblico de falar bíblico nos indica a intervenção do sobrenatural, uma experiência de Deus muito forte, que leva a libertação do prisioneiro. Como o povo de Deus no Egito era prisioneiro de Faraó e Deus interveio, agora ele também intervém para libertar Pedro.
O texto depois nos narra com vagar como Pedro sai da prisão, pensando ter tido apenas uma visão, e por fim se dá conta da realidade que aconteceu com ele. (Gn 24,7 Ez 34,27).
Sem dúvida vemos neste texto mais uma vez a intervenção de Deus, quando os homens queriam aniquilar a comunidade de Jesus matando seus lideres. Tal fato sempre nos deve reforçar a fé e a esperança no Senhor da história, que sempre conduz o mundo e a vida das pessoas para a realização de seus misericordiosos desígnios. Mas o comportamento da comunidade cristã, quando rezava por Pedro, nos torna clara a importância da oração de intercessão em nossas vidas também. Há momentos em que nos sentimos impotentes diante dos fatos e acontecimentos, às vezes nada podemos fazer, mas sempre podemos e devemos orar. Assim como os cristãos oraram por Pedro, somos chamados a rezar por nossos irmãos em dificuldade. E creio ser de fundamental importância que esta oração seja verdadeiramente comunitária, pois o mesmo Jesus nos afirma que quando duas ou mais pessoas estão de acordo no que pedem serão atendidas. (Mt 18,19).
Será que acreditamos mesmo no valor da oração? Ainda mais neste nosso mundo tão auto-suficiente não raras vezes somos levados a pensar que rezar é perder tempo, temos apenas é que agir! Sem dúvida sempre precisamos agir, fazer a nossa parte, mas nunca podemos deixar de orar e buscar a vontade e o auxílio de Deus.
Na segunda leitura (2 Tm 4,6-8.17-18) o Apóstolo Paulo, depois de ter trabalhado de modo incansável pelo Evangelho, e ter enfrentado as mais difíceis situações (2 Cor 11, 16-33), agora encontra-se no término de sua vida. Antes de dar sua vida por Cristo, olha para o seu passado e percebe que sempre se manteve na fidelidade ao Senhor e ao Evangelho! Usa para esclarecer esta situação, a comparação com as disputas esportivas, ou as lutas de sua época, onde depois da vitória se recebia a coroa de louros! Neste sentido quer ele afirmar que manteve fidelidade a sua missão de apóstolo, e tem agora a consciência tranqüila do dever cumprido.
Seria interessante notar que o Apóstolo sente na prisão a solidão e o abandono dos amigos (2 Tm 4, 9-16), e mesmo a traição, em sua defesa constata que como Jesus estava sozinho! Mas como para Paulo tudo é graça, no fim do texto que nos propõe hoje nossa liturgia de hoje, percebemos como ele atribui unicamente sua força e salvação a Deus. É a certeza de ser liberto do mal, e da boca do leão que sempre deseja devorar! É sempre o Senhor que lhe dá forças, seja para a missão, seja para enfrentar as perseguições em sua vida! Assim se ganhará a coroa da vitória, será por graça de Deus que o sustentou sempre em sua existência.
Olhar Paulo no final de sua jornada, nos ajuda a compreender a importância de uma dedicação plena ao Reino de Deus, e crescer numa confiança inabalável na força e na ajuda do Senhor. Mas será que de fato temos esta confiança em nossas vidas de discípulos de Jesus? Sabemos mesmo que quem nos dá força é o Senhor? Buscamos a força vencedora de Jesus, no meio de nossa dolorosa caminhada? Se confiarmos mesmo em Deus, nunca podemos desanimar, pois cremos que Ele sempre nos dará forças para enfrentar a dura luta da vida.
No Evangelho (Mt 16,13-19) estamos diante da chamada “confissão de Pedro”. Jesus estava em Cesaréia, e ali naquela cidade progressista da época faz uma enquête com seus apóstolos. Cristo sabe bem que o desejo dos judeus era de um Messias político, e que trouxesse a Israel um enorme progresso material e que com força aniquilasse os inimigos de Israel. Era um desejo não muito diferente dos que hoje trilham pela chamada “teologia da prosperidade”, achando que Deus tem a obrigação de manifestar o amor ao homem dando bens e saúde em abundância. Pois bem é ali que Jesus pergunta o que os judeus pensam dele. E vemos as mais variadas respostas: seria ele João Batista, Elias, ou um profeta! Com estas conclusões percebemos que a maioria ainda não tinha compreendido mesmo quem era de fato Jesus. Segue-se então a pergunta feita aos apóstolos, e Pedro em nome de todos responde acertando em cheio quem é Jesus: o Messias prometido, e o Filho de Deus.
