Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

terça-feira, 29 de novembro de 2011



É essa pronúncia que nos torna filhos de Deus.

O Pai pronunciou o seu Verbo que se fez carne para que nós carne nos tornemos Verbo de Deus!

São João da Cruz diz que: " Deus em toda a sua vida pronunciou uma única palavra, e essa palavra é seu Verbo, gerado no silêncio, e apenas no silêncio haveria de ser escutada”.

Vejam bem, meus caros: a Palavra é concebida no silêncio, lá onde somos nós mesmos, lá onde o presente delineia o futuro, lá onde o horizonte se abre e nos enche de esperança para que a vida aconteça valendo à pena.

É preciso que encontremos a Palavra ali, no interior de nossa vida, nas suas reclamações, no interior de nós mesmos, no meio dos demônios, que se alimentam do nosso nada.

Lá, ele diz: “Que tens a ver conosco, Filho de Deus?” Da mesma forma, que a pronúncia da Palavra de Deus cria o universo do nada, essa mesma pronúncia nos recria sempre a partir de nosso nada!

Para tanto, é preciso que Jesus, homem sem pecado (seria absurdo porque gerado dentro da própria natureza divina; Ele é, pois, o alvo!) entre em nossa vida, visite-a, como visitou aquela região inóspita.

Afinal, que tem Ele a ver conosco? Que tem Ele a ver com nossas sepulturas, por meio das quais continuamos a andar, em lugares onde ninguém pode chegar perto, sob pena de haver uma violência? Que tem ele a ver com nossos demônios e nosso inferno?

Diz São João Crisóstomo: “Jesus Cristo entrou no abismo conquistando os infernos. Naquele dia, ‘Ele despedaçou as portas de bronze, quebrou os ferrolhos de ferro’, como disse Isaías (Is 45,2)”. Esse é um trecho de sua homilia sobre a palavra “cemitério” e sobre a cruz.

São João Crisóstomo se refere à descida à Mansão dos Mortos. Essa descida se deu hoje, no coração do endemoninhado de Gerasa, em meu coração, e em teu coração. Hoje, ele quebrou trancas de ferro, arrombou portas de bronze.

Somos livres. E nossa liberdade consiste nisto: em escutá-lo, em transfigurarmo-nos conforme a moção do seu Espírito (Sopro, Voz) em nosso interior. Escutemo-lo, para não sermos mais joguetes dos demônios.

E rezemos com o salmista (Salmo 106):

– 10 Alguns jaziam em meio a trevas pavorosas, *prisioneiros da miséria e das correntes,
– 11 por se terem revoltado contra Deus *e desprezado os conselhos do Altíssimo.
– 12 Ele quebrou seus corações com o sofrimento; *eles tombaram e ninguém veio ajudá-los!
– 13 Mas gritaram ao Senhor na aflição *e Ele os libertou daquela angústia.
– 14 E os retirou daquelas trevas pavorosas, *despedaçou suas correntes, seus grilhões.
– 15 Agradeçam ao Senhor por seu amor *e por suas maravilhas entre os homens!
– 16 Porque ele arrombou portas de bronze *e quebrou trancas de ferro das prisões!
– 17 Uns deliravam no caminho do pecado, *sofrendo a conseqüência de seus crimes;
– 18 todo alimento era por eles rejeitado *e da morte junto às portas, se encontravam.
– 19 Mas gritaram ao Senhor na aflição *e Ele os libertou daquela angústia.
– 20 Enviou sua palavra e os curou *e arrancou as suas vidas do sepulcro.
– 21 Agradeçam ao Senhor por seu amor *e por suas maravilhas entre os homens!
– 22 Ofereçam sacrifícios de louvor *e proclamem na alegria suas obras!
– Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo,*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

É essa pronúncia que nos torna filhos de Deus.
Pe.Emilio Carlos+
A

“De noite, mesmo de noite, iremos buscar a fonte”

.

