Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sexta-feira, 28 de outubro de 2011



Jesus foi à montanha para orar

28 de Outubro: São Simão e São Judas, apóstolos

Evangelho (Lc 6,12-19):

Naqueles dias, Jesus foi à montanha para orar. Passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou o traidor.

Jesus desceu com eles da montanha e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, e do litoral de Tiro e Sidônia. Vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Também os atormentados por espíritos impuros eram curados. A multidão toda tentava tocar nele, porque dele saía uma força que curava a todos

Reflexão:

Jesus foi à montanha para orar

Hoje contemplamos um dia inteiro da vida de Jesus. Uma vida que tem duas vertentes claras: a oração e a ação. Se a vida do cristão há de imitar a vida de Jesus, não podemos prescindir de ambas as dimensões. Todos os cristãos, inclusive aqueles que têm se consagrado à vida contemplativa, temos de dedicar uns momentos à oração e outros à ação, ainda que varie o tempo que dediquemos a cada uma. Até os monges e as freiras de clausura dedicam bastante tempo de sua jornada a um trabalho. Em contrapartida, os que somos mais seculares, se desejamos imitar Jesus, não deveríamos nos mover numa ação desenfreada sem ungi-la com a oração. Ensina-nos São Jerónimo: «Embora o Apóstolo mandou-nos que orássemos sempre, (...) convém que destinemos umas horas determinadas a esse exercício».

É que Jesus precisava de longos momentos de oração em solitário quando todos dormiam? Os teólogos estudiam qual era a psicologia de Jesus homem: até que ponto tinha acesso direto à divindade e até que ponto era «homem semelhante em tudo a nós, menos no pecado» (He 4,5). Na medida que o consideremos mais cercano, sua prática de oração será um exemplo evidente para nós.

Assegurada já a oração, só nos fica imitá-lo na ação. No fragmento de hoje, vemo-lo organizando a Igreja, quer dizer, escolhendo os que serão os futuros evangelizadores, chamados a continuar sua misão no mundo. «Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos» (Lc 6,13). Depois encontramo-lo curando todo tipo de doença. «A multidão toda tentava tocar nele porque dele saía uma força que curava a todos» (Lc 6,19), diz-nos o evangelista. Para que nossa identificação com Ele seja total, unicamente nos falta que também saia de nós uma força que cure a todos, o que só será possível se estamos inseridos Nele, para que demos muitos frutos (cf. Jn 15,4)

Albert TAULÉ i Viñas (Barcelona, Espanha)
A


Reforçados pela palavra de Deus

S. Lucas 6,12-19.

Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus.

Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos:

Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.

Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava.

Reflexão:

A sucessão apostólica

Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo, para nós, a Boa Nova; Jesus, o Cristo, foi enviado por Deus. O Cristo vem pois de Deus, os apóstolos de Cristo. Estas duas missões procedem ordenadamente da vontade de Deus. Providos de instruções, cheios de segurança pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, reforçados pela palavra de Deus, eles partiram, com a garantia do Espírito Santo, a anunciar que o Reino de Deus estava próximo. Pregavam nos campos e nas cidades, onde estabeleceram as suas primícias, a quem nomearam, com a ajuda do Espírito Santo, bispos e diáconos dos futuros fiéis. [...] É de admirar que os homens que Deus investiu de uma tal missão em Cristo tenham, por sua vez, estabelecido os ministros que acabo de invocar? [...] Os nossos apóstolos também souberam por nosso Senhor Jesus Cristo que haveria litígios quanto às funções do bispo. Foi essa a razão pela qual, na sua correta previsão, estabeleceram os ministros acima citados e instituíram que, após a sua morte, outros homens, devidamente provados, lhes sucedessem.

São Clemente de Roma, papa de 90 a 100 aproximadamente

Carta aos Coríntios, 42-44

A

Nosso maior inimigo não esta fora de nós está dentro de nós e somos nós mesmos.

Às vezes é assim que nos sentimos diante de alguma situação que aparece em nossa vida.

Nos sentimos pequenos, indefesos, achando que não vamos dar conta.

A situação talvez não seja tão grande, mas o medo, a insegurança, faz com que nos sintamos pequenos.

