Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

domingo, 2 de janeiro de 2011

Retiro Pessoal Mensal



Janeiro

TEMA: OS SANTOS

TEXTO DE APOIO: Livro da Vida, capítulos de 1 a 3.( Santa Teresa de Jesus)

Introdução:

A Igreja nos apresenta os santos como intercessores junto a Deus por nós. Eles também são modelos de fiéis seguidores de Jesus Cristo. Sua vida e seus escritos iluminam a nossa vida. Imitar um santo é colocar-se por inteiro no seguimento de Jesus Cristo. Deus, que nos amou primeiro, nos chama a santidade. A Santidade é a vocação universal, ou seja, de todo ser humano.Vamos, pois, olhar um pouca a vida de Santa Teresa. Ela viveu no século XVI, período de grandes desafios.

1515- 1535: Em 1515 nasceu Teresa em Ávila. Em 1535, na mesma cidade, Teresa entra na vida religiosa, no mosteiro da Encarnação. Este período de 20 anos corresponde ao período da infância e adolescência de Teresa. Eis, pois, alguns marcos desta época e de sua vida.

* nasceu num ambiente cristão: O mundo em que vivia trazia muitas coisas da Idade Média e também da Idade Moderna, que estava germinando. O religioso estava no imaginário da sociedade de então. O seu mundo, ou seja, ambiente histórico, era medievo-moderno.

* a família:

- Seus pais eram virtuosos e tementes a Deus (Vida 1, 1-3).

- O tio Pedro Sanchez era piedoso (V 3, 4-7).

Teresa tinha desejos de ser mártir, chega até mesmo a convencer o irmão para que fuja de casa com ela para junto irem à terra dos mouros ( e assim dar a vida por Cristo).

Após morte da mãe, Teresa, aos pés da Virgem, coloca toda a sua vida. (V 7).

* Se na infância Teresa nutria uma piedade, na adolescência parece perder um pouco desta piedade. Após a morte da mãe, o pai chega até mesmo interna-la num mosteiro das Agostinianas.

* Por meio do tio, entra em contato com livros espirituais (leitura espiritual).



Para refletir:

1) Teresa, ao começar a escrever o livro de sua vida, começa falar do ambiente familiar e da oração. Você consegue fazer a história da oração em sua família, desde que você se lembra de ser gente.

2) O ambiente em que Teresa foi criado muito favorecia à oração? Os pais de Teresa eram ‘piedosos e tementes a Deus’. O ambiente muito pode ajudar no trato com Deus.

* Como a sua família fazia orações? Como era a sua oração na sua família?

* Você se lembra qual a primeira oração que lhe ensinaram?

* Como era a sua oração antes de entrar na vida religiosa?

3) A oração de Teresa não era desencarnada, ou seja, fora da realidade. Tanto é que, ainda na infância, Teresa ouviu falar de muitos cristãos que morriam na ‘terra dos mouros. Quis, na sua ingenuidade infantil, pois, querer dar a vida por Cristo, ser mártir. Fugiu, então, com seu irmão Rodrigo. Vendo frustrada a tentativa, contentou-se em brincar construindo ermidas pelos cantos dos jardins.

* Sua oração é encarnada ou desencarnada da história? Como você coloca em prática a sua oração? consegue dar exemplos?

4) São Paulo que escreveu vivo, mas não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim. São Paulo também escreveu que para ele viver é Cristo e morrer é lucro. Tinha São Paulo, como Teresa um grande desejo. Você é capaz de dizer qual era o desejo do Apóstolo? Como você idealiza o fim da vida do Apóstolo dos gentios?

Teresa também tinha um grande desejo. Você consegue idealizar qual era o desejo de Teresa? O que há de comum entre Teresa e Paulo? E você, qual é o seu desejo mais profundo? O que tem feito para concretizar o seu desejo – que se supõe – ainda que possa parecer não muito claro – o desejo de Cristo?

