Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

domingo, 4 de julho de 2010

Proteção das santas almas do Purgatório

No livro “Le purgatoire d’ápres les revelations des Saints”, escrito por Mons. Louvet, narra-se um fato impressionante da proteção das almas aos que a elas socorrem com sufrágios.

O padre Luiz Monaci, religioso dos Clérigos Menores, era muito devoto das almas. Em toda parte e em todas as ocasiões procurava meios de ajudar essas almas sofredoras. Em uma noite, em viagem, teve de atravessar sozinho uma planície deserta e perigosa, porque, infestada de bandidos e assaltantes. Haviam já tirado a vida a muita gente para roubar.

Pelo caminho, o bom padre não perdia tempo: ia recitando piedosamente o rosário de Maria pelas almas do purgatório. Ao avistar de longe o sacerdote, sozinho e desprovido de armas, um grupo de ladrões se preparou para o assaltar e puseram-se de emboscada. Qual não foi o espanto quando ouviram o soar de trombetas e um grupo de soldados que marchava armado ao lado do padre. Aterrorizados, esconderam-se, pensando que eram soldados que os vinham prender.

Viam entretanto o padre muito tranqüilo a caminhar, recitando o rosário. Entrou este numa hospedaria próxima. Enquanto o padre ceava, dois bandidos curiosos se aproximaram e perguntaram: — Que padre é este que anda acompanhado pelas estradas de soldados que o protegem?

— Aqui não chegou soldado algum e este padre nunca andou assim em viagem…

Os bandidos, curiosos, procuraram entrar em conversa com o sacerdote e perguntaram-lhe do batalhão que o escoltava.

— Meus filhos, eu ando sozinho pelos caminhos. Só tenho um companheiro, o meu rosário, que recito sempre pelas santas almas do purgatório para que elas me protejam.

– Pois bem, padre, confessa um bandido, estas almas vos salvaram. Estávamos na estrada prontos para o despojar e matar. E só não o fizemos porque um batalhão vos seguia pela estrada. Aterrorizados, fugimos e viemos aqui saber do que se trata. Cremos que as almas das quais sois tão devoto vos salvaram da morte…

Os bandidos, tocados pela graça, ali mesmo, de joelhos, pediram perdão dos pecados e confessaram-se humildemente.

Muitos outros autores contam inúmeros casos de proteção das santas almas em favor dos seus benfeitores.

Na verdade, mesmo nas coisas temporais aqueles caridosos que nunca se esquecem de socorrer as benditas almas do purgatório, podem contar com uma proteção segura da divina Providência em todas as circunstâncias difíceis, porque Deus sempre recompensa esta grande caridade.

(Fonte: Socorramos as almas do purgatório – Mons. Ascânio Brandão – Edições Paulinas – 2ª. Edição – 1954 – pp. 78-80)

Devoção ao auxilio das almas do purgatório


Devoção às Almas do Purgatório a doutrina da Igreja Católica sobre o Purgatório compreende três pontos: 1º O Purgatório existe; 2º Nele as almas serão purificadas; 3º Os fiéis da Igreja militante, podem, pelas orações e obras meritórias, aliviar as penas das almas do Purgatório.

1º. O purgatório existe deveras - Deus revelou esta verdade no Antigo Testamento. “ É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados”. (2 Macab. 12, 46). Destas palavras devemos deduzir que já no Antigo Testamento se acreditava num lugar expiatório, em que as almas dos defuntos eram detidas, até que fossem absolvidas dos pecados.

Jesus Cristo fala de pecados que “não serão perdoados nem aqui, nem no outro mundo”. (Mt. 12, 13). Logo, para certos pecados, há possibilidade de serem perdoados ainda no outro mundo. O lugar onde estes pecados serão expiados, é o Purgatório.

A Igreja ensina, com toda a precisão, a existência do Purgatório. Assim, escreve São Gregório Magno: “Sei que alguns devem fazer penitência ainda depois desta vida, nas chamas do Purgatório”. – “Uma coisa é esperar o perdão – diz São Cipriano – e outra entrar na eterna glória; uma coisa é ser metido no cárcere e dele não sair, enquanto não for pago o último ceitil, e outra coisa é receber imediatamente a recompensa da fé e da virtude; uma coisa é penar muito tempo e purificar-se nas chamas do Purgatório e outra coisa é ter removido todos os pecados, pelo martírio”.

Os Concílios ecumênicos de Cartago, Lyon, Florença e Trento definiram bem claramente a fé na existência do Purgatório. Nas antiqüíssimas orações litúrgicas, a Igreja pede a Deus que “absterja as manchas que ainda aderirem às almas dos fiéis defuntos” – que “delas se compadeça e lhes conceda o lugar da paz e da luz” – "que as tire das tristes moradas e as faça gozar da sorte dos justos”.

Esta doutrina da Igreja está muito de acordo com a razão. Se é certo que no céu entrarão somente as almas purificadas; se é certo que poucos homens na hora do trânsito estão isentos da mais leve culpa, certo é também que, com pouquíssimas exceções, os homens ficariam sempre excluídos do céu, se não houvesse na eternidade um lugar de expiação, salvo se Deus, na sua misericórdia, perdoasse sumariamente todos os pecados e as respectivas penas na hora da morte, o que não acontece. Na eternidade Deus “dará a cada um a paga, segundo as suas obras”. (Mt. 16, 27). Negar a existência do Purgatório equivaleria à exclusão do gênero humano quase inteiro da eterna bem-aventurança, o que seria contra a fé e a razão.

2º. No Purgatório serão purificadas as almas dos justos - O Purgatório é um lugar, onde não prevalece a misericórdia, mas a justiça divina. As penas das almas devem ser de natureza a satisfazerem plenamente à justiça divina. É claro que devem estar em proposição exata com a gravidade da ofensa, que Deus pelo pecado sofreu. Quem poderá aliviar a gravidade da ofensa, que uma pobre criatura se atreva a fazer ao Criador ? “Terrível é cair nas mãos de Deus vivo” . (Hebr. 10, 31).

