Ani Ledodi Vedodi Li
Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”
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Deus o Abençõe !
E que possas crescer com nossas postagens.
É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!
A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.
Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.
E eu sei quanto resisto a escolher-te.
"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"
Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !
Pe.Emílio Carlos†
Quem sou eu
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
SUA ÁRVORE!
Valores Irrevogáveis
1. A Gratuidade. É preciso gritar a gratidão que se expressa no altruísmo, no voluntariado, na generosidade. Nossos relacionamentos comerciais, interesseiros, formais, carecem de humanismo, de transparência, de confidência. Em nossos dias diminui a gratuidade e aumentam as gratificações. Por isso, tudo aquilo que é de raça, gratuito tem um sabor especial. A gratuidade é um valor inegociável.
2. A ética. É vencer o mal com o bem, ter compromisso com a verdade para a superação de toda espécie de corrupção. Por ética entendemos a defesa dos direitos humanos, a prática da justiça, a retidão da vida, a liberdade com responsabilidade. Sem ética sucumbiríamos no caos, na anarquia e na tirania. Ética na política, na religião, na economia, etc.., é um valor perene.
3. O perdão. É a melhor resposta ao mal, às injúrias e humilhações, mágoas e ressentimentos. O perdão brota da compreensão, da tolerância e da nobreza. Quem perdoa livra-se de graves doenças, goza de paz interior e colabora com a reconciliação social. Para determinados males o único remédio é o perdão. O Papa Bento XVI afirma que o “perdão é a vingança de Deus”.
4. A dignidade humana. Mesmo quando erra, a pessoa não perde sua dignidade. Há uma bondade original em cada pessoa. O homem e a mulher são reis da criação. A condição racional e espiritual confere à pessoa humana, a dignidade de imagem de Deus de parentesco com o divino, de filiação divina, de superioridade frente às demais criaturas. Espiritualidade, consciência, liberdade, racionalidade são fundamentos da dignidade, valor também irrenunciável.
5. O respeito. É tratar o outro com dignidade, dar-lhe importância, promovê-lo, tratá-lo bem. O outro é um presente de Deus, é alguém único e original, tem em si mesmo sua própria excelência. Respeito não é servilismo, nem rebaixamento ou escravidão, mas veneração, consideração, bem-querer para com o outro. Respeitar é não prejudicar, não impor, não julgar, não condenar, mas compreender.
6. O serviço. É a atitude de disponibilidade, altruísmo, generosidade, doação. Servir não é rebaixar-se, é realizar-se, elevar-se, dignificar-se. Quanto mais servimos, mais nos elevamos. Servir e não ser servido: eis o mandato que recebemos do Evangelho.
7. A liberdade. É a faculdade de fazer opção, decidir, escolher, comprometer-se. Liberdade é autodeterminação, é ser sujeito consciente do agir. Não é fazer o que eu quero, mas o que eu devo. É o livre arbítrio que orienta as decisões e ações. Por isso mesmo, a liberdade está vinculada à verdade, ao bem e ao amor. Livres do mal, nos dispomos a crescer no bem.
8. A benevolência. É querer o bem do outro, que ele cresça, se realize. Benevolência é dizer o bem, fazer o bem, ser bom e focalizar o lado bom do outro. Fortalecendo o bem, o positivo, vencemos o negativo. É preciso fazer sempre o bem, pois fomos criados e ordenados para o bem. Encontramos a nossa perfeição na busca contínua do bem.
9. A justiça. É o valor que regula a convivência, possibilita o bem-comum, promove a paz, organiza a convivência, privilegia a alteridade, constrói a sociedade fraterna e solidária. A justiça é inegociável. É uma virtude cardeal ou seja básica para a vida da pessoa, a organização da comunidade e a sobrevivência da sociedade.