5) Na adolescência, num determinado momento, Teresa perdeu a piedade que acreditava ter na infância. Deixou-se levar pelas ‘vaidades do mundo’. Mas, graças à ajuda de um tio, entra em contato com bons livros, em especial, às cartas de São Jerônimo. Teresa procurou dedicar-se à leitura espiritual.

* Você procura alimentar o seu espírito/mente? Que tipo de alimentos (livros, filmes) você digere?

* Com que você ocupa mais a sua mente? Houve quem dissesse que tudo o que passa pelos sentidos toca na alma. Com que você ocupa mais os seus sentidos?

* No mundo há realidades que alimentam a vida e há realidade que definham a vida, gerando a morte. Com qual delas você mais se ocupa? Consegue dar exemplos? (Na TV qual tipo de programas você assiste? Que tipo de livros você lê?).

* Houve quem dissesse que ‘a religião é o ópio do povo’. Quais as motivações que levaria alguém a escrever algo assim? Qual ou quais poderiam ser as motivações que despertaria alguém a levantar essa afirmação?


Uma história para atualizar:

Conta-se que, certa vez, um pastor protestante comprou um pequeno sítio, bem deteriorado e malcuidado. Durante várias semanas, em seus dias de folga, o pastor se dedicou a pôr a casinha de campo em ordem: levantou as cercas, aparou a grama, cortou o mato, caiou as pedras no contorno da estradinha de entrada, pintou paredes, trocou janelas, fez reparos no alpendre, e, aos poucos, a casinha foi ganhando vida e luz. Lá pelas tantas, o vizinho fez uma visita ao pastor e, desejando ser simpático, foi logo elogiando: - Muito bem, reverendo: o senhor e Deus fizeram um bom trabalho! O Pastor emendou de pronto: - O senhor precisava ver como era no tempo em que Deus cuidava disto aqui sozinho!

* Como a sua família fazia orações? Como era a sua oração na sua família?
* Você se lembra qual a primeira oração que lhe ensinaram?

Meditação para o Mês de Janeiro 2011



Caminho de Eternidade
Salmo 138 (139):

Senhor, tu examinaste-me e conheces-me,
sabes quando me sento e quando me levanto;
à distância conheces os meus pensamentos.
Vês-me quando caminho e quando descanso;
estás atento a todos os meus passos.
Ainda a palavra me não chegou à boca,
já tu, Senhor, a conheces perfeitamente.
Tu me envolves por todo o lado
e sobre mim colocas a tua mão.
É uma sabedoria profunda, que não posso compreender;
tão sublime, que a não posso atingir!

Onde é que eu poderia ocultar-me do teu espírito?
Para onde poderia fugir da tua presença?
Se subir aos céus, tu lá estás;
se descer ao mundo dos mortos, ali te encontras.
Se voar nas asas da aurora
ou for morar nos confins do mar
mesmo aí a tua mão há-de guiar-me
e a tua direita me sustentará.
Se disser: «Talvez as trevas me possam esconder,
ou a luz se transforme em noite à minha volta»,
nem as trevas me ocultariam de ti
e a noite seria, para ti, brilhante como o dia.
A luz e as trevas seriam a mesma coisa!

Tu modelaste as entranhas do meu ser
e formaste-me no seio de minha mãe.
Dou-te graças por tão espantosas maravilhas;
admiráveis são as tuas obras.
Quando os meus ossos estavam a ser formados,
e eu, em segredo, me desenvolvia,
tecido nas profundezas da terra,
nada disso te era oculto.
Os teus olhos viram-me em embrião.
Tudo isso estava escrito no teu livro.
Todos os meus dias estavam modelados,
ainda antes que um só deles existisse.
Como são insondáveis, ó Deus, os teus pensamentos!
Como é incalculável o seu número!
Se os quisesse contar, seriam mais do que a areia;
e, se pudesse chegar ao fim, estaria ainda contigo.

