Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quarta-feira, 28 de julho de 2010

No Peito eu levo uma Cruz- A Cruz no peito



Trago em meu peito um tau de minha consagração ao Carisma de minha comunidade.
Amo esta cruz porque Jesus Cristo salvou o mundo por este sinal.
Além disso, como consagrado neste Dom que o bom Deus me presenteou e ministro da Igreja Católica, quero mostrar assim minha entrega total a Jesus, meu Mestre.
Mas acontece, às vezes, que quando os irmãos evangélicos me vêem com esta cruz no peito, começam a criticar-me e jogam-me na cara que assim estou crucificando Cristo.
Outros me dizem que sou idólatra e que pareço um condenado com o patíbulo colado no peito e por último não faltam os que até me querem proibir o Sinal da Cruz ou persignar-me.
Não entendo por que alguns se tornam tão fanáticos, ou porque se escandalizam frente a uma cruz pendurada no peito...Bem, não importa o que eles pensam de mim. Continuo levando esta cruz no peito porque é para mim um símbolo da fé que levo em meu coração, esta fé em Cristo crucificado e ressuscitado e principalmente porque aceitei o seu mistério de amor, morrendo na cruz por mim.
Agora, queridos irmãos, vou falar-lhes sobre a grandeza da cruz de Cristo e como o Senhor convidou seus verdadeiros discípulos a carregar sua cruz e seguir seus passos.
Queira Deus que tenham a paciência de consultar todas as passagens bíblicas que vou citar-Lhes. Creio sinceramente que nossos irmãos evangélicos, ao não ler a Bíblia toda só por ignorância chegam a proibir estas coisas.
E o que aqui vou dizer não vale apenas para os sacerdotes. Vale também para todos aqueles que carregam uma cruzinha.
Basta sair à rua para ver a quantidade de pessoas que levam a cruz não só no pescoço, mas no taxi, no carro ou a veneram num altarzinho no melhor lugar de sua casa.
Cruz de Jesus CristoJesus morreu crucificado, e sua cruz, juntamente com seu sofrimento, seu sangue e sua morte, foram o instrumento de salvação para todos nós. A cruz não é uma vergonha, mas um símbolo de glória, primeiro para Cristo e depois para os cristãos.
“Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1,23).
Com estas palavras o apóstolo Paulo expressa a rejeição espontânea de todo homem frente à cruz.
Em verdade alguém se pergunta: Como podia vir a salvação ao mundo por uma crucifixão?
Como pode salvar-nos aquele suplício reservado aos escravos?
Como podia vir a redenção por um cadáver, por um condenado pendurado no patíbulo, por uma morte tão cruel como a de um malfeitor? (Dt 21,22; Gal 3,1).
Quando Jesus anunciava a seus discípulos sua morte trágica na cruz, eles se horrorizavam e se escandalizavam.Não podiam tolerar o anúncio de seu sofrimento e de sua morte na cruz (Mt 16, 21; Mt 17, 22). Assim, na véspera de sua paixão, Jesus lhes disse que todos se escandalizariam por causa dele (Mt 26,31). E em verdade, por uma condenação injusta.
Jesus foi crucificado e morreu de forma escandalosa. O mistério da Cruz Jesus nunca diminuiu o escândalo da cruz, mas sim nos mostrou que sua crucifixão ocultava um profundo mistério de vida nova. O caminho da salvação passou pela obediência de Jesus à vontade de seu Pai: “Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz” (Fil 2,8). Mas esta morte foi “uma morte ao pecado”. Através da debilidade de Jesus crucificado se manifestou a força de Deus. (1 Cor 1, 25). Se Jesus foi pendurado da árvore como um maldito, era para resgatar-nos da maldição do pecado (Gal 3,13).
Seu cadáver exposto sobre a cruz permitiu a Deus “condenar a lei do pecado na carne” (Rm 8, 3).
Ademais, “pelo sangue da cruz,”Deus reconciliou todos os homens (Col 1, 20), e suprimiu as antigas divisões entre os povos, causadas pelo pecado (Ef 2, 14-18).
Efeito, Cristo morreu “por todos” (1 Ts 5, 10) quando nós ainda éramos pecadores (Rm 5, 6), dando-nos assim a prova suprema de amor (Jo 15, 13 e 1 Jo 4, 10).
Morrendo por nossos pecados” (1 Cor 15, 3 e 1 Pd 3, 18) reconciliou-nos com Deus por sua morte (Rm 5, 10), de modo que já podemos receber a herança prometida (Hb 9, 15).
A cruz, elevação à glória.
A cruz se converteu num verdadeiro triunfo pela ressurreição de Cristo. Somente depois de Pentecostes, os discípulos, iluminados pelo Espírito Santo, ficaram maravilhados pela glória de Cristo ressuscitado e logo eles proclamaram por todo o mundo o triunfo e glória da cruz.
A cruz de Cristo, sua morte e ressurreição destruíram para sempre o pecado e a morte. O apóstolo Paulo nos canta num hino triunfal:“A morte foi destruída nesta vitória.Morte, onde está agora tua vitória?Onde está, ó morte, teu aguilhão?O aguilhão da morte é o pecado.Mas, graças sejam dadas a Deus,Que nos dá a Vitória por Cristo JesusNosso Senhor”(1 Cor 15,55—57).
O apóstolo São João escreve também: “Assim como Moisés levantou a serpente de bronze no deserto (sinal de sa1vação no AT), assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado no alto, para que todo aquele que crer, tenha por Ele a vida eterna” (Jo 3, 14-32).
E disse Jesus:“Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32).
A sorte de Cristo crucificado e ressuscitado será, então, a sorte dos verdadeiros discípulos do Mestre.
A cruz de Cristo e nós.
Naquele tempo, disse Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo. Tome sua cruz e siga-me” ( Mt 16,24). Isto quer dizer que o verdadeiro discípulo não só deve morrer para si mesmo, senão que a cruz que leva é sinal de que morre para o mundo e todas suas vaidades (Mt 10,33-39).
Além disso o discípulo deve aceitar a condição de perseguido, perdoando, inclusive ao que talvez lhe tire a vida (Mt 23,34).