E passamos a enxergar a dificuldade em uma dimensão maior do que realmente é.

Isso é o que se pode tirar dessa foto acima.

Mas também eu posso olhar pra ela e me ver como o cão pequeno, que enfrento tudo o que possa vir.

Primeiro, é preciso se humilhar e decidir que, para superar o medo, eu preciso da ajuda de Deus. "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte". (I Pedro 5,6)

Segundo, é preciso a decisão de entregar todas as nossas ansiedades, todas as nossas preocupações, todos os nossos problemas, de uma vez por todas, a Cristo e confiar nEle para nos ensinar o que precisamos saber para tornar esse medo em fé. I Pedro 5,7 diz: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós".

Terceiro, superar o medo quando decidirmos enfrentar o inimigo, declarando que ele é um mentiroso e escolhendo acreditar em Deus, aceitando tudo que Ele diz como verdade. I Pedro 5,8-9 diz: "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo".

Quando nos erguermos, Deus se erguerá conosco. Quando nos firmarmos na Palavra de Deus, e determinado através de Jesus Cristo seremos mais que vencedores.

Durante os anos, tenho continuado a me estabelecer mais e mais, e a ser mais firme e fortificado. Tenho determinado que vou seguir a Cristo e ser tudo aquilo que Ele me criou para ser.

Gostaria de encorajá-lo a estudar a verdade de Deus, desafie todo pensamento baseado em medo e descubra o que é verdade e o que é mentira. Gostaria de encorajá-lo a fazer da Bíblia seu padrão de fé e confiar em Deus para separar a verdade das mentiras. Tudo de que você precisa para superar o medo está disponível através de Jesus Cristo e pode ser encontrado por aqueles que O procuram, os que aprendem a ter o mesmo caráter que Cristo e os que meditam em Sua Palavra podem ter, ousadia de enfrentar-se.

Nosso maior inimigo não esta fora de nós está dentro de nós e somos nós mesmos.

Enfrentemos os nossos “Golias” ainda que nos sintamos pequenos “Davis”.

Deus o abençõe seja um vencedor em Jesus!

Pe.Emílio Carlos+

A

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ele destruiu o muro...



Foto de parte do Muro de Berlim em 1986

De dois povos fez um só e destruiu o muro de separação (Cf. Ef 2,14)

A Palestina, no tempo de Jesus, era um pequeno território sob domínio do império romano (desde 63 a.C.) e onde fervilhavam muitas religiões e cultos pagãos. Judeus (monoteístas) e pagãos (politeístas) guerreavam-se mas Cristo veio unir estes dois povos, formando um só, o Povo de Deus. Assim no-lo diz São Paulo, na carta aos Efésios: Cristo "anulou a lei, que contém os mandamentos em forma de prescrições, para, a partir do judeu e do pagão, criar em si próprio um só homem novo, fazendo a paz, e para os reconciliar com Deus, num só Corpo, por meio da cruz, matando assim a inimizade" (Ef 2,15-16).

Na verdade, Cristo não veio para revogar a lei, mas para a levar à perfeição (Cf. Mt 5,17), isto é, para, antes de mais, lhe devolver a simplicidade original porque muitos grupos religiosos, sobretudo os fariseus e os doutores da Lei, teimavam em carregar os homens com prescrições legais, fardos demasiado pesados que eles próprios não carregavam. Por isso lhes disse Jesus: "ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho e desprezais o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade!" (Mt 23,23).

Mas não só os fariseus e os doutores da Lei mas também outros grupos religiosos de então como os saduceus, os samaritanos e os zelotas impunham aos seus fiéis um conjunto de preceitos que, naturalmente, teriam como objectivo ajudá-los a reconhecer a sua natureza frágil e o seu pecado perante Deus e a purificar-se mas que, pelo contrário, eram, muitas vezes, meramente rituais e cultuais, prestando pouco importância ao espírito com que eram vividos; por isso diz o Senhor: "este povo aproxima-se de mim só com palavras e honra-me só com os lábios, pois o seu coração está longe de mim e o culto que me presta é apenas preceito humano e rotineiro" (Is 29,13).

