Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sábado, 3 de dezembro de 2011



  • O Senhor se comoverá à voz do teu clamor


Deus é fiel a suas promessas.
Se nos abrir os olhos, poderemos ver quanto já realizou por nós e saberemos esperar confiantes quanto haverá ainda de realizar. Bem-aventurados os que esperam no Senhor . Ele está pronto para atender ao grito suplicante do humilde e do pobre.
Em sua condescendência, sabe o que é melhor para nós, e muitas vezes não nos afasta inteiramente da tribulação e da aflição.
A dor permanece sempre nosso pão de cada dia. Se, porém, tivermos puro o coração e abertos os olhos de pobres e de humildes, saberemos ver o Mestre que nos aponta o caminho certo, embora no sofrimento, convencidos de que o Senhor permite quanto for para nosso bem (Rm 8,28).
Olhando com fé e humildade acima das complicadas tramas terrenas, poderemos ver o traçado divino da história da salvação, que não se limita ao contingente, mas tem presente em sua tessitura um plano universal e eterno.
O advento deve dar-nos o sentido da espera do “dia do Senhor”.


A



«Assim veio João, batizando no deserto e pregando um batismo de conversão»

Domingo II (B) do Advento

Evangelho (Mc 1,1-8): Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Está escrito no profeta Isaías: «Eis que envio à tua frente o meu mensageiro, e ele preparará teu caminho. Voz de quem clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele».

Assim veio João, batizando no deserto e pregando um batismo de conversão, para o perdão dos pecados. A Judéia inteira e todos os habitantes de Jerusalém saíam ao seu encontro, e eram batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.

João se vestia de pêlos de camelo, usava um cinto de couro à cintura e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Ele proclamava: «Depois de mim vem aquele que é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de, abaixando-me, desatar a correia de suas sandálias. Eu vos batizei com água. Ele vos batizará com o Espírito Santo».

Reflexão:

«Assim veio João, batizando no deserto e pregando um batismo de conversão»

Hoje, quando se levanta o pano do drama divino, podemos ouvir logo a voz de alguém que proclama: «Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele» (Mc 1,3). Hoje, encontramo-nos perante um João Batista que prepara o cenário para a chegada de Jesus.

Alguns julgavam que João era o verdadeiro Messias. Pois falava como os antigos profetas, dizendo que o homem deve sair do pecado para fugir do castigo e voltar a Deus a fim de encontrar a sua misericórdia. Mas esta é uma mensagem para todos os tempos e para todos os lugares, e João proclamava-a com urgência. Assim, aconteceu que um caudal de gente, de Jerusalém e de toda a Judeia, inundou o deserto de João para ouvir a sua pregação.

Como é que João atrai tantos homens e mulheres? Certamente denunciava Herodes e os líderes religiosos, um ato de valor que fascinava as pessoas do povo. Mas, ao mesmo tempo, não se poupava em palavras fortes para todos eles: porque eles também eram pecadores e deviam arrepender-se. E, ao confessarem os seus pecados, batizava-os no rio Jordão. Por isso, João Batista os fascinava, porque entendiam a mensagem do autêntico arrependimento que lhes queria transmitir. Um arrependimento que era algo mais que uma confissão do pecado —em si, um grande passo em frente e de fato muito bonito! Mas, também, um arrependimento baseado na crença de que apenas Deus pode, ao mesmo tempo, perdoar e apagar, cancelar a divida e varrer os restos do meu espírito, retificar os meus caminhos morais, tão desonestos.

«Não desaproveiteis este tempo de misericórdia oferecido por Deus», diz São Gregório Magno. —Não estraguemos este momento apto para impregnar-nos deste amor purificador que se nos oferece, podemos agora dizer que o tempo de Advento começa agora, entre nós, a abrir-se caminho.

Estamos preparados, durante este advento, para direcionar os nossos caminhos a nosso Senhor? Posso converter este tempo num tempo para uma conversão mais autêntica, mais penetrante na minha vida? João pedia sinceridade –sinceridade comigo próprio- ao mesmo tempo que abandono na misericórdia Divina. Ao fazê-lo, ajudava o povo a viver para Deus, a compreender que viver é a forma de lutar para abrir os caminhos da virtude e deixar que a graça de Deus vivifique o espírito com a sua alegria.