O Purgatório é um lugar de penitência, que igual não tem aqui na terra. A razão é clara. Toda a penitência feita aqui, por mais rigorosa que seja, tem por fim preservar o homem da penitência futura na eternidade. Se assim é, a penitência a fazer-se na eternidade deve ser extremamente dolorosa. Se os maiores Santos castigavam o corpo com tanto rigor; se os primeiros cristãos prontamente tomavam sobre si as disciplinas mais duras e humilhantes, não era para outro fim, senão para deste modo se livrarem das penas temporais na eternidade. Se os rigores dos Santos, se as penitências públicas que estavam em uso no tempo da Igreja primitiva, não suportam comparação com as penitências do Purgatório, forçoso é concluir que estas devem ser mui dolorosas.

3º. Natureza das penas - O Purgatório é um lugar de purificação, que assustaria, porém, os maiores penitentes, os mais dedicados amigos da Cruz. Por quê ? Porque a purificação realizada no Purgatório é inteiramente diferente daquela que Deus costuma aplicar nesta vida. A purificação feita aqui é meritória, em atenção à Paixão e Morte de Jesus Cristo. A purificação, porém, no Purgatório é um sofrimento que não oferece o menor merecimento; são penas de que a alma, contra a vontade de Deus, se tornou merecedora pelos pecados. Davi pediu a Deus: “ Senhor, não me arguas em teu furor, nem me castigues na tua ira”; isto, segundo a explicação de Santo Agostinho, quer dizer: Assisti-me, ó meu Deus, para que não mereça vossa ira, isto é, as penas do purgatório.

Quem são aquelas almas que penam no Purgatório ? Pela maioria não são nossas conhecidas, mas entre todas nenhuma há que nos seja estranha. Todas elas, sem exceção alguma, são unidas a nós pelo laço da graça santificante: são portanto nossas irmãs em Jesus Cristo. Como não negamos o nosso socorro ao nosso irmão grandemente necessitado, não devemos negá-lo às pobres almas, que sofrem incomparavelmente mais, sem a possibilidade de melhorar a sua sorte, ainda mais, quando temos em nossas mãos meios poderosos para aliviar-lhes as dores. Não haverá entre as almas uma ou outra, que nos deva interessar mais de perto ? Descendo em espírito às trevas do Purgatório, lá não descobriremos talvez as almas de nossos pais, parentes, amigos e benfeitores ? A caridade, a gratidão não exigem de nós, que lhes prestemos o nosso auxílio ? Não têm elas direito à nossa intervenção, ainda mais quando as penas lhe foram causadas por pecados que cometeram talvez por nossa culpa ?

É natural e justo que devemos expansão à nossa dor, quando um dos nossos queridos entes nos é arrebatado pela morte; o verdadeiro amor, porém, exige de nós alguma coisa mais. Cumpre que unamos as nossas lágrimas ao sacrifício de Jesus Cristo no Gólgota; cumpre que a nossa dor seja uma dor ativa, como ativa foi também a dor que Jesus Cristo sentiu junto ao túmulo do amigo Lázaro. A nossa dor pela perda dos nossos pais, parentes e amigos não se deve limitar a manifestações exteriores. Por mais ricas que sejam as coroas depositadas nos túmulos dos nossos mortos; por mais vistosos que se apresentem os monumentos que lhes erigimos sobre os restos mortais, não preservam o corpo da decomposição, nem defendem a alma contra os tormentos do Purgatório. Não querendo fazer-nos culpados de ingratidão e inconsciência, é mister que empreguemos os meios que a Igreja tão generosamente nos oferece, como sejam: a recepção dos santos Sacramentos, em particular a SS. Eucaristia, o santo sacrifício da Missa, obras de penitência e caridade, as santas indulgências, etc. Um Pai Nosso rezado com devoção e humildade pelas almas, vale mais que muitas coroas; uma santa Missa celebrada pelo descanso eterno de uma alma, aproveita-lhes infinitamente mais que um suntuoso monumento, porque a santa Missa é o sacrifício expiatório por excelência.

O espírito pagão, que, com sua ostentação vaidosa e balofa, se infiltrou em todas as camadas da nossa sociedade, procura também se insinuar no santuário, o que em grande parte já conseguiu. Como são diferentes os enterros de hoje, daqueles que os primeiros cristãos faziam nas catacumbas ! Naquele tempo havia muita devoção e pouca flor; hoje há pelo contrário, uma imensidade de flores e coroas e pouca ou nenhuma devoção. Os primeiros cristãos levavam os defuntos ao cemitério, cantando salmos e recitando orações; os cristãos de hoje acompanham os enterros por simples formalidade, sem lhes vir a idéia de rezar uma Ave Maria sequer pelo descanso do falecido; os primeiros cristãos confiavam os defuntos com muito carinho à terra, como uma semente preciosa da futura ressurreição gloriosa; os enterros de hoje são quase destituídos por completo de tudo que possa lembrar as verdades eternas.

Como é bela a devoção às almas do Purgatório! Agradável a Deus, proveitosa às pobres almas, é utilíssima a nós mesmos. Não fechemos o nosso ouvido aos gemidos dos nossos irmãos, que padecem no Purgatório. Eles levantam as mãos para nós, suplicando o nosso auxílio. Talvez sejam nossos pais; um pai amoroso, que nos dedicava os seus cuidados, dia e noite; talvez a mãe, que nos amava tão ternamente; irmãos, cuja morte tanto nos entristeceu; filhos, que eram o encanto da nossa vida; o esposo, sempre tão dedicado e fiel cumpridor dos deveres; a esposa, a fiel companheira, o anjo do lar. Todos sofrem, sofrem penas amargas, impossibilitados de melhorar a sorte. A nós se dirigem suplicantes: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós, que sois meus amigos, porque a mão do Senhor me tocou” . (Job. 19, 21).

