Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014



A caminho do esvaziamento do "Eu"


“Quem não se desapega de sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26)

Para poder entender o sentido desta palavra do evangelho é preciso recordar que Jesus está a caminho de Jerusalém. Ele adverte à multidão que o seguia sobre as exigências próprias de um autêntico seguimento; para Ele não basta o entusiasmo passageiro e o fervor momentâneo.
No fundo, Jesus quer verificar as reais motivações e a sinceridade de atitude daqueles que estão fazendo caminho com Ele. É preciso ter somente um “foco” no caminho do seguimento; há sempre o risco de caminhar em diferentes direções, desviando-se da atenção primeira no caminho de Jesus.
Daí a radicalidade das exigências de Jesus: “desapegar-se da família”, “carregar a cruz”, “renunciar a tudo que tem”. As três se resumem numa só: disponibilidade total. Sem ela não pode haver seguimento.

Uma das interpretações equivocadas deste radicalismo é entender a mensagem de Jesus como que dirigida a um grupo privilegiado, que seriam os cristãos de primeira linha. Jesus não se dirige a uns poucos, mas à multidão que o seguia. No entanto, o seu apelo é dirigido a cada um pessoalmente: “se alguém vem a mim...” A resposta deve ser pessoal e adulta.

Para a primeira exigência a chave está na frase: “... inclusive da sua própria vida”. O amor a si mesmo pode ser nefasto quando se refere ao falso eu que desemboca no egoísmo. Esse falso eu também tem seu pai, sua mãe, seus filhos e irmãos. O ego busca “os primeiros lugares”, sonha destacar-se, ser visto, sentir-se reconhecido; ama o aplauso e os gestos de admiração; encanta-se  com roupas especiais e sinais distintivos de seu valor (títulos); quer sempre ter razão e impor-se aos outros...Frente a esta tendência, a palavra de Jesus não é só uma “receita”; Ele vai à raiz: o que Jesus pede é a desapropriação do ego com seus interesses e parentes; apoiando nossa existência no falso eu, falseamos toda nossa vida e a frustramos.

“Desapegar-se de sua própria vida” não significa negar o que somos, mas o que julgamos ser e não somos. Seguir Jesus é deixar de viver para o “eu”, é descentrar-se, não ser mais o centro de seu próprio projeto. O seguimento brota, pois, de uma “sintonia profunda” com Ele, esvaziando nosso “eu inflado” para entrar em comunhão com seu modo de viver e com seu Projeto.

Jesus é presença sem mescla de “ego”: o centro de sua vida não está em si mesmo, mas na comunhão com a vontade do Pai e na solidariedade com os últimos e sofredores. Diante d’Ele, brota em nós uma “ressonância interior”, absolutamente iluminadora e motivadora, que desperta, ativa e mobiliza a segui-lo, descentrando-nos de nós mesmos. Esta nova experiência modifica a maneira de perceber toda a realidade: a família, os outros, os bens, o próprio eu... A vida mesma é percebida de um modo novo.

Aqui não se trata de uma rejeição da família, mas de considerá-la a partir de outra perspectiva, mais ampla e rica: nosso olhar e nosso coração centrado na pessoa de Jesus. Também não se trata de comparar o amor a Deus e o amor aos membros de nossa família. O seguimento não é incompatível com o amor à família. Seguir Jesus implica um amor que vai mais além de um amor que nasce do sentimento familiar, mas não estará nunca contra. Seguir Jesus nos ensinará a amar mais e melhor também nossos familiares.

O seguimento de Jesus não pode consistir numa simples renúncia, ou seja, em algo negativo, mas de eleger o melhor para nós. Trata-se de uma oferta de plenitude. É neste contexto que aflora uma compreensão mais profunda da expressão “carregar a sua cruz”. Nós cristãos temos esvaziado a Cruz de seu verdadeiro significado. Há alguns que pensam que “carregar a cruz” é buscar pequenas mortificações, privando-se de satisfações para chegar – pelo sofrimento – a uma comunhão mais profunda com Cristo. Mas Jesus quando fala da Cruz não está convidando a uma “vida mortificada”.

Há outros para quem “levar a cruz” é aceitar passivamente as contrariedades da vida, as desgraças ou adversidades. Mas a Cruz é consequência de uma opção pelo Reino em favor dos últimos.  “Carregar a sua cruz”, portanto, significa acolher aquilo que diariamente cruza o meu caminho; é aceitar-me com todas as minhas contradições.