“Só nossa sede nos guia. ”





Há alguns momentos na vida em que bate uma saudade danada de não sei o quê... Talvez já tenhamos todos passado por momentos assim. Uma sede que parece do tamanho do infinito nos invade e toma de assalto nossas almas de maneira a encher nossos corações de uma certa vacuidade.

E com essa saudade do infinito parece que várias outras saudades de coisas sensíveis, pessoas, situações vêm juntas. É quando parece acontecer de perceber o tamanho de nosso exílio e de nossa solidão. Mas esse abismo também pode fazer perceber várias e grandiosas dimensões de nossas almas ainda não percebidas, ao menos até aqui.

Nessa hora, nossas carências podem falar alto, deparamo-nos com nossas contradições interiores, com nossas relações quebradiças com o outro, conosco mesmos, com a vida, com o mundo, com Deus...

E no aparente vazio da existência, a tentação de fugir dele (ou daquilo que eventualmente o expõe) não é rara. E é muito comum se observar isso nas compensações tão comuns que trazemos nessas horas. Por exemplo, diversas compulsões como comer, beber, viajar, ter relações sexuais e comprar, que, em si, nada trazem de mal, muito pelo contrário, acabam sendo escapes de como tentar preencher esse vazio. Pode ser que essas coisas evitem de nos fazer chorar, de nos inquietar..., pelo menos por algum tempo.

Mas esse vazio é do tamanho do infinito. Os antigos hebreus perceberam isso muito bem quando chamaram o homem de “nefesh”. Essa palavra é traduzida como a alma humana pelos textos da Septuagenta, bíblia traduzida para o grego na diáspora dos judeus, mas surge de algo mais primitivo do que o conceito de alma: a garganta. A antiga visão hebraica percebia o homem como uma garganta escancarada para o alto, necessitada de alimento, de água, de saciedade. Uma garganta aberta para o infinito...

Diz o Salmo 62: “minha alma tem sede de ti, minha carne também te deseja, como terra sedenta e sem água”. E ainda, o 42: “assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente a minh’alma por ti, ó meu Deus!” É dessa sede que envolve o homem todo que estamos falando, uma sede que marca inclusive sua carne, ou seja, revela-lhe sua fragilidade, sua contingência. Que paradoxo: um desejo tão grande num ser tão frágil.

Nessa hora, lembro-me do canto de Taizé transcrito no início deste texto. “De noite, mesmo de noite...” Quem busca, fá-lo até quando escurece. Sim, porque é possível que não tenha sono, não sossegue, enquanto não encontrar o que busca. De noite... Lembram da esposa do Cântico dos Cânticos? É em meio à noite que ela sai em busca de seu amado. Levanta-se de seu leito e se dirige à cidade para o encontrar.

Parece-me importante olhar e contemplar com carinho esses momentos. Eles podem nos despertar de nossa letargia, tirar-nos daquela mediocridade que nos faz pensar que já chegamos ao cume da montanha. Entulhar essa garganta, esse recipiente seria uma tentativa de matar esse desejo, uma poluição da alma.

Nessa hora, o Senhor Jesus nos dirige uma palavra que nos orienta: “Vigiai!” A vigília é a atitude daquele que espera. Quando eu era mais jovem, minha mãe esperava até muito tarde quando não chegava logo em casa. Testemunho também que esperei nove meses pelo encontro dos corações meu e de minha esposa, antes de iniciar o namoro. Todas as mães esperam cerca de nove meses pelo filho que há de nascer. Só quem ama espera e deseja.

O conselho de que vigiemos vem, pois, como algo que quer despertar em nós o amor e, despertando-o, possa lançar alguma luz sobre o ponto de encontro desse amor. Se isso acontecer, é o próprio amor que dilata nossa alma e faz perceber algo mais daquele amor eterno que se manifesta desde toda a eternidade para dar sentido ao nosso sonho, nosso anelo.

Cristo também dirige uma palavra de relevante significado nesse contexto. “Se soubesses quem te diz ‘Dá-me de beber’, tu mesma pedirias de beber. (...) Em verdade, digo-te que, quem beber dessa água nunca mais terá sede”. Foi no encontro com a samaritana, próximo ao poço de Jacó. Mas o verdadeiro poço de Jacó é Cristo. Nele, encontramos a verdadeira água viva que jorra para a vida eterna.