Reflexões:

Há pessoas que não temem o Purgatório e tampouco cuidam de dar a Deus a necessária satisfação das suas culpas. Dou-me por muito satisfeito, assim dizem, se Deus não me condenar. Outros há que confiam nas orações e sufrágios dos parentes e amigos ou nas santas Missas, para cuja celebração providenciaram no testamento. Aqueles se convençam de que impunemente ninguém ofende a Deus e que o pecado leve é caminho seguro para culpas graves. Os outros leiam e ponderem as seguintes palavras de Tomás a Kempis: “ Não te fies demais nos amigos e parentes e não proteles tua salvação para mais tarde; mais depressa que pensas, se esquecerão de ti os homens. – É melhor providenciar em tempo e despachar já de antemão boas obras para a eternidade, do que confiar no auxílio de outros depois da morte. Se não providenciares em teu interesse quem o fará por ti?”. Só por estas palavras, não deveríamos nós, tomarmos consciência quanto à nossa responsabilidade em elevar diariamente nossas orações e sacrifícios, mandar celebrar missas pelo menos às almas dos nossos parentes e amigos que partiram para a eternidade? Aproveitemos o pouco tempo que nos resta para socorrer as almas do purgatório, pois nós também precisaremos em breve desse precioso auxílio, especialmente da intercessão das almas que de lá forem libertadas com a nossa ajuda.

O PURGATÓRIO

O Purgatório na Sagrada Escritura e na Tradição

O purgatório é um local onde ficam as almas que morrem em estado de graça, isto é, sem pecado mortal, mas que tem "penas temporais" ainda a expiar por seus pecados ou algumas imperfeições (ou pecados veniais) que não foram suficientemente purificadas, pois no céu "nada de impuro pode entrar" (Ap. 21, 27).

O Purgatório é uma verdade positivamente revelada por Deus, que não admite dúvida. Disse Jesus, um dia, à multidão de povo que acabava de ouvir o sublime sermão das bem-aventuranças: "Reconcilia-te com o teu adversário... enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário de entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao ministro e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de modo nenhum, sairás dali, enquanto não pagares até o último ceitil" (Mt 5, 25-26).

Jesus acabara de dizer que os seus discípulos deveriam ser o "sal da terra e a luz do mundo" (Mt. 5, 13), continuando a traçar as normas a seguir para evitar o inferno e chegar ao céu.

"Digo-vos", diz o Mestre, "que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no céu" (Mt 5, 20). Eis o céu bem indicado.

O inferno não o é menos: "Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um de teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado no inferno" (Mt 5, 29).

Eis como, na mesma instrução (é o mesmo capítulo de S. Mateus), Nosso Senhor trata do Céu, do inferno e do purgatório; pois o texto citado refere-se claramente ao purgatório. Está no texto e no contexto que não se trata de uma simples comparação.

De fato, não pode tratar-se de uma prisão imposta pela justiça humana: isto é, da autoridade policial, e o Mestre nem trata disso e nunca tratou; fala do seu reino espiritual.

Aliás, o contexto mostra claramente que não se trata de uma cadeia material - pois Nosso Senhor não teria como afirmar que a pessoa não sairia dali enquanto não pagasse até o último ceitil. Trata-se de uma prisão à qual Nosso Senhor tem soberania, é Ele quem manda e decide.

Como não pode se tratar do inferno, visto que o inferno é eterno (Mt 25, 41), e não se trata de uma prisão material, trata-se, pois, de uma prisão temporária, onde as almas sofrem, por certo tempo, em expiação de seus pecados; onde são purgadas das faltas leves, que não merecem o inferno, mas impedem de entrar no céu. "Nada de impuro entrará no céu" (Apoc 21, 27).

Outra alusão à existência do purgatório encontramos em I Cor 3, 12-15: "...Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha), for queimada, esse há de sofrer prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo".

Depois, temos o uso da razão. Para onde iria uma alma que não é bastante santa para ir para o céu e nem bastante santa para ir para o inferno? Ela deve ir para um local de expiação, que é o purgatório.

Esse texto não é o único. Existem textos mais claros nos livros que os protestantes retiraram da Bíblia por contradizerem sua doutrina. O texto mais expressivo sobre a existência do purgatório é o do Livro II dos Macabeus (XII, 43), o qual narra como Judas Macabeu mandou oferecer um sacrifício pelos que haviam morrido na batalha, por exemplo, por expiação de seus pecados: "Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição... Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados."

Ora, ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica claramente a existência do purgatório.

O Concílio Tridentino (Sess. XXV, D.B. 983), define como verdade de fé a existência do purgatório.

Entre outros testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano: "A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte." (De Monogamia, 10)

Penas temporais dos pecados

Essa exigência (das penas temporais) é facilmente compreensível, se levarmos em conta o seguinte: quem rouba um relógio ou produz um dano pecuniário a alguém, pode pedir e receber o perdão do respectivo proprietário, mas este exigirá que a ordem anterior seja restaurada ou que o relógio volte ao seu dono. Do mesmo modo, quem difama caluniosamente o seu próximo, pode pedir e receber o perdão deste, mas fica obrigado a restaurar a honra da pessoa ofendida.

Nas Sagradas Escrituras, tenhamos em vista os seguintes casos:

a) Davi, culpado de homicídio e adultério, foi agraciado ao reconhecer o delito; não obstante, teve que sofrer a pena de perder o filho do adultério (cf. 2Sm 12, 13ss);

b) Moisés e Aarão cederam à pouca fé em dados momentos de sua vida; por isso, foram pelo Senhor privados de entrar na Terra Prometida, embora não haja dúvida de que a culpa lhes tenha sido perdoada (cf Nm 20, 12s; 27, 12-14; Dt 34, 4s).

