Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SUA ÁRVORE!

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu da seu carro furou quando ele deixou de ganhar uma hora de trabalho; a sua serra elétrica quebrou; e aí ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa, e durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
“Ah”, respondeu o carpinteiro, “esta é a minha planta dos problemas.
Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.
E você quer saber de uma coisa?Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.”
Sua árvore é Jesus!!! Entreguem seus problemas a Ele.
Confiem nEle, e tudo o mais Ele fará!!!
Paz e bem!

Valores Irrevogáveis


1. A Gratuidade. É preciso gritar a gratidão que se expressa no altruísmo, no voluntariado, na generosidade. Nossos relacionamentos comerciais, interesseiros, formais, carecem de humanismo, de transparência, de confidência. Em nossos dias diminui a gratuidade e aumentam as gratificações. Por isso, tudo aquilo que é de raça, gratuito tem um sabor especial. A gratuidade é um valor inegociável.


2. A ética. É vencer o mal com o bem, ter compromisso com a verdade para a superação de toda espécie de corrupção. Por ética entendemos a defesa dos direitos humanos, a prática da justiça, a retidão da vida, a liberdade com responsabilidade. Sem ética sucumbiríamos no caos, na anarquia e na tirania. Ética na política, na religião, na economia, etc.., é um valor perene.


3. O perdão. É a melhor resposta ao mal, às injúrias e humilhações, mágoas e ressentimentos. O perdão brota da compreensão, da tolerância e da nobreza. Quem perdoa livra-se de graves doenças, goza de paz interior e colabora com a reconciliação social. Para determinados males o único remédio é o perdão. O Papa Bento XVI afirma que o “perdão é a vingança de Deus”.


4. A dignidade humana. Mesmo quando erra, a pessoa não perde sua dignidade. Há uma bondade original em cada pessoa. O homem e a mulher são reis da criação. A condição racional e espiritual confere à pessoa humana, a dignidade de imagem de Deus de parentesco com o divino, de filiação divina, de superioridade frente às demais criaturas. Espiritualidade, consciência, liberdade, racionalidade são fundamentos da dignidade, valor também irrenunciável.


5. O respeito. É tratar o outro com dignidade, dar-lhe importância, promovê-lo, tratá-lo bem. O outro é um presente de Deus, é alguém único e original, tem em si mesmo sua própria excelência. Respeito não é servilismo, nem rebaixamento ou escravidão, mas veneração, consideração, bem-querer para com o outro. Respeitar é não prejudicar, não impor, não julgar, não condenar, mas compreender.


6. O serviço. É a atitude de disponibilidade, altruísmo, generosidade, doação. Servir não é rebaixar-se, é realizar-se, elevar-se, dignificar-se. Quanto mais servimos, mais nos elevamos. Servir e não ser servido: eis o mandato que recebemos do Evangelho.


7. A liberdade. É a faculdade de fazer opção, decidir, escolher, comprometer-se. Liberdade é autodeterminação, é ser sujeito consciente do agir. Não é fazer o que eu quero, mas o que eu devo. É o livre arbítrio que orienta as decisões e ações. Por isso mesmo, a liberdade está vinculada à verdade, ao bem e ao amor. Livres do mal, nos dispomos a crescer no bem.


8. A benevolência. É querer o bem do outro, que ele cresça, se realize. Benevolência é dizer o bem, fazer o bem, ser bom e focalizar o lado bom do outro. Fortalecendo o bem, o positivo, vencemos o negativo. É preciso fazer sempre o bem, pois fomos criados e ordenados para o bem. Encontramos a nossa perfeição na busca contínua do bem.


9. A justiça. É o valor que regula a convivência, possibilita o bem-comum, promove a paz, organiza a convivência, privilegia a alteridade, constrói a sociedade fraterna e solidária. A justiça é inegociável. É uma virtude cardeal ou seja básica para a vida da pessoa, a organização da comunidade e a sobrevivência da sociedade.


10. A esperança. É a fé no futuro, o amor no presente, a positividade frente o passado. A esperança se fundamenta na confiança. Quem confia sabe recomeçar, empreender crescer, fluir. Esperança é a coragem de viver o agora e ter horizontes e visão do amanhã. Toda esperança é criativa, inovadora, motivadora, vital, exuberante. Confiança, criatividade e coragem são a essência da esperança. Esperança é crer na mudança para o melhor, desposar o agora com garra e projetar o futuro glorioso.

“E DEPOIS QUE O SENHOR ME DEU IRMÃOS…”