Fr. Fausto BAILO (Toronto, canad)


«Pedi (...) ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita»
Sábado I do Advento

Evangelho (Mt 9,35—10,1.6-8): Naquele tempo, Jesus começou a percorrer todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, proclamando a Boa Nova do Reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade. Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse aos discípulos: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!».

Chamando os doze discípulos, Jesus deu-lhes poder para expulsar os espíritos impuros e curar todo tipo de doença e de enfermidade. «Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo. Curai doentes, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!».

Reflexão:

«Pedi (...) ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita»

Hoje, depois de uma semana dentro do itinerário de preparação para a celebração do Natal, já constatamos que uma das virtudes que queremos fomentar durante o Advento é a esperança. Mas, não passivamente, como quem espera que passe o trem e, sim uma esperança ativa, que nos move a dispor-nos, pondo da nossa parte o que seja necessário para que Jesus possa nascer novamente em nossos corações.

Mas devemos tentar não nos conformar somente com o que esperamos, mas — sobretudo — descobrir o que é que Deus espera de nós. Como os doze Apóstolos, nós também estamos chamados a seguir os seus caminhos. Tomara que hoje possamos escutar a voz do Senhor que —por meio do profeta Isaías — nos diz: «O caminho é este: por aqui deves andar!» (Is 30,21, da primeira leitura de hoje). Seguindo cada um o seu caminho, Deus espera de todos que com a nossa vida anunciemos que «O Reino dos Céus está próximo» (Mt 10,7).

O Evangelho de hoje narra como, diante daquela multidão, Jesus teve compaixão e lhes disse: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita» (Mt 9,37-38). Ele quis confiar em nós e quer que nas mais diversas circunstâncias respondamos à vocação de nos convertermos em apóstolos de nosso mundo. A missão para a qual Deus Pai enviou o seu Filho ao mundo requer que nós sejamos seus continuadores. Nos nossos dias também encontramos uma multidão desorientada e sem esperança, que tem sede da Boa Nova da Salvação que Cristo nos trouxe, da qual somos mensageiros. É uma missão confiada a todos. Conhecedores de nossas fraquezas e handicaps, apoiemo-nos na oração constante e estejamos contentes por chegar a ser assim colaboradores do plano redentor que Cristo nos revelou.

Rev. D. Xavier PAGÉS i Castañer (Barcelona, Espanha)
A


«Contemplando as multidões, encheu-Se de compaixão por elas»

S. Mateus 9,35-38.10,1.6-8.

Naquele tempo, Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.
Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor.
Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»
Jesus chamou doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos malignos e de curar todas as enfermidades e doenças.
Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto.
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.

Reflexão:

«Contemplando as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, pois estavam cansadas e abatidas»

Desde hoje, celebramos de todo o coração o advento do Senhor Jesus Cristo, e não fazemos mais que o nosso dever, porque Ele veio, não só a nós, mas por nós. O Senhor não tem qualquer necessidade dos nossos bens; a grandeza da graça que Ele nos fez mostra bem a dimensão que tinha a nossa indigência. Julga-se a gravidade de uma doença pelo que ela custa a curar. [...]


Tínhamos pois necessidade da vinda de um Salvador; o estado em que se encontravam os homens tornava a Sua presença indispensável. Que o Salvador venha então rapidamente! Que Ele venha habitar no meio de nós pela fé, en toda a riqueza da Sua graça. Que Ele venha arrancar-nos da nossa cegueira, que nos liberte das nossas enfermidades, que tome conta da nossa fraqueza! Se Ele está em nós, quem poderá extraviar-nos? Se Ele está no meio de nós, o que não poderemos fazer n'Aquele que é a nossa Força! (Fil 4,13) «Se Ele está a nosso favor, quem poderá estar contra nós?» (Rm 8,31) Jesus Cristo é um conselheiro absolutamente seguro, que não pode, nem enganar-Se, nem enganar-nos; Ele é uma poderosa ajuda, cuja força nunca se extingue. [...] Ele é a própria sabedoria de Deus, a própria força de Deus (1Co 1,24). [...] Recorramos então todos a tal Mestre: em todos os nossos empreendimentos, invoquemos esta ajuda; no coração dos nossos combates, confiemo-nos a Defensor tão seguro. Se Ele já veio ao mundo, é para habitar no meio de nós, conosco e por nós.