E também por isso é que João Batista, "cheio do Espírito Santo já desde o ventre da sua mãe" (Lc 1, 15b) os convidava a produzir frutos de sincero arrependimento (Cf. Lc 3,8), como diz o salmo: "sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido" (Sl 51,19a). Também Jesus, logo no início da sua vida pública, em Cafarnaúm, começou a pregar a CONVERSÃO (Cf. Mt 4,17) para logo de seguida, como nota o evangelista Mateus, subir a um monte e proclamar a nova Lei do Reino onde OS PACIFICADORES SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS (Cf. Mt 5,9).
Assim, a conversão surge como um primeiro passo necessário para a construção da paz porque favorece RELAÇÕES MAIS PROFUNDAS, TRANSPARENTES E VERDADEIRAS, ao contrário das relações entre muitos dos povos que habitavam aquela estreita faixa de terra entre o Jordão e o Mediterrâneo, onde imperava a atenção ao culto e à lei, e que se afastavam uns dos outros chamando-se mutuamente de impuros (a este respeito pode ler-se todo o capítulo 23 de São Mateus). Criavam-se, assim, divisões e muros praticamente intransponíveis: os judeus deviam abster-se de todo o contacto com os samaritanos (Cf. Jo 4,9), aqueles que não jejuavam eram criticados (Cf. Lc 5,33-35), bem como aqueles que não lavavam as mãos antes de comer (Cf. Mc 7,1-4), não era permitido colher espigas (Cf. Mc 2,23-28) ou curar (Cf. Mc 3,1-6) ao sábado, etc. No tempo de Jesus, só as ‘sentenças' dos rabinos contavam-se por 613 regras, sendo que a grande maioria se referiam ao puro e ao impuro.

Ao longo de toda a sua vida pública, Jesus, aparecerá como um destruidor desses muros
, não ao jeito recente de alguns países que, em nome da luta anti-terrorista, provocam e levam a cabo terríveis guerras com todas as consequências que daí advêm, mas com uma pedagogia única que Ele se propõe ensinar: "aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11,29-30). Jesus foi ungido para anunciar a Boa-Nova aos pobres, dar a vista aos cegos e proclamar a liberdade aos oprimidos (Cf. Lc 4,18), por isso, ao contrário dos fariseus e dos doutores da Lei, Ele acolhe e come com cobradores de impostos e pecadores (Cf. Lc 15,1-2), permite que as prostitutas se aproximem dele (Cf. Lc 7,37-38), perdoa aos pecadores arrependidos (Cf. Lc 7,36-50), cura os estrangeiros (Cf. Lc 17,11-19), dá uma grande importância à mulher num tempo em que ela era religiosa e socialmente discriminada (Cf. Lc 8,1-3; 10,38-42), convida todos a amarem os inimigos (Cf. Mt 5,43-48), tem um olhar bondoso e misericordioso para com todos, mesmo com aqueles que o negam (Cf. Lc 22,56-62) e oferece a vida eterna a uma samaritana (Cf. Jo 4,14). Vejamos alguns exemplos:
JESUS ESCOLHE MULHERES COMO SUAS DISCÍPULAS: "Em seguida, Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios; Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens" (Lc 8,1-3).

ENTRA EM CASA DE UM CHEFE DE COBRADORES DE IMPOSTOS
e consegue a sua conversão: Jesus disse a Zaqueu: "‘Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.' Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: ‘Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.' Jesus disse-lhe: ‘Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido'" (Lc 19,5b-10).

PERMITE QUE UMA PROSTITUTA LHE LAVE E BEIJE OS PÉS:
"(...) certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. (...) E Jesus disse à mulher: ‘A tua fé te salvou. Vai em paz'" (Lc 7,37-38.50).

PERDOA A UMA MULHER ADÚLTERA
em vez de a apedrejar como era normal naquela época: "(...) os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada em adultério, colocaram-na no meio e disseram-lhe: ‘Mestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou-nos matar à pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?' Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se para o chão, pôs-se a escrever com o dedo na terra. Como insistissem em interrogá-lo, ergueu-se e disse-lhes: ‘Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!' E, inclinando-se novamente para o chão, continuou a escrever na terra. Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher que estava no meio deles. Então, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: ‘Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?' Ela respondeu: ‘Ninguém, Senhor.' Disse-lhe Jesus: ‘Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar'" (Jo 8, 3-11).