Jesus então percebe que Pedro por si mesmo nunca poderia ter compreendido isto naquele momento, e por isso afirma que o Pai revelou tal resposta a ele naquele momento. Em seguida faz o chamado para Pedro para ser o primeiro entre os irmãos, e o chefe do grupo apostólico. Depois promete que a Igreja dele, de Jesus, nunca será vencida pelo mal!
Mas, se continuarmos a ler o Evangelho, logo depois da confissão de Pedro sobre a messianidade de Jesus, encontramos algo muito difícil. Jesus faz o primeiro anuncio oficial da paixão. Ele ensinava aos apóstolos a necessidade do Messias dar a própria vida e depois ressuscitar, mas isso foi muito difícil para a mentalidade dos apóstolos compreenderem, e encontramos então a forte reação de Pedro afirmando que tal fato nunca ocorreria. E o mesmo Jesus que tinha reconhecido em Pedro a capacidade de perceber uma revelação de Deus, agora o chama de “satanás”, pois pensa não como Deus, mas como os homens. (Mt16, 21-28). De fato podemos concluir que Pedro entendia que Jesus era o Messias, mas ainda de um modo muito parecido com a mentalidade judaica de sua época, o Messias rei e triunfante.
Num primeiro aspecto, mais pessoal, podemos na festa de hoje perceber valores importantes para nossa vida de discípulos. A primeira leitura nos fala da importância da oração de intercessão, e do poder de intervenção e libertação de Deus, o que deve elevar sempre nosso animo. Na segunda leitura vemos como Paulo confia na força de Deus, faz a sua parte, mas sabe que a força não provém dele, mas de Deus, o que deveria continuar fazendo crescer nossa esperança no meio da luta de nossas vidas. E no Evangelho encontramos a importante lição de reconhecermos quem é de fato Jesus em nossas vidas, ele é o Messias prometido, é o Filho Unigênito do Pai e nosso único Salvador. Assim concluímos que precisamos ouvi-lo sempre, tendo uma sólida atitude de fé e confiança em seu poder salvífico na história do mundo, e em nossa vida pessoal. Ouvir Jesus é buscar entender o modo de pensar de Deus, o que não nos é muito fácil, como não o foi para Pedro. Lembremos como quando Pedro presumiu de suas forças, achando que era corajoso e forte o bastante por si mesmo, acabou negando conhecer seu Mestre Jesus (Mt 18, 15-27).
Num segundo e não mais importante aspecto, o eclesial, nossos textos querem nos lembrar que a Igreja de Jesus é “apostólica” e, aliás, é o que professamos no Credo de nossa fé! A apostolicidade da Igreja é justamente a intenção de Jesus de erguer sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos, aqueles doze que foram chamados, escolhidos, preparados, e enviados. Os apóstolos eram as testemunhas diretas do Ressuscitado, foram enviados por Jesus para pregar o Evangelho, e para administrar os sacramentos. Neste sentido Jesus transmitiu aos apóstolos o seu poder (Jo 20, 21-23), como Ele veio para perdoar e reconciliar, os apóstolos tem a mesma missão no mundo. Nisto compreendemos o desejo do Senhor no sentido da “colegialidade”, pois os poderes não são dados a um só, mas a todo grupo apostólico. Mas neste grupo de apóstolos Jesus escolhe um, Pedro, como o primeiro e o ponto de unidade. Muitos são os textos que nos apresentam Pedro como o primeiro, é ele que corre com João ao tumulo de Jesus e entra primeiro, é ele que resolve pedir a substituição de Judas, é ele que faz o primeiro discurso após Pentecostes, é ele que encabeça sempre a lista das aparições de Cristo, etc. (Jo 20,1 ss; At 2, 14 ss; At 1,15 ss.)
A sucessão apostólica é algo de fundamental importância na Igreja de Jesus, e aponta claramente para a passagem do poder ministerial de alguém que o tenha para outra pessoa ao longo dos tempos. Desde o inicio esta sucessão era transmitida de modo visível através da oração da Igreja, e da imposição das mãos para o ministério. De modo que o serviço dos apóstolos continuasse através dos seus legítimos sucessores. E assim como o serviço apostólico continuava nos bispos, o serviço de Pedro (ou ministério petrino) também continua em seus sucessores.