10. A esperança. É a fé no futuro, o amor no presente, a positividade frente o passado. A esperança se fundamenta na confiança. Quem confia sabe recomeçar, empreender crescer, fluir. Esperança é a coragem de viver o agora e ter horizontes e visão do amanhã. Toda esperança é criativa, inovadora, motivadora, vital, exuberante. Confiança, criatividade e coragem são a essência da esperança. Esperança é crer na mudança para o melhor, desposar o agora com garra e projetar o futuro glorioso.
“E DEPOIS QUE O SENHOR ME DEU IRMÃOS…”

Em 1226, em sua última e derradeira enfermidade, São Francisco ditou seu Testamento Espiritual, legando aos seus filhos presentes e futuros o seu Itinerário de Santidade. Neste Testamento, além de traçar sua trajetória de conversão, ilustrando a intuição de seu Movimento Minorítico, Francisco abre para todas as gerações uma possibilidade de reflexões, que soam sempre atuais, revigorando, em todos os tempos, o seguimento de Cristo Pobre e Crucificado.
te um mínimo de infra-estrutura para acolher bem e proteger aqueles que o Senhor enviara.
o o que era, em tudo o que fazia e em tudo o que possuía. Pertencer à Igreja na fidelidade ao Evangelho era para a Comunidade Fraterna de São Francisco, ao mesmo tempo, vocação e missão para o seguimento de Cristo.Como educar os filhos para a vivência da sexualidade”.

Quando nós queremos educar os filhos a respeito da sexualidade, eles vêm com a mentalidade da escola; e infelizmente nós pagamos os professores para perverterem a educação de nossos filhos, então o caminho é não confiar na escola, porque a escola irá ensinar algo errado, até que se prove o contrário. Infelizmente é isso, e eu vou explicar.
Por que a escola e os meios de comunicação vão ensinar mal os nossos filhos a respeito da sexualidade? Porque a sociedade está vivendo no ateísmo, a educação está montada no ateísmo, é preciso que nossos filhos saibam disso.
Não é possível educar nossos filhos de forma cristã na sexualidade, sem romper com o pensamento da sociedade atual. Infelizmente esse é o pensamento da classe falante: jornalistas, advogados, psicólogos, políticos, terapeutas, professores. Há uma lacuna muito grande entre a classe pensante e o povo brasileiro. O povo brasileiro tem uma moral sexual conservadora, isso é uma estatística do Datafolha, IBGE, a maior parte dos jovens brasileiros são conservadores. Quando ele se casa, casa com mentalidade de que quer que dê certo, o comportamento dele é uma coisa, mas o pensamento é outro, é conservador. A maior parte dos jovens é contra liberação das drogas, mas essa não é a opinião da classe falante, e o nosso país é conduzido pela classe falante, políticos que transmitem opinião, professores, jornalistas, advogados, psicólogos, e o que eles falam não é o que o povo brasileiro pensa.
A classe falante é muito liberal, e eles querem incutir na cabeça de nossos jovens essa opinião deles. Se nós, maioria cristã, continuarmos calados, eles vão conseguir cada vez mais incutir esse pensamento na cabeça dos jovens, nós precisamos falar e ter coragem de romper com esse silêncio, pronunciar que nós somos cidadãos cristãos.
Agora querem tirar os símbolos cristãos de todos os lugares, querem tornar o cristianismo uma realidade das catacumbas. Dizem que não querem ofender os que não são católicos, não podem ofender a minoria. Por que isso vai ofender os ateus? Não ter uma religião é também uma atitude religiosa. Ao invés de ter uma cruz na parede eu ter uma parede vazia é ter uma atitude religiosa.
Escute meu irmão ateu, você acha que ser cristão em público é feio, eu acho que ser ateu em público é muito pior, é mais feio. Uma cidade vazia de símbolos religiosos é também uma atitude religiosa que mostra que esta cidade não tem Deus.
O filósofo francês Jean-Paul Sartre Jean via o existencialismo como uma filosofia, para ele é um fato levar até as últimas consequências que Deus não existe. “Se Deus não existe, ninguém pensou o homem, então não existe certo ou errado”. Como Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metaformose ambulante”. Vê o homem como fruto de uma mudança contínua, isso se chama ateísmo.