A conversão e a ADEQUAÇÃO DO NOSSO AGIR AO DE JESUS faz de nós, necessariamente, CONSTRUTORES DE PAZ e destruidores de muros.
E hoje continuam a ser muitos os muros a dividir os homens e os povos: o muro que separa os países ricos dos países pobres, o muro que esconde a violência doméstica e o trabalho infantil, o muro que impede o acesso de todos à educação, à saúde e a um emprego com dignidade, o muro que, nalguns países, proibe a liberdade religiosa e o acesso das mulheres a cargos políticos, o muro que impede o acesso dos portadores de deficiência a uma vida com dignidade, etc.
Temos ainda os muros de betão armado que rapidamente se constroem mas dificilmente se derrubam: ainda estará na memória de todos o muro que, depois da II Guerra Mundial, durante muitos anos, separou a República Democrática Alemã da República Federal Alemã, bem como muitos milhares de famílias. Também os frequentes muros erguidos na faixa de Gaza parecem perpetuar um conflito e condenar os sonhos de paz de milhares de pessoas. E, ainda não refeitos de tantos muros, uma lei aprovada em 2006 nos Estados Unidos da América determinou o reforço de um muro de 1.226 quilómetros na fronteira com o México. Mas ele será, muito provavelmente, insuficiente para resolver o problema da imigração ilegal e levará muitos mexicanos, que não desistirão de procurar uma nova oportunidade de vida, a arriscar-se ainda mais para entrar em território americano, por exemplo, através do deserto do Arizona. Pode parecer estranho como é que uma sociedade que nasceu com a imigração não é capaz de criar políticas migratórias eficazes, mas, na verdade, isto acontece porque no mundo HÁ FALTA DE HOMENS COM A PEDAGOGIA E O AMOR DE JESUS.

Duas pessoas não se podem abraçar quando estão separadas por um muro
, por isso, é necessário que mais pessoas aprendam de Jesus manso e humilde e, convertidas, procurem, como Francisco de Assis e tantos outros, ser instrumentos de ‘PAZ E BEM'.
O trabalho de alguns destes homens e mulheres em prol da paz e do respeito pelos direitos humanos, é anualmente reconhecido pela comunidade internacional através da atribuição do prémio NOBEL DA PAZ. O Nobel da Paz é um legado do sueco Alfred Nobel. De acordo com a sua vontade, o prémio deveria distinguir "a pessoa que tivesse feito a maior ou melhor acção pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz".
Assim, por exemplo, em 1979, Madre Teresa de Calcutá, ganhou o Nobel pela luta contra a pobreza na Índia; em 1990 foi a vez de Mikhail Gorbachev (antiga URSS), pela sua contribuição para o fim da Guerra-fria; em 2004 a laureada foi Wangari Maathai, ambientalista e activista dos direitos humanos queniana; e em 2006 foi a vez de Muhammad Yunus (Bangladesh) e do seu banco de microcrédito, Banco Grameen, por ajudar milhares de famílias nos países mais pobres a conseguirem financiamento para montarem o seu próprio negócio.
Em 1996, foi a vez de dois timorenses, Dom Carlos Filipe Ximenes Belo, bispo católico, e José Ramos-Horta, pelo seu contínuo esforço para terminar com a opressão vigente em Timor-Leste, esperando que "o prémio despolete o encontro de uma solução diplomática para o conflito em Timor-Leste com base no direito dos povos à autodeterminação."
Talvez nunca nenhum de nós chegue a ganhar o Nobel da Paz mas também não corremos atrás de uma coroa corruptível (Cf. 2Tm 9,25) porque a nossa herança é incorruptível e imaculada, e está reservada no Céu para nós (Cf. 1Pe 1,4). Talvez nunca nenhum de nós chegue a ganhar o Nobel da Paz mas ninguém nos liberta da obrigação, como baptizados, de nos tornarmos destruidores de muros e de tudo quanto afasta e divide os irmãos. Talvez nunca nenhum de nós chegue a ganhar o Nobel da Paz mas Jesus deixou-nos a promessa de, também nós, com ou sem prémio Nobel, nos chamarmos FILHOS DE DEUS, se nos tornássemos pacificadores (Cf. Mt 5,9). Temos uma grande oportunidade para o fazer, tornando-nos instrumentos de paz onde quer que estejamos e seja qual for a nossa condição...