“Tomar a sua cruz” significa abraçar-me com todas as forças e todas as fraquezas: os aspectos saudáveis e os doentios, as qualidades vistosas e as feias, as partes imaculadas e as manchadas, os sucessos e os fracassos, as coisas vividas e as coisas perdidas, o consciente e o inconsciente.

O cristão não ama e nem busca o sofrimento, não o quer nem para os outros e nem para si mesmo. Seguindo os passos de Jesus, luta com todas suas forças para arrancar o sofrimento do coração da existência. Mas, quando é inevitável, sabe “levar a Cruz” em comunhão com o Crucificado.

A Cruz que devemos levar atrás de Jesus é a mesma que Ele levou: a Cruz como consequência da fidelidade até o final. A Cruz nunca será um fim nem uma meta. Nem sequer um meio para algo. A Cruz de Jesus e daquele que o segue, sempre é consequência de coerências e de fidelidades ao Evangelho. É neste horizonte de fidelidade até o fim no seguimento que Jesus apresenta duas pequenas parábolas: a construção de uma torre e o rei que vai fazer uma guerra.

A torre é a imagem da humanização. Ela é redonda, tem sua própria beleza e aponta para a completude do ser humano; seus fundamentos se encontram na terra e, mesmo assim, se estende ao céu. O ser humano precisa de um fundamento sólido na terra, em sua biografia, para então se erguer e se tornar também um ser humano do céu. A parábola, porém, nos convida a analisar cuidadosamente o material que temos à nossa disposição. Esse material são os nossos dons, os recursos, as experiências da nossa vida, o amor que vivenciamos,  mas também nossos limites, nossos riscos e os ferimentos  da história de nossa vida. A nossa biografia é o material que devemos moldar; precisamos trabalhar com o material que temos à nossa disposição. Por isso, não devemos nos comparar com as torres dos outros; nossa torre não precisa ser maior nem menor do que as dos demais, ela deve simplesmente corresponder à nossa biografia e à nossa essência interior.
Com essa imagem da construção da Torre, Jesus nos convida a descobrir o prazer de construir nossa própria torre no seu Seguimento, sem nos fixar em  imagens falsas do nosso eu, mas sim na imagem interior que Deus tem de cada um de nós.

Do mesmo modo, a parábola do rei que vai à guerra com um exército de 10 mil soldados não terá nenhuma chance de vencer a batalha contra um rei que vem ao seu encontro com 20 mil soldados. Ele desperdiçará toda sua força nessa luta. O mesmo acontece com algumas pessoas que desperdiçaram toda sua força na luta contra si mesmas e contra aparentes erros e fraquezas. A força que desperdiçam falta para vencer na vida.

No caminho do Seguimento nunca estaremos livres dos nossos inimigos interiores (erros e fraquezas); por isso Jesus nos aconselha fazer as pazes com tais inimigos e transformá-los em amigos. Em vez de 10 mil, passarei a ter 30 mil soldados e as fronteiras, dentro das quais eu posso me deslocar livremente, são ampliadas. Portanto, obtenho assim mais capacidade e força e um horizonte interior mais amplo. (cf. Anselm Grun – Jesus como terapeuta)

Texto bíblico: Lc 14,25-33

Na oração: Viver humanamente consistirá em deixar o Espírito circular livremente em todos os cômodos de  nossa morada, arejando-os, ventilando-os, religando-os, dando-lhes vida, reorientando-os. A missão do Espírito é ajudar-nos a fazer a travessia, o mergulho interior, tanto nas sombras como nas zonas de luz, até ao centro de nós mesmos.

 Novos Olhos para novos Tempos 

Hoje já segundo dia que começamos um Novo Ano. Mas, quê pode ser para nós algo realmente novo? Quem fará nascer em nós uma alegria nova? Quem ativará em nós novos sonhos? Quem ensinará a sermos mais humanos? 
Para viver o novo ano com mais intensidade, o decisivo é estar mais atentos ao melhor que se desperta em nós e viver sintonizados com a eternidade de Deus.

Esta união com Deus faz com que o tempo seja pleno. Também para nós o tempo pode ser de plenitude na medida em que vivemos unidos a Deus e nos abrimos aos irmãos pelo amor. Pois o amor é o que faz com que o tempo deixe de ser enfadonho e caduco e se abra a uma plenitude que se renova cada dia.
Nem todos os tempos são iguais. Uma coisa é o tempo do calendário, o contínuo movimento dos momentos, todos idênticos; e outra coisa é a vivência humana do tempo: há momentos em que o tempo se faz longo e outros em que se faz curto. Mais ainda, o tempo pode ser vivido como uma experiência opressiva e limitadora ou como uma experiência de plenitude. Quando vivemos o tempo como uma oportunidade para acolher o novo, para abrir-nos às surpresas da vida e para fazer-nos presentes gratuitamente, realizamos uma experiência positiva do tempo.
O tempo se torna “kairós”, ou seja, o momento oportuno para construir algo vital que possa transformar nossas vidas, o tempo propício onde todas as possibilidades estão à nossa disposição.