A respeito do sexo, como está pensando essa classe falante? Eles dizem assim: o importante é a pessoa se sentir bem, não tem certo ou errado. Isso é dizer que não existe um projeto, você que é o deus da história. Deus tem um projeto para nós, veja seu corpo, você sabe para que serve cada parte de seu corpo, que mostram a inteligência de Deus. Deus pensou o homem para a mulher e a mulher para o homem, mas muitos pensam: eu não quero viver o sexo dessa forma, quero viver da forma que me agrada, quero ter sexo com animais. Isso é uma desobediência ao Criador. E é isso que estão incutindo nas cabeças de nossos filhos, pois sempre dizem que o importante é a pessoa se sentir bem. Pode ser que o jornalista, o professor, o advogado que fale isso não seja ateu, mas o pensamento é ateu. O ateísmo está tomando conta da nossa sociedade sem se mostrar. O ateísmo se apresenta como humanismo, algo favorável ao homem, tolerante.
Os nossos jovens, infelizmente, já fizeram sexo para entender que estão se destruindo, basta que alguém fale isso para eles, mas essa multidão da classe falante fala o oposto, psicólogos, pedagogos, políticos, professores, às vezes, até padres, que trabalham para o pensamento ateu – Que horror! Quando um jovem chega ao confessionário e fala do pecado da masturbação e o padre fala para o jovem que não tem problema, que ele está conhecendo o corpo, pode ser que o padre não saiba, mas está trabalhando para o pensamento ateu -. Se nós aceitarmos isso, haverá a intolerância religiosa disfarçada de tolerância, fazendo carinha de bom moço. O diabo não se apresenta com chifre, ele se apresenta de forma atraente, ele é especialista, sabe fazer a cabeça, se apresenta como tolerância.
A Igreja Católica ama de paixão os homossexuais, não existe uma instituição que os ame mais, pois quer os tirar de uma cultura de morte que está os matando, essa vida de sexo livre, está matando esses jovens, por isso ela diz: “meus filhos parem com isso”. Ela ama os heterossexuais que também estão se matando com o sexo livre, por isso ela fala: “meu filho pare de se maltratar porque você foi feito para amar”.
O sexo é uma criação de Deus e não do diabo. O sexo é uma participação do ser humano na obra da criação. O interior da mulher é algo sagrado, cada mulher que carrega dentro dela aquela pequena vida, ali Deus já realizou seu projeto maravilhoso. O homem é chamado pela sua sexualidade a entrar neste santuário da vida que é a mulher, para obra da criação.
recisamos arrancar o sexo das mãos do diabo, é obra de Deus o sexo. Nós precisamos fazer com que o sexo seja o que é no projeto de Deus, Deus tem um sonho para a sexualidade, e está ligado a nossa capacidade de amar. Mas que terrível! Quando usamos para nosso egoísmo, fazendo das mulheres objetos, usando algo que é para o amor para o egoísmo solitário.Uma vez que você apresenta a sexualidade como projeto bonito de Deus, o jovem entende isso. Mas quando apresenta só como coisa proibida é claro que o jovem não vai aceitar. Eduque seus filhos, desmascare o lobo, é o pensamento ateu que conduz a morte, a destruição. E os jovens são capazes de enxergar isso, quanto mais você faz sexo sem compromisso, mais fica um vazio na alma. Mostre para ele o lobo, ele será capaz de enxergar. É importante que você os ajude a enxergar.
Os jovens dizem que devem ter um pensamento crítico, seja crítico com você, critique o pensamento que você adotou, um pensamento ateu, desonesto.
Você sabe por que o pensamento ateu está na moda? Veja o que falava o filósofo Friedrich Nietzsche: “Se deuses existissem, eu não suportaria não ser um deles. Portanto, deuses não existem”. Ele mostra que ele é ateu por sua soberba.