Ó Deus, faz com que os ímpios desapareçam;
afasta de mim os homens sanguinários.
Aqueles que maldosamente se revoltam,
em vão se levantam contra ti.
Não hei-de eu, Senhor, odiar os que te odeiam?
Não hei-de aborrecer os que se voltam contra ti?
Odeio-os com toda a minha alma.
Considero-os como meus inimigos.

Examina-me, Senhor, e vê o meu coração;
põe-me à prova para saber os meus pensamentos.
Vê se é errado o meu caminho
e guia-me pelo caminho eterno.
(Salmo 139)

Poucas passagens bíblicas exprimem com tanta força e sutileza como o Salmo 138(139) o quanto Deus está próximo do homem: «Senhor, tu examinaste-me e conheces-me», diz o primeiro verso.

Segundo o salmo, Deus não observa à distância, mas procura os indivíduos.
Não os conhece parcial ou unilateralmente, mas conhece a totalidade da sua existência de forma única.

À medida que o salmo avança, o tom torna-se mais insistente: «Onde é que eu poderia ocultar-me do teu espírito?

Para onde poderia fugir da tua presença?».

O salmista imagina-se em fuga em todas as direções até se esconder nas trevas, em vão, para escapar a Deus.

A mão de Deus não está sobre ele, como anteriormente (vs. 5).

Agora, sustenta-o (vs.10).

Esta constatação assusta ao mesmo tempo que tranquiliza: não é possível escapar a Deus.

Por outro lado, Deus nunca abandona as pessoas, independentemente do fato de estas se afastarem dele.

O texto caminha em direção ao interior do ser humano: «Tu modelaste as entranhas do meu ser», diz, literalmente, o verso 13!

Na linguagem sempre concreta da Bíblia, as entranhas estão associadas à capacidade de decidir.

De forma a distinguir o que é justo do que não o é, os seres humanos devem olhar para o mais profundo de si próprios, mais profundo até do que os seus corações – é isso que o termo «entranhas» pretende dizer.

É uma realidade próxima daquela que muitos dos nossos contemporâneos chamam de consciência moral.

Notavelmente, é aqui, no coração do salmo, que encontramos a única referência ao louvor: «Dou-te graças por tão espantosas maravilhas».

O salmo sugere que Deus está próximo de nós precisamente no nosso desejo e na nossa procura do que é bom, justo e verdadeiro?

Teremos, talvez, a tentação de fugir ou de nos mantermos longe desta procura – que é, por vezes, tão árdua que a vida parece mais simples sem ela – mas podemos, também, permanecer admirados e considerar essa busca como um dom, dando graças a Deus por ela.

A última parte do salmo é, talvez, a mais surpreendente.

Inesperadamente, o salmista pede a Deus que erradique os ímpios e proclama o seu ódio.

Ainda que seja muito chocante, esta atitude é frequentemente considerada positiva no Antigo Testamento, na medida em que revela uma rejeição do mal e, de igual modo, uma aproximação ao bem.

Mesmo se o apelo do Evangelho a amar os nossos inimigos torna difícil, ou até mesmo impossível, aos discípulos de Jesus a tarefa de orar estes versos, podemos observar a luta de que são testemunhas.

Crer e viver num mundo ferido e muitas vezes violento é, afinal, a nossa própria luta.

No final de contas, o salmista não se demora nos conflitos com os outros, mas continua a dirigir a sua oração a Deus.

O seu ardor conduz a, inesperadamente, interrogar-se sobre a sua própria inocência e o seu caminho e pede a Deus: «Examina-me, Senhor, e vê o meu coração».

Porque é Deus que, repetidamente, abre na nossa existência um caminho que não é apenas mais um mas é o «caminho eterno».

- Identifico-me com as lutas do salmista? De que maneira?

- Consigo identificar-me com o seu louvor?

- Se Deus já nos examinou e nos conhece, como diz o primeiro verso do salmo, porquê pedir-lhe que o faça mais uma vez?

SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR



ANO A 2 de Janeiro de 2011

LEITURA I –
Is 60,1-6

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 71 (72)

LEITURA II – Ef 3,2-3a.5-6

EVANGELHO – Mt 2,1-12


A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens…

Ele é uma “luz” que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra.

Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “luz” encarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.

A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora de Deus, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “magos” do oriente, representantes de todos os povos da terra… Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-n’O com esperança até O encontrar, reconhecem n’Ele a “salvação de Deus” e aceitam-n’O como “o Senhor”.

A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem exceção.

Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação… Somos pessoas atentas aos “sinais” – isto é, somos capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus? Procuramos perceber nos “sinais” que aparecem no nosso caminho a vontade de Deus?

Impressiona também, no relato de Mateus, a “desinstalação” dos “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor. Nos passos dos Magos… Como os Magos, ponhamo-nos a caminho. Não sabemos exatamente o que será a aventura. Tenhamos confiança.

Como eles, ergamos os olhos. A luz vem de Deus, deixemo-nos iluminar. Como eles, procuremos, não tenhamos demasiadas certezas. Tenhamos somente convicções, descubramos os sinais de uma presença. Como eles, ofereçamos presentes: o da oração, o do respeito de todo o homem.

Procuremos agradar a Deus e aos irmãos. Como eles, aceitemos começar um novo caminho.

Deixemo-nos interpelar por Deus e pelo seu Evangelho, pelos homens e mulheres deste tempo.

A segunda leitura
apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus. Estamos dispostos a aceitar que essa “luz” nos liberte das trevas do egoísmo, do orgulho e do pecado? Será que, através de nós, essa “luz” atinge o mundo e o coração dos nossos irmãos e transforma tudo numa nova realidade?

O tema mais importante da Carta aos Efésios
é aquilo que o autor chama “o mistério”: trata-se do projeto salvador de Deus, definido e elaborado desde sempre, escondido durante séculos, revelado e concretizado plenamente em Jesus, comunicado aos apóstolos e, nos “últimos tempos”, tornado presente no mundo pela Igreja.
Destinatários, todos, do mistério, somos “filhos de Deus” e irmãos uns dos outros. Essa fraternidade implica o amor sem limites, a partilha, a solidariedade… Sentimo-nos solidários com todos os irmãos que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo? Sentimo-nos responsáveis pela sorte de todos os nossos irmãos, mesmo aqueles que estão separados de nós pela geografia, pela diversidade de culturas e de raças?
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BILHETE DE EVANGELHO.
Nos passos dos Magos… Como os Magos, ponhamo-nos a caminho. Não sabemos exatamente o que será a aventura.

Tenhamos confiança. Como eles, ergamos os olhos.

A luz vem de Deus, deixemo-nos iluminar. Como eles, procuremos, não tenhamos demasiadas certezas.

Tenhamos somente convicções, descubramos os sinais de uma presença.

Como eles, ofereçamos presentes: o da oração, o do respeito de todo o homem.

Procuremos agradar a Deus e aos irmãos. Como eles, aceitemos começar um novo caminho.

Deixemo-nos interpelar por Deus e pelo seu Evangelho, pelos homens e mulheres deste tempo.

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No final da primeira leitura:
Deus de luz, erguemos os nossos olhos para Ti, cheios de admiração; nós Te bendizemos, porque a tua glória ergueu-se sobre nós, arrancaste-nos das trevas e colocas-nos de pé, a caminho da nova Jerusalém.
Nós Te pedimos por todos os povos da terra que ainda vivem nas trevas e pelas pessoas que conhecemos e que procuram o fim do túnel.

No final da segunda leitura:
Pai de todos os homens, nós Te bendizemos pela revelação do teu mistério, pela promessa que Tu destinas a todos os povos e pela herança à qual tanta desejas associá-los, na tua luz.
Nós Te pedimos por todos os missionários que partiram para longe a anunciar esta Boa Nova pela palavra e pelos actos.

