Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na proximidade da festa de Lourdes:

o essencial das aparições

Vitral da Basílica de Lourdes

A partir de 11 de fevereiro de 1858, Nossa Senhora apareceu 18 vezes a Santa Bernadette Soubirous, numa gruta perto de Lourdes, França.

A santa perguntou à Dama quem era e o que queria. Ela respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

O Beato Papa Pio IX havia proclamado o dogma da Imaculada Conceição em 8 de dezembro de 1854 e a aparição confirmou esse dogma.

Nossa Senhora usava um vestido branco com uma fita azul. São as cores da Imaculada Conceição.

Nossa Senhora fez vários pedidos por meio de Santa Bernadette:

1) “Penitência, penitência, penitência!”; “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”; além da recomendação de “oscular a terra em penitência pelos pecadores”.

2) “Ela me disse para comer a erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber” [em sinal de penitência], explicou a vidente.

3) “Ide beber na fonte, e lavai-vos ali”. Para esse efeito Nossa Senhora fez brotar uma fonte na gruta de Lourdes. Dali provém a “água de Lourdes”, até hoje.

4) Mandou construir uma igreja no local: “Devem vir aqui em procissão”. É a origem da procissão dos círios em Lourdes.

Como prova da veracidade da aparição, Nossa Senhora abriu ali uma fonte torrencial de graças e milagres como emnenhuma outra parte do mundo.

Romeiros na Gruta das aparições

A ciência já constatou, depois de demorados processos, mais de 7.000 curas inexplicáveis pela medicina.

Os milagres acontecem em geral ao beber a “água de Lourdes” ou lavar-se nela, e também na benção dos doentes.

Mas muitos outros acontecem de modos e em locais inesperados, ao se invocar Nossa Senhora de Lourdes.

Por isso surgiram inúmeras reproduções da gruta de Lourdes pelo mundo inteiro.

Fiel: dirige-te para a imagem de Lourdes diante de ti e implora a Nossa Senhora o que mais precisas e compromete-te a cumprir os pedidos dEla, com a certeza de ser atendido.

Fonte: Orações e milagres medievais

com minhabenção
Pe.Emílio Carlos+
"Pegue em Jesus com as suas mãos e O aconchegue nos seus braços"
«Ir em paz»

«Uma mulher tocou na orla do manto de Jesus e ficou curada» (Mt 9, 20).

Se esta mulher, ao tocar a extremidade do Seu manto, daí retirou tantos benefícios, o que dizer de Simeão, que «O tomou nos braços» e, tomando-O, deu largas à sua alegria vendo que segurava a criança vinda ao mundo para libertar os cativos (Lc 4, 18) e que ele próprio se veria em breve liberto dos laços do corpo?

Simeão sabia que ninguém podia fazer sair fosse quem fosse da prisão do corpo com os olhos postos na vida futura a não ser Aquele que segurava nos seus braços.

E assim se dirige a Ele: «Agora, Senhor, deixarás ir em paz o Teu servo, porque todo o tempo que não tive a Cristo, todo o tempo que O não apertei nos meus braços, estive prisioneiro e não pude sair desses laços».

De resto, não é só acerca de Simeão, mas de todo o gênero humano, que temos de entender estas palavras.

Se alguém deixa este mundo, se alguém se liberta desta prisão e desta morada de cativos para alcançar a realeza, que pegue em Jesus com as suas mãos e O aconchegue nos seus braços, que O tenha todo junto ao coração e assim, doido de alegria, se dirija aonde quiser.

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Homilias sobre o Evangelho de São Lucas, n.º 15 (a partir da trad. SC 87, p. 233, rev.)

com minha benção
Pe.Emílio Carlos+

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


A PESSOA QUE GOSTA DE SER FOLGADO E PREGUIÇOSO

Jo 5,31-47

João versículo 40 - 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna!

Quantas pessoas existem na Bíblia que tiveram suas vidas mudadas por Deus.

Abraão que não conhecia a Deus e quando o conheceu obedeceu a sua voz, saiu da casa de seu pai e levou a sua família para uma vida nova em Deus.