Os jovens dizem por que a Igreja proíbe sexo antes do casamento? Não é a Igreja que proíbe, mas a própria natureza. Pense, pelos menos lá em Cuiabá (MT) é assim, eu acho que esse negócio de sexo tem haver com uma criança que nasce, tem haver com bebê, assim como quando você se alimenta tem haver com nutrição, são as finalidades das coisas que Deus pensou. Se um casal de jovem mantém relações sexuais a natureza daquele ato é voltado para ter um filho, eu não estou dizendo que vai ter, mas está voltada para isso, e muitas meninas tomavam pílulas e engravidaram. Veio a criança, ela precisa ser respeita, tem direito a vida e de ter pai e mãe. O pensamento ateu diz, não existe Deus, você que é deus, se a criança não te agrada jogue-a no lixo. Você que é senhora do seu corpo.
E nós dizemos não, respeite o Criador. A pessoa se coloca no lugar de Deus, senhora da vida e da morte. Você acha que sexo é lazer? Não, ele é sagrado. A Igreja proíbe sexo antes do matrimônio não porque ele é pecado, mas porque ele é sagrado. No projeto de Deus a criança foi pensada tendo um pai e uma mãe.
Por que a classe falante não aceita isso? Porque se eles aceitarem, eles terão que aceitar a Deus. O que significa ter um Deus? Significa que eu não sou Deus, e o mundo moderno não aceita, ele quer ser deus. Eles não aceitam sermos adoradores, e o Papa João Paulo II fala sobre o ódio dos apóstatas. O apóstata é um cara que abandonou a fé, seguia a Deus e começou a achar que a moral é opressora, não precisa ser tão radical, fanático, católico sim, mas fanático não. Começa ler a Bíblica de um jeito ideológico, na passagem onde Jesus diz: “se você olhar para uma mulher e no seu coração ir desejando-a, já cometeu adultério”. Eles dizem assim: Jesus não disse isso, isso foi acrescentado pela Igreja, isso é radicalismo. Eles pecam na fé que tinham, e arranjam um jeito “light” de entenderem a fé. Talvez seja até um padre que o tenha ensinado ler a Bíblia assim, e ainda dizem: padre fulano que é bom, é um padre aberto para realidade. Aberto para a realidade e fechado para Deus.
O apóstata pisou na própria consciência arranjando um jeitinho de interpretar o cristianismo, e quando você interpreta de forma reta, ele passa odiar você, porque mostra o que ele fez. Um jovem chega para o catequista e diz que não faz sexo com namorada e nem se masturba; o catequista começa a perseguir o jovem porque ele, o catequista, arrumou um jeito “maneiro” de viver o cristianismo, então persegue o jovem porque recorda o que ele fez consigo. Ele vai odiar quem propõe o Evangelho do jeito que ele acreditava antes.
Por que esse pessoal tem horror de ver a manifestação de nossa fé? Porque essa minoria de ateus quer amordaçar a maioria dos cristãos, temos que lembrar a eles que somos cidadãos como eles. Por que vamos ficar calados se somos a maioria? É necessário que essa maioria de cristão que são conservadores reaja. Eu tenho que reagir quando uma pessoa chega na minha igreja e acaba com o que é a razão da minha vida. Só existe um caminho eficaz, você não pode dar uma de bom mocinho, o sexo é sagrado, isso é visão positiva, mas você tem que mostrar o lobo que tenta passar como tolerância cristã aquilo que é intolerância ateia. Não somos ateus, Deus nos criou e tem um plano para nossas famílias, para nossa sexualidade. Temos que deixar Deus ser Deus e não ser Deus no lugar de Deus.