No final do Evangelho:
Nosso Pai, único rei digno deste nome, nós Te louvamos pelos sinais que nos guiam para Ti e, sobretudo, pelo teu Filho Jesus, estrela que está sempre presente, em todos os instantes das nossas vidas.
Nós Te pedimos pela tua Casa, que é a tua Igreja, e por todas as suas comunidades: que o teu Filho Jesus nos guie, através da nova estrela que é o teu Espírito presente nas nossas vidas.
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PALAVRA EXPLICADA 1: A CASA IGREJA.

O Evangelho da Epifania precisa que os Magos entraram na casa. Esta palavra aparece muitas vezes nos Evangelhos. Jesus entrou em muitas casas. É na casa que Ele celebrou a Última Ceia (Mt 26,18), que Se manifestou aos discípulos e que partiu o pão, em Emaús. É ainda numa casa que os apóstolos receberam o Espírito Santo, no dia de Pentecostes. As primeiras comunidades cristãs reuniam-se nas casas para partir o pão, em Jerusalém, em Corinto, em Troas e noutros lugares (Act 1,3; 2,46; 20,7-12; 1Cor 11,19). Pelas saudações de Paulo, no final das suas cartas, sabemos que os cristãos punham as suas casas à disposição para reunir a Igreja de Deus: Gaio em Corinto (Rom 16,23); Áquila e Prisca em Éfeso (Rom 16,5; 1Cor 16,19). Durante os dois primeiros séculos, os cristãos não tinham outros locais para as suas assembleias dominicais senão as casas particulares. Consideravam-se, em cada localidade, como uma família.

PALAVRA EXPLICADA 2: SÃO GREGÓRIO E O CANTO.
O Papa São Gregório I (590-604) não interveio muito pela criação de instituições litúrgicas, porque tudo estava já organizado. Mas foi um pastor devotado, numa altura em que toda a Itália sofria duras provas. Nos séculos seguintes, o nome de Gregório serviu de referência para valorizar tudo o que vinha de Roma, em particular os livros litúrgicos. Quanto ao canto gregoriano, o seu qualificativo provém de legendas do século IX, que apresentavam o Papa Gregório como o autor dos cantos da missa, que teria composto por inspiração do Espírito Santo. Os pintores e os autores de miniaturas ilustraram a cena, apresentando o Papa na sua sala de trabalho, com a pomba do Espírito Santo perto da orelha. Esta ilustração contribuiu muito pouco para vulgarizar a atribuição do canto gregoriano ao Papa. De fato, no repertório gregoriano, os textos das orações provêm de livros compilados na época carolíngia. As anotações musicais só aparecem nestes livros a partir do século XI. Antes, as melodias eram transmitidas por tradição oral.

PALAVRA PARA O CAMINHO.

Audácia missionária. Assembleias dominicais cada vez mais diminutas… Vocações sacerdotais e religiosas cada vez mais raras…
Não reduzamos a Missão aos nossos problemas!
A Estrela que se levanta na escuridão brilha para todos os povos da terra e convida-nos à audácia missionária.
Que iniciativa poderíamos tomar - em comunidade paroquial, em comunidade religiosa, em equipe litúrgica – para nos abrirmos para além de nós mesmos?

sábado, 1 de janeiro de 2011

Diz-me, filho meu, foste, realmente, formado dentro de mim?



O pai da mãe tornou-se, por sua própria vontade, seu filho; o salvador dos recém-nascidos é um recém-nascido igualmente, deitado numa manjedoura.

Sua mãe o contempla, dizendo-lhe: Diz-me, filho meu, foste, realmente, formado dentro de mim?

Admirada, vejo-te, ó minha carne, pois o meu seio está pleno de leite e eu não tive um esposo; vejo-te na infância, entre os paninhos, e o selo da minha virgindade mantém-se intato: porquanto tu o conservaste quando dignaste vir ao mundo, meu filhinho, Deus antes de todos os séculos.