( Testamento de São Francisco de Assis, 4, 14)
Em 1226, em sua última e derradeira enfermidade, São Francisco ditou seu Testamento Espiritual, legando aos seus filhos presentes e futuros o seu Itinerário de Santidade. Neste Testamento, além de traçar sua trajetória de conversão, ilustrando a intuição de seu Movimento Minorítico, Francisco abre para todas as gerações uma possibilidade de reflexões, que soam sempre atuais, revigorando, em todos os tempos, o seguimento de Cristo Pobre e Crucificado.
Uma de suas grandes contribuições em seu Testamento, registradas, principalmente na quarta parte, sem dúvida nenhuma, trata-se da fraternidade formada em torno de sua experiência de conversão: (14)“E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que devia fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho. (15) E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples e o Senhor Papa ( Inocêncio III ) mo confirmou. (16) E os que vinham para abraçar este gênero de vida distribuíram aos pobres o que acaso possuíam. E eles se contentavam com uma só túnica remendada por dentro e por fora, com um cíngulo e as calças. (17) E mais não queríamos ter. (18) Nós clérigos recitávamos o ofício divino como os demais clérigos; os leigos diziam os pai-nossos. (19) E gostávamos muito de estar nas igrejas. Éramos iletrados e sujeitávamos a todos” (Test. 4, 14-19).
Francisco tem consciência de não ter escolhido seus irmãos. Simplesmente acolhe a vontade de Deus Pai, diante do qual somos todos irmãos. Para ele, a fraternidade evangélica tem sua base sólida e fundamental no ‘querer de Deus’, que generosamente concede. “ Ter um irmão é um dom, graça de Deus. Através deste dom Deus exprime seu amor e seu cuidado para com o homem. O dom do primeiro irmão dado a Francisco o encheu de extraordinária alegria, que parecia que o Senhor se preocupava com ele, já que lhe mandara um companheiro tão necessário e um amigo tão fiel (1Cel 24).
”A constatação de que os irmãos lhe foram dados pelo Altíssimo encheu o coração de Francisco com a certeza de que Deus tinha um projeto diferente, que não se enquadrava em nenhum tipo de instituição ou Regra já existentes.
O Altíssimo revelou para ele, na formação de sua primitiva fraternidade, o caminho a ser percorrido: “viver segundo a forma do Santo Evangelho.” Do contrário, seu ideal de vida, simples e pobre, não teria atraído tantos irmãos.Se eles existem, é porque foram dados pelo próprio Deus, que os escolheu e chamou.
A presença dos irmãos ao seu redor exige de Francisco zelo, cuidado e responsabilidade. Enquanto esteve só, perseguindo os ideais evangélicos, cuidando dos leprosos, reconstruindo a igrejinha de São Damião, hospedando-se entre os monges beneditinos, recolhendo-se nas grutas para a oração e esmolando o necessário para sua subsistência, sua única preocupação era com a fidelidade ao estilo de vida pobre e simples que acabara de abraçar. Quando os irmãos começam a chegar, a primeira atitude de Francisco torna-se uma atitude materna: “e eu o fiz escrever em poucas palavras e de modo simples e o senhor papa mo confirmou…” Buscou rapidamente um mínimo de infra-estrutura para acolher bem e proteger aqueles que o Senhor enviara.
Fez uma breve regra de vida, completamente edificada nos alicerces do Evangelho e buscou sua aprovação aos pés do Santo Padre, o Papa Inocêncio III. Com a regra, Francisco expressa sua fraternidade nos sinais da pobreza, da obediência e da castidade, genuína expressão da vida, da lealdade, do respeito ecológico e da caridade. Com a bênção papal, Francisco cerca sua frágil fraternidade ( aqui leia-se comunidade) com a proteção da Igreja.“ E os que vinham para abraçar este gênero de vida distribuíram aos pobres o que acaso possuíam.
E eles se contentavam com uma só túnica remendada por dentro e por fora, com um cíngulo e as calças. E mais não queríamos ter.”
Aqui, Francisco demonstra sua receptividade e hospitalidade aos que chegam, deixando bem explícito que o critério do discernimento em saber se o irmão que chegava era, realmente, chamado e escolhido por Deus. Este critério era o despojamento fraterno, a pobreza: “distribuíram aos pobres o que acaso possuíam”.“Quem está na pobreza busca a colaboração dos outros para resolver os próprios problemas. O rico cria barreiras para proteger sua própria riqueza. A pobreza une e a riqueza divide e marginaliza.
"A pobreza cria necessidades e as necessidade nos aproximam"...Quem tem seu coração preso às riquezas não exprime mais afeto pelos irmãos. O rico não se doa, mas procura impor-se; oferece suas próprias riquezas, não para ajudar o seu irmão que está em necessidade, mas para dominá-lo.
A fraternidade é um dom que se oferece e que se aceita na pobreza de todos os filhos de Deus.
Peregrino e viandante neste mundo, o pobre participa com confiança da ‘mesa do Senhor’ preparada pela providência divina e pelo trabalho do povo pobre. Os filhos de Deus se encontram em torno da ‘mesa do Senhor’ para dar e receber afeto e pão.”Os irmãos dados a Francisco estavam revivendo a primeira Comunidade dos Apóstolos: encontravam-se para a oração e a fração do pão. Estavam sempre juntos, estreitando os laços da fraternidade.
O estar juntos dos irmãos tinha como objetivo, antes de tudo, de permitir-lhes que, ajudando-se mutuamente, realizassem sua personalidade espiritual, na celebração da cultualidade de sua vida e, depois, oferecendo ao mundo um serviço de salvação através do anúncio da paz: “Nós clérigos recitávamos o ofício divino como os demais clérigos; os leigos diziam os pai-nossos”.“Respeitando profundamente os vínculos de sangue, a fraternidade franciscana dá o testemunho de uma família que é gerada por Deus.
A família gerada pelo homem é sagrada, porque na família se renova a vida e a vida vem de Deus.
Os vínculos da fraternidade espiritual não são menos sólidos que os vínculos de sangue. Francisco crê firmemente na solidez da fraternidade espiritual dos seus frades e não hesita em encorajá-los à confiança recíproca em suas necessidades, apelando para a imagem de confiança de um filho para com a mãe.”Por fim, a fraternidade que se desenvolveu em torno da figura carismática de Francisco de Assis crescia ainda com dois aspectos muito distintos: era eclesial e minorítica: “E gostávamos muito de estar nas igrejas. Éramos iletrados e sujeitávamos a todos”.
Eclesial porque experimentava a comunhão da Igreja, e por ela se orientava na itinerância do mundo, vivendo e aprofundando os valores evangélicos. Era a Igreja o lugar espacial da expressão da Comunidade Franciscana.
Minorítica porque experimentava a “minoridade”, a sujeição, “ o ser menor” como paradigma contrário aos apelos do tempo, onde o homem buscava ser “maggiore” em tudo o que era, em tudo o que fazia e em tudo o que possuía. Pertencer à Igreja na fidelidade ao Evangelho era para a Comunidade Fraterna de São Francisco, ao mesmo tempo, vocação e missão para o seguimento de Cristo.
“E depois que o Senhor me deu irmãos…” nasceu a fraternidade franciscana, “que se traduz essencialmente pelo testemunho da paternidade universal de Deus e da fraternidade universal do homem”. Assim, a fraternidade franciscana, é antes de tudo, fraternidade cristã, onde o homem é devolvido ao homem como irmão, e nessa relação, experimentar e desenvolver o amor que vem de Deus.Na fraternidade cristã somos chamados a aceitar a Deus como Pai e aceitar o outro como irmão, vivendo a comunhão.
A fraternidade franciscana é também uma consciência da generosidade de Deus que funda e recria a comunhão fraterna: “os irmãos não se escolhem, mas se aceitam. Não há fraternidade se não queremos entrar na vida de nosso irmão e se não consentimos que ele entre na nossa. Sem esta comunhão de vida, a fraternidade seria apenas referência a uma pertença genealógica, sem interesse para ninguém.
A fraternidade franciscana testemunha o amor que vem de Deus e para Deus volta.”A fraternidade franciscana é também uma relação materno-afetiva, onde o cuidado, o zelo, a proteção e a preservação do outro como parte de si mesmo faz crescer a amizade, o respeito mútuo e o testemunho evangélico. Na fraternidade franciscana os valores evangélicos da pobreza, da obediência e da castidade configuram-se como uma resposta humana às seduções mundanas e desumanizadoras do ter, do poder e do prazer.
Desapegados, unidos e transparentes os irmãos experimentam a bondade de Deus na história pessoal e comunitária de cada um que foi dado por Deus a toda comunidade.A fraternidade franciscana, formada por um chamado de Deus, vive o vínculo espiritual deste chamado através da cultualidade, ou seja, do encontro e da oração. Encontro consigo mesmo, com o irmão, com a natureza e com Deus.A fraternidade franciscana vive o sopro do Espírito dentro da Igreja e se faz menor, servidora, e gentilmente amorosa.São essas as características lembradas por São Francisco de Assis, nosso padroeiro, primeiramente aos seus frades, e por extensão a todas as comunidades nascidas a partir de sua intuição.(…)