Padre Paulo Ricardo
Textos escolhidos sobre a oração (Parte II)
2Noite 19, 4 - Não buscar consolos em Deus, mas amá-lo gratuitamente“4 – “...Ah! Deus e Senhor meu! Quantas almas estão sempre a buscar em ti seu consolo e gosto, e a pedir que lhes concedas merc6es e dons! Aquelas, porém, que pretendem agradar-te e oferecer-te algo à própria custa, deixando de lado seu interesse, são pouquíssimas. Não esta a falta, Deus meu, em não quereres tu fazer-nos sempre mercês, mas, sim, em não nos aplicarmos, de nossa parte, a empregar só em teu serviço as graça recebidas, a fim de obrigar-te a favorecer-nos continuamente”.
Cântico Espiritual 6,6 - Deus brinca de esconde- esconde conosco e exercita-nos na fé6 – “...Isto, Esposo meu, que andas concedendo de ti parceladamente à minha alma, acaba por dar de uma vez. O que me tens mostrado como por resquícios, acaba de mostrá-lo às claras. Quanto me comunicas por intermediários, como de brincadeira, acaba de fazê-lo a sério, dando-te a mim diretamente. Na realidade, às vezes, em tuas visitas, parece que vais entregar-me a jóia de tua posse; e quando minha alma considera bem, acha-se sem ela, porque a escondes, e isto é dar de brincadeira. Entrega-te, pois, já deveras, dando-te todo a toda minha alma, para que ela te possua todo, e não queiras enviar-me mais mensageiro algum”
Agosto é o mês das vocações

Em nossa origem divina e humana, feitos à imagem de Deus, somos todos missionários na essência de nosso ser. Cada pessoa, onde quer que se encontre, tem uma missão a viver e a cumprir. Ninguém é maior, ninguém é menor. Na fé cristã, o valor de alguém, não se mede pelo cargo que ocupa, mas, pelo amor que se vive. Somos membros vivos uns dos outros. Todos são necessários.
Essa consciência do valor da vida nos leva ao dever de compromisso na solidariedade com todos, principalmente com os mais pequeninos e necessitados de nosso mundo. Santo Agostinho afirma: “A maior glória de Deus é a dignidade do homem”.
É, portanto, impensável viver a fé sem a consciência de um compromisso sério de comunhão com Deus e com os irmãos. “Quem diz amar a Deus a quem não vê e não ama o irmão a quem vê, se engana a si mesmo e é mentiroso” (1Jo.4,20-21).
Como cristãos, devemos permanentemente nos questionar sobre as exigências práticas de nossa vocação e vida cristã.
Como valorizamos nossa vida e a vida de todos que nos cercam?
Que tempo investimos no cultivo dos valores da vida em família, na comunidade e na Igreja?
É bom saber. Valor não é um conceito e nem apenas um conhecimento, mas, um bem que investimos e levamos a sério em nossa vida.
Esta é a verdade. No amor somente se partilha aquilo que se é. “Ama teu próximo como a ti mesmo” Lc.10,27. Quem não se ama e não é honesto consigo não ama a ninguém.
Como querer transformar os outros, o mundo, se por primeiro não nos transformamos a nós próprios?
Sem dúvida, o mundo precisa de doutores e de teólogos, mas precisa acima de tudo de pessoas que vivam sua fé. Neste mês em que à Igreja nos convida a refletir sobre a vocação, somos convidados a pensar sobre que valor damos a nossa vida e a vida de todos. Sem dúvida, faz muito sentido refletir sobre como cada um vive em família, na comunidade, na Igreja e em sua missão específica no mundo.
A vocação é chamado para amar, é chamado ao serviço (1Jo 4,7-21; Mc 10,45). Tinha então razão Teresa de Lisieux quando, nos seus Manuscritos Autobiográficos, escrevia: “Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é Eterno. Então, delirante de alegria, exclamei: ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor”.
A vocação é amar, é servir, é relacionar-se com a Trindade, a partir do encontro, da relação com o próximo. Ela é comunicação, isto é, vida de comunhão e de participação. Responder ao chamado é inserir-se na vida da comunidade; é tomar parte ativa na construção do Reino.