Moises que mal sabia falar, mas que obedeceu a Deus e libertou um povo inteiro da escravidão que durava séculos.

Davi que de simples pastor não se importou com o tamanho de seu adversário e se tornou rei.

Pedro que de simples pescador de peixes, se tornou o primeiro pastor da Igreja Católica.

Paulo que de judeu dedicado e bem de vida se tornou um dos maiores exemplos da Bíblia.

Francisco de Assis era rico, tinha tudo que queria, mas um dia decidiu por esta vida da qual Jesus nos fala.

Santa Teresinha do menino Jesus que se tornou a primeira adolescente a consagrar a sua vida a Deus entrando para um convento com apenas 14 anos.

Padre Pio, um padre de nossos tempos que diante das guerras mundiais criou um hospital para atender as vitimas da guerra, recebeu as chagas de Jesus e se tornou um grande santo.

Papa João Paulo que ainda jovem se encontrou com Padre Pio do qual profetizou que este se tornaria um grande Papa, profecia que se concretizou no inicio dos anos 80, que sofreu um atentado e que perdoou seu algoz, mostrando toda misericórdia de Jesus que perdoa sem se importar com a gravidade do pecado.

Cada um desses homens e mulheres citados decidiram um dia receber a vida que Jesus queria lhes dar.

E você?

Não se trata simplesmente a vida natural que nos faz nascer de nossa mãe, mas a vida espiritual que nos faz nascer da água da vida e do Espírito Santo.

Essa é a vida da qual Jesus nos falou ontem e nos fala hoje.

Só recebe essa vida aqueles que buscam a Jesus, e buscar Jesus é ir ao seu encontro, é realmente dizer que existe um Deus de amor que está disposto a se doar constantemente para ver a vida em seus filhos.

Quantas pessoas estão se recusando a receber essa vida?

Eu e você não podemos fazer parte dessa lista, somos chamados a buscarmos a vida em abundância que somente Jesus pode nos dar. O Senhor te espera, o Senhor anseia pelo teu sim!

E cada sim que nos repetimos com Maria o Mistério da Encarnação se repete e se perpétua durante os séculos, por aqueles que dão seu sim incondicional ao Amor incondicional.

Meu Deus às vezes fico a me questionar quantos “nãos” Maria teve que dar diante do seu sim ao Senhor diante de si mesma. Quantas renuncias diante de nossas escolhas que são inevitáveis, mas que trazem tantas conseqüências.

A PESSOA QUE GOSTA DE SER FOLGADO E PREGUIÇOSO SALOMÃO DÁ BEM A DICA:

Provérbios 6,6 “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio”.

Provérbios 30,25 “As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida.”

Outro dia quando me encontrava em oração, fui para um lugar distante uma praça, pois não conseguia ter aquele momento único com Deus e lembrei-me de minha querida e amada amiga e doutora Santa Teresa de Jesus que nos ensina que há momentos na oração que é preferível irmos a um bosque, darmos um passeio pelo campo contemplar o céu, as aves, mesmo os homens e ai sentei-me quando vi uma formiga que carregava uma enorme folha.

A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela.

A formiga a carregava com sacrifício.

Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga.

Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa.

Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.

Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”.

Ilusão minha.

Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.

A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha.

Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.”

Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.”

Mas a pequena formiga me surpreendeu.

Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços.

Elas pareciam alegres na tarefa.

Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.

Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências.

Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades?

Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.

Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor: Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia.

Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.

Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais.

Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.

Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.

Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada. Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela.

Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente.

Ore assim comigo: Senhor Jesus eu quero essa vida, eu quero essa vida que o mundo tem recusado, eu quero essa vida que o homem tem menosprezado, eu quero Senhor Jesus essa vida que tantas homens e tantas mulheres como esses citados um dia decidiram ter, derramai Senhor a tua vida sobre a minha vida. Amém!


Pe. Emílio Carlos Mancini+
o irmão menor e pecador grãozinho de areia.

Mãe, palavra arcaica?