Assim, para o cristão o levar sua cruz e seguir Jesus é sinal de sua glória antecipada “O que queira servir-me, que me siga, e onde Eu estiver, ali estará o que me servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (Jo 2,26).O cristão leva uma vida de crucificado.
A cruz de Cristo, segundo o apóstolo Paulo, vem a ser o coração do cristão. Por sua fé no Crucificado, o cristão foi crucificado com Cristo no batismo e ademais morreu para a lei do Antigo Testamento para viver com Deus.“Por minha parte, seguindo a lei, cheguei a ser morto para a lei a fim de viver para Deus.
Estou crucificado com Cristo, e agora não vivo eu, senão Cristo que vive em mim”(Gl 2, 19-20).
Assim o cristão põe sua confiança na única força de Cristo, pois do contrário, se mostraria “inimigo da cruz”. Porque muitos vivem como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3,18).
A cruz, título de glória do cristão.
Na vida quotidiana do cristão, “o homem velho é crucificado” (Rm 6,6) a tal ponto que fique plenamente livre do pecado. O cristão diariamente assumirá a sabedoria da cruz, se converterá, a exemplo de Jesus, em humilde e “obediente até a morte e morte de cruz”.
Não devemos temer levar uma cruz no peito nem tampouco colocar um crucifixo na cabeceira de nossa cama.
Devemos temer, isto sim, “a apostasia” ou a traição à verdadeira religião que seria o mesmo que crucificar de novo o Filho de Deus (Hb 6,6).
O verdadeiro cristão com a cruz na mão deve exclamar: “Quanto a mim, queira Deus que me glorie somente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (G1 6.14).