Vocação não é isolamento, busca de satisfações, de “realização pessoal”. Não é realização de “projetos pessoais”, mas o dar a vida pela defesa da vida (Jo 10,11; 15,13).
Quanto à animação do ser humano deve dizer-se que, no momento em que está constituída a identidade genética (concepção), está constituída a alma “potencialmente”. Quer isto dizer que a “alma” existe no ser humano desde o primeiro momento da sua identidade como corpo, embora o seu exercício vá acontecer bastante mais tarde…
Antes de qualquer reflexão, é necessário que saibamos o que significa a palavra vocação. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado. Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra a fazer algo, a alguma coisa. Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus.
Vocação sempre indica um chamado.
Deus não age de forma diferente. Só que, ao chamar, Deus, antes de pedir Ele dá.
Deus chamando o homem lhe dá a vida, a existência, e com a vida, dá-lhe também a liberdade.
Depois de ter chamado o homem para a vida, Deus torna a chamá-lo, porque há muitas coisas que Deus deseja fazer no mundo através do homem. Deus não quer mais agir sozinho. Por isso, quando Deus chama, Ele chama para pedir alguma coisa, confiar alguma missão.
O chamado de Deus é sempre um desafio:
Ao sermos chamados à vida, nos comprometemos a cumprir uma determinada missão para que todos os outros possam viver bem.
Ao sermos chamados à fé, pelo batismo, nos comprometemos a seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e a colaborar com os homens na busca da verdade e do bem vivendo como irmãos.
Ao sermos chamados a qualquer estado de vida (sacerdotal, religiosa, matrimonial, celibatário ou mesmo manter-se solteiro) assumimos um compromisso específico com a comunidade humana, de ajudá-la a encontrar a felicidade.
Para que isso aconteça é indispensável que cada um faça desabrochar e fortificar a vocação que está em seu interior (Mt 25,14-30).
As capacidades e dons que temos devem estar voltados para as necessidades dos outros. Quanto mais o homem está voltado para o outro, mais realizado e feliz será. O verdadeiro amor é o que busca a felicidade do outro e não a própria.
Podemos dizer que, vocação é a oferta divina que exige uma resposta e um compromisso com Deus.
oferta (chamado) de Deus;
resposta do homem;
compromisso com Deus e com o irmão
A resposta do homem deve ser constantemente reassumida. É no dia-a-dia que se deve ir fazendo caminho e assumindo os riscos do nosso SIM e para mantê-lo deveremos estar dispostos dar também muitos nãos, isto é muitas renuncias e muitos sacrifícios de morte e porque não dizer sacrificar muitos Isaacs.
Vocação é descoberta do próprio ser pessoal. Todo homem é chamado a aperfeiçoar a bondade que existe, em germe, em seu interior, a descobrir a sua vocação, a construir um mundo fraterno onde haja sol para todos, vida para todos.
A vida não é feita só de momentos claros, nos quais se percebe perfeitamente a vontade de Deus. Muitas vezes é necessário seguir por caminhos escuros e até incomuns. Muitos devem lutar duramente para seguir sua vocação. "A Palavra de Deus não dispensa ninguém de pensar, de tatear, de buscar, de tomar decisões".
Vocação é convite pessoal que Deus dirige a cada um. Cada ser humano tem algo de pessoal, e uma maneira pessoal de realizá-lo. Ao descobrir sua vocação, o homem está se descobrindo a si mesmo. Daí a necessidade de permanecer atento a tudo, para perceber sua própria vocação.
Seguir uma vocação é buscar incansavelmente uma resposta aos próprios anseios. Todo homem é chamado a decidir-se, a assumir os valores descobertos em si e não poupar esforços para alcançar os objetivos propostos.
COMO SE MANIFESTA UMA VOCAÇÃO?