Foi essa a experiência vivida pelos pastores, segundo o relato do Evangelho: no seu tempo, rotineiro e sem expressão, uma criança se faz presente e a alegria tomou conta do coração deles. A plenitude chegou para eles, e quando ela chega não se esgota num instante, senão que permanece ao longo de toda a vida. 
Na Encarnação e Nascimento de Jesus, o tempo e a eternidade se fecundaram mutuamente. 
Deus não só entrou no tempo, senão que assumiu o tempo, assumiu nossa realidade passageira para enchê-la de eternidade.
O que faz a diferença é o olhar que pousa sobre o recém-nascido. Esse olhar está maravilhosamente mostrado na cena tão despojada do encontro dos pastores na Gruta de Belém. Trata-se de um olhar que chama à vida, que desperta uma resposta, um olhar perfeitamente realista sobre as dificuldades, mas também sobre o potencial que permitirá construir a vida.

A partir do “olhar” admirado dos pastores, iniciar, ao longo deste ano, um processo minucioso de extirpação das “cataratas” do nosso olhar interior: o olhar das lembranças negativas, das suspeitas, dos julgamentos, das comparações... e reacender o olhar contemplativo capaz de expressar a benevolência, a delicadeza, a acolhida, a serenidade, a modéstia, a afabilidade, a alegria simples de estar juntos...
Recordar todos os “olhares amorosos” que Deus foi depositando sobre nós ao longo da vida.
Coração e olhos espreitam na mesma direção. São os puros de coração os que verão a Deus (Mt. 5,8).
 
Mas quê “novo olhar” somos convidados a ativar, no início deste Novo Ano, a partir da experiência da Gruta de Belém?
 É o olhar contemplativo, que libera a capacidade de admiração e de encantamento para com o mundo, a vida, as pessoas... É o olhar que nos abre para perceber a ação de Deus na história e em nossas vidas. É o olhar que desperta o deslumbramento, que é a virtude da criança, a inocência da vida, a capacidade de ver, de aprender, de ser... É o olhar límpido, a face transparente, a memória sem ensaio.

Tudo é novo e por isso tudo é maravilhoso, porque tudo se vê pela primeira vez.
A capacidade de assombro é a medida da vitalidade no ser humano.
O olhar contemplativo, portanto, é marcado pela esperança, pois consegue enxergar possibilidades novas na realidade e abre “espaço para o imprevisto, para a magia e para o milagre de que as coisas podem, de repente, mudar e ganhar outra configuração...” (L. Boff).

Nesse sentido, o olhar é “grávido” de “boa-nova”, ou seja, é evangélico e transformador.
Desse olhar contemplativo, nasce o olhar cuidadoso, que zela e guarda o outro, a ele se dedica e investe o próprio tempo e energia, dispensando o melhor de si; nasce o olhar compassivo, que acolhe e sofre a situação do outro; um olhar ousado, que quebra as barreiras e aproxima corações...
Trata-se de um olhar inclusivo, solidário, humanizante, que procura perceber e valorizar o outro em sua diferença, em sua originalidade, em sua dignidade... e com ele se compromete.

Todos conhecemos o expressivo valor do olhar na dinâmica do encontro, na saudação, no receber e acolher, na conversação, no despedir-se. O olhar fala, tanto assim que muitas vezes o chamamos de eloqüente. No encontro com os outros, os olhos têm uma função fundamental, pois acompanham atentos cada detalhe do modo de ser dos presentes.
Observamos os interlocutores por inteiro, o rosto, os gestos, as posturas, as mãos, o que dizem e como dizem, os silêncios...; queremos saber e compreender com quem estamos nos relacionando, deixamos aflorar reações, avaliamos as impressões que eles produzem em nós e as que nós produzimos neles.
O primeiro encontro é prerrogativa dos olhos; o contato inicial de duas pessoas é sempre feito, antes, com o olhar, e só depois com as palavras. Inversamente, evitar o olhar é evitar o encontro. Voltar a olhar para alguém é o primeiro modo de dizer-lhe: sei que você existe.