Deste modo hoje somos de maneira especial convocados a crescer em nossa fé na Igreja que é “apostólica”, herdeira do ministério dado por Jesus aos seus apóstolos. Nossos bispos, presbíteros e diáconos possuem o poder proveniente de Cristo através dos séculos, pela imposição das mãos. Como esta realidade é tão diferente de muitos grupos cristãos em que seus lideres se auto proclamam bispos, presbíteros e diáconos! Alguns destes grupos até invocam uma ordenação espiritual, realizada por um dos apóstolos de Jesus para confirmar sua sucessão apostólica, a que absurdo chegamos não?
Também somos hoje convidados a refletir sobre o ministério de Pedro que é exercido por seu sucessor o Papa. Em nossa fé sabemos que este ministério é essencial à caminhada da Igreja, é um serviço de unidade e de confirmar na fé os irmãos. Mesmo antes da separação entre os cristãos ortodoxos dos romanos, a autoridade do papa nunca foi atacada, mas naquelas épocas as coisas caminhavam de modo diferente. Os orientais sempre viram o Papa como o primeiro entre os pares que são irmãos, e nunca deixaram de recorrer a Roma em casos graves de doutrina, ou mesmo de autoridade eclesiástica local. Porém os Orientais nunca admitiram um centralismo romano, querendo nomear seus bispos, e opinar em assuntos acidentais da caminhada da Igreja local. Na reforma protestante também Lutero manifestava respeito ao Papa, tanto que lhe pedia um Concílio pra resolver o problema da venda das indulgências. Hoje os Anglicanos reconhecem a necessidade do ministério de Pedro, mas não exercido nos atuais moldes culturais. E o próprio papa João Paulo II, conclama os teólogos das outras Igrejas cristãs, a apresentar um modo como o ministério de Pedro, sem ser abandonado, possa contribuir mais para a unidade.
É certo que na história da Igreja vemos sempre uma forte tensão entre “colegialidade” ou trabalho em grupo, e “centralismo”. O Concílio Vaticano II insistiu muito nas “colegialidade”, e a partir dele surgiram muitos órgãos de governo partilhado como: sínodo dos bispos, conselho de presbíteros, conselhos paroquiais etc. Mas será que na prática são de fato organismos colegiados ou apenas órgãos de consulta?
Nunca podemos negar a importância do serviço de Pedro, e de seus legítimos sucessores para o bem e a comunhão da Igreja de Cristo. Mas o modo histórico de exercer este ministério pode e deve ser muitas vezes questionado como o foi ao longo da história. Hoje deveríamos, depois de quarenta anos do Concílio, ter mais abertura para as decisões tomadas pelas conferências episcopais, e mesmo pelos bispos diocesanos, mas será que é isso que ocorre na prática?
Nada disto é heresia, visto que o próprio papa pede a todos que indiquem a melhor forma de exercer o seu serviço a Igreja! O serviço de Pedro é essencial sem dúvida, mas o modo de exercê-lo que é acidental pode mudar!
Olho ás vezes Paulo, que hoje celebramos também, e não raro o colocamos mais de lado nesta festa, e vejo nele a força que teve ao enfrentar Pedro com relação a sua postura diante dos pagãos! Paulo nunca desconsiderou Pedro como chefe, mas se opôs ao que percebia ser contrário à vontade de Cristo (Gal 2, 11 ss).
Bem caros irmãos, vamos nesta semana rezar pelos sucessores de Paulo e de Pedro. Não só orar, mas agir também os ouvindo e amando-os, não apenas com palavras, mas na verdade de nossas opções e compromissos.
Peçamos nesta semana de modo especial por nosso Bispo, para que Deus o ilumine e fortaleça! Peçamos ainda pelo Papa, para que possa ser um sinal visível da unidade na diversidade da Igreja de Jesus.
O chamado “óbolo de São Pedro”, uma oferta econômica dada na missa deste domingo, será nossa resposta concreta, para ajudar a implantação da Igreja de Jesus em muitos lugares desta terra. Este dinheiro não é destinado as comodidades do Papa, mas a ser uma ajuda para a Igreja de Cristo em tantos e tantos lugares desta terra. Por tanto sejamos generosos!
Que também possamos crescer nesta semana na esperança, buscando sempre a força de Jesus, e tendo-o verdadeiramente como Nosso Senhor e Salvador.
Que a vitória de Cristo e de sua Igreja contra todos os poderes do mal, nos de animo para caminhar com uma esperança ativa, na construção do Reino de Deus.