Considerações finais
Na cruz de Cristo encontramos uma espécie de um compêndio da verdadeira fé cristã e por isso o povo cristão com profunda fé encontrou milhares de formas para expressar seu amor a Cristo crucificado. Espontaneamente a religião do povo reproduziu em toda parte, em pinturas e esculturas, cruzes de diferentes formas.
O crente colocou cruzes sobre os outeiros, na parede de suas casas, etc. O cristão se persigna para proclamar sua fé na glória de Cristo, o discípulo fiel coloca a cruz no peito para anunciar a fé que ele leva no coração...
Estas expressões populares não são de nenhuma maneira idolatria, como pretendem alguns irmãos evangélicos. E realmente uma autêntica expressão de fé e de amor a Cristo que morreu por nós.
Que belo quadro quando alguém entra numa família cristã e vê como a cruz de Cristo tem um lugar privilegiado no lar! Que profunda fé se expressa quando um cristão faz, com sentimentos de reverência, o Sinal da Cruz. E muito fácil e barato zombar destas expressões populares de fé. Mas tais ironias são faltas graves contra o respeito e o amor ao próximo; tais zombarias são simplesmente sinais de uma atrevida ignorância.
E o que dizer da Cruz no peito?
Se alguém - sacerdote, religiosa ou leigo, leva uma cruz no peito com fé e amor, com sentimentos de reverência, ninguém tem o direito de rir desta pessoa. Quem é você para julgar e criticar os autênticos sentimentos religiosos do povo’? Só Deus sabe esquadrinhar o mais íntimo de nossos corações.
Por último, uma palavra acerca do crucifixo.
Quando se coloca a imagem de Cristo sobre a cruz chamamos - crucifixo - ao conjunto. Não se adora a madeira, sendo que o cristão vê Cristo nela.
Ter um crucifixo não é nenhuma idolatria. É um sinal de amor a Cristo.
A Igreja nunca ensinou a adorar cruzes, mas adorar Cristo que nela morreu.
Sim, a Igreja convida-nos a venerar estes sinais de fé. A Igreja nos ensina também que ninguém deve levar uma cruz no peito se não tem pelo menos a intenção sincera de seguir as pegadas da Jesus Cristo. Menos ainda devemos levar uma cruz como um simples amuleto ou como um enfeite para chamar a atenção.
O amor ao Senhor que morreu na cruz faz com que, freqüentemente, se tenham feito crucifixos de materiais preciosos, mas, em nossos dias a Igreja volta a preferir um crucifixo simples e rústico, mais realista e expressivo.
Queridos irmãos, estas são as razões pelas quais nós os católicos veneramos e honramos a Santa Cruz com sumo respeito. E quando levamos uma cruz no peito, sempre devemos lembrar-nos das palavras do apóstolo São Paulo: “Quanto a mim, Deus não quer que eu me glorie senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6. 14).
“Que ninguém, pois, me venha molestar. Eu, de minha parte, levo em meu corpo os sinais de Jesus” (Gl 6. 17).
A cruz, então, não é símbolo de vergonha mas de glória para um cristão.
Pe.Emílio Carlos+






A CORREÇÃO FRATERNA




Começaremos esta nossa reflexão tomando este Texto:
Gênesis 4,1-10, leiamos pausadamente e com toda a abertura do coração para o que ele me quer falar!

Que fizeste de teu irmão?

Pela cruz de Jesus Cristo, Deus nos salva e nos reconcilia com ele. Tornando-nos filhos do mesmo Pai, tornamo-nos também irmãos uns dos outros. Devemos, portanto, nos exortar e ajudar-nos a ser - com a graça de Deus - o que somos: irmãos uns dos outros.

E por isso que podemos nos “corrigir” mutuamente.
Somos responsáveis junto a nossos irmãos por incrementar o amor, a única lei dos irmãos de Jesus.( Rom 13,8)

Praticar a correçâo fraterna nos impõe não calar o pecado, mas extirpá-lo. Pois calar o “pecado” do irmão é torná-lo seu cúmplice.

‘Quem poupa o irmão é cruel; é melhor amar com dureza que desviar-se com suavidade” (Santo Agostinho).
A correção fraterna permite ao meu irmão lançar um olhar sobre a minha vida e interpelar-me com uma palavra de amor. A cada um de nós o Senhor perguntará:“Que fizeste de teu irmão, como o ajudaste a seguir o meu caminho.”

Como Agir?

“Se teu irmão pecar vai procurá-lo e censurá-lo.” Assim fala Jesus no Evangelho de São Mateus. A maneira de “corrigir” o irmão por coisas graves é descrita com minúcias.

Primeiro uma conversa fraterna. Esta discreção é exigida pelo amor, para evitar aniquilar o irmão.Se ele se recusar a ouvir é preciso convocar dois, três, irmãos para tentar trazê-lo á comunhão fraterna.Se o irmão se recusar ainda é preciso recorrer aos responsáveis pela Igreja.E se continua a recusar deve-se exclui-lo da comunidade. Não se trata de uma condenação e sim de respeitar a liberdade daquele que se colocou a si mesmo fora da comunhão fraterna (Koinonia) recusando a união.

Somente por Amor.
A correção fraterna só pode ser a expressão de um amor verdadeiro ao irmão e de um desejo ardente de conduzi-lo para mais perto do Senhor.
A finalidade é construir a união e a comunhão fraterna.

“Que tudo seja feito por amor ao homem, mas com ódio ao pecado!” (Santo Agostinho)

Ademais, a correção fraterna não pode nunca servir a um ajuste de contas.


“Quando aquele que censura e repreende quer apenas retribuir o mal com o mal, ele próprio deveria ser censurado.Quem censura deve lembrar-se de sua própria fraqueza, afim de que não seja o ódio, e sim a misericórdia o amor que procedem da censura e a reprímenda.”