O olhar de quem fala cria envolvimento, interação e estimula a atenção. A escuta mantém a distância; o olhar anula a distância e cria a presença. Um amigo se torna presente no momento em que há encontro de olhares, mesmo que ele esteja no outro lado da rua ou da praça e não possa saudá-lo verbalmente.
Entrar no campo visual de uma pessoa é entrar no campo da sua consciência. Nesse momento passa-se da categoria do ser, própria dos objetos, para o da presença e encontro, própria das pessoas.
O olhar tem o poder para despertar e para intimidar. Existem olhares que irradiam luz e atraem, outros que espalham gelo e distanciam. Há um olhar que determina o fim de tudo, outro que a tudo dá um começo ou recomeço. Há um olhar que recusa, outro que propõe e espera. Com o olhar, exprimimos disponibilidade ou indisponibilidade, dizemos a uma pessoa se ela pode ou não contar conosco. E há o olhar autoritário, que reflete a vontade de deixar claro que somos superiores, a essência secreta do poder.

O olhar de uma pessoa nasce da camada mais profunda e secreta do seu ser. Por isso dizemos que os olhos são o espelho da alma, pois transmitem as vibrações que brotam do nosso “eu” mais profundo.
Cada um de nós tem um modo habitual de olhar que é o seu modo habitual de sentir.
Devemos habituar-nos a manter os olhos erguidos, a olhar as pessoas nos olhos; um olhar afetuoso, que não intimide e não se sinta intimidado, um olhar entre iguais, acolhedor, estimulante, que demonstra interesse por aquilo que o outro diz, participação empática no seu modo de sentir. Um olhar desarmado e estimulante que, como o olhar dos pastores, nos motiva glorificar e louvar a Deus diante das infinitas manifestações de sua surpreendente Bondade em nossas vidas.

Texto bíblico:  Lc 2,16-21

Na oração: O cristão é aquele que conserva límpidos os olhos interiores, prontos para perceber a maravilha  que está germinando em sua vida.
                       Que olhar você tem sobre sua vida? Contemplativo? pessimista? compassivo?
                       Que olhar você tem sobre o mundo? Sobre as pessoas?...
  Pérola do dia:

Além do limite do tempo


Você sente que o tempo está passando e que nunca parece ter o tempo necessário para fazer tudo o que tens de fazer? Alinhe os seus esforços com um maior e verdadeiro propósito e você verá que os seus esforços rapidamente se tornarão muito mais eficientes. ( Jack Gleason)
Não importa o que você faça, você jamais poderá mudar o número das horas do dia.
Porém, você pode ter um impacto enorme sobre aquelas horas e o que advém delas.
Encha as horas com propósito e o passar das horas trabalhará em seu favor.
Encha os seus dias de significado, criatividade, bondade, alegria e amor e cada dia deixará um duradouro legado para o seu mundo.
Deixe de lado a sua preocupação a respeito da velocidade do qual o tempo está indo embora porque o tempo não é nada mais do que uma medida arbitrária.
O que realmente importa é o que você faz com o momento que você vive.
Você pode hoje – com a graça de Deus – encher o seu mundo com uma beleza singular e ir para muito além do limite do tempo.

"Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria. "
Qual é o seu projeto de vida?


Ao iniciarmos o novo ano enchemos nossas agendas ou diários espirituais de propostas e de promessas.

Deixemo-nos inspirar pelo Espírito Santo para fazer o nosso projeto de vida para o novo ano que está às portas baseado sim e somente na Vontade sapientíssima de Deus. Todos nós precisamos ter metas, rumo e direção para seguirmos no caminho que conduza à vida.
Mas deixemos ser conduzidos pelo projeto de Deus este não quer o nosso bem somente como nos o queremos Ele deseja é nossa Salvação .
É interessante perceber, hoje, no Evangelho, o projeto de vida da profetisa Ana: "Não saía do templo, dia e noite, servindo a Deus com jejuns e orações" (Lc 2,37b).
O nosso projeto de vida deve sempre conduzir-nos para Deus, porque "o mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (I Jo 2,17).
Senhor, guia os nossos passos e conduza os nossos caminhos!


«Eu sou a voz de quem grita no deserto: “Retificai o caminho do Senhor”»

«Preparai o caminho do Senhor» (Is 40,3). Irmãos, ainda que vos encontreis muito avançados neste caminho, […] é sem limites a bondade para onde dirigimos os nossos passos. Por isso diz todos os dias o viandante que seja sábio: «comecei agora» (Sl 76,11 LXX). Mas são muitos aqueles que andam «errantes pelo deserto e pela solidão» (Sl 106,4) e daí nenhum deles poder dizer «comecei agora».
 