Como educar os filhos para a vivência da sexualidade”.



Deixo aqui esta maravilhosa pregação que Padre Paulo Ricardo fez na Canção Nova neste último final de semana. Vale apena ler e refletir bastante sobre qual tem sido a nossa postura e a mentalidade que temos abraçado para nossa vida e para a educação de nossos filhos. Não podemos mais ficar calados vendo as famílias sendo destruídas por uma filosofia ateísta. Cristãos, somos a maioria!
Não é justo ficarmos acovardados e calados. De pé! A realidade do mundo atual exige de nós uma postura mais viva e eficaz.
Gostaria de falar a respeito de um tema bastante polêmico: “Como educar os filhos para a vivência da sexualidade”. É um tema que gera bastante discussão porque a sexualidade que nos católicos pensamos está diferente do mundo.

Quando nós queremos educar os filhos a respeito da sexualidade, eles vêm com a mentalidade da escola; e infelizmente nós pagamos os professores para perverterem a educação de nossos filhos, então o caminho é não confiar na escola, porque a escola irá ensinar algo errado, até que se prove o contrário. Infelizmente é isso, e eu vou explicar.

Por que a escola e os meios de comunicação vão ensinar mal os nossos filhos a respeito da sexualidade? Porque a sociedade está vivendo no ateísmo, a educação está montada no ateísmo, é preciso que nossos filhos saibam disso.

Não é possível educar nossos filhos de forma cristã na sexualidade, sem romper com o pensamento da sociedade atual. Infelizmente esse é o pensamento da classe falante: jornalistas, advogados, psicólogos, políticos, terapeutas, professores. Há uma lacuna muito grande entre a classe pensante e o povo brasileiro. O povo brasileiro tem uma moral sexual conservadora, isso é uma estatística do Datafolha, IBGE, a maior parte dos jovens brasileiros são conservadores. Quando ele se casa, casa com mentalidade de que quer que dê certo, o comportamento dele é uma coisa, mas o pensamento é outro, é conservador. A maior parte dos jovens é contra liberação das drogas, mas essa não é a opinião da classe falante, e o nosso país é conduzido pela classe falante, políticos que transmitem opinião, professores, jornalistas, advogados, psicólogos, e o que eles falam não é o que o povo brasileiro pensa.

A classe falante é muito liberal, e eles querem incutir na cabeça de nossos jovens essa opinião deles. Se nós, maioria cristã, continuarmos calados, eles vão conseguir cada vez mais incutir esse pensamento na cabeça dos jovens, nós precisamos falar e ter coragem de romper com esse silêncio, pronunciar que nós somos cidadãos cristãos.

Agora querem tirar os símbolos cristãos de todos os lugares, querem tornar o cristianismo uma realidade das catacumbas. Dizem que não querem ofender os que não são católicos, não podem ofender a minoria. Por que isso vai ofender os ateus? Não ter uma religião é também uma atitude religiosa. Ao invés de ter uma cruz na parede eu ter uma parede vazia é ter uma atitude religiosa.