Quando uma criança está nos braços de sua mãe recebe uma série de influências de extrema importância para sua formação.
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Ela sente, na profunda calma daquele convívio intimíssimo, que a mãe é feita para ela, a protege, nutre, consola, a inunda de uma sensação de bondade desinteressada acima de todos os limites.
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Por cima de tudo, quando a mãe é realmente temente a Deus, virtuosa, piedosa, fiel, honrada, a influência de alma a alma aumenta muito de quilate, e todo um padrão de bem parte da mãe
e impregna o fruto de seu ser.




À medida que a criança vai crescendo, vão aparecendo nela predisposições para a virtude, a bondade, a justiça.

Ela se mostra muito mais moldável pela mãe a qual constitui seu modelo.

Com a modernização de tudo, portanto também do perfil da mãe, a idéia da mãe feita para os filhos vai se extinguindo, aquele extremo de dedicação e de bondade, vai sendo substituído por algo de meramente humano e mais fortuito.

A tendência é a mãe moderna buscar muito mais um ideal de sensualidade do que um perfil moral, virtuoso e santo.

Não podemos deixar que os reais valores se percam com o tempo.

É preciso buscar em Nossa Senhora, o exemplo de mãe exemplar.

Em consequência, as mães atuais, salvo exceções, já não passam mais aquela influência primeira que predispõe os filhos para a virtude.

Infelizmente, aos poucos o verdadeiro sentido da palavra mãe, junto com as palavras honra, dignidade, virtude, vai se tornando arcáico.

Daí noticiários assustadores, crimes incontáveis, cadeias cheias…

Para confirmar esse temor da extinção das autênticas mães, apareceu algo para mim inimaginável!

Robôs que embalam crianças no colo! E servem até para crianças bem crescidinhas…

Se a moda pegar, pseudo mães abandonarão até esse hábito multi milenar em prol da sensualidade, do ganhar dinheiro e da masculinização.

Com consequências inimaginavelmente desastrosas.

Sinal dos tempos!

com minha benção Pe.Emílio Carlos+



«Levanta-te»

«Tomando-lhe a mão, disse: 'Talitha qûm', que significa: 'Menina [...], levanta-te!'» «Porque nasceste segunda vez, serás chamada 'menina'.

Menina, levanta-te por Mim, não porque o mereças, mas pela ação da Minha graça. Levanta-te portanto por Mim: a tua cura não provém da tua força.» «E logo a menina se levantou e começou a andar.»

Que Jesus nos toque, a nós também, e logo começaremos a andar.

Embora estejamos paralisados, embora as nossas obras sejam más e não possamos andar, embora estejamos deitados no leito dos nossos pecados [...], se Jesus nos tocar, ficaremos imediatamente curados.

A sogra de Pedro estava atormentada pela febre: Jesus tocou-lhe com a mão, ela levantou-se e serviu-O imediatamente (Mc 1, 31). [...]

«Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido.» Eis a razão porque Ele mandou sair toda aquela multidão para fazer um milagre.

Ele mandou, e não só mandou, mas ordenou que ninguém soubesse. Ele ordenou aos três apóstolos, e ordenou também aos pais que ninguém soubesse. O Senhor ordenou a todos, mas a menina não pôde ficar calada, ela que se tornou a levantar.

«E mandou dar de comer à menina»: para que a sua ressurreição não fosse considerada como a aparição de um fantasma.

E Ele próprio, depois da Sua ressurreição, comeu peixe e um bolo de mel (Lc 24, 42).

Suplico-te, Senhor, que também a nós que estamos deitados nos toques com a Tua mão; levanta-nos do leito dos nossos pecados e põe-nos a andar.

Quando estivermos a andar, manda darem-nos de comer.

Deitados, não podemos comer; se não estivermos levantados, não seremos capazes de receber o Corpo de Cristo.

São Jerônimo (347-420), presbítero
tradutor da Bíblia- Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Marcos, n°3 (a partir da trad. SC 494, p. 129 rev.)

com minha benção
Pe.Emílio Carlos+

Retiros Mensais

Fevereiro


TEMA: A GRATIDÃO

Textos de apoio:

Vida 35,11

Vida 5,4: nem sempre a gratidão é virtude

Vida 10,4

Vida 15,15: O ser agradecido nos aproxima de Deus

Vida 1,8: Oração na qual expressa as graças de natureza que recebeu de Deus

Vida 18,3: Oração na qual agradece a Deus as graças Dele recebidas

Vida 19,5: Diante das graças recebidas, a pessoa experimenta a sua miséria

Vida 19,15: Deus nunca se cansa de dar. Que nunca cansemos de receber.