"Temos tantos defeitos para criticar em nós mesmos, por que criticar os defeitos dos outros?" (Padre Pio de Pietrelcina)

Somente a reta intenção e o amor me permitem exercer a correção fraterna, que pode ser às vezes indispensável para manter o ideal da comunidade: um só coração, uma só alma voltados para Deus.

“ Só é permitido ao amor, e somente ao amor, usar de palavras duras.
Não serão então uma injúria, ainda que soem como tal”.

Confiança e humildade:

A humildade é a disposição essencial àquele que compreende por amor e para o amor.A correção fraterna exige ainda uma confiança humilde nos irmãos.Devemos pedir a Deus um grande amor para que nossa confiança nos irmãos seja cada vez mais sincera e mais dócil.

Assim no dia em que precisarem exercer a correção fraterna poderão fazê-lo sem ser rejeitados ou maltratados, pois saberemos que agem dessa maneira para ampliar o Reino de Deus em nós e a nossa volta.
“Acontece muitas vezes que alguém se aborreça momentaneamente com a censura, a ela se oponha e proteste. Mais tarde reflete em silêncio, sozinho com Deus. E então já não teme desagradar aos homens por causa da censura, mas teme desagradar a Deus por não progredir E daí em diante seu ódio ao pecado é tão grande que quanto o seu amor pelo irmão que ele reconheceu como inimigo do seu pecado”.

Quanto mais forte o amor em nossas comunidades, mais o irmão se sentirá amado e disposto a se deixar “corrigir” para a maior glória de Deus.

Um Meio:

A correção fraterna não passa de um meio, às vezes indispensável, para incrementar o amor e a união da comunidade. Mas o amor é o meio e a finalidade por excelência da vida fraterna. Correção Fraterna sem a caridade é maldade.Todos juntos devemos, em nossas comunidades, tornar-nos “um” diante de Deus. Cada qual em particular deve tender à perfeição para que a imagem de Deus, realizada pela união, não seja embaçada. E nesse combate contra o mal que a correção fraterna se situa, mas nunca passará de um meio a serviço do amor fraterno, para que ninguém se perca.

“Assim vosso Pai que está nas céus não quer que se perca nenhum desses pequeninos” (Mt 18,14).

Encontraremos, aliás, nossa alegria e verdadeira liberdade na união, no amor de Deus por nós.

Liberdade e Graça :

Na correção fraterna encontramos a nossa liberdade de cristãos. Descobrimos o quanto o amor do irmão nos liberta.
A única lei que Jesus nos deu é a do amor. Assim, nem tudo nos é permitido, pois somente o amor constrói.

“A liberdade não é faço o que quero” e sim “Ama e faz o que queres” (Santo Agostinho).

É a esta liberdade que somos chamados. Mas ao mesmo tempo sentimos toda a graça que devemos pedir para correr no caminho do amor que conduz a Deus.

“A correção mostra ao pecador o seu dever faz com que tome consciência da imperfeição e da feiura do pecado, desperta nele o desejo da salvação e o impede a orar para obter a graça que lhe falta”.

Paciência e Perdão :

A correção fraterna serve, portanto, para conduzir os irmãos a Deus, através de um amor cada vez mais exigente de uns pelos outros, contudo há também a vida cotidiana em que as pessoas precisam suportar-se e se perdoar reciprocamente os vexames e as ofensas.

E devo também aceitar que o outro seja diferente de mim.

“Suportai-vos mutuamente! Não haverá em vós algo que o outro deve suportar? Eu vos exorto a todos: suportai-vos mutuamente” (Santo Agostinho).

Essa paciência e indulgência devem ser apanágio de todos. Nenhuma diferença social, ou qualquer outra, justificaria redução do amor!

“Aquele que, supostamente por causa de seu progresso, não suporta junto de si os irmãos prova por isso mesmo o pouco progresso que realizou” (Santo Agostinho).

E para os mais pobres e os doentes, aliás, que esse amor paciente deve ser vivido com mais alegria e força. Na verdade eles não se acham na periferia da comunidade, são o seu centro. São o sinal privilegiado do Cristo sofredor.
Na medida do possível, o perdão não deve ser jamais adiado, sob o perigo de se instalar o rancor.

“Não se pode adiar a reconciliação, senão a cólera poderia instalar-se na alma, transformando-se em ódio. A cólera que se transforma em ódio faz da palha uma viga”. (Santo Agostinho)

E, além disso, a prece se tornaria ineficaz e estéril.