Escute meu irmão ateu, você acha que ser cristão em público é feio, eu acho que ser ateu em público é muito pior, é mais feio. Uma cidade vazia de símbolos religiosos é também uma atitude religiosa que mostra que esta cidade não tem Deus.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre Jean via o existencialismo como uma filosofia, para ele é um fato levar até as últimas consequências que Deus não existe. “Se Deus não existe, ninguém pensou o homem, então não existe certo ou errado”. Como Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metaformose ambulante”. Vê o homem como fruto de uma mudança contínua, isso se chama ateísmo.

A respeito do sexo, como está pensando essa classe falante? Eles dizem assim: o importante é a pessoa se sentir bem, não tem certo ou errado. Isso é dizer que não existe um projeto, você que é o deus da história. Deus tem um projeto para nós, veja seu corpo, você sabe para que serve cada parte de seu corpo, que mostram a inteligência de Deus. Deus pensou o homem para a mulher e a mulher para o homem, mas muitos pensam: eu não quero viver o sexo dessa forma, quero viver da forma que me agrada, quero ter sexo com animais. Isso é uma desobediência ao Criador. E é isso que estão incutindo nas cabeças de nossos filhos, pois sempre dizem que o importante é a pessoa se sentir bem. Pode ser que o jornalista, o professor, o advogado que fale isso não seja ateu, mas o pensamento é ateu. O ateísmo está tomando conta da nossa sociedade sem se mostrar. O ateísmo se apresenta como humanismo, algo favorável ao homem, tolerante.

Os nossos jovens, infelizmente, já fizeram sexo para entender que estão se destruindo, basta que alguém fale isso para eles, mas essa multidão da classe falante fala o oposto, psicólogos, pedagogos, políticos, professores, às vezes, até padres, que trabalham para o pensamento ateu – Que horror! Quando um jovem chega ao confessionário e fala do pecado da masturbação e o padre fala para o jovem que não tem problema, que ele está conhecendo o corpo, pode ser que o padre não saiba, mas está trabalhando para o pensamento ateu -. Se nós aceitarmos isso, haverá a intolerância religiosa disfarçada de tolerância, fazendo carinha de bom moço. O diabo não se apresenta com chifre, ele se apresenta de forma atraente, ele é especialista, sabe fazer a cabeça, se apresenta como tolerância.

A Igreja Católica ama de paixão os homossexuais, não existe uma instituição que os ame mais, pois quer os tirar de uma cultura de morte que está os matando, essa vida de sexo livre, está matando esses jovens, por isso ela diz: “meus filhos parem com isso”. Ela ama os heterossexuais que também estão se matando com o sexo livre, por isso ela fala: “meu filho pare de se maltratar porque você foi feito para amar”.

O sexo é uma criação de Deus e não do diabo. O sexo é uma participação do ser humano na obra da criação. O interior da mulher é algo sagrado, cada mulher que carrega dentro dela aquela pequena vida, ali Deus já realizou seu projeto maravilhoso. O homem é chamado pela sua sexualidade a entrar neste santuário da vida que é a mulher, para obra da criação.
Precisamos arrancar o sexo das mãos do diabo, é obra de Deus o sexo. Nós precisamos fazer com que o sexo seja o que é no projeto de Deus, Deus tem um sonho para a sexualidade, e está ligado a nossa capacidade de amar. Mas que terrível! Quando usamos para nosso egoísmo, fazendo das mulheres objetos, usando algo que é para o amor para o egoísmo solitário.

Uma vez que você apresenta a sexualidade como projeto bonito de Deus, o jovem entende isso. Mas quando apresenta só como coisa proibida é claro que o jovem não vai aceitar. Eduque seus filhos, desmascare o lobo, é o pensamento ateu que conduz a morte, a destruição. E os jovens são capazes de enxergar isso, quanto mais você faz sexo sem compromisso, mais fica um vazio na alma. Mostre para ele o lobo, ele será capaz de enxergar. É importante que você os ajude a enxergar.

Os jovens dizem que devem ter um pensamento crítico, seja crítico com você, critique o pensamento que você adotou, um pensamento ateu, desonesto.
Você sabe por que o pensamento ateu está na moda? Veja o que falava o filósofo Friedrich Nietzsche: “Se deuses existissem, eu não suportaria não ser um deles. Portanto, deuses não existem”. Ele mostra que ele é ateu por sua soberba.

Os jovens dizem por que a Igreja proíbe sexo antes do casamento? Não é a Igreja que proíbe, mas a própria natureza. Pense, pelos menos lá em Cuiabá (MT) é assim, eu acho que esse negócio de sexo tem haver com uma criança que nasce, tem haver com bebê, assim como quando você se alimenta tem haver com nutrição, são as finalidades das coisas que Deus pensou. Se um casal de jovem mantém relações sexuais a natureza daquele ato é voltado para ter um filho, eu não estou dizendo que vai ter, mas está voltada para isso, e muitas meninas tomavam pílulas e engravidaram. Veio a criança, ela precisa ser respeita, tem direito a vida e de ter pai e mãe. O pensamento ateu diz, não existe Deus, você que é deus, se a criança não te agrada jogue-a no lixo. Você que é senhora do seu corpo.