«O temor do Senhor é o princípio da sabedoria» (Sl 110,10) e, se é esse o princípio da sabedoria, também é o início do bom caminho. […] É ele que provoca a confissão dos pecados […], que leva o orgulhoso ao arrependimento e lhe permite escutar a voz daquele que prega no deserto, que manda preparar o caminho e mostra por onde começar: «Penitenciai-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3,2; cf 4,17) […].
 

Se já te encontras neste caminho, não percas o norte, uma vez que isso seria uma ofensa para o Senhor que aí te conduziu, e que assim te deixaria andar errante pelos caminhos do teu coração. […] E, se o teu caminho te parecer apertado (Mt 7,14), não percas de vista o fim ao qual ele te conduz. Se fores capaz de ver esse fim de toda a perfeição, sem demora dirás: «Como as tuas ordens são generosas!» (Sl 118,96). E se mesmo assim não conseguires vislumbrá-lo, toma sentido no que diz Isaías […]: «Hão-de seguir por este caminho de eleição (Is 57,17) aqueles que o Senhor libertar, e hão-de chegar a Jerusalém com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto, o júbilo e o contentamento por companheiros e já sem qualquer tristeza nem aflição no coração» (Is 35,9-10). Todo aquele que pensar no seu fim, não só achará o caminho espaçoso, mas também tomará asas, de tal modo que já não há-de caminhar, mas voar. […] Então há-de conduzir-vos e acompanhar-vos Aquele que é o caminho de quem corre e a recompensa de quem chega ao fim: o Senhor, Jesus Cristo (Jo 14,6).

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
V Sermão do Advento; SC 166

 “Consciência da missão”
 – João 1, 19-28 –

João Batista tinha plena consciência da sua missão e dava testemunho disso diante dos judeus que não acreditavam em Jesus. Diante do interrogatório que os sacerdotes lhe fizeram  podemos tirar muitas lições para pormos em prática a partir deste início de ano. 
Precisamos, assim como fez João Batista, saber nos distinguir a fim de conhecer  quem nós somos e quem nós não somos.  
Que cada um de nós possa aprender a descobrir a verdade a respeito de si mesmo! Necessitamos ter a consciência firmada no propósito de Deus para nossa vida e da nossa missão! João Batista entendeu qual era a sua incumbência e esclarecia aos que lhe procuravam a verdade sobre ele mesmo e acerca de Jesus a quem Ele anunciava dizendo não ser digno de lhe desatar a correia. 
Que nós também conheçamos a nossa missão e o lugar que nos foi destinado e, assim, encontremos o caminho certo para nos ajustarmos ao Plano de Deus. 
O grande desejo de Deus para nós é que saibamos comunicar o Seu Amor ao mundo por meio dos nos nossos relacionamentos a fim de que aconteça em  nós a vida nova que Jesus veio nos presentear.   

Faça a si mesmo (a) essas perguntas: – Quem sou eu? – O que eu busco? – O que Deus quer de mim nesse novo ano? – Estou disposto (a) a lutar, amar, sofrer, alegrar-me, de uma maneira nova? – Sei reconhecer nas outras pessoas os seus dons, virtudes, talentos? – Reconheço que não posso tudo?

É o Espírito quem nos convence de todas as coisas
 – 1º João 2, 22-28 – 

O Pai promete a vida eterna a todo aquele (a) que permanece com o Filho. 
Quem confessa o Filho possui também o Pai porque os dois são Um. Este conhecimento nos é dado pelo próprio Jesus e é no nosso interior que guardamos esta verdade.   
Permanecer com o Filho é estar com o Pai. O Filho e o Pai tornam-se Um no poder do Espírito Santo, disto não podemos duvidar e quem nega isso, torna-se cúmplice do demônio que deseja derrubar todo o plano que o Pai tem para nos dar a vida eterna prometida por Ele.   
A unção que recebemos no nosso Batismo age em nós como consequência da fé que mantemos em Jesus Cristo que permanece no Pai e em nós pelo poder do Espírito Santo.  
Essa unção conservar-se em nós sem que seja preciso ninguém nos ensinar doutrinas vãs. É o Espírito quem nos convence de todas as coisas visíveis e invisíveis.    
A unidade está dentro de nós.   
Quem permanece firme na verdade, não terá por que envergonhar-se mais tarde quando Jesus voltar.  

  • Você crê que quem tem o Pai tem também o Filho? 
  • Qual é a ação do Espírito Santo em você? 
  •  Ele tem lhe convencido das coisas que você não compreende? 
  • Você sofre alguma influência das pessoas que não acreditam em Jesus?