“Perdoai sem demora para que a prece do irmão não perca o seu valor Pois um coração sem amor ou cheio de ódio arrebata à prece todo sentido e todo fruto”.

Ninguém está ao abrigo do mal. Somos todos convidados à humildade.“A quele que nunca pede perdão do fundo do coração está sem razão entre nós”.


Caminhemos na Luz :
Terminemos com as palavras de São João. Que elas nos animem a caminhar sempre com reta intenção ao encontro do amor pelo irmão.Amemo-nos uns aos outros muito mais, pois o amor que temos a Deus será vão se não se concretizar naquele que temos por nossos irmãos.

“Quem ama seu irmão permanece na luz. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas”(l Jo 2,10-1 1).

Cuidado para não Invejar:

Deveremos sempre tomar todo e o máximo cuidado para não permitir que a inveja entre em nosso coração, em referência ao nosso irmão que nos traz uma Unção de Deus para nossa correção fraterna.Pois não provoca inveja e inveja mata! Olhe bem o texto; Caim invejou-se de seu irmão Abel que em silêncio lhe fez com certeza uma correção fraterna para que ele começasse dar a primicías de sua oferta ao Senhor como lhe era digno e devido.

A unção é que faz diferença, não é simplesmente uma correção fraterna, pela correção fraterna, mas é a unção na correção, que fará muita diferença, na vida de nosso irmão exortado, admoestado .

A unção nos leva agir pela ação do Espírito Santo, e não simplemente por um mero capricho de minha parte, ou porque gosto ou não gosto disto em meu irmão , aceito ou não aceito .
A Unção do Espírito Santo é que transforma a vida de meu irmão e a minha própria vida. Na correção fraterna não posso agir pelas aparências que vejo ou que sinto .Também não posso viver apenas de forma aparente e não verdadeira quer com meus imãos e quer principalmente com meu Formador Pessoal, ele é o primeiro a que esta interessado na minha vida de crescimento e por isso devo escutar toda correção e direção deste.

Devo ser transparente, verdadeiro, é com a verdade que devemos trabalhar o nosso crescimento espiritual, humano–afetivo .

A verdade por mais dura que seja é a verdade, toda mentira ou tudo que está escondido não é de Deus, é do demônio e isso resultará situações desagradavéis, quando não, até pecaminosa, para mim e minha comunidade.

Vivamos na tranparência diz nossas Constituições de nossa Comunidade Alpha e Ômega, transparência implica verdade, sinceridade, submissão, obediência, clareza, sem situações duvidosas ou dúbias.

É andar na Luz, com a Luz. Pois tudo que não esta as claras, escondido um dia virá a luz e será desmascarado aí teremos que enfrentar as conseqüência doloridas de nossas mentiras, soberba e orgulho, por não aceitar a Correção Fraterna.

Estejamos atentos a voz do Senhor : “ o sangue de teu irmão clama, que fizestes dele!
Pe.Emílio Carlos +

VENI CREATOR
ENCONTRO DAS NOVAS COMUNIDADES
DE 04 A 07 DE SETEMBRO DE 2010
SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SP
COMUNIDADE CATÓLICA JAVÉ CHAMMÁ

De 04 a 07 de setembro a Comunidade Católica Javé Chammá sediará na cidade de São José do Rio Pardo / SP, o II Encontros das Novas Comunidade do Estado de São Paulo, o primeiro foi realizado em São José do Rio Preto cediado pela Comunidade Vox Dei.
O encontro será realizado na Casa de Nazareth, (casa de encontros na cidade de São José do Rio Pardo - em breve colocaremos o mapa para chegar no local).

INFORMAÇÕES IMPORTANTES
De 04 a 07 de setembro de 2010Local: Casa de NazarethCidade: São José do Rio Pardo / SP
Início: Sábado (04) às 18hTérmino: Terça-feira (07) com o almoço
VALOR DA FICHA
Até 03 / 06 - R$40,00De 04 / 06 à 03 / 08 - R$45,00De 04 / 08 até 04 / 09 - R$ 50,00

PAGAMENTO DA FICHA
O pagamento deverá ser efetuado em depósito bancário, em uma dessas duas contas bancárias:
BANESPA - SANTANDERAgência - 0036C/C - 03 007372 - 5Renponsável da conta: Cláudia Regina da Silva

BAMERINDUS - HSBCAgência - 1180C/C - 01382-15Renponsável da conta: Eliana Helena da Silva

COMPROVANTE DE PAGAMENTO
Enviar ficha e comprovante de depósito logo após a efetuação do depósito pelo Fone/Fax (19)3681-2900.Ou pelo e_mail:
javechammajc@gmail.com (com identicação do encontro).