“Nefesh” é uma palavra que também nos lembra “comer”. Quanto de nosso desejo não desperta ansiedade, vontade de devorar o mundo, uma impaciência danada... Às vezes, pode ser que nossas atitudes mais primitivas, mais animalescas surjam justamente aí. Pode ser que a morte de algum de nossos mais queridos proporcione o surgimento desses momentos. Pode ser que traumas de diversos matizes revelem essa dimensão desconhecida que parece contradizer nossos ideais, nossa formação moral, nossos conceitos e questione tudo o que somos ou que pensamos ser.

“Quem comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna”. A catequese do evangelista João no discurso do Pão da Vida (capítulo 6 de seu evangelho) é claramente uma catequese eucarística. É necessário comer e beber do corpo e sangue de Cristo para encontrar a Vida..., mas não é suficiente. A atitude de quem deglute o Cristo para a Vida é a daquele que quer viver com Ele, por Ele e Nele. É a atitude eucarística, ou seja, da ação de graças. É a atitude de quem comeu e bebeu com Ele, “na NOITE em que ia ser entregue”, quando ele “tomou o pão em suas mãos, DEU GRAÇAS e o partiu, e o deu a seus discípulos dizendo: tomai todos e comei. Isto é o meu corpo que será entregue por vós”. A ação de graças suprema de Cristo Jesus se dá imediatamente antes de sua Paixão, na noite, na treva de sua vida, quando até o Pai parecia tê-lo abandonado e sua morte já se fazia inevitável.

Deu graças, não obstante o vazio. De fato, aí estão “as lições que melhor educam”. Na noite, dar graças, buscá-lo, mas na quietude de quem sabe que será encontrado antes de encontrar, mesmo que todas as instâncias deste mundo digam o contrário...
Sim, Senhor, porque buscar-te não é simplesmente humano, é sobre-humano, é divino, e sem te guardarmos no coração, sem carregarmos em nós as marcas com as quais nos marcaste, como te encontraremos? Viajaremos o universo inteiro e nosso vazio continuará. Por isso, Senhor, tu que tens o universo em tuas mãos, dá-nos a mansidão e a quietude de espírito para te buscarmos na serenidade de Cristo Jesus, sem O Qual nada podemos fazer. Sim, haverá uma inquietude que nos move, que nos arranca da mediocridade e da alienação do mistério da Vida, mas seja ela orientada pelo vento do Espírito Santo, que conduza nossas almas para o verdadeiro valor que preenche nossas vidas. Assim, nossa sede, de fato, nos guia a buscar a fonte, onde podemos beber e saber que estaremos vivos para todo o sempre. Amém!

(J. Berthier, de Taizé)

A

De fato, nosso Deus não prometeu riquezas, nem sucesso, nem poder, nem um mundo a nossos pés. E, ao olharmos para Jesus, vemos um homem “pobre, humilde e crucificado”, como dizia São Francisco. De fato, “os pássaros têm os seus ninhos, e as raposas têm as suas tocas, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. O Filho do Homem é continuamente provado e marcado pela perseguição, entretanto em profunda paz, porque “vem do Pai e volta para ele”. Quanto às dificuldades e perseguições, inevitáveis para quem desperta, dom para aumentar a confiança, não são fáceis de agüentar, nem para mim que escrevo nem para vocês que lêem. Depois que o Gabriel morreu, encarar um Deus que não nos livra de dificuldades tem trazido um certo sentido a tudo. Não é fácil, repito, mas, aos poucos, vai nos libertando de certas ilusões.