São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e doutor da Igreja
7º Sermão para o Advento

A

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Espere em Deus





Nós devemos olhar para nós mesmos e deixarmos de ser ignorantes por um momento, pessoas que só querem receber, cristãos ignorantes que vão na igreja só para conseguir algo para suas vidas e depois ficar em paz.
Infelizmente essa é a nossa realidade, realidade que pode ser mudada, mudada por você.
Jesus no seu infinito amor, além de nos dar o que não merecíamos que foi a vida eterna, nos deu também uma melhora de vida, nos deu o seu nome para usarmos contra todo mal que viesse nos atrapalhar.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. João 14,13
Ou seja nos deu muito mais do que merecemos, e as vezes quando buscamos um bem, uma benção e nos aplicamos nesse tempo de busca da benção, oramos, jejuamos e no determinado momento essa benção não vem… xiii.. ai a coisa enrosca.
Ficamos bravos com Deus como se ele fosse o culpado e ainda queremos que Ele nos abençoe, grande erro.
Se fosse medir o tamanho do preço que nós devemos a Deus, não haveria número suficiente que pudesse medir.
Mas Deus não é um Deus mal, como disse mais em cima Ele nos deu além da vida eterna e o Seu nome para que tudo aquilo que fosse pedido pelo Seu nome nós pudessemos receber.
Jesus nos deu um bônus, lembra quando você jogava video game e tinha o bônus para você conseguir mais pontos.. nossa era o máximo! Jesus nos deu um bônus para que a gente viva melhor aqui na terra, então quando alguma coisa que buscamos não da certo como iremos reivindicar algo que Deus nos dá de bom grado? como nós pessoas imperfeitas podemos culpar Deus porque não alcançamos o nosso Bônus?
Não vamos cometer esse erro, Deus não tem culpa de nada, e Ele quer te dar muito mais do que você imagina.
Você deve conhecer bem esses versiculos, mas preste bastante atenção:
26 – Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27 – E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 – E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
29 – E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 – Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
31 – Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
32 – (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
33 – Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34 – Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Vamos buscar primeiro o reino do nosso Deus, pois tenho certeza que precisamos melhorar muito ainda, precisamos conhecer mais a Deus para que ele possar se agradar de nós, não para fazer uma chantagem com Deus, mas sim buscá-lo de todo o nosso coração.
Quer agradar a Deus?!
Existe uma música que tem no filme Prova de Fogo, e se chama While I’m Waiting (Enquanto eu espero), a letra da música é muito legal, veja o refrão:
While I’m waiting Enquanto eu espero
I will serve You Vou servir a Ti
While I’m waiting Enquanto eu espero
I will worship Vou adorar a Ti
While I’m waiting Enquanto eu espero
I will not faint Não vou enfraquecer
I’ll be running the race Eu estarei correndo a corrida
Even while I wait Mesmo enquanto eu espero

Deus quer encher você de agrado, encher você de mimo, imagine um Pai que ama o seu filho, o que ele mais quer é abençoar a vida do filho. Mas tem hora certa, lembro da minha mãe me falando quando eu era muleque ” – vc não pode comer doce antes do almoço! Você vai almoçar primeiro e depois vai comer doce, calminha ai garoto!” Depois de algum tempo eu apredi a lição!.

Faça como diz nessa música, enquanto você espera aquilo que Deus tem pra você, louve-O, adore-O e faça com que Deus se agrade ao ponto de aquilo que vc busca vir mais rápido. Espere no Senhor, pois Ele tem o melhor pra você, o melhor emprego, o(a) melhor namorado(a), a melhor idéia para a solução de um problema, etc & tal!
Cara, Deus é infinito!
Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. Salmos 37,4

Grande abraço a todos!!
A

O tempo da transformação

Como barro nas mãos do oleiro.