E nós dizemos não, respeite o Criador. A pessoa se coloca no lugar de Deus, senhora da vida e da morte. Você acha que sexo é lazer? Não, ele é sagrado. A Igreja proíbe sexo antes do matrimônio não porque ele é pecado, mas porque ele é sagrado. No projeto de Deus a criança foi pensada tendo um pai e uma mãe.
Por que a classe falante não aceita isso? Porque se eles aceitarem, eles terão que aceitar a Deus. O que significa ter um Deus? Significa que eu não sou Deus, e o mundo moderno não aceita, ele quer ser deus. Eles não aceitam sermos adoradores, e o Papa João Paulo II fala sobre o ódio dos apóstatas. O apóstata é um cara que abandonou a fé, seguia a Deus e começou a achar que a moral é opressora, não precisa ser tão radical, fanático, católico sim, mas fanático não. Começa ler a Bíblica de um jeito ideológico, na passagem onde Jesus diz: “se você olhar para uma mulher e no seu coração ir desejando-a, já cometeu adultério”. Eles dizem assim: Jesus não disse isso, isso foi acrescentado pela Igreja, isso é radicalismo. Eles pecam na fé que tinham, e arranjam um jeito “light” de entenderem a fé. Talvez seja até um padre que o tenha ensinado ler a Bíblia assim, e ainda dizem: padre fulano que é bom, é um padre aberto para realidade. Aberto para a realidade e fechado para Deus.

O apóstata pisou na própria consciência arranjando um jeitinho de interpretar o cristianismo, e quando você interpreta de forma reta, ele passa odiar você, porque mostra o que ele fez. Um jovem chega para o catequista e diz que não faz sexo com namorada e nem se masturba; o catequista começa a perseguir o jovem porque ele, o catequista, arrumou um jeito “maneiro” de viver o cristianismo, então persegue o jovem porque recorda o que ele fez consigo. Ele vai odiar quem propõe o Evangelho do jeito que ele acreditava antes.

Por que esse pessoal tem horror de ver a manifestação de nossa fé? Porque essa minoria de ateus quer amordaçar a maioria dos cristãos, temos que lembrar a eles que somos cidadãos como eles. Por que vamos ficar calados se somos a maioria? É necessário que essa maioria de cristão que são conservadores reaja. Eu tenho que reagir quando uma pessoa chega na minha igreja e acaba com o que é a razão da minha vida. Só existe um caminho eficaz, você não pode dar uma de bom mocinho, o sexo é sagrado, isso é visão positiva, mas você tem que mostrar o lobo que tenta passar como tolerância cristã aquilo que é intolerância ateia. Não somos ateus, Deus nos criou e tem um plano para nossas famílias, para nossa sexualidade. Temos que deixar Deus ser Deus e não ser Deus no lugar de Deus.

Padre Paulo Ricardo

Textos escolhidos sobre a oração (Parte II)



A Oração (São João da Cruz):

2Noite 19, 4 - Não buscar consolos em Deus, mas amá-lo gratuitamente“4 – “...Ah! Deus e Senhor meu! Quantas almas estão sempre a buscar em ti seu consolo e gosto, e a pedir que lhes concedas merc6es e dons! Aquelas, porém, que pretendem agradar-te e oferecer-te algo à própria custa, deixando de lado seu interesse, são pouquíssimas. Não esta a falta, Deus meu, em não quereres tu fazer-nos sempre mercês, mas, sim, em não nos aplicarmos, de nossa parte, a empregar só em teu serviço as graça recebidas, a fim de obrigar-te a favorecer-nos continuamente”.

Cântico Espiritual 6,6 - Deus brinca de esconde- esconde conosco e exercita-nos na fé6 – “...Isto, Esposo meu, que andas concedendo de ti parceladamente à minha alma, acaba por dar de uma vez. O que me tens mostrado como por resquícios, acaba de mostrá-lo às claras. Quanto me comunicas por intermediários, como de brincadeira, acaba de fazê-lo a sério, dando-te a mim diretamente. Na realidade, às vezes, em tuas visitas, parece que vais entregar-me a jóia de tua posse; e quando minha alma considera bem, acha-se sem ela, porque a escondes, e isto é dar de brincadeira. Entrega-te, pois, já deveras, dando-te todo a toda minha alma, para que ela te possua todo, e não queiras enviar-me mais mensageiro algum”

Agosto é o mês das vocações


Falar em vocação nos traz de imediato à mente a compreensão de um chamado e de uma missão a cumprir.