O fato de sermos contingentes tem um papel fundamental na nossa vida: fazer anamnese de nossa humanidade. Primeiro, permitam-me lembrar da etimologia de humanidade. Há, no latim, um termo comum, humus, que lembra terra. Paulo, na Carta aos Filipenses, ao dizer que Cristo se humilhou, quer lembrar de muito mais do que uma depreciação moral; quer-nos lembrar de sua visita às profundezas de nossa terra. Húmus, que nos lembra terra, também nos lembra homo, o homo sapiens et demens, nossa espécie. Lembra-nos a humildade e a humilhação. Além disso, em hebraico, o nome dado ao homem foi Adão, ou Adhamar, o terroso, aquele que se fragiliza ao se expor às diversas intempéries, que se descaracteriza ao entrarem em tensão suas forças internas repulsivas, mas que pode ser moldado ao receber a água e o sopro.

A água nos lembra tempestades, maremotos, afogamentos. A água nos lembra a chuva, a bebida que mata nossa sede, o líquido de limpeza. A água é um dos quatro elementos alquímicos utilizados nas antigas tradições, de modo particular em rituais de iniciação. É assim que a água foi usada no nosso Batismo. Os discípulos tiveram medo das águas, quando, no Mar da Galiléia, estiveram sob a tempestade, sentindo-se ameaçados. Não era à toa. As antigas tradições mitológicas hebraicas associavam à água a presença de Leviatã, um monstro marinho. A tempestade do Mar da Galiléia quis ser uma interpelação à fé dos discípulos, a qual foi observada por Jesus naquela ocasião. Mas as águas também foram entendidas como símbolo das profundezas interiores, tenebrosas e assustadoras. Mergulhar nas águas, como na simbologia batismal nos lembra entrar nessas profundezas, harmonizando as polaridades e as dicotomias interiores. Dizia, ainda, um Padre do Deserto, que, “de nada vale o Batismo nas águas quando não se realiza o batismo das lágrimas”. As lágrimas são uma solução fisiológica, portanto predominantemente composta de água, e simbolizam a entrada em nossa interioridade, rumo a libertação da mesma. O Batismo na água aconteceu, no começo. E não somente na água, mas também no Espírito (pneuma = sopro). O Batismo das lágrimas se encerram no dia de nossa morte.

Diz o salmista: “levantaram as torrentes sua voz, levantaram as torrentes seu fragor; muito mais que o fragor das grandes águas, poderoso é o Senhor nos altos céus” (Sl 93). Maremotos que invadem nossa vida querem fazer despertar o nosso húmus, a nossa proveniência da terra, ou seja, nossa fragilidade, mas será o ponto de partida da descoberta e do encontro com O que habita o mais profundo de nós mesmos: mais poderoso do que as águas. Nesse momento, o homem começa a ser moldado e pode se encontrar com a sua identidade verdadeira.

Esse foi o caminho daquele que se reconheceu Filho do Homem. Mesmo sabendo que não havia para um filho de homem uma vida fácil e segura, amou ser homem como nós, amou ser terroso. A Quaresma quis ser para os cristãos, nesses quarenta dias que se encerram na tarde da próxima Quinta-feira Santa, (como o Ramadã para os muçulmanos, ou o Yom Kippur, para os judeus, bem como os períodos de penitência e sobriedade de outras tradições), um tempo de amar o terroso que somos, amar o terroso que o outro é, amar o terroso onde a Realidade Suprema quis habitar; um tempo de nos deixar atrair por esta Realidade, justamente de onde ela se encontra, no Filho do Homem, passando (Pesach = Páscoa) do homem de mentira para o homem de verdade, da máscara para o rosto, da dispersão para a unidade, do pecado para a graça, do egoísmo para a gratuidade, do mundo para Deus. As águas, como a cruz, já não mais serão uma grave ameaça, mas o caminho aberto para a realização de um interior frustrado com contínuas ilusões, para o encontro como os traumas da humanidade ferida, que tanto necessita de amor e realização, num mundo onde a tecnologia, a pressa, as aparências, o dinheiro e o poder falam tão alto, mas um coração, um centro de vida foi esquecido, dando margens ao surgimento de uma letargia, uma normose, o reino da mediocridade.

Um coração foi esquecido. Mas está aí nas águas, escondido no subsolo marinho de nosso Adão. Vamos ao encontro dele?