A Sagrada Escritura utiliza-se de muitas figuras e expressões para revelar Deus e seu modo peculiar de agir, dentre as quais, a figura do oleiro – citada em Jeremias 18, 1-6ss e Isaías 64, 7. Tais versículos relatam a manifestação de Deus como um oleiro, moldando, como a argila, aqueles que pertencem a Ele. Essa figura é rica em expressão e em significado, pois desvela Deus em Sua ação e amor, fazendo-nos compreender o “singelo jeito” com que Ele nos acompanha e faz crescer.

Deus sabe, melhor que nós mesmos, do que realmente precisamos e o que nos fará felizes. Ele nos convida ao abandono total a Seus cuidados, os quais sempre nos proporcionam o melhor, mesmo quando não compreendemos.

Por isso, para caminhar no território da fé a confiança é mais necessária que a compreensão. Confiança “filial” de alguém que se descobre como filho amado e cuidado, e que por isso crê que Deus está sempre agindo e realizando o melhor.

Deus vê além, Ele contempla as surpresas que ao futuro pertencem e, na Sua providência, cuida de nós moldando-nos como um Oleiro, ora retirando de nosso caminho o que nos será prejudicial ora acrescentado aquilo que nos falta.

Não podemos ter a pretensão de querer condicionar a Ação de Deus à nossa limitada maneira de enxergar e compreender as coisas; antes, precisamos confiar naquilo que Ele faz.

O Senhor sabe retirar nossos excessos na hora certa, sabe o que nos fará crescer (e crescer às vezes dói…). É preciso que saibamos perder sem apegos, para que Deus nos despoje do que não é essencial.

Só quem aceita (sabe) perder poderá ganhar…

Não existe arte sem amor; quadro sem pintor; vaso sem oleiro. A obra mais bela é a que é tecida pelas mãos do artista, do Oleiro que tem em Seu coração os belos sonhos que retirarão um rude barro de sua “não-existência”. O barro não pode moldar a si mesmo, para vir a ser algo ele precisa se confiar aos sonhos e à sensibilidade do oleiro. As mãos deste comportam a medida certa, entre firmeza e delicadeza, para trabalhar essa substância e transformá-la em uma linda obra de arte.

Não existe parto sem dor; maturidade sem perdas; felicidade sem se ater ao essencial. É necessário confiar n’Aquele que nos molda, mesmo quando a firmeza de Suas mãos parecer pesar fortemente sobre nós. Confiemo-nos ao amor e à criatividade do Oleiro Divino, que nos ama e sempre realiza em nós o melhor.

Com o tempo do Advento iniciamos a preparação da manjedoura porque o Senhor virá habitar no meio de nós. Esperando o nascimento de Jesus a humanidade espera nascer com Ele. O parto de Maria é a imagem do nascimento da nova humanidade, imagem da conversão, da vida nova e da esperança que nos mantém vigilantes no caminho.

Jesus vem fazer morada em nosso coração à medida que nos assumimos como aquilo que somos: “Barro, apenas barro, nas mãos do Oleiro!”

PARA REFLETIR:

1. Que área da sua vida você acha que mais precisaria ser moldada por Deus?
2. Você já pensou como preparar-se para celebrar o Natal cristão?
3. Programe algo bem concreto que marque o tempo do Advento. Ex.participar dos grupos nas casas, visitar um doente, contatar uma pessoa esquecida, perdoar alguém, pedir perdão, fazer uma boa confissão, fazer doações, voltar para a comunidade, disciplinar um horário diário para a oração pessoal…).

A

Pe. Juarez Dalan

A Igreja que Jesus construiu

Leitura: Atos 2, 42-47

Irmãos e irmãs em Cristo, reunidos nas casas em nome do Senhor!

Depois de termos refletido sobre o tema da comunhão com Deus e com os irmãos, na semana passada, vamos fixar o olhar na Igreja dos primeiros séculos do cristianismo. Já faz tempo que a nossa linguagem mudou. Falamos e escrevemos que a nossa Igreja acontece no templo e nas casas.