Os fatos falam para quem sabe ouvi-los. Há indivíduos que passam ao longo da vida sem encontrar motivações para viver. Isso porque ficam surdos à voz de Deus que fala no recolhimento da oração e também nos acontecimentos da vida. "Deus fala continuamente, muitas vezes e de muitos modos" . É importante saber ler e interpretar tudo aquilo que se passa ao redor, para descobrir o plano de Deus a nosso respeito. Realizar o plano de Deus é realizar a própria felicidade.
O QUE É SEGUIR UMA VOCAÇÃO?
Seguir uma vocação é viver a vida com intensidade. É responder aos apelos de Deus. É renovar-se, converter-se, ir além, superar-se constantemente.
Seguir uma vocação é dar grandeza ao coração. É vencer todas as resistências. É seguir o apelo divino que chama a uma missão, a um serviço.
Ao dizer o SIM, a pessoa não está livre da angústia, da incerteza, da morte. O próprio Cristo disse SIM desde toda a eternidade à vontade do Pai, e, entretanto na cruz exclamou: “Meu Deus, meu Deu, por que me abandonastes?”.
Vocação é ponto de partida. Descobri-la é uma das condições para alcançar o ponto de chegada. O importante é partir. (“Sai da tua terra e vai, onde te mostrarei.” Abraão é uma loucura se tu partes diz a canção... Gên. 12,1)
VOCAÇÃO É UM ESTADO DE VIDA
Todo homem é chamado a ser homem, a realizar-se fazendo algo. Deus convoca, faz seus apelos a cada momento da vida. Vocação, portanto, é o eco de Deus a ressoar dentro da alma humana. Realiza-se a vocação dentro de um determinado estado de vida. Os mais conhecidos são: matrimonial, sacerdotal, celibatário e religioso.
Descobrir e assumir a vocação num determinado modo de viver, é descobrir a felicidade de servir. É no seu estado de vida que a pessoa realiza a missão insubstituível que Deus lhe confiou.
Toda vocação é o resultado comum, de duas decisões livres:
de Deus, escolhendo e chamando livremente o homem.
do homem respondendo livremente ao apelo divino.
A vocação vai despertando e se desenvolvendo lentamente, silenciosamente. Na entrega diária à vontade de Deus, descobre-se a verdadeira resposta.
A VOCAÇÃO É RESPOSTA LIVRE DO HOMEM
Homem algum consegue viver sem fazer, conscientemente, sua escolha. Todo homem deve dizer: "sim" ou "não" ao chamado que Deus lhe faz. A decisão deve ser livre. É o indivíduo que decide e ninguém mais deve influir sobre suas procuras.
A resposta que as grandes figuras da Bíblia deram a Deus foi uma resposta sem reserva, uma resposta que colocava o cumprimento da missão de toda a realização humana.
Leia em sua Bíblia as seguintes vocações :
Vocação de Abraão (Gn. 12,1),
Vocação de Moisés (Ex. 3,7-10)
Vocação de Samuel ( I Sm 3,7-12),
Vocação de Jeremias (Jr 1,4-10),
Vocação de Isaias ( Is 6,8-9ss)
Vocação de Maria ( Lc 1,28-38)
Vocação de Paulo ( At 9,3-6; 26,12-15; 22, 6-11)
Como nossa busca nunca será completa, também nunca daremos uma resposta perfeita. Todos os dias devemos voltar a escolher aquilo que escolhemos, ou melhor, fomos Escolhidos e desejamos alcançar. Deus acompanha o homem: "Eu estarei contigo", diz incessantemente o Senhor. Ajuda a vencer as dúvidas, as vacilações, os momentos de incertezas, as horas de escuridão. Ajuda a vencer a vontade de fugir à responsabilidade da vocação, a tentação de dizer "não" e a virar as costa.
E quem faz vencer todas as resistências, é a convicção de que Deus está com a gente. Ele acompanha o homem que procura dar uma resposta sincera, que tem fé. A função do homem é ter vontade firme e deixar-se conduzir por Ele.