Hermano Filipe

A



O PERDÃO FALA DE MISERICÓRDIA, MAS NÃO DEVERÁ SER CONFUNDIDO COM A TOLERÂNCIA E PERMISSÃO DO PECADO

Mateus 18,15-17



Perdão Não É. . . tolerância e permissão do pecado


De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17,3; Mateus 18,15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniqüidade.

A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12,17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um jogar no rosto para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdôo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.

O perdão não é a remoção das conseqüências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as conseqüências eternas do pecado!


Com minha benção.
Pe. Emílio Carlos +

A



Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas não quiseste!
Quinta-feira da 30ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Lc 13,31-35):

Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: Sai daqui, porque Herodes quer te matar. Ele disse: Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia chegarei ao termo. Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, pois não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas não quiseste! Vede, vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não mais me vereis, até que chegue o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Reflexão:

Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas não quiseste!

Hoje podemos admirar a firmeza de Jesus no cumprimento da missão encomendada pelo Pai do céu. Ele não se deteve por nada: Eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã (Lc 13,32). Com esta atitude, o Senhor marcou a pauta de conduta que ao longo dos séculos seguiriam os mensageiros do Evangelho ante as persecuções: não dobrar-se ante o poder temporário. Santo Agostinho disse que, em tempo de persecuções, os pastores não devem abandonar os fiéis: nem os que sofrerão o martírio nem os que sobreviverão como o Bom Pastor, que quando vê que vem o lobo, não abandona o rebanho, senão que o defende. Mas visto o fervor com que todos os pastores da Igreja se dispunham a derramar o seu sangue, indica que o melhor será jogar a sorte quem dos clérigos se entregarão ao martírio e quais se porão a salvo para logo cuidarem dos sobreviventes.

Na nossa época, com freqüência, nos chegam notícias de persecuções religiosas, violências tribais ou revoltas étnicas em países do Terceiro Mundo. As embaixadas ocidentais aconselham aos seus concidadãos que abandonem a região e repatriem o seu pessoal. Os únicos que permanecem são os missioneiros e as organizações de voluntários, porque para eles pareceria uma traição abandonar os seus em momentos difíceis.

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas não quiseste! (Lc 13,34-35). Esse lamento do Senhor produz em nós, os cristãos do século XXI, uma tristeza especial, devido ao sangrento conflito entre judeus e palestinos. Para nós, essa região do Próximo Oriente é a Terra Santa, a terra de Jesus e de Maria. E o clamor pela paz em todos os países deve ser mais intenso e sentido pela paz em Israel e Palestina.

Rev. D. Àngel Eugeni PÉREZ i Sánchez (Barcelona, Espanha)

A



O PEDREIRO

Um velho pedreiro que construía casas há muito tempo,estava pronto para se aposentar.
Ele informou o chefe,do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua familia.
Ele ainda disse que sentiria falta do salário,mas realmente queria se aposentar.
A empresa não seria afetada pela saída dele.Mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo,então ele pediu ao pedreiro para trabalhar em um último projeto,como um favor.
O pedreiro não gostou,mas acabou concordando.Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia.
Assim o pedreiro prosseguiu fazendo o trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.
Quando o pedreiro acabou,o chefe veio fazer a inspeção da casa construída.Depois de inspecioná-la,deu a chave da casa ao pedreiro e disse: " Esta é a sua casa.Ela é o meu presente para você. "
O pedreiro ficou muito surpreendido.
Que pena!
Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa,teria feito tudo diferente.
O mesmo acontece conosco.Nós construímos nossa vida,um dia de cada vez,e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção.
Depois,com surpresa,nós descobrimos que precisamos viver na casa que nós construimos.
Se pudéssemos fazer tudo de novo,faríamos tudo diferente.Mas agora não podemos voltar atrás.
Você é o pedreiro.
Todo dia martela pregos,ajusta tábuas e constrói paredes.
Alguém já te disse: " A vida é um projeto que você mesmo constrói."
Tuas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que você vai morar amanhã.
Portanto construa com sabedoria.

A