Voltando às nossas origens, descobrimos o quanto a igreja primitiva valorizava esses dois momentos. Insistimos mais nos últimos tempos sobre o “encontro nas casas”, porque ao longo dos séculos as famílias esqueceram dessa dimensão. No começo os cristãos eram uma força silenciosa, mas viva. Em pequenos grupos de relacionamento as pessoas se ajudavam e se amavam concretamente.

1- A edificação da Igreja do Senhor

Durante o seu ministério público, Jesus anunciou a sua intenção de construir (edificar) a sua Igreja (Mateus 16, 15-18). Certamente, Ele não pretendia construir uma estrutura tipo catedral (um prédio de “igreja”); Embora Jesus fosse um assíduo freqüentador do Templo ele planejou a edificação de uma Igreja sem fronteiras, sem paredes. Planejou chamar os pecadores por meio do Evangelho para experimentar a salvação pela sua graça (II Ts 2, 13-14; Ef 1, 6). Todos aqueles que respondessem ao convite divino seriam “chamados”, ou seja, chamados para sair do mundo. De fato, a palavra grega traduzida como “Igreja” no Novo Testamento significa exatamente isto – um grupo de pessoas que foram chamadas para sair.

Era a Igreja formada pelos primeiros cristãos em áreas urbanas (forma organizada das cidades romanas), onde as transformaram (cf. At 17, 4). Eram as primeiras comunidades cristãs.

Ao ler At 2, 42-47, podemos perceber o dia-a-dia dos primeiros cristãos. Eles viviam em regime de comunhão de bens, se aplicavam também na oração, na fração do pão (partilha do todo, segundo a necessidade de cada um – o “pão” – sendo visto como a totalidade da necessidade) e havia meditação na Doutrina dos Apóstolos (valorizavam o estudo, a formação e a reflexão para terem certeza daquilo que iriam acreditar).

Os cristãos desta época tinham um sentimento de irmandade, caridade e fé, inegavelmente muito maior que os cristãos de hoje.

2. “Mas o mundo de hoje é diferente”

Está certo que vestimos de maneira diferente do que as pessoas do primeiro século no Oriente Médio e que temos tecnologia avançada, mas a natureza do homem não mudou, nem a sua necessidade pela salvação.

Será que nos tornamos sofisticados demais para o tipo de religião que o Novo Testamento prescreve?

É necessário investir e amar pessoas, ser um grupo de cristãos receptivos, fervorosos, sensíveis à voz de Deus e humildes para seguir os passos de Jesus. Ficamos felizes por ver que Deus tem nos abençoado com famílias, jovens, lideranças receptivas à Palavra de Deus, pessoas comprometidas demonstrando um desejo sincero de servir ao Senhor.

É louvável o esforço de líderes e membros que reúnem a Igreja até nos ambientes de trabalho.

O templo é fixo, mas a Igreja é móvel e pode estar em todo lugar. Nós somos o Templo do Senhor, pedras vivas dessa edificação, habitação do sagrado. Precisamos lembrar dessa bênção-compromisso todos os dias.

Queridos irmãos, Deus está edificando a Sua Igreja, e você é uma pedra viva que Ele quer usar para ser bênção na vida de muita gente. Não deixe um buraco nesta edificação. Deus deseja que você apenas diga como o profeta Isaías: “Eis-me aqui”, e Ele fará o restante. Meu desejo é que você seja uma pedra viva nas mãos do Senhor.

Deus nos dê a sua graça e a sua bênção e faça brilhar o seu rosto em nós, para que sejamos fiéis à sua Igreja. Amém.

PARA REFLETIR

1. Em que ponto nos parecemos com a igreja primitiva? Em que ponto mais precisamos crescer?
2. Temos nos empenhado no propósito de construir uma igreja viva, de pessoas em relacionamentos fraternos?
3. Temos usado a ferramenta do discipulado individual para fortalecer a comunhão com Deus, o conhecimento bíblico e a responsabilidade de cada cristão em levar a Palavra de Deus por onde for?

Por Pe. Juarez Dalan – Paróquia São Benedito

A