Vida 14,10-12:

Introdução:

Teresa, desde a infância, manifesta a grandeza de Deus, e as graças/mercês que Dele recebia.

Ao que parece, num determinado momento da existência, a pessoa toma consciência de que Deus oferece tudo, de que é Ele que prepara o caminho. Assim, pois, foi com Teresa. Estando com seus 47 anos, quando se pões, qual outrora Santo Agostinho, a escrever suas confissões (Livro da Vida), ao referir à sua infância, nos narra a monja carmelita, no que diz respeito aos seus pais: ‘Pela bondade de Deus, todos (os filhos) se pareciam com os pais na virtude (...) quando me recordo das boas inclinações que o Senhor me dava e da qual mal delas tirei proveito (V 1,3).

Recordar as coisas que o Senhor dá. Quando se recebe um presente, o mais importante não é o presente recebido, mas Quem o deu. Assim, todas as vezes que se tem nas mãos o objeto recebido, tem-se a lembrança de Quem o ofertou.


Há um adágio espiritual que diz que devemos sempre considerar o ditado ‘Quem é Deus e quem sou eu’.


Teresa reconheceu que Deus deu boas inclinações a seus pais. E à medida que ela se volta para a bondade de Deus, descobre em si mesma que muitas vezes não tirava proveito do que naturalmente Deus lhe concedia.


‘Quanto mais se aproxima da luz, mais se fica cego’. Reconhecer a gratuidade de Deus ajuda-nos a enxergar o próprio nada que somos (cf. Vida 19,5). E se somos alguma coisa – ou se fazemos alguma coisa de bom! – o mérito não é nosso, pois, por nós mesmos não podemos subsistir.


Teresa tinha o natural de querer se grata a todos os que lhe faziam o bem. A gratidão, pois, em si mesmo é um bem. Querer, pois, “pagar” a gratidão a qualquer custo, muitas vezes pode não ser um bem.


Dizem que Carlos de Jesus – Charles de Foucold – não gostava muito de receber presentes. E não gostava porque ele se sentia como que na obrigação de retribuir àquele que o presenteou. Muitas vezes um presente recebido nos sai caro demasiado. Em algumas pessoas os presentes recebidos prendem ‘aqueles que o receberam àquele que os ofertou. O fundador dos Irmã0zinhos de Jesus queria ser totalmente livre para Deus.


Teresa, pois, também compartilha do mesmo pensamento. Ela reconhece que muitas vezes ‘não é virtude pagar com a mesma moeda aos que nos querem o bem’ (cf. V.5,4).


O tomar consciência das graças recebidas de Deus faz-nos enxergar as nossas misérias – o não corresponder às graças no passado, Se acaso, reconhecendo ser agraciado, a pessoa voltar a cair, razões não há para se desesperar. Deus é maior que os nossos pecados (misérias). Um mestre (= diretor espiritual) ou relacionar-se com pessoas espirituais podem muito nos ajudar na caminhada. Sozinho ninguém chega a Deus. ‘O Senhor não se lembra das graças que nos concedeu para nos castigar por elas; a lembrança delas, pelo contrário, leva-O a nos perdoar mais depressa... ’ (cf. Vida 1915).

Para Refletir:

1) Olhando a história de sua vida, você consegue enumerar as graças de Deus recebidas? Quais foram os momentos mais marcantes? Dê exemplos.

2) Como você reagiu diante das graças recebidas.?

3) Você é agradecido para com Deus? Dê exemplos.

4) Você sabe mostrar gratidão para com as pessoas que lhe fazem o bem?

Consegue recordar um fato concreto que ocorreu em sua vida?

5) É mais fácil ser grato com quem nos faz o bem do que com quem nos faz o mal?

Como é o seu relacionamento com quem muitas vezes não lhe é agradável?