MAIORES INFORMAÇÕES
Mais informações pelo fone (19)3681-2900 ou (19)3608-6897, pelo site
www.comunidadejavechamma.com.br ou pelo e_mail: javechammajc@gmail.com.
A ficha poderá ser reproduzida é encontrada no: site.www.comunidadejavechamma.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

ROCHA E AREIA


A vida humana, a conduta individual, o comportamento coletivo, a estrutura social, a ordem econômica, a organização política, a participação cidadã e a prática religiosa necessitam de parâmetros morais e éticos, que lhe dão consistência, sob pena de resvalarem para o terreno da infixidez, da insegurança, do contra-testemunho.
Há valores que imprimem um rumo certo à vida das pessoas e das instituições, assegurando-lhes a necessária consistência, na realização de suas aspirações, na concretização de seus ideais e na execução de seus projetos. Como não há convergência nem unanimidade, mesmo em torno de aspectos fundamentais da vida humana e da conduta social, desde os tempos remotos à atualidade, fazem-se leituras diferentes e divergentes, baseadas em pressupostos teóricos e em concepções ideológicas.
Sabe-se, claramente, que não é a mesma coisa ter ou não ter princípios éticos e haverá consequências diferentes, na vida individual e coletiva, quando se age no sopro do vento da anomia.

Graças à sua sabedoria e ao conhecimento popular que adquiriu, Jesus comparou a construção da vida humana à construção de uma casa sobre a rocha ou sobre a areia.
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa e ela desabou, e grande foi a sua ruína.” (Mt 7, 24-27) .
Os efeitos das chuvas e enchentes fazem parte da história de pessoas, famílias e comunidades e têm maior ou menor consequência, de conformidade com a qualidade da construção de suas casas, por resistirem ou não ao impacto, quando construídas sobre a rocha ou sobre a areia.
O estado em que se encontram muitas casas, nas áreas dos Estados de Pernambuco e Alagoas, atingidas por recentes inundações, confirma, mais uma vez, a verdade da palavra de Jesus.

Além de sua aplicação ao campo da construção civil, a comparação de Jesus contempla a história das pessoas e das instituições que repousa sobre rocha sólida ou se apoia em areia movediça.
Em todos os tempos, povos e culturas, identificam-se esses dois tipos de base na vida das pessoas e na formação das civilizações. A rocha sólida contém elementos de natureza resistente e de caráter duradouro, por isso, os valores éticos, morais, culturais e religiosos alimentam a vida das pessoas e da sociedade, não obstante as dificuldades de sua preservação.
De outro lado, na areia movediça da modernidade, constroem-se os modelos do laicismo, indiferentismo, relativismo, materialismo, consumismo e hedonismo que oferecem outros parâmetros de conduta individual e coletiva.

Não é simples para ninguém respirar essa atmosfera e defender o “valor família” nos areópagos modernos onde, com persuasão, são proclamados e exaltados elementos do pluralismo contemporâneo, onde são defendidas, por exemplo, a união de pessoas do mesmo sexo e a legalização da prática do aborto que, por sinal, já constituem disposições legais em diversos países.
Consequentemente, mais difícil ainda é educar os filhos no caminho do bem, da santidade, liberdade, fraternidade, solidariedade, verdade, honestidade e justiça.
A instituição família, no plano de Deus e no magistério da Igreja, ocupa sempre um espaço próprio e um lugar privilegiado porque tem seu fundamento na lei natural e na lei divina.

Cabe à sociedade alicerçar-se na rocha sólida de valores perenes, sob pena de desmoronar sua estrutura, se for levantada sobre areia escorregadia.

Teresa e Maria do Carmelo



Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa.
Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.
Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”.
Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.

Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora.
É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.

Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante.
A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem.
A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.

São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objeto e conteúdo Nossa Senhora.
Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o fato de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si.
“Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar conosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.

Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.

Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).

Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).

Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23).
Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, amem, amem!” (F 29, 28).