Os documentos da Igreja ensinam que toda pessoa é vocação. Sob a luz da fé cristã, não nascemos apenas do encontro do amor de um homem com uma mulher, mas, todos somos pensados e queridos por Deus desde sempre e para sempre. Toda pessoa tem uma origem divina e humana ao mesmo tempo.
Em nossa origem divina e humana, feitos à imagem de Deus, somos todos missionários na essência de nosso ser. Cada pessoa, onde quer que se encontre, tem uma missão a viver e a cumprir. Ninguém é maior, ninguém é menor. Na fé cristã, o valor de alguém, não se mede pelo cargo que ocupa, mas, pelo amor que se vive. Somos membros vivos uns dos outros. Todos são necessários.
Essa consciência do valor da vida nos leva ao dever de compromisso na solidariedade com todos, principalmente com os mais pequeninos e necessitados de nosso mundo. Santo Agostinho afirma: “A maior glória de Deus é a dignidade do homem”.
É, portanto, impensável viver a fé sem a consciência de um compromisso sério de comunhão com Deus e com os irmãos. “Quem diz amar a Deus a quem não vê e não ama o irmão a quem vê, se engana a si mesmo e é mentiroso” (1Jo.4,20-21).
Como cristãos, devemos permanentemente nos questionar sobre as exigências práticas de nossa vocação e vida cristã.
Como valorizamos nossa vida e a vida de todos que nos cercam?
Que tempo investimos no cultivo dos valores da vida em família, na comunidade e na Igreja?
É bom saber. Valor não é um conceito e nem apenas um conhecimento, mas, um bem que investimos e levamos a sério em nossa vida.
Esta é a verdade. No amor somente se partilha aquilo que se é. “Ama teu próximo como a ti mesmo” Lc.10,27. Quem não se ama e não é honesto consigo não ama a ninguém.
Como querer transformar os outros, o mundo, se por primeiro não nos transformamos a nós próprios?
Sem dúvida, o mundo precisa de doutores e de teólogos, mas precisa acima de tudo de pessoas que vivam sua fé. Neste mês em que à Igreja nos convida a refletir sobre a vocação, somos convidados a pensar sobre que valor damos a nossa vida e a vida de todos. Sem dúvida, faz muito sentido refletir sobre como cada um vive em família, na comunidade, na Igreja e em sua missão específica no mundo.
A vocação é chamado para amar, é chamado ao serviço (1Jo 4,7-21; Mc 10,45). Tinha então razão Teresa de Lisieux quando, nos seus Manuscritos Autobiográficos, escrevia: “Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é Eterno. Então, delirante de alegria, exclamei: ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor”.
A vocação é amar, é servir, é relacionar-se com a Trindade, a partir do encontro, da relação com o próximo. Ela é comunicação, isto é, vida de comunhão e de participação. Responder ao chamado é inserir-se na vida da comunidade; é tomar parte ativa na construção do Reino.
Vocação não é isolamento, busca de satisfações, de “realização pessoal”. Não é realização de “projetos pessoais”, mas o dar a vida pela defesa da vida (Jo 10,11; 15,13).
Quanto à animação do ser humano deve dizer-se que, no momento em que está constituída a identidade genética (concepção), está constituída a alma “potencialmente”. Quer isto dizer que a “alma” existe no ser humano desde o primeiro momento da sua identidade como corpo, embora o seu exercício vá acontecer bastante mais tarde…
Antes de qualquer reflexão, é necessário que saibamos o que significa a palavra vocação. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado. Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra a fazer algo, a alguma coisa. Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus.
Vocação sempre indica um chamado.

E quem chama sempre deseja alguma resposta da pessoa a quem chama.
Deus não age de forma diferente. Só que, ao chamar, Deus, antes de pedir Ele dá.
Deus chamando o homem lhe dá a vida, a existência, e com a vida, dá-lhe também a liberdade.
Depois de ter chamado o homem para a vida, Deus torna a chamá-lo, porque há muitas coisas que Deus deseja fazer no mundo através do homem. Deus não quer mais agir sozinho. Por isso, quando Deus chama, Ele chama para pedir alguma coisa, confiar alguma missão.

O chamado de Deus é sempre um desafio:

Ao sermos chamados à vida, nos comprometemos a cumprir uma determinada missão para que todos os outros possam viver bem.
Ao sermos chamados à fé, pelo batismo, nos comprometemos a seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e a colaborar com os homens na busca da verdade e do bem vivendo como irmãos.
Ao sermos chamados a qualquer estado de vida (sacerdotal, religiosa, matrimonial, celibatário ou mesmo manter-se solteiro) assumimos um compromisso específico com a comunidade humana, de ajudá-la a encontrar a felicidade.
Para que isso aconteça é indispensável que cada um faça desabrochar e fortificar a vocação que está em seu interior (Mt 25,14-30).
As capacidades e dons que temos devem estar voltados para as necessidades dos outros. Quanto mais o homem está voltado para o outro, mais realizado e feliz será. O verdadeiro amor é o que busca a felicidade do outro e não a própria.
Podemos dizer que, vocação é a oferta divina que exige uma resposta e um compromisso com Deus.

Nesta definição percebemos três aspectos:
oferta (chamado) de Deus;
resposta do homem;
compromisso com Deus e com o irmão
A resposta do homem deve ser constantemente reassumida. É no dia-a-dia que se deve ir fazendo caminho e assumindo os riscos do nosso SIM e para mantê-lo deveremos estar dispostos dar também muitos nãos, isto é muitas renuncias e muitos sacrifícios de morte e porque não dizer sacrificar muitos Isaacs.
Vocação é descoberta do próprio ser pessoal. Todo homem é chamado a aperfeiçoar a bondade que existe, em germe, em seu interior, a descobrir a sua vocação, a construir um mundo fraterno onde haja sol para todos, vida para todos.
A vida não é feita só de momentos claros, nos quais se percebe perfeitamente a vontade de Deus. Muitas vezes é necessário seguir por caminhos escuros e até incomuns. Muitos devem lutar duramente para seguir sua vocação. "A Palavra de Deus não dispensa ninguém de pensar, de tatear, de buscar, de tomar decisões".
Vocação é convite pessoal que Deus dirige a cada um. Cada ser humano tem algo de pessoal, e uma maneira pessoal de realizá-lo. Ao descobrir sua vocação, o homem está se descobrindo a si mesmo. Daí a necessidade de permanecer atento a tudo, para perceber sua própria vocação.
Seguir uma vocação é buscar incansavelmente uma resposta aos próprios anseios. Todo homem é chamado a decidir-se, a assumir os valores descobertos em si e não poupar esforços para alcançar os objetivos propostos.

COMO SE MANIFESTA UMA VOCAÇÃO?