Romano o Melode (+ por volta do ano 560)
Sources chrétiennes (Fontes cristãs), 110 Cerf, Paris, 1965)

A batalha do homem contra o orgulho.


O mal não foi criado por Deus.

O mal não tem essência.

É uma perversão da ordem natural do mundo (e em relação aos homens e dos anjos - a ordem moral) pelo livre arbítrio dos homens e dos anjos.

Se não houvesse liberdade, não haveria possibilidade de perverter a ordem moral, que é onisciente e perfeita.

Anjos e homens teriam sido subordinados às leis do mundo físico e moral como robôs, e não haveria nenhum mal.

Mas, sem livre-arbítrio não haveria nos homens e anjos a imagem e a semelhança de Deus.

A criatura perfeita é impensável sem o livre arbítrio.

A propósito, todos os ensinamentos ateus são forçados a rejeitar o livre-arbítrio, eles o rejeitam em teoria, mas na prática eles permitem a sua existência, porque senão eles teriam de admitir no horror que o homem é uma parte insignificante de uma enorme máquina sem alma , que não sabe e não quer saber nada sobre o homem, mas impiedosamente o aleija e destrói quando as leis desta máquina demandam.

Um desejo de ser "como deuses, conhecedores do bem e do mal", levou à queda dos anjos e dos homens. A partir deste ponto começa a história da humanidade.

Para ensinar ao homem a piedade e amor a Deus, o amor para os outros homens, sem suprimir o seu livre arbítrio, para elevá-lo à dignidade de filho de Deus - que é a tarefa mais complexa, absolutamente insolúvel para os homens, e que exigiu até mesmo de Deus um sacrifício supremo - a encarnação, morte na cruz e da ressurreição do próprio Deus.

O homem não pode ser salvo com orgulho.

Na presença do orgulho ele pode voltar a cair para longe de Deus, mesmo no paraíso, mas a queda desta vez o leva aos demônios.

Por esta razão, o Senhor permite que o homem aprenda no curso de sua vida inteira que sem Deus ele não é nada, que ele é um escravo das suas paixões e um escravo do diabo.

Por esta razão, o Senhor não permite que o joio seja peneirado antes da morte chegar, para não danificar o trigo.

Um homem sem falhas, com apenas traços de caráter positivo, iria tornar-se vaidoso.

Se somos capazes de sentir um grande orgulho de estar na posse das virtudes, mesmo pequenas, o que aconteceria se a glória da divindade da alma nos fossem reveladas ainda aqui na terra?

Mesmo o apóstolo Paulo precisava da ajuda negativa de um anjo de Satanás, esbofeteando-o, a fim de não estimar-se demasiadamente. O que, então, pode ser dito de nós mesmos!
Assim como o Senhor está tentando salvar o homem, assim também o diabo está tentando destruí-lo.

O diabo permite ao homem pensar que ele ganhou a vitória sobre ele, e assim o leva para os pecados de auto-satisfação e orgulho, que lhe permite ter sucesso na conquista das forças da natureza e, portanto, infunde-lhe o pensamento: "Através da ciência, você deve conquistar a natureza, você será imortal e se tornará um deus. Mesmo agora você pode sentir orgulho de suas realizações ... "

A antítese entre essas duas tendências é óbvia. Nós podemos ver claramente a preocupação de Deus para a salvação do homem, e as tentativas do diabo para destruir até mesmo aqueles que usam todos os seus esforços para buscar "a única coisa necessária", ou seja, o Reino de Deus.

Do reino da teoria, isto passa para a própria vida, e o homem se encontra em uma constante luta com o mal, com o diabo, com suas insinuações, primeiro a cair, em seguida, levantando-se.

Nesta luta o homem toma consciência de sua fragilidade, que o adversário é astuto, da ajuda de Deus e do amor de Deus para o homem.