Em outros casos, o perdão é estritamente associado a obras de expiação. Assim o profeta Joel, com a conversão do coração, exige jejum e pranto (cf Jl 2, 12); o velho Tobit ensina a seu filho que a esmola o libertará de todo pecado e da morte eterna (cf. Tb 4, 11s); algo de semelhante é anunciado por Daniel ao Rei Nabucodonosor (cf. Dn 2, 24)

Indulgências

PONTOS ESSENCIAIS SOBRE A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS
EXTRAÍDOS DO 'MANUAL DAS INDULGÊNCIAS', EDITADO PELA PENITENCIARIA APOSTÓLICA EM 29 DE JUNHO DE 1968.

(Edições Paulinas, São Paulo, 1990)
(OBS.: A numeração do presente resumo não segue a do original. Para um estudo mais aprofundado recomenda-se adquirir o próprio Manual, encontrável em livrarias católicas.)

1 - Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

2 - A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

3 - Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas.

4 - Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.

5 - O fiel que, ao menos com o coração contrito, faz uma obra enriquecida de indulgência parcial, com o auxílio da Igreja, alcança o perdão da pena temporal, em valor correspondente ao que ele próprio já ganha com sua ação.

6 - O fiel cristão que usa objetos de piedade (crucifixo ou cruz, rosário, escapulário, medalha) devidamente abençoados por qualquer sacerdote ou diácono, ganha indulgência parcial. Se os mesmos objetos forem bentos pelo Sumo Pontífice ou por qualquer Bispo, o fiel, ao usá-los com piedade, pode alcançar até a indulgência plenária na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, se acrescentar alguma fórmula legitima de profissão de fé.

7 - Parágrafo 1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas.

Parágrafo 2. O fiel deve também TER INTENÇÃO, AO MENOS GERAL, DE GANHAR A INDULGÊNCIA e cumprir as ações prescritas, no tempo determinado e no modo devido, segundo o teor da concessão.

8 - Parágrafo 1. A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia.
Parágrafo 2. Contudo, o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido nesse dia.
Parágrafo 5. A indulgência parcial pode ganhar-se mais vezes ao dia, se expressamente não se determinar o contrário.

9 - Parágrafo 1. A obra prescrita para alcançar a indulgência plenária anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos: neles se recitam a oração dominical e o símbolo aos apóstolos (Pai-nosso e Credo), a não ser caso especial em que se marque outra coisa.

10 - Parágrafo 1. Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística, e oração nas intenções do Sumo Pontífice.(Veja obs no final)

Parágrafo 2. Com uma só confissão podem ganhar-se várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência plenária.

Parágrafo 3. As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita.

Parágrafo 4. Se falta a devida disposição ou se a obra prescrita e as três condições não se cumprem, a indulgência será só parcial, salvo o que se prescreve nos nn. 27 e 28 em favor dos 'impedidos'.

Parágrafo 5. A condição de se rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai-nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.

11 - Concede-se indulgência parcial ao fiel que, no cumprimento de seus deveres e na tolerância das aflições da vida, ergue o espírito a Deus com humilde confiança, acrescentando alguma piedosa invocação, mesmo só em pensamento.

CONCESSÕES
(OBS: Aqui só constam algumas das concessões contidas no manual.)

INDULGÊNCIA PARCIAL
- Atos de Fé, Esperança e Caridade.
- 'Nós vos damos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.
- Santo Anjo (oração ao Anjo da Guarda)
- Angelus, Regina Caeli.
- Alma de Cristo.
- Comunhão Espiritual.
- Creio
- Ladainhas aprovadas pela autoridade competente. Sobressaem-se as seguintes: Santíssimo Nome de Jesus, Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos.
- Magnificat.
- Lembrai-vos
- Miserere (Tende piedade)
- Ofícios breves: Ofícios breves da Paixão de NSJC, Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição e de São José.
- Oração mental.
- Salve Rainha.
- Sinal da Cruz.
- Veni Creator.
- Renovação das promessas do batismo.

INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS
(OBS.: Como acima, aqui só constam algumas das indulgências do manual).

- Indulgência plenária - Concede-se indulgência parcial ao fiel que visitar o Santíssimo Sacramento para adorá-Lo, se o fizer por meia hora ao menos, a indulgência será plenária.

- Visita ao cemitério - Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias será parcial.

- Exercícios espirituais - Concede-se indulgência plenária ao fiel que faz os exercícios espirituais ao menos por três dias.

- Indulgência na hora da morte - O sacerdote que administra os sacramentos ao fiel em perigo de vida não deixe de lhe comunicar a bênção apostólica com a indulgência plenária. Se não houver sacerdote, a Igreja mãe compassiva, concede benignamente a mesma indulgência ao cristão bem disposto para ganhá-la na hora da morte, se durante a vida habitualmente tiver recitado para isso algumas orações. Para alcançar esta indulgência plenária louvavelmente se rezam tais orações fazendo uso de um crucifixo ou de uma simples cruz.

A condição de ele habitualmente ter recitado algumas orações supre as três condições requeridas para ganhar a indulgência plenária. A mesma indulgência plenária em artigo de morte, pode ganhá-la o fiel que no mesmo dia já tenha ganho outra indulgência plenária. (Esta concessão vem assinalada na const. apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 18)

- Primeira Comunhão - Concede-se indulgência plenária aos fiéis que se aproximarem pela primeira vez da sagrada comunhão, ou que assistam a outros que se aproximam.