Existe alguém com quem ‘você não vai com cara’? Como você se relaciona com ele? Por que?

6) No mês de fevereiro é o mês da Apresentação do Senhor (dia 02), que é também o dia do Consagrado. Nossa Senhora ofereceu a Deus (= apresentou ao templo) o que Deus lhe dera de mais precioso. O que você tem oferecido a Deus?


Há quem ofereça a Deus alguma coisa e – passado o tempo – esquece que ofereceu e toma a oferta de volta.

Você já ofereceu a Deus alguma coisa?E já o retomou do altar do Senhor?


com minha benção

Pe.Emílio Carlos+


O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO É UMA NECESSIDADE VITAL




A Bíblia usa diversos símbolos para caracterizar a pessoa e a obra do Espírito Santo, tais como a pomba, o sopro, o vento, o hálito, o óleo, o fogo, o orvalho e a água.


Isaías menciona a água como símbolo do Espírito Santo; Isso tem algumas implicações profundas e vitais no entendimento desse importante assunto. Vejamos:

- A água é absolutamente necessária à vida.


Não há vida física sem água, assim como não há vida espir

itual sem o Espírito Santo. Foi o sopro, o ruach de Deus que nos deu vida. É o Espírito do Senhor que renova a face da terra e faz tudo florescer e frutificar (Sl 103.30). É o Espírito de Deus quem nos regenera e nos dá nova vida em Cristo (Tt 3.5).


Na agricultura, pode-se ter a melhor terra, a mais fértil, a mais produtiva. Pode-se utilizar a melhor tecnologia, os melhores insumos e os mais ricos adubos, mas, se não houver água, a semente morrerá mirrada no útero da terra.

Sem água, não há vida. Sem água, a semente não germina.


Sem água, não há flores nem frutos. Assim, também, sem a chuva serôdia do Espírito, sem o derramamento do Espírito, sem a plenitude do Espírito, nossa vida ficará árida, seca, desertificada.


Não haverá frutos. Nosso esforço será inútil. Nosso t

rabalho, inócuo.


A igreja não pode avançar, prevalecer, saquear o reino das trevas e abalar o inferno sem a dinâmica do Espírito. Não é por força nem por violência, mas pelo Espírito de Deus que a igreja triunfa (Zc 4,6). Nossas organizações e nossos métodos não geram vida. Só o Espírito Santo pode produzir vida. Podemos ter boa estrutura, modernas

organizações, teologia ortodoxa, boa música, mas, se o Espírito não for derramado, a vida não brotará em toda a sua plenitude.


Quando visitei pela primeira vez em 1984 o Egito e Israel, fiquei muito impressionado com os contrastes que vi. Cruzamos o deserto do Saara.

As areias escaldantes refletiam o cenário de morte instalado no coração desse maior deserto do mundo. Entretanto, onde o rio Nilo rasga as entranhas do deserto e despeja suas águas pelas ribanceiras, tudo floresce e frutifica. De fato, o Egito é um presente do Nilo.

Onde há água, há vida. Onde há água, não reina a morte. Onde há água, a semente brota com vigor e frutifica com abundância. É assim também no reino espiritual. Muitas vezes nossa vida se parece com o deserto do Saara. Tudo fica seco, murcho e sem vitalidade. Ficamos áridos e estéreis. Perdemos a alegria indizível e cheia de glória, assim como o deleite com as coisas celestiais. Ficamos com o coração frio e endurecido. Precisamos, então, com grande urgência, que o rio de águas vivas flua, também, do nosso interior. Onde os rios de Deus jorram, aí brota a vida plena e abundante.


Depois de cruzar o deserto do Saara, entrei no deserto do Sinai. Contemplei montes e vales, cavernas e abismos — tudo seco, pedregoso, sem vida. De repente, chegamos à divisa com o Estado de Israel, e o deserto não estava mais coberto de areias e pedras mortas; o cenário era de um jardim regado. Os trigais e os laranjais cheios de verdor anunciavam a exuberância da vida que brotava daquelas terras, outrora desertificadas.