Ele aprende o preço do bem e do mal, e em plena consciência escolhe o bem, torna-se firme em sua preferência para o bem e sua fonte - o Senhor Deus, e rejeita o mal e o diabo.

Embora ele ainda possa cair, embora ele possa fazer o mal, o homem o percebe como mal, como pecado, se condena, se arrepende, pede perdão a Deus e, portanto, afirma ainda mais sua preferência por Deus e o bem, ainda que de forma negativa

Abade Nikon (Vorobyev) - Extraído de cartas aos filhos espirituais (1960)

Tradução : Paraskeva Paiva.

Ele nasceu de uma mulher” (Gl 4, 4).

ABERTURA DA PORTA SANTA NA BASÍLICA E SANTA MARIA MAIOR


(Em 1° de Janeiro de 2000)

1. “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho.

Ele nasceu de uma mulher” (Gl 4, 4).


… O momento que estamos a viver é mais denso de significado do que nunca: à meia-noite o ano anterior entrou no passado, cedeu o caminho a um novo ano.

Eis-nos agora, desde há poucas horas, no Ano Novo!

O que isto significa para nós?

Começa-se a escrever outra página da história. Ontem à tarde dirigimos o nosso olhar para o passado.

Hoje, dando início ao Ano Novo, não podemos deixar de nos interrogar acerca do futuro: que direção tomará a grande família humana nesta nov

a etapa da própria história?

2. Tendo em conta um novo ano que começa, a hodierna liturgia formula a todos os homens de boa vontade os votos com as seguintes palavras: “Javé te mostre o seu rosto e te conceda a paz!” (Nm 6, 26).

O Senhor te conceda a paz! Eis os bons votos que a Igreja apresenta à humanidade, no primeiro dia do ano novo.

Uma paz infelizmente sempre ameaçada, como no-lo recordam os dolorosos eventos que várias vezes assinalaram a história já no início deste sé

culo XXI. Por isso devemos, hoje mais do que nunca, desejar a paz em nome de Deus: o Senhor te conceda a paz!

3. “A plenitude dos tempos!”.

São Paulo afirma que esta “plenitude” se realizou quando Deus “enviou o seu Filho.

Ele nasceu de uma mulher” (Gl 4, 4).

Hoje, oito dias depois da Natividade, primeiro dia do ano novo, evocamos de maneira especial a “Mulher” de que o Apóstolo fala, a Mãe de Deus.

Ao dar à luz o Filho eterno do Pai, Maria Santíssima contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos; contribuiu de forma singular para fazer com que o tempo humano alcançasse a medida da sua plenitude na Encarnação do Verbo.

Neste dia tão significativo, tive a alegria de abrir a Porta Santa nesta veneranda Basílica Liberiana, a primeira no Ocidente dedicada à Virgem Mãe de Cristo. É como se os católicos de todas as nações e continentes se reunissem idealmente aqui, sob o olhar da Mãe, para cruzar a soleira da Porta Santa que é Cristo.

Efetivamente é a Ela, Mãe de Cristo e da Igreja, que desejamos confiar o Ano Novo há pouco iniciado, a fim de que proteja e encorage o caminho de todos (cf. Incarnationis mysterium, 14).

4. A Liturgia da hodierna solenidade possui um caráter profundamente marial, não obstante nos textos bíblicos isto se manifeste de forma bastante sóbria.

O trecho do evangelista São Lucas como que resume aquilo que escutamos na noite de Natal. Ali narra-se que os pastores foram a Belém e encontraram Maria e José, e o Menino na manjedoura.

Depois de O terem visto, referiram aquilo que lhes tinha sido dito acerca d’Ele. E todos se admiraram ao ouvirem a narração dos pastores. “Maria, porém, conservava todos estes fatos e meditava sobre eles no seu coração” (Lc 2, 19).

Vale a pena deter-se nesta frase que exprime um aspecto admirável da maternidade divina de Maria Santíssima.