- Reza do Rosário de Nossa Senhora - Indulgência plenária, se o Rosário se recitar na igreja ou oratório público ou em família, na comunidade religiosa ou em pia associação; parcial, em outras circunstâncias.

(O Rosário é uma fórmula de oração em que distinguimos quinze dezenas de saudações angélicas [Ave-Marias], separadas pela oração dominical [Pai-nosso] e em cada uma recordamos em piedosa meditação os mistérios da nossa Redenção). Chama-se também a terça parte dessa oração o Terço. Para a indulgência plenária determina-se o seguinte:

1 - Basta a reza da terça parte do Rosário, mas as cinco dezenas devem-se recitar juntas.

2 - Piedosa meditação deve acompanhar a oração vocal.

3 - Na recitação publica, devem-se anunciar os mistérios, conforme o costume aprovado do lugar; na recitação privada, basta que o fiel ajunte a meditação dos mistérios à oração vocal.

- Leitura espiritual da Sagrada Escritura - Concede-se indulgência parcial ao fiel que ler a Sagrada Escritura com a veneração devida à palavra divina, e a modo de leitura espiritual. A indulgência será plenária, se o fizer pelo espaço de meia hora pelo menos.

- Visita à igreja ou altar no dia da dedicação e aí piedosamente rezar o Pai-nosso e o Credo.

Maria cuida de cada um de nós

São Boaventura anima os pecadores nestes termos: Que deves fazer, se por causa de teus pecados temes a vingança de Deus? Vai, recorre a Maria, que é a esperança dos pecadores. Estás, porém, receoso de que ela não queira tomar tua defesa? Pois então fica sabendo que é impossível uma tal repulsa; pois o próprio Deus encarregou-a de ser o refúgio dos pecadores.

É lícito a um pecador desesperar de sua salvação, quando a própria Mãe do Juiz se lhe oferece por mãe e advogada? Pergunta a Abade Adão de Perseigne. E continua: Vós, ó Maria, que sois Mãe de Misericórdia, recusaríeis interceder junto ao vosso Filho que é Juiz, por um filho vosso que é pecador? Em favor de uma alma recusaríeis falar ao Redentor, que morreu na cruz para salvar os pecadores? Não; não podeis fazê-lo; pelo contrário, de coração vos empenhais por todos os que vos invocam.

Pois sabeis perfeitamente que aquele Senhor, que constituiu vosso Filho medianeiro de paz entre Deus e o homem, também vos constituiu a vós medianeira entre o juiz e o réu. Agradece, portanto, ao Senhor que te deu uma tão grande medianeira, exorta são Bernardo. Por manchado de crimes, por envelhecido que sejas na iniqüidade, não percas a confiança, ó pecador.

Dá graças ao Senhor que em sua infinita misericórdia não só te deu o Filho por advogado, senão também para aumento de tua confiança te concedeu essa grande medianeira, cujos rogos tudo alcançam. Recorre, pois, a Maria e serás salvo.

Extraído do livro: Glórias de Maria – São Afonso de Ligório

sábado, 3 de julho de 2010

Deputada brasileira afirma: “Nasci depois de um estupro. Não posso ser a favor do aborto!”

A Deputada Fátima Pelaes durante reunião que aprovou o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade e Família, na última quarta-feira, 19, comoveu os deputados na Comissão de Seguridade e Família, que aprovou o texto substitutivo deste projeto, ao compartilhar que ela mesma foi concebida depois de uma violação e ainda assim sua mãe optou por não abortá-la. Por isso hoje, Fátima luta pelo direito à vida desde a concepção seja qual for a circunstância em que esta seja ocasionada. O projeto define o direito à vida desde a concepção e protege o nascituro contra qualquer forma de discriminação que venha privá-lo do seu direito a nascer.

A deputada conta que veio à luz num presídio misto e viveu na casa de detenção por três anos, após um ato de violência sexual sofrido por sua mãe. Fátima Pelaes, deputada pelo Estado do Amapá, militante pelas causas das mulheres, das crianças e dos adolescentes, foi quem relatou a CPI sobre o extermínio de crianças e adolescentes (1992), presidiu a CPI que investigou a mortalidade materna no Brasil (2000/2001) e criou a lei, de 2002, que estendeu a licença-maternidade para mães adotivas.

Ontem, durante a sessão da Comissão de Seguridade e Família na Câmara dos Deputados em Brasília, quando ainda estava em pauta o Estatuto do Nascituro, contou ser fruto de um estupro realizado dentro da prisão. Sua mãe quis abortá-la, a princípio, mas decidiu por sua vida: para que sua história pudesse salvar a história de muitos outros, muitas outras.

“Nasci depois de um estupro. Não posso ser a favor do aborto!”, relatou.

Quando ela acabou de falar, todos estavam chorando, emocionados. O deputado Arnaldo Faria de Sá tomou o microfone e convocou uma resposta à altura do depoimento de Fátima: “Senhores, depois deste testemunho como não ser a favor da vida dos nascituros?”

Os deputados pró-vida defenderam a urgência da aprovação do projeto durante a acalorada votação.

Os deputados abortistas denunciavam falsamente que o Estatuto do Nascituro tinha por objetivo criminalizar as mulheres e revogar o Artigo 128 do Código Penal, que autoriza o aborto praticado por médico em casos de estupro e de risco de vida para a mãe. Mesmo assim, depois de quatro horas de discussão, e ante as provocações das abortistas enfurecidas com um projeto que (se chega a ser sancionado pelo Presidente da República) terá o poder de paralisar as ações contrárias ao bem-estar da mãe e do bebê, foi finalmente aprovado por esta comissão o texto substitutivo do Estatuto do Nascituro.

Agora o projeto de lei inicialmente formulado pelos deputados Luiz Bassuma e Miguel Martini segue para a Comissão de Finanças e Tributação e depois para a Comissão de Constituição. Sendo aprovado por lá o projeto será encaminhado para votação no plenário e por último é entregue para a sanção do presidente da república.