Encantado com a beleza do quadro fascinante - de um lado, deserto; do outro, plantações luxuriantes; perguntei ao guia turístico: - Como explicar o fato de, no mesmo deserto, de um lado tudo estar seco e, do outro, tudo verde?


Ele, então, disse: - Onde há água, não existe terra ruim; toda terra é boa.


Do mesmo modo, onde chega a água do Espírito, não há terra ruim. Nossa vida pode ser um deserto. Nosso coração pode estar árido e seco. A morte pode estar instalada em tudo o que somos e fazemos, mas, se o Espírito de Deus descer sobre nós, nossa vida será restaurada como as torrentes no Neguebe. Nosso deserto vai florescer. Nossa vida, então, será um jardim regado e um manancial.


Ah! essa é a bênção que Deus quer nos conceder.


No Salmo 132, o Espírito é comparado ao óleo e ao orvalho.


Onde o Espírito é derramado sobre os sacerdotes de Deus, aí o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre.


Em João 7,38, Jesus fala de rios de água viva fluindo do nosso interior. Onde as águas desses rios, que brotam do santuário, chegam, ,evam a vida (Ez 47.9). Nós somos o santuário de Deus. Esses rios brotam do nosso interior, e essas águas, onde chegam, fazem surgir a vida. Transportamos a vida dentro de nós.


A igreja hoje precisa experimentar essa vida abundante. Ela é prometida a todo aquele que crê em Jesus, como diz a Escritura (Jo7,38). Precisamos ser canal da vida de Deus na vida das pessoas.


Quando o Espírito é derramado sobre a igreja, ela frutifica e o mundo todo é abençoado (Sl 67).


Não há outra esperança para o mundo. O homem sem Cristo está morto. Só o Espírito de Deus pode comunicar vida e só a igreja é o veículo do Senhor para alcançar os que jazem nas trevas da morte. Então é imperativo que a igreja esteja revestida do Espírito!


O Espírito Santo como comunicador da vida é também comparado ao sopro e ao vento. Foi o sopro de Deus que nos deu vida (Jó 33,4). A Bíblia diz que o homem foi feito do pó, é pó e há de ser pó; se fomos e haveremos de ser pó, então somos pó; porque o homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser. Só Deus é o que é. Só ele tem vida em si mesmo, é autoexistente e está fora da categoria de dependência, de limitações. Somente o Senhor pode dizer: "Eu sou o que sou." Mas como entender essa verdade?


É fácil compreender o pó que fomos. Deus fez o homem do barro. É fácil aceitar que o homem será pó (Ecl 12,7). Basta ir a um cemitério e veremos nas sepulturas a frase lapidar: "Aqui jaz..."


Mas como entender o pó que somos? O pó que anda, que corre, que ri, que chora, que entra, que sai? Na verdade, se fomos e haveremos de ser pó, então o somos! Quando Deus mandou Moisés a Faraó, para libertar o povo israelita do cativeiro, deu-lhe uma vara, através da qual Moisés faria vários milagres diante do monarca egípcio. Moisés lançou a vara ao chão, e ela tornou-se uma serpente. Os magos do Egito fizeram o mesmo sinal, mas a vara de Moisés devorou as varas dos magos do Egito. Contudo vara não tem boca nem garganta.


Então, como diz a Bíblia que a vara de Moisés devorou as outras varas? É que se aquela serpente era vara e haveria novamente de ser vara, então não era serpente; era vara. Assim somos nós.


Fomos pó e haveremos de ser pó: por isso, somos pó.


Mas o que levanta o pó? O vento. Quando o vento sopra, o pó se levanta e voa. Mas, se o vento deixa de soprar, o pó cai na rua, em casa, no hospital. O pó que somos também não se levanta espiritualmente se o vento do Espírito não soprar sobre nós. No Pentecoste, o vento impetuoso do Espírito soprou, e aqueles homens medrosos puseram-se em pé com toda ousadia. Ah! como precisamos que o vento do Espírito sopre sobre nós, trazendo-nos vida e erguendo a igreja com poder, para que ela abale o mundo com o testemunho do evangelho!



com minha benção
Pe.Emílio Carlos+