Num certo sentido, o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade, a começar pela Solenidade da Anunciação, a 25 de Março, precisamente nove meses antes da Natividade.

No dia da Anunciação, Maria ouviu as palavras do anjo: “Eis que vais ficar grávida, terás um Filho e dar-lhe-ás o nome de Jesus… O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1, 31.35). E respondeu: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Ibid., v. 38).

Maria Imaculada concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio Aquele que só Ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus. Deu-O à luz na noite de Belém. Assim tiveram início a vida terrena do Filho de Deus e a sua missão de salvação.

5. “Maria… conservava todos estes fatos e meditava sobre eles no seu coração”. Como se surpreender que a Mãe de Deus se recordasse de tudo isto de modo singular, ou melhor, único?

Cada mãe possui uma análoga consciência do início de uma nova vida nela. A história de cada homem está inscrita em primeiro lugar no coração da própria mãe. Não admira que a mesma coisa se tenha verificado em relação à vicissitude terrena do Filho de Deus.

“Maria… conservava todos estes fatos e meditava sobre eles no seu coração”.

Hoje, primeiro dia do ano novo, a Igreja evoca este exemplo da Mãe de Deus.

Fá-lo não só meditando os eventos de Belém, de Nazaré e de Jerusalém, ou seja, as várias etapas da existência terrena do Redentor, mas também considerando tudo aquilo que sua vida, morte e ressurreição suscitaram na história do homem.

Nossa Senhora esteve presente com os Apóstolos no dia do Pentecostes, participando diretamente no nascimento da Igreja. Desde então, a sua maternidade acompanha a história da humanidade redimida.

No início do ano, confiamos nesta tua “recordação” materna, ó Maria! Colocamo-nos neste singular itinerário da história da salvação, que se conserva vivo no teu coração de Mãe de Deus.

Confiamos a Vós os dias do Novo Ano, o futuro da Igreja, da humanidade e do universo inteiro.

Maria, Mãe de Deus, Rainha da Paz, vigia sobre nós!

Maria, Salus Populi Romani, roga por nós!

Fonte: Vatican

Amém.

Maria, Mãe de Deus


Mãe do Príncipe da Paz (Is 11, 5)


A festa do Natal renova para nós os primeiros instantes da vida de Jesus, nascido da Virgem Maria.

E acontece que, adorando o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem.

Com efeito, quando Cristo veio ao mundo, começou o povo cristão: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo.

Ora, que mais podemos encontrar nos tesouros da generosidade divina que seja tão adequado à dignidade da festa de Natal como esta paz proclamada pelo cântico dos anjos aquando do nascimento do Senhor (Lc 2, 14)?

Pois é a paz que gera filhos de Deus, que favorece o amor, que produz a amizade, que é o repouso dos bem-aventurados, a morada da eternidade.

A sua obra própria, o seu particular benefício, consiste em unir a Deus aqueles que separa deste mundo. [...]

Assim, pois, aqueles que «não nasceram do sangue nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus» (Jo 1, 13) devem oferecer ao Pai a vontade unânime dos filhos artesãos da paz.

Todos aqueles que se tornaram membros de Cristo por adoção devem acorrer a venerar o primogênito da nova criação, Aquele que veio, não para fazer a Sua vontade, mas a Daquele que O enviou (Jo 6, 38).

Os herdeiros adotados pela graça do Pai não são herdeiros divididos nem separados; têm os mesmos sentimentos e o mesmo amor.

Aqueles que foram recriados segundo a única Imagem (Heb 1, 3; Gn 1, 27) têm de ter uma alma que se assemelhe a Ele. O nascimento do Senhor Jesus é o nascimento da paz.

Como diz São Paulo, «Ele [Cristo] é a nossa paz» (Ef 2, 14).

São Leão Magno (?-c. 461), papa e Doutor da Igreja
6º sermão para o Natal, 2, 3, 5 (a partir da trad. bréviaire; cf SC 22 bis, pp. 139ss.)