VOCAÇÃO NA IGREJA
Na Igreja existe uma variedade de serviços (ministérios). Cada cristão tem uma função própria a desempenhar dentro da Igreja que é a grande comunidade dos filhos de Deus.
Cada vocação na Igreja é um carisma, isto é, um dom de Deus, que deve ser colocado a serviço de toda a comunidade e de todos os homens. Importa cada um de nós descobrirmos qual o serviço (ministério) que Deus espera de mim.
A VOCAÇÃO PARTICULAR:
Cada vocação é original, é fruto da liberdade, é um acontecimento pessoal, único e incomunicável. Tem como finalidade primeira a humanização da pessoa e o serviço do Reino. Quando uma pessoa se diz chamada é preciso acreditar nela.
Amei o que escutei do meu querido bispo D.Paulo Sérgio Machado : “ Deus escolhe, nossa missão é formar os escolhidos, não colocar obstáculos a ação de Deus, mas ajudar a purificar a consciência e as motivações”.
A experiência vocacional é pessoal, pode acontecer mesmo em quem não se espera.
A certeza não vem de imediato, a vocação está submetida a tentações e inquietudes. Uma pessoa pode se sentir atraída por um sistema de valores, mas isto não quer dizer que não se sinta atraído por outros valores. Existe a dúvida.
A eleição é dolorosa, a escolha custa: ser padre; religioso(a); casar-se. Dói rejeitar aquilo que não escolhi. Não porque não é bom, mas, porque eu não escolhi.
A entrega a um valor envolve um sacrifício. SACRIFÍCIO E SEDUÇÃO.
A pessoa é convidada a escutar e receber, colaborar com docilidade. Iniciar-se em Cristo é descobri-lo, é deixar que ele nos encontre, nos agarre incondicionalmente, é recebê-lo. É um estado de permanente conversão. A pessoa é como ovelha extraviada, dracma perdida, filho fugido que entrega nas mãos do Pai e se deixa encontrar qual tesouro no campo ou pérola preciosa. Vai vende tudo, renuncia sua vida e recebe um novo ser. É sair de si mesmo, distanciar-se daquilo que até agora era segurança, o bem estar, o poder, o consumo e, ao mesmo tempo, é entrega total e incondicional a Cristo.
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O amor nutre-se de sacrifícios
O amor nutre-se…se alimenta.E,a gente tem que alimentar o amor.
Quando dizemos que a Igreja tornou alguém santo queremos dizer, simplesmente, que ela reconheceu que aquela pessoa é santa.
Somente Jesus pode nos ensinar a viver como Deus e nos dar a capacidade e a força para amar como ele ama; ele, que é uma coisa só com o Pai e que veio do céu para a terra, pode nos dar a conhecer o significado verdadeiro do amor.
A Igreja não faz os santos, limita-se a reconhecê-los e a propô-los como modelo para todos. Embora seja verdade também que a Igreja faz os santos, no sentido que toda a comunidade cristã ajuda a nos tornarmos santos. Se ser santos significa ser o amor, como Deus que é amor, não podemos nos esquecer que Deus é Amor porque entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo circula o amor; cada um dos Três vive o amor recíproco e não pode ser “santo” sem o outro.
O único modo para viver o amor que é típico de Deus é viver na reciprocidade, caminhar juntos atrás de Jesus. Por isso São Paulo insiste tanto em ajudar-nos uns aos outros, a levar os pesos uns dos outros, a perdoar-nos, a rezar uns pelos outros.
“O arder da mente e o arder do coração. A mente, na meditação das escrituras, incendeia o coração somente quando se torna meditação orante: “Senhor, fica comigo, permanece em mim e ajuda-me a compreender a tua Palavra”.
Como devemos sentir compaixão por aqueles que doentes de racionalismo, levam para o domínio da fé os cânones da razão, pretendem penetrar a profundidade do Mistério com o canivete do raciocínio e olhar a luz do “não conhecimento” de Deus com os olhos míopes do ser humano!” ( Madre Teresa de Calcutá)