Os fatos falam para quem sabe ouvi-los. Há indivíduos que passam ao longo da vida sem encontrar motivações para viver. Isso porque ficam surdos à voz de Deus que fala no recolhimento da oração e também nos acontecimentos da vida. "Deus fala continuamente, muitas vezes e de muitos modos" . É importante saber ler e interpretar tudo aquilo que se passa ao redor, para descobrir o plano de Deus a nosso respeito. Realizar o plano de Deus é realizar a própria felicidade.

O QUE É SEGUIR UMA VOCAÇÃO?

Seguir uma vocação é viver a vida com intensidade. É responder aos apelos de Deus. É renovar-se, converter-se, ir além, superar-se constantemente.
Seguir uma vocação é dar grandeza ao coração. É vencer todas as resistências. É seguir o apelo divino que chama a uma missão, a um serviço.
Ao dizer o SIM, a pessoa não está livre da angústia, da incerteza, da morte. O próprio Cristo disse SIM desde toda a eternidade à vontade do Pai, e, entretanto na cruz exclamou: “Meu Deus, meu Deu, por que me abandonastes?”.
Vocação é ponto de partida. Descobri-la é uma das condições para alcançar o ponto de chegada. O importante é partir. (“Sai da tua terra e vai, onde te mostrarei.” Abraão é uma loucura se tu partes diz a canção... Gên. 12,1)

VOCAÇÃO É UM ESTADO DE VIDA

Todo homem é chamado a ser homem, a realizar-se fazendo algo. Deus convoca, faz seus apelos a cada momento da vida. Vocação, portanto, é o eco de Deus a ressoar dentro da alma humana. Realiza-se a vocação dentro de um determinado estado de vida. Os mais conhecidos são: matrimonial, sacerdotal, celibatário e religioso.
Descobrir e assumir a vocação num determinado modo de viver, é descobrir a felicidade de servir. É no seu estado de vida que a pessoa realiza a missão insubstituível que Deus lhe confiou.
Toda vocação é o resultado comum, de duas decisões livres:
de Deus, escolhendo e chamando livremente o homem.
do homem respondendo livremente ao apelo divino.
A vocação vai despertando e se desenvolvendo lentamente, silenciosamente. Na entrega diária à vontade de Deus, descobre-se a verdadeira resposta.

A VOCAÇÃO É RESPOSTA LIVRE DO HOMEM

Homem algum consegue viver sem fazer, conscientemente, sua escolha. Todo homem deve dizer: "sim" ou "não" ao chamado que Deus lhe faz. A decisão deve ser livre. É o indivíduo que decide e ninguém mais deve influir sobre suas procuras.
A resposta que as grandes figuras da Bíblia deram a Deus foi uma resposta sem reserva, uma resposta que colocava o cumprimento da missão de toda a realização humana.
Leia em sua Bíblia as seguintes vocações :
Vocação de Abraão (Gn. 12,1),
Vocação de Moisés (Ex. 3,7-10)
Vocação de Samuel ( I Sm 3,7-12),
Vocação de Jeremias (Jr 1,4-10),
Vocação de Isaias ( Is 6,8-9ss)
Vocação de Maria ( Lc 1,28-38)
Vocação de Paulo ( At 9,3-6; 26,12-15; 22, 6-11)

Como nossa busca nunca será completa, também nunca daremos uma resposta perfeita. Todos os dias devemos voltar a escolher aquilo que escolhemos, ou melhor, fomos Escolhidos e desejamos alcançar. Deus acompanha o homem: "Eu estarei contigo", diz incessantemente o Senhor. Ajuda a vencer as dúvidas, as vacilações, os momentos de incertezas, as horas de escuridão. Ajuda a vencer a vontade de fugir à responsabilidade da vocação, a tentação de dizer "não" e a virar as costa.
E quem faz vencer todas as resistências, é a convicção de que Deus está com a gente. Ele acompanha o homem que procura dar uma resposta sincera, que tem fé. A função do homem é ter vontade firme e deixar-se conduzir por Ele.

VOCAÇÃO NA IGREJA

Na Igreja existe uma variedade de serviços (ministérios). Cada cristão tem uma função própria a desempenhar dentro da Igreja que é a grande comunidade dos filhos de Deus.
Cada vocação na Igreja é um carisma, isto é, um dom de Deus, que deve ser colocado a serviço de toda a comunidade e de todos os homens. Importa cada um de nós descobrirmos qual o serviço (ministério) que Deus espera de mim.

A VOCAÇÃO PARTICULAR:

Cada vocação é original, é fruto da liberdade, é um acontecimento pessoal, único e incomunicável. Tem como finalidade primeira a humanização da pessoa e o serviço do Reino. Quando uma pessoa se diz chamada é preciso acreditar nela.
Amei o que escutei do meu querido bispo D.Paulo Sérgio Machado : “ Deus escolhe, nossa missão é formar os escolhidos, não colocar obstáculos a ação de Deus, mas ajudar a purificar a consciência e as motivações”.
A experiência vocacional é pessoal, pode acontecer mesmo em quem não se espera.
A certeza não vem de imediato, a vocação está submetida a tentações e inquietudes. Uma pessoa pode se sentir atraída por um sistema de valores, mas isto não quer dizer que não se sinta atraído por outros valores. Existe a dúvida.
A eleição é dolorosa, a escolha custa: ser padre; religioso(a); casar-se. Dói rejeitar aquilo que não escolhi. Não porque não é bom, mas, porque eu não escolhi.
A entrega a um valor envolve um sacrifício. SACRIFÍCIO E SEDUÇÃO.