A


« Eu te louvo, Pai»
Terça-feira I do Advento

Evangelho (Lc 10,21-24): Naquele mesma hora, ele exultou no Espírito Santo e disse: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». E voltando-se para os discípulos em particular, disse-lhes: «Felizes os olhos que vêem o que vós estais vendo! Pois eu vos digo: muitos profetas e reis quiseram ver o que vós estais vendo, e não viram; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram».

Reflexão:

« Eu te louvo, Pai»

Hoje lemos um extrato do capítulo dez do Evangelho segundo São Lucas. O Senhor enviou a setenta e dois discípulos aos lugares onde Ele mesmo iria. E voltaram exultantes. Ouvindo contar suas proezas «Naquele mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse, Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra» (Lc 10,21).

A gratidão é uma das facetas da humildade. O arrogante considera que não deve nada a ninguém. Mas para estar agradecido, primeiro, devemos ser capazes de descobrir nossa insignificância. “Obrigado” é uma das primeiras palavras que ensinamos às crianças. «Naquela mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: "Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado». (Lc 10,21)

Bento XVI, ao falar sobre a atitude de adoração, afirma que ela pré-supõe um «reconhecimento da presença de Deus, Criador y Senhor do universo. É um reconhecimento pleno em gratidão, que brota desde o mais fundo do coração e abrange todo o ser, porque o homem só pode realizar-se plenamente a si mesmo adorando e amando a Deus acima de todas as coisas».

Uma alma sensível experimenta a necessidade de manifestar seu reconhecimento. É o mínimo que podemos fazer para responder aos favores divinos. «O que há de superior em ti? Que é que possuis que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se o não tivesses recebido?» (1Cor 4,7). Lógico que, nos faz falta «agradecer a Deus Pai, através do seu filho, no Espírito Santo; com a grande misericórdia com que nos tem amado, tem sentido compaixão por nós, e quando estávamos mortos por nossos pecados, nos fez reviver com Cristo para que sejamos Nele uma nova criação» (São Leão Magno).

Abbé Jean GOTTIGNY (Bruselas, Blgica)
A





«Escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos»
S. Lucas 10,21-24.

Naquele tempo, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.

Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho houver por bem revelar-lho.»

Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: «Felizes os olhos que vêem o que estais a ver.

Porque digo-vos muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não o ouviram!»




«Escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos»

Deus fez-nos nascer depois da vinda do Messias: quantas acções de graças não Lhe devemos! Uma vez operada a redenção por Jesus Cristo, quão maiores são os benefícios que recebemos! Abraão, os patriarcas e os profetas desejaram ardentemente ver o Redentor, mas não tiveram essa felicidade. Eles cansaram por assim dizer o céu com os seus suspiros e as suas súplicas: «Céus, destilai lá das alturas o orvalho, e as nuvens façam chover o Justo! [...] Enviai o Cordeiro soberano da terra» (Is 45,8; 16,1 Vulg). [...] «Ele reinará nos nossos corações e nos livrará da escravatura na qual vivemos miseravelmente. Senhor, faz-nos ver a Tua bondade, e concede-nos a salvação» (Sl 84,8). Quer dizer: «Apressa-Te, Deus misericordioso, a derramar sobre nós a Tua ternura, enviando-nos o objeto principal das Tuas promessas, Aquele que nos virá salvar.» Foram estes os suspiros, foram estas as súplicas ardentes dos santos, antes da vinda do Messias; contudo eles foram privados durante quatro mil anos da felicidade de O ver nascer.

Esta felicidade estava-nos reservada a nós. Mas que fazemos? Que proveito tiramos dela? Sabemos amar este amoroso Redentor agora que Ele veio, que nos libertou das mãos dos nossos inimigos, que nos resgatou da morte eterna ao preço da Sua vida [...], que nos abriu o paraíso, que nos muniu de tantos sacramentos e de tantas ajudas poderosas para que O amemos e sirvamos em paz durante esta vida e nos alegremos para sempre na outra? [...] Minha alma, estarás realmente cheia de ingratidão se não amares o teu Deus, este Deus que quis ser enfaixado para te livrar das cadeias do inferno, pobre para te comunicar as Suas riquezas, fraco para te tornar forte contra os teus inimigos, oprimido pelo sofrimento e pela tristeza para lavar os teus pecados com as Suas lágrimas.

Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787), bispo e doutor da Igreja
3º Discurso para a novena do Natal

A

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

VOCÊ JÁ ESCOLHEU DEUS COMO “O TUDO” NA SUA VIDA?

“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com inteligência e sabedoria” (Jr 3,15).

Deus promete que jamais seu povo será privado de pastores. Nem em todas as eventuais fraquezas deles, por sua humanidade, Deus deixou de cuidar de seu povo. E onde faltam ministros ordenados, Deus não deixa seu povo, Ele dá o seu jeito. João Paulo II dizia: “Cristo é cumprimento da promessa de Deus: "Eu sou o Bom Pastor”.

Nós, que somos ministros ordenados, somos apenas sacramentos do Cristo, que é o Bom Pastor. Quanto mais o sacerdote aprofunda seu conhecimento com Cristo, tanto mais ele se torna padre. O padre não tem consistência em si mesmo, ele é nada e, ao mesmo tempo, é tudo.
A Igreja e as pessoas chamadas aos ministérios recebem o convite de permanecer fiéis à graça recebida. Mas, muitas vezes, o chamado acontece e não é cuidado. Nós estamos diante do ministério do relacionamento de Deus com cada pessoa humana. Se você sentiu autenticamente o chamado do Pai, nunca permita que se apague esse chamado do amor de Deus. O profeta diz para não apagarmos a chama que ainda fumega.

Ninguém tem direito a uma espécie de “plano de carreira” na Igreja. Você foi chamado livremente por Jesus e Ele marca a vida das pessoas porque quer configurá-las a si mesmo. Algumas pessoas são levadas a criticar a expressão [que afirma que o cristão é:] “um outro Cristo”, mas somos chamados a agir na Pessoa do próprio Cristo.
Existe uma mudança radical que ocorre na pessoa quando ela é ordenada. Por isso, não inventem de dar tempo para si mesmos; o tempo do discernimento é agora. Se no tempo da sua ordenação, você não estiver seguro, tenha a coragem de adiar esta decisão, porque estará dando a sua boca e a sua vida para Jesus agir.

João Paulo II, quando veio ao Brasil, na homilia, disse: “Se um de vocês cair numa cama e não puder pregar, há algo que ninguém poderá tirar-lhe: a Eucaristia e a oração. Se continuar tendo isso, vocês continuarão sendo padres. É nesse dinamismo contínuo que acontece a sustentação do ministério sacerdotal. O núcleo do sacerdócio é o encontro com Jesus Cristo”.

O texto de número 15 do Documento de Aparecida é um convite que a Igreja quer fazer a todo ser humano, para que todos façam uma experiência pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo. O amor de Deus nos dá consciência do pecado e, diante dele, encontramos Alguém que é a “porta”: Jesus Cristo, Salvador. Diante de Cristo você vai experimentar o convite à salvação. Só que você sozinho não consegue viver essa fé, pois é Ele quem derrama sobre você os dons do Espírito Santo.

Você já conseguiu colocar em segundo plano qualquer outra coisa na sua vida? Pai, mãe, suas próprias idéias e temperamentos colocando Jesus em primeiro lugar? Essa pergunta é para nós. A escolha fundamental. Eu desejo que hoje, você reflita sobre essa escolha fundamental. Você já escolheu Deus como “o Tudo” na sua vida? Já conseguiu negar todo o resto para ser discípulo de Jesus Cristo? Somos chamados a seguir os passos de Jesus.


A

Dom Alberto Taveira.



AMAR VERDADEIRAMENTE É SER SAL E LUZ

Mat 5,13-16


Todo o nosso agir necessita um ponto de referência.

A convicção nos faz dar passos seguros, ou até mesmo dar um pulo no escuro.

Gosto muito da auto ajuda com imagens.

Por exemplo, se nos sentimos como em um mar revolto com problemas que se alternam dia após dia, necessitamos de uma âncora, de algo que nos dê serenidade e paz interior.