Pe. Antonio Luiz Heggendorn, CP.
in memorian

Os três espelhos


Uma menina de bons sentimentos, mas um pouco vaidosa, do colégio, onde era educada, escreveu à mãe, pedindo-lhe que lhe mandasse um espelho. A mãe lhe respondeu que em vez de um, mandar-lhe-ia três. Chegaram de fato três embrulhos. A menina abre o primeiro, e ali encontra um verdadeiro espelho, com a inscrição:

- Eis o que és.

Abre o segundo e lhe aparece a figura de uma caveira, com as palavras: – Eis o que serás:

Abre o terceiro, e ali vê uma imagem de Maria Imaculada, e a advertência:

- Eis o que deves ser.

A mocinha compreendeu qual era o desejo da mãe: beijou aquele espelho e se propôs querer para o futuro imitar as virtudes de Maria Santíssima, pretendendo-a como modelo.

Assim deveríamos fazer nós: ter em tudo por modelo Maria Santíssima.

Então, sim, poderíamos dizer que possuímos a verdadeira devoção a ela: a devoção que nos salvará, pois é esta a sentença do Abade Guerrico (que é o eco das divinas Escrituras, do ensinamento da Igreja e das doutrinas dos Santos Padres): “Qui virgini farnulatur securus est de Paradiso: Quem serve à Virgem, a essa Rainha tão poderosa, a essa Mãe tão boa, está seguro do Paraíso.

(A PALAVRA DE DEUS EM EXEMPLOS – G. Mortarino J.C. – Edições Paulinas, SP – 1ª. edição, 1961, pp. 386 – 387).

N.B.: Se tivéssemos muitas mães como aquela do exemplo acima, o mundo seria certamente outro.

PS:

Ao ler esta reflexão que postei:" A mensagem dos três espelhos" nos faz refletir sobre a nossa condição de ser humano e devoto e nos proporciona uma reflexão profunda do que somos enquanto filhos de Deus e católicos, achamos tempo para tudo,acompanhamos até o placar do jogo do Brasil (copa do Mundo)mas esquecemos que sem a permissão de Deus isso seria imposssivél e não estaria acontecendo.E acrescento o seguinte: é verdade que temos tempo para tudo, menos para ser templo e imagem de Maria e transmitir a mensagem dos três espelhos para nossos filhos,esposos, esposas,parentes e amigos e somos covardes e omisssos diante dos poucos que tem coragem de manifestar tamanha fé em Nossa Senhora e recusamos ser filhos dela para não sermos maltrados,zombados e perseguidos e esquecemos do tesouro que nos espera no céu ao defender essa mulher a mãe de Jesus,Rainha dos céus e da Terra .Homens,mulheres e crianças cuidai sim de ser saudavéis e de boa aparencia mas não devemos nos preocupar tanto com a vaidade,pois Deus não levará em conta tua beleza e sim tudo o que fizeste em prol do crescimento do Reino dele e sua preocupação para sua salvação e daqueles que ao teu redor Ele te confiou e uma das maneiras de fazer isso e honrrar a devoção a Virgem Maria.Ela e noss medianeira por Ela a Jesus chegamos mais rápido com certeza. Pede a Mãe que o Filho Atende.
Ao ler esta reflexão acima arrepiou todas as minhas estruturas, do meu corpo e da minha alma, pois foi a resposta que eu acabei de pedir a minha amada mãe santissima, quando perguntei: – Mãe o que queres que eu faça, para alcançar a minha graça, e ser feliz eternamente e ser o sacerdote que preciso ser e que o povo espera. O que devo fazer para manter aquilo que teu filho me confiou imerecidamente.Louvado seja Jesus com sua Mãe maria Santíssima!

Nossa Senhora em Prantos


O pranto da imagem de Nossa Senhora de Fátima, ocorrido em julho de 1972, foi uma extraordinária advertência ao mundo prevaricador. A Santíssima Virgem, não tendo mais o que dizer, chora. Entretanto, a humanidade parece insensível as suas lágrimas, surda a seus pungentes apelos.

Quem a conheceu, jamais a esquecerá!

Aquele que não a conheceu…, reze para que um dia obtenha essa graça. Para isso vale qualquer sacrifício, pois é um meio excepcional para se ter uma idéia, ainda nesta Terra, de como é a virginal fisionomia de Maria Santíssima no Céu.

Refiro-me à imagem peregrina internacional de Nossa Senhora de Fátima, uma das quatro esculpidas em cedro brasileiro sob orientação imediata da Irmã Lúcia — a única sobrevivente dos três pastorinhos a quem a Virgem Santíssima apareceu em 1917. Irmã Lúcia morreu em 2004.

Essa imagem é denominada peregrina internacional, porque percorre o mundo — bem como as outras três — a fim de que todos os povos tenham oportunidade de venerar a Mãe de Deus, sob a invocação de Fátima.

Nossa Senhora em prantos

Das quatro imagens “peregrinas internacionais”, esta a que nos referimos, estando exposta à veneração dos fiéis na cidade norte-americana de Nova Orleans, verteu lágrimas, por 14 vezes.