EU SOU DE CRISTO, EU PERTENÇO A CRISTO



Isaías 44,1-5: Tu és meu!
«Mas agora ouve-me, Jaco, meu servo, Israel a quem escolhi: eis o que diz o Senhor que te criou, que te formou desde o seio materno e te socorre: Nada temas, Jacob, meu servo, meu querido, que eu escolhi. Vou derramar água sobre o que tem sede, e fazer correr rios sobre a terra árida. Vou derramar o meu espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes. Crescerão como erva junto das fontes, como salgueiros junto das águas correntes. Um dirá: ’Eu sou do Senhor’; outro reclamará para si o nome de Jaco; outro se tatuará no braço: ’Pertenço ao Senhor’, e receberá o sobrenome de Israel.» (Isaías 44,1-5)

A ideia de pertencer a alguém poder-nos-ia parecer apenas negativa.
Será que não parece contradizer as nossas aspirações, sem dúvida justas, à liberdade e à autonomia?
Ela parecia muito negativa para o povo ao qual se dirige a mensagem do profeta, povo em exílio, submetido ao poder de outro: um povo que já não pertence a si próprio.

Ao mesmo tempo, o Evangelho não parece convidar-nos a libertarmo-nos de toda a pertença, mas antes a escolher o mestre que servimos. E se refletirmos sobre isto, descobrimos que a nossa vida quotidiana é feita de pertenças múltiplas.

Algumas somos nós que as reivindicamos. Outras parecem-nos desejáveis, mas as portas que lhes dão acesso continuam fechadas ou abrem-se apenas depois de um tempo de espera ou após termos prestado provas.

Deus não age assim. Ele escolheu-nos «desde o seio materno», desde sempre, antes que tivéssemos tempo de fazer ou merecer o que quer que fosse.

Deus diz um sim incondicional ao povo a quem ele chama «seu servo», que ele «libertou» de uma dura servidão e que por isso lhe pertence.
Esse «sim», que ele diz também a cada um de nós, torna-se fonte de vida: ela sacia a nossa sede de reconhecimento e de amor; ela pode jorrar mesmo no meio dos nossos desertos, e não secará.

Quando tomamos consciência deste sim de Deus, tornamo-nos testemunhas desta pertença e cantá-la-emos tal como as testemunhas neste texto; poderíamos juntar-nos ao canto de alegria que o Apóstolos dos gentios cantou e propunha à nossa alma: «eu sou de Cristo, eu pertenço Cristo».

II Coríntios 1,18-20 Um sim sem condições

Mas Deus é testemunha de que a nossa palavra dirigida a vós não é «sim» e «não.» Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, aquele que foi por nós anunciado entre vós, por mim, por Silvano e por Timóteo, não foi um «sim» e um «não», mas unicamente um «sim.» Nele todas as promessas de Deus se tornaram «sim» e é por isso que, graças a ele, nós podemos dizer o «ámen» para glória de Deus. (2 Coríntios 1,18-20)

Diz-se muitas vezes que aquilo que os seres humanos mais desejam é amarem e serem amados.
Mas o que é o amor?
O amor pode comportar sentimentos, mas o amor não é um sentimento. Eu sei que sou amado quando alguém vê quem eu sou e afirma-o. Sou amado quando alguém consegue discernir, para lá das minhas qualidades e dos meus defeitos, a pessoa única que eu sou, e diz sim a essa pessoa.

Ser amado, então, é ouvir um sim que eu não mereci, um sim que não resultou ou foi condicionado pelas vicissitudes da existência. Um sim destes foi sempre muito difícil de pronunciar pelos homens. Nos nossos dias, tornou-se quase impossível.

Neste texto, S. Paulo diz-nos que Deus disse este sim a cada um de nós. Na raiz do nosso ser, encontra-se o sim sem condições de Deus àquilo que nós somos, e é esse sim que faz de nós seres vivos.

O sim de Deus manifesta-se antes de mais pelo fato de existirmos. Ao criar-nos, ao chamar-nos à existência, Deus diz-te, a ti e a mim: Eu quero que existas, tu és precioso aos meus olhos. E, através da história contada na Bíblia, Deus mostra o seu sim ao continuar a oferecer ao seu povo a vida em plenitude, apesar das infidelidades.

Mas será que, um dia, Deus ficará cansado das nossas recusas?
Chegará o seu sim a um limite?
Não, diz S. Paulo, porque ao enviar o seu Filho que deu a sua vida por nós, Deus mostrou que o seu sim é um sim até ao fim. Quando se dá a vida por alguém, dá-se tudo, de uma vez por todas (ver João 15,13).

Este sim definitivo, sem condições, que Deus diz em Cristo, torna possível o nosso sim de resposta. É por isso que S. Paulo continua: Graças a Cristo podemos dizer o nosso «amém», isto é, o nosso sim a Deus para a sua glória.