Nenhum de nós está isento de tais experiências. E, todavia, temos essa âncora, esse porto seguro, que é viver no amor.

O que significa estar na vontade de Deus.

Deus está em tudo, só nós que por motivos diversos não percebemos, acredito que aqueles que escancaram seus corações para Deus é como se ganhassem um brilho especial, uma luz que irradia para iluminar a vida de outras pessoas.

Estar em Deus então é perceber que o verdadeiro sentido da vida, o seu amor, amor maior mandamento, amor 1º Coríntios 13, não amor banalizado, que se confunde com mera paixão mundana.

Viver o verdadeiro amor é um desafio, e a prova disso é o sacrifício de Jesus por nós na cruz.

Você seria capaz de amar mesmo no desprezo?

Você é capaz de amar mesmo àqueles que querem crucifica-ló?

Por isso creio que amar seja um dom de Deus, um Dom que se aprende quando se conhece a Deus, quando se está mais próximo dele.

O problema de estar no mundo é que a todo instante esquecemos esse verdadeiro amor, o verdadeiro sentido. É aqui onde nossa vida se torna uma rotina de irritação e estres, temos responsabilidades, no entanto não sabemos lidar com nossas limitações.

De repente criamos inimigos, porque devemos ser melhores (parecer melhores) uma competição. É assim que vamos nos afastando do verdadeiro sentido, já nem sorrimos mais, pelo menos verdadeiramente.

Imensurável é o poder de um sorriso que vem da alegria de Deus. Amar verdadeiramente é ser sal e luz, é ser alegria.

Que a rotina não nos faça esquecer o verdadeiro o amor.

Ai então seremos Luz.

Um amor apaixonado impulsiona o coração humano a algo ou alguém, não põem limites de até onde ou o que se pode fazer, gera a coragem que se transforma em ousadia.

Foi assim, o amor que o Espírito Santo despertou no coração da samaritana no poço de Jacó (Jo 4ss). Como no coração de Jacó para com Raquel.

Até então, a samaritana vivia impulsionada pelo o que mundo lhe apresentava como forma de ser feliz, sem limites, ela se entregava, pois ansiava pela felicidade com a coragem e ousadia de que a busca desta, pode causar no coração humano, em particular no coração do jovem.

A ânsia por ser feliz foi o que impulsionou aquela mulher a ter tido tantos maridos em adultério.

É esta mesma ânsia que, ainda hoje, impulsiona o coração do jovem a viver uma sexualidade desregrada, sem limites e com a ousadia de ser fora do plano de Deus.

É claro que tudo isso tem conseqüências, assim como teve na vida da samaritana e infelizmente conseqüências que propiciam a infelicidade, falta de sentido na vida, banalização da pessoa humana e feridas afetivas, por ter se apegado a algo ou a alguém que não poderá corresponder-lhe, por não ser a pessoa e nem o momento certo para tal relacionamento.

Em outro extremo, sem se cansar, está a esperar pelo jovem, dia após dia, o amor apaixonado de Deus, que impulsionado pela ânsia de fazer o ser humano feliz, se entregou na cruz e tem se entregado com a mesma intensidade na Eucaristia, sem limites, com a coragem e ousadia de um coração que ama com eterno amor.

Quando aquela samaritana experimentou, por graça do Espírito Santo, esse amor, largou tudo e com a mesma intensidade de outrora, entregou-se a Jesus Cristo de tal forma, que a felicidade não era mais contida em seu ser, era testemunhada e dividida com as pessoas que encontrava pelo caminho da vida.

O Espírito Santo tem buscado de várias formas despertar no coração de cada jovem, esse amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo, porém, Ele não o pode fazer se não tiver permissão. O maior NÃO, ao Espírito Santo, tem sido o medo de largar as seguranças humanas, por isso, o grande brado do coração de Deus a você, é que sem medo, permita ser impulsionado a viver os planos de Deus na sua vida.


Pe. Emílio Carlos Manicni +
grãozinho de areia.

A