O impressionante acontecimento foi largamente noticiado por jornais do mundo inteiro, em alguns nas primeiras páginas. Inúmeras pessoas presenciaram e dão testemunho do prodígio. As fotos da imagem em prantos aqui estampadas, e divulgadas naquela época — nas quais se podem notar lágrimas nos olhos e uma gota que pende do nariz — são do Pe. Elmo Romagosa, uma das testemunhas oculares do fato. Esse sacerdote, para obter a plena comprovação de que se tratava verdadeiramente de milagre, fez várias experiências com a imagem, e não encontrando qualquer explicação natural para o ocorrido, caiu de joelhos e acreditou.

Por que chorais?

Qual o significado desse pranto da Virgem Santíssima? É, seguramente, o pranto pelos pecados dos homens e na antevisão do castigo que paira sobre o mundo. Por quê?

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em artigo publicado na “Folha de S. Paulo”, de 6-8-1972, dá-nos uma interpretação dessa sublime lacrimação: um aviso à humanidade pecadora por permanecer surda à Mensagem que Nossa Senhora mesma anunciou em 1917 na Cova da Iria.

Lágrimas, milagroso aviso

"A imprensa diária de São Paulo publicou [em 21 de julho de 1972] uma fotografia procedente de Nova Orleans, na qual se via uma imagem de Nossa Senhora de Fátima a verter lágrimas. O documento despertou vivo interesse no público paulista. Penso, pois, que algumas informações sobre este assunto satisfarão os justos anelos de muitos leitores.

Não conheço melhor fonte sobre a matéria do que um artigo intitulado, muito americanamente, “As lágrimas da imagem molharam meu dedo”. Seu autor é o Pe. Elmo Romagosa. Publicou seu trabalho o “Clarion Herald” de 20 de julho p.p., semanário de Nova Orleans, e distribuído em 11 paróquias do Estado de Louisiana.

Os antecedentes do fato são universalmente conhecidos. No ano de 1917, Lúcia, Jacinta e Francisco tiveram várias visões de Nossa Senhora em Fátima. A autenticidade dessas visões foi confirmada por vários prodígios no sol, atestados por toda uma multidão reunida enquanto a Virgem se manifestava às três crianças.

Em termos genéricos, Nossa Senhora incumbiu os pequenos pastores de comunicar ao mundo que estava profundamente desgostosa com a impiedade e a corrupção dos homens. Se estes não se emendassem, viria um terrível castigo, que faria desaparecer várias nações. A Rússia difundiria seus erros por toda parte. O Santo Padre teria muito que sofrer. [...]

Como Nossa Senhora estabeleceu o atendimento de seus pedidos, como condição para que fossem desviados os flagelos apocalípticos por Ela previstos, está na lógica das coisas que baixe sobre a humanidade a cólera vingativa e purificadora de Deus, antes de vir a nós a conversão dos homens e a instauração do Reino de Maria. [...]

O misterioso pranto nos mostra a Virgem de Fátima a chorar sobre o mundo contemporâneo, como outrora Nosso Senhor chorou sobre Jerusalém. Lágrimas de dor profunda, na previsão do castigo que virá.

Virá para os homens de nosso século, se não renunciarem à impiedade e à corrupção. Se não lutarem especialmente contra a autodemolição da Igreja, a maldita fumaça de Satanás que, no dizer do próprio Paulo VI, penetrou no recinto sagrado"*.

Ainda é tempo, pois, de sustar o castigo, leitor, leitora!

* Cfr. Paulo VI, Alocuções de 7-12-68 e 29-6-72.

“Folha de S. Paulo”, 6-8-1972

Visita ao Brasil

Depois da milagrosa lacrimação em Nova Orleans, a imagem passou a peregrinar mais intensamente pelos países, e coube ao Brasil o privilégio de ser o primeiro a receber a augusta visitante.

Foi em maio de 1973 que essa miraculosa imagem de Nossa Senhora de Fátima, procedente dos Estados Unidos, desembarcou no aeroporto de Congonhas na capital paulista, recebendo a TFP brasileira a incumbência do trasladá-la. Primeiramente ela ficou na Sede do Conselho Nacional da TFP em São Paulo, depois percorreu várias cidades do norte fluminense e retornou aos Estados Unidos. Mas a maravilhosa imagem pôde voltar ao Brasil diversas vezes a fim de visitar outros Estados de nosso País-continente, o que se deu em 1974, 1975, 1976, 1981, 1985, 1992, 1998, 1999, 2000. A mais recente visita ocorreu em abril de 2002.

Fonte: Revista Catolicismo