SACRIFÍCIO: deixar para trás tudo aquilo que eu não escolhi.SEDUÇÃO: atração divina.

A pessoa é convidada a escutar e receber, colaborar com docilidade. Iniciar-se em Cristo é descobri-lo, é deixar que ele nos encontre, nos agarre incondicionalmente, é recebê-lo. É um estado de permanente conversão. A pessoa é como ovelha extraviada, dracma perdida, filho fugido que entrega nas mãos do Pai e se deixa encontrar qual tesouro no campo ou pérola preciosa. Vai vende tudo, renuncia sua vida e recebe um novo ser. É sair de si mesmo, distanciar-se daquilo que até agora era segurança, o bem estar, o poder, o consumo e, ao mesmo tempo, é entrega total e incondicional a Cristo.

Pe.Emílio Carlos +
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O amor nutre-se de sacrifícios



" O amor nutre-se de sacrifícios. Quanto mais a alma se nega às exigências da natureza, tanto mais robusta e abnegada se torna sua ternura."

O amor nutre-se…se alimenta.E,a gente tem que alimentar o amor.
Mas no mundo de hoje quem está disposto a se sacrificar?
Esta palavra’sacrificio”chega quase a doer!
Hoje todo mundo esta pronto para “curtir ‘a vida;estamos prontos para aproveitar ao máximo,e sempre que possível ‘tirar vantagem’.
E vem S.Teresinha nos lembrar que o amor se alimenta de sacrifício!
Como Jesus que nos diz”Quem quiser me seguir,renuncie a si mesmo,tome a sua cruz e me siga”.
E de novo,o sacrificio,a renúncia,o tomar a cruz.Tudo isto é contrário à nossa natureza,custa muito à natureza.
Vai contra toda mentalidade do homem moderno.Por isto,um dia desses vi uma atriz global(não vale a pena dizer quem),comentando com uma amiga,que falou de Jesus:”Ihh,este tal Jesus,tá ultrapassado!!!!).Pois é o que nutre o amor,nutre a alma.
E quem quer cuidar da alma,hoje em dia???
Todo mundo passa horas malhando na academia,pra ter um “corpão”,mas quem é que tá preocupado com a alma?O amor verdadeiro só se consegue com a graça de Deus,somos muito fracos pra vivê-lo.
O verdadeiro amor,a caridade é a virtude que nos faz mais semelhantes a Deus.
Hoje vi uma foto da basílica de S.Teresinha em Lisieux,e me impressionou a Santíssima Trindade com o Pai que segurava o Filho que pendia da Cruz,entre êles estava o Espírito Santo,e em cima os dizeres:”Deus é caridade’,isto é Deus é Amor,por isso Ele nos deu seu proprio Filho,Ele o entregou por nós,e O Filho aceita por Amor sacrificar-se.
Por isso,Ele pode nos dizer:”renuncie a si mesmo,tome sua cruz,e siga-me’.

Quando dizemos que a Igreja tornou alguém santo queremos dizer, simplesmente, que ela reconheceu que aquela pessoa é santa.
Mas quem foi que a tornou santa?
Não a Igreja, foi Deus quem fez com que se tornasse santa. Ser santos significa ser uma só coisa com Deus, ser amor como ele é amor, portanto, viver a mesma vida de Deus, viver no amor.

Somente Jesus pode nos ensinar a viver como Deus e nos dar a capacidade e a força para amar como ele ama; ele, que é uma coisa só com o Pai e que veio do céu para a terra, pode nos dar a conhecer o significado verdadeiro do amor.
Por isso nos chama a segui-lo, a estar com ele e nos ensina, com palavras que transmitem a vida, a viver como o Pai, que é o primeiro a amar, que ama a todos, perdoa sempre… por Jesus e no Espírito, ele comunica a sua própria vida. Por isso, nas suas cartas, São Paulo chama todos os cristãos de “santos”.

A Igreja não faz os santos, limita-se a reconhecê-los e a propô-los como modelo para todos. Embora seja verdade também que a Igreja faz os santos, no sentido que toda a comunidade cristã ajuda a nos tornarmos santos. Se ser santos significa ser o amor, como Deus que é amor, não podemos nos esquecer que Deus é Amor porque entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo circula o amor; cada um dos Três vive o amor recíproco e não pode ser “santo” sem o outro.

O único modo para viver o amor que é típico de Deus é viver na reciprocidade, caminhar juntos atrás de Jesus. Por isso São Paulo insiste tanto em ajudar-nos uns aos outros, a levar os pesos uns dos outros, a perdoar-nos, a rezar uns pelos outros.
Quando ele afirma “vocês são santos” nos dirige um convite preciso: “sejam santos”, ou seja, sejam coerentes com o dom de amor que receberam. É assim que alguém se torna santo, torna-se aquilo que é, com toda a comunidade cristã. Não nos tornamos santos sozinhos. Entre nós, como na Trindade, tudo acontece no relacionamento de “uns com os outros”.

“O arder da mente e o arder do coração. A mente, na meditação das escrituras, incendeia o coração somente quando se torna meditação orante: “Senhor, fica comigo, permanece em mim e ajuda-me a compreender a tua Palavra”.

Como devemos sentir compaixão por aqueles que doentes de racionalismo, levam para o domínio da fé os cânones da razão, pretendem penetrar a profundidade do Mistério com o canivete do raciocínio e olhar a luz do “não conhecimento” de Deus com os olhos míopes do ser humano!” ( Madre Teresa de Calcutá)