Fonte: ACI Digital

A nova religião do PNDH-3

No final de 2009 – às vésperas do Natal, festa cristã por excelência – o governo lançou o decreto mais anticristão de que tenhamos notícia na história do Brasil. O fato soou como um roufenho toque de clarim, a anunciar uma investida sem precedentes contra a Religião católica e todos aqueles que, de alguma forma, procuram orientar suas vidas e sua conduta moral pelos Mandamentos da Lei de Deus.
Referimo-nos ao decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009, do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).
O fato aí está e não-vou-me-omitir em toda sua crueza e realidade: o PNDH-3 é um espectro assustador que-se materializado em leis, normas, regulamentos –implica necessariamente numa perseguição religiosa sem precedentes na história do Brasil. De onde a necessidade, também neste caso, de “apontá-lo, denunciá-lo, combatê-lo, disputar-lhe passo a passo o terreno, erguer contra ele toda uma cruzada de idéias e de atos”, conforme propõe a bela e cadenciada frase de Plinio Corrêa de Oliveira.
Na realidade, o PNDH-3 se afirma, sem dizê-lo, como uma nova religião. Sim, a religião do homem em substituição à religião de Deus, exigindo de seus adeptos submissão total. Uma religião laica que traz consigo nova moral, pois determina que devemos agora pautar nossas ações pelos direitos das prostitutas, dos homossexuais, das feministas, dos vadios, dos invasores de terras e prédios, das “culturas” primitivas, dos revoltados de todo gênero, em substituição aos Dez Mandamentos da Lei de Deus.
O ponto de referência para tudo quanto o homem pensa ou faz passa a ser os tais “direitos humanos”, e por eles será julgado. Dessa forma, o Estado — que se considera laico (não-religioso), e permite que todas as religiões co-existam em seu território — decide criar novos valores morais, novas formas de viver, pensar e agir, que têm precedência não apenas sobre todas as religiões, mas também sobre a nossa história cultural e nossa própria identidade como nação cristã.
- O nefasto Programa Nacional dos Direitos Humanos, o PNDH-3, além do mais, nos leva a questionamentos dentro do que estamos num momento preocupante para o futuro do Brasil.
Caso o PNDH-3 seja implantado, teremos...
…o aborto, a prostituição, o homossexualismo, a destruição da propriedade privada...
Os princípios cristãos que ainda sustentam a sociedade serão varridos do nosso quotidiano e arriscam até de serem perseguidos.
Então lhe convido a entrar no site: Instituto Plínio Corrêa de Oliveira
www.ipco.org.br enviando um cartão amarelo aos depultados e senadores de sua região ou conhecidos. Mas isso ainda é pouco para fazer nossos políticos se mexerem e trabalhar para evitar algo que é péssimo para nosso País, como o PNDH-3.
O objetivo anunciado pelo PNDH-3 de “coibir manifestações de intolerância religiosa” (Objetivo estratégico VI), pode vir a ter aplicações estranhamente análogas às impostas pelos regimes islâmicos.
O Programa Nacional [de Perseguição Religiosa sob pretexto] de Direitos Humanos- Denúncia: O Fundamentalismo Ateu.
Um espectro que ameaça o Brasil
Em nome de uma ideologia que nega Deus e diviniza o homem, o fundamentalismo ateu quer acabar com qualquer vestígio de Religião e de Moral no Estado e na sociedade moderna.
Por isso, deformando o verdadeiro conceito de direitos humanos, o fundamentalismo ateu destrona a Deus e desconhece seus Mandamentos, fazendo do próprio homem e dos caprichos da liberdade humana o supremo juiz do bem e do mal, do justo e do injusto, do louvável e do repreensível.
Não reconhecendo a ordem posta por Deus no Universo e a natureza humana, o fundamentalismo ateu advoga:
- Morticínio das crianças no seio materno, em nome de um suposto direito das mulheres a dispor de seu corpo, o que lhes permitiria gozar livremente da sexualidade;
- Legitimação da prostituição como meio honesto de ganhar a vida;
- Equiparação das uniões homossexuais à instituição sagrada da família, pretendendo até entregar crianças inocentes para serem adotadas por homossexuais;
- Invasão das propriedades, para satisfazer a cobiça de pessoas que se recusam a ganhar o pão com o suor de seus rostos;
- Proteção dos criminosos e a limitação dos meios de ação das forças policiais.
-Mais ainda, por ser incapaz de conter qualquer renascimento religioso nas novas gerações, o fundamentalismo ateu quer eliminar dos lugares públicos todo símbolo religioso, para que os cidadãos acabem esquecendo-se de Deus e não Lhe agradeçam tudo que a Ele devem.
Instrumentalizando a Lei e a Justiça, e ameaçando com pesadas sanções penais e multas, o fundamentalismo ateu já tem conseguido, em países nos quais outrora predominava o espírito cristão:
- Obrigar os hospitais católicos a praticar abortos (Colômbia) e forçar as faculdades de medicina de universidades católicas a ensinar como se fazem os abortos (Espanha);
-- Obrigar os farmacêuticos a vender pílulas abortivas (França);
- Forçar os funcionários municipais cristãos a “celebrar” cerimônias de casamento entre homossexuais (Inglaterra);
- Sancionar juízes por terem tomado medidas de precaução para salvaguardar o melhor interesse de crianças que estão sendo adotadas por pseudo-casais homossexuais (Espanha);
- Condenar penalmente fotógrafos por recusarem-se a filmar festas de casamento homossexual (Estados Unidos) e multar igrejas por não alugarem salões paroquiais para a realização de tais festas (Estados Unidos);
- Obrigar escolas católicas ou de outras confissões cristãs a dar aulas de educação sexual, nas quais se ensina que o aborto e a homossexualidade são opções legítimas (Inglaterra);
- Mandar retirar os crucifixos das escolas públicas (Itália).
E que pretexto os legisladores e os juízes alegam para punir os “culpados”?
É um deturpado conceito de Direitos Humanos que – em nome da “não discriminação”, da “libertação da mulher” ou da “proteção das minorias marginalizadas” – admite como legítimos comportamentos outrora penalizados por contrariarem a Lei de Deus.
Em outras palavras, esse falso conceito ateu de direitos humanos está se transformando no único “dogma” aceito pela sociedade moderna.
Se os ensinamentos de uma religião entram em choque com esse “dogma”, ela passa a ser considerada ipso facto como uma ameaça à ordem pública e ao regime democrático.
O Brasil – que é o maior país católico do mundo – tinha sido até aqui poupado desses conflitos religiosos em que, cada vez mais, vão sendo envolvidos os cristãos da Europa e dos Estados Unidos.
Porém, o Programa Nacional de Direitos Humanos, recentemente lançado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu Secretário para os Direitos Humanos, Sr. Paulo Vannuchi, faz nosso País entrar de cheio nesse conflito entre o fundamentalismo ateu e a religião.
Se não, vejamos:

1 No plano religioso, o PNDH-3 visa “instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas”, assim como “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, desconhecendo as raízes católicas da história e da imensa maioria da população brasileira, e abrindo as portas escancaradamente para a bruxaria e o satanismo.

2 Desrespeitando o direito à vida do nascituro, o PNDH-3 tem como um dos seus objetivos prioritários “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”.

3 Visando expressamente desconstruir a célula familiar tradicional, e desconhecendo o direito das crianças de nascer e ser educadas no seio de uma família normal, o PNDH-3 visa “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo”, “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” e “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade”.

4 Equiparando o vício a uma profissão honesta (e desconhecendo que, na maioria dos casos, as prostitutas são escravas de redes de tráfico), o PNDH-3 visa “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” e “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo”.

5 Numa clara opção socializante, o PNDH-3 propõe “políticas públicas de redução das desigualdades sociais concretizadas por meio de ações de transferência de renda, incentivo à economia solidária e ao cooperativismo, à expansão da reforma agrária, ao fomento da aquicultura, da pesca e do extrativismo e da promoção do turismo sustentável”.

6 Em claro ataque à propriedade privada, o PNDH-3 declara desejar “fortalecer a reforma agrária com prioridade à implementação e recuperação de assentamentos [...] e regulamentação da desapropriação de áreas pelo descumprimento da função social plena”.

7 Golpeando o direito de propriedade, o PNDH-3 privilegia, para resolver os conflitos originados pelas invasões ilegítimas de terras e prédios urbanos, não a aplicação das decisões liminares de justiça, mas a “mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos [...] como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares”.

8 Baseado num dogmatismo ecologista sem fundamento na ciência, e que cria obstáculo ao desenvolvimento econômico, o PNDH-3 visa “fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais, tais como eucalipto, cana-de-açúcar, soja, e sobre o manejo florestal, a grande pecuária, mineração, turismo e pesca”, assim como “fortalecer políticas públicas de apoio ao extrativismo e ao manejo florestal comunitário ambientalmente sustentáveis”.

9 O Programa visa igualmente desmembrar o Brasil, outorgando enorme autonomia às populações indígenas, sob pretexto de “assegurar a integridade das terras indígenas para proteger e promover o modo de vida dos povos indígenas “ e de “garantir demarcação, homologação, regularização e desintrusão das terras indígenas, em harmonia com os projetos de futuro de cada povo indígena, assegurando seu etnodesenvolvimento e sua autonomia produtiva”.

10 Igualmente, em lugar de favorecer a integração dos silvícolas na vida nacional e fazê-los beneficiários do progresso, o PNDH-3 mantém os objetivos do PNDH-2, que já declarava visar segregá-los num regime de apartheid, implementando “políticas de proteção e promoção dos direitos das sociedades indígenas, em substituição a políticas assimilacionistas e assistencialistas”.

11 O viés totalitário transparece na proposta de “implementar o Observatório da Justiça Brasileira, em parceria com a sociedade civil” e “estimular e ampliar experiências voltadas para a solução de conflitos por meio da mediação comunitária e dos Centros de Referência em Direitos Humanos”.

12 Mesmo a polícia deve ficar sob controle, pois o PNDH-3 propõe “a criação, com marco normativo próprio, de ouvidorias de polícia autônomas e independentes, comandadas por ouvidores com mandato e escolhidos com participação da sociedade civil, com poder de requisição de documentos e livre acesso às unidades policiais”.

Aquilo que em outros países está sendo feito de maneira sorrateira e diversificada, mudando primeiro uma lei a respeito de um tema, depois dando uma sentença arbitrária a respeito de outro, mais tarde assinando um tratado internacional a respeito de um terceiro assunto, no Brasil pretende-se fazê-lo de uma vez só e abarcando de modo unificado todas as áreas da atividade humana.
Julgando talvez o Brasil um país demasiado conservador, o fundamentalismo ateu decidiu aparentemente proporcionar-lhe uma “terapia de choque” com o Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos.
Por esse mecanismo totalitário, está se abrindo na nossa Pátria uma das maiores perseguições religiosas da História.
Senão a maior: porque suas vítimas não serão apenas os seguidores desta ou daquela religião, mas todos os brasileiros de bem que querem respeitar a Lei de Deus, os ditames da justiça natural e sua própria consciência.
Face a essa ameaça, a Igreja Católica no Brasil, que não pode mudar os ensinamentos que recebeu em depósito das mãos de seu divino Mestre, também não pode deixar de evangelizar o nosso povo a esse respeito sem trair sua missão.
Ela não pode, portanto, evitar esse choque com o fundamentalismo ateu e com as estruturas do poder político que o sustentem, nem com aqueles conglomerados da mídia que ditam o “credo” ateu, individualista e hedonista imperante na sociedade contemporânea.
De nós, brasileiros, dependerá o resultado desse entrechoque:
- Se nós nos omitirmos e permitirmos que o PNDH-3 seja implementado, os católicos passarão a ser perseguidos, ou pelo menos considerados “cidadãos de segunda classe”, que vivem pachorrentamente num mundo completamente paganizado;
- Se nós resistirmos, estaremos escrevendo mais uma página de glória na história de nossa Pátria e na história da Igreja.
Sirvam-nos de alento nessa conjuntura as luminosas palavras que proferiu o Beato Papa Pio IX quando os revolucionários italianos ocuparam os Estados Pontifícios, invadiram Roma e deixaram o Sumo Pontífice virtualmente prisioneiro no Vaticano:

Papa Beato Pio IX

“A maldade dos homens, excitada pelos demônios, elevou Jesus Cristo sobre o Gólgota, cravado numa cruz: mas foi precisamente sobre a cruz que Jesus Cristo estabeleceu sua Igreja, completando a obra de salvação do mundo. Aquilo não foi uma derrota, mas a primeira vitória. Foi lá que a graça triunfante começou sua obra.
“A partir daí, as oposições e as lutas não deram quartel à Igreja, mas cada luta marcou um triunfo. Porque aquele sangue que correu por todos os lados, inundando e regando sobretudo o solo de Roma, em lugar de extenuar a Igreja, deu-Lhe uma nova força. E longe de eliminar seus discípulos, apenas conseguiu multiplicá-los. O que permitiu chamar esse sangue de semen christianorum, semente de novos cristãos!
“Hoje, não se faz mais a guerra a uma parte apenas da Igreja, ou a apenas um artigo de sua fé, ou a um de seus dogmas. É à Igreja universal que a guerra é declarada. É contra a incredulidade, contra o ateísmo, o materialismo, que a Igreja deve lutar.
“Mas a Igreja de Jesus Cristo, construída sobre a pedra, não será jamais abalada, qualquer que seja a violência da tempestade. Ela tem como garantia a própria palavra desse Deus que disse: Portae inferi non praevalebunt – As portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Peregrinando dentro do olhar de Nossa Senhora


Nossa Senhora de Fátima Fisionomia igual não conheço. Tenho-a bem diante de mim, e, movido pelo hábito de tudo observar e explicar para meu próprio uso, fito-a com atenção. E de repente percebo que entro dentro dela.

Sim, essa fisionomia única como que deflui da face e especialmente dos olhos. Envolve-me no ambiente que ela cria. Ao mesmo tempo, convida-me a entrar fundo no seu olhar.

— Que olhar! Nenhum é tão límpido, tão franco, tão puro, tão acolhedor. Em nenhum se penetra com tal facilidade. Contudo, nenhum também apresenta profundidades que se perdem em tão longínquo horizonte. Quanto mais dentro desse olhar se caminha, tanto mais ele atrai para um indescritível ápice interior e profundo.

Pode alguém passar a vida inteira caminhando dentro desse olhar, sem jamais tocar nesse vértice. — Caminhada inútil? — Não. Dentro desse olhar não se anda; voa-se. Não se passeia; faz-se peregrinação.

Ao longo desta peregrinação da alma, o olhar, no qual voa, já não o envolve apenas. Mas penetra nele. Quando o peregrino cerra os olhos, julga vê-lo à maneira de luz no mais profundo de si mesmo. Tenho impressão de que, se durante toda a vida ele for fiel nesse vôo, quando cerrar definitivamente os olhos esta luz brilhará no fundo de sua alma por toda a eternidade.

O olhar é a alma da fisionomia — Que fisionomia essa, que tenho diante de mim! A um observador destro ela manifesta uma plenitude de alma maior do que a História, porque toca na eternidade. Maior do que o universo, porque espelha o infinito.

A fronte parece conter cogitações que, a partir de um Presepe e a terminar em uma Cruz, abarcam todo o acontecer humano.

A face toda, o nariz — cuja linha possui um “charme, mais belo do que a beleza”, segundo diz o Poeta — os lábios silenciosos, mas que dizem tudo a todo momento, Mãe Santíssima parecem louvar a Deus em cada criatura, segundo as características de cada uma; e pedir a Deus por toda miséria, como se estivesse a condoer-se das peculiaridades de cada uma delas. Estes lábios têm uma eloqüência perto da qual a de Demóstenes ou a de Cícero não seriam senão barulheira. O que dizer da cútis? nívea? O qualificativo diz tudo e não diz nada. Pois para descrevê-la seria preciso imaginar um níveo que deixasse reluzir em sua profundidade, com discrição infinita, todos os matizes do arco-íris, e com isso mesmo inspirasse na alma de quem a contempla todos os encantos da pureza.

Sim, peregrinei neste olhar tão cheio de surpresas. E, inesperadamente, percebo que o olhar peregrina ao mesmo tempo dentro de mim. Pobre e misericordiosa peregrinação, não de esplendor a esplendor, mas de carência a carência, de miséria a miséria. É só abrir-me a ele que, para cada defeito ele me oferece um remédio, para cada obstáculo uma ajuda, para cada aflição uma esperança.

Leitor. Se crês na descrição que fiz, convido-te a que faças por tua vez esta magnífica peregrinação dentro do olhar da Virgem. Se não crês, vem ver: melhor convite eu não poderia te fazer. ( contemple a figura acima )

Reza então por ti. Reza pela Santa Igreja, conturbada e atormentada como nunca. E por esse enorme Brasil de Maria.