E dizemos sim a Deus ao dizermos sim aos homens, aos nossos irmãos e irmãs, ao afirmar a sua existência pelas nossas palavras e pelos nossos atos.

Quando descobrimos o sim de Deus em nós, deixamos as nossas ilusões para entrar na realidade da vida. Encontramos uma base que permite aceitar o que somos e o que não somos.
As vezes nós sofremos mais a morte de uma ilusão, do que a perda de uma realidade.

Além disso, tornamo-nos mulheres e homens que podem amar os outros com perseverança.
Saberemos olhar para além dos limites deles e depositar a nossa confiança no sim de Deus neles. Poderemos concretizar esse extremo do amor que se chama perdão.

Viver no mundo contemporâneo dá por vezes a impressão de que andamos sobre areias movediças.

Antes de mais, precisamos de mulheres e de homens que indiquem a terra firme, ao darem testemunho de um sim que não é «sim e não».

Se vivermos deste sim que Deus nos diz em Cristo, poder-nos-emos tornar essas pessoas.
Juntos, podemos transformar o nosso planeta num lugar onde todos se sintam em casa.

De que pertenças é feita a minha vida quotidiana?

Quais foram escolhidas por mim?
Quais me distinguem e me separam dos outros e quais me fazem descobrir que estou ligado aos outros?

Será que acredito que Deus me escolheu?
Quando é que me sinto levado pelo «sim» que ele me dirige?
Como posso testemunhá-lo aos outros?
O que me ajuda a descobrir o sim sem condições de Deus para comigo?
De que modos diversos poderemos comunicar aos outros o sim sem condições de Deus?

Pe. Emílio Carlos +

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A palavra de Deus não está algemada


Quando colocamos nossa vida em disposição para o Senhor devemos lembrar sempre que estamos a serviço da Palavra e promotores desta com a nossa vida,onde encarnamos o Evangelho em uma vida em que a prática fala mais alto que as próprias palavras.

Verdade digna de ser lembrada, diz Paulo: numa base está a ressurreição de Jesus, a palavra, mas nova, a força mais renovadora que entrou no mundo. É um fato que nos interessa pessoalmente: Cristo ressuscitou para nos salvar.

Nossos infalíveis sofrimentos e provações foram enxertados em sua morte para sê-lo em sua ressurreição (versículo 11; Rm 6, 4s). A vida cristã prende-se há três tempos: a morte já realizada no batismo, os sofrimentos atuais, o reino futuro (versículo 11-12); sentido dos verbos gregos).

O que os liga é nossa “esperança”, que é certeza de espera ativa.

Viver como cristãos é reviver a existência pascal de Cristo: o presente une e domina o passado e o futuro, e daí tirá energias para a plena realização.
Fora os vãos temores, fora as vãs questões que desgastam a fé e a esperança.(II Tm 2, 8-15)

O nosso seguimento de Jesus deve ultrapassar o que é natural. Devemos nos entregar a atitudes místicas.

O homem místico é aquele que sobrepõe o natural, que vive uma intimidade profunda com o Senhor.


A Igreja precisa de corações místicos, corações adoradores e profundamente unidos ao Senhor Jesus Cristo, principalmente, o viver diário depois da celebração da Santa Missa.

Quando falo que a Igreja precisa de corações místicos, também afirmo com isso que não podemos ser católicos que apenas amam a Jesus por aquilo que Ele nos dá.

Precisamos ser não apenas profetas, mas as profecias vivas e autênticas do reino de Deus.

Deus não resolve todas as coisas, mas nos salva em todas as circunstâncias, porque é preciso plasmar em nós o homem e a mulher madura, que vai vivendo a experiência de filho, a experiência da responsabilidade.

A experiência da Fé madura.


Quando Deus nos dá a oportunidade de sermos cristãos, Ele te dá o mistério de nascer de novo, de deixar o orgulho, o medo, para tomar posse da promessa que Ele fez. Quem nos confirma a nós é Cristo, Ele nos marcou com o selo e nos deu o seu penhor o Espírito.(II Cor. 5,5)


O mundo perdeu a visão de Deus, por isso tem uma visão humana tão desfalecida.
Não basta profetizar, é preciso ser uma profecia, é preciso ser ciência de Deus, e é preciso trazer Cristo. Não basta o esforço, não basta o esforço para um prêmio - seja aqui ou na eternidade - ou saber de cor as regras de vida e mesmo o evangelho.

Mais vale ser-se cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser.(Gal 2,19-21)

Com minha benção
Pe. Emílio Carlos+