Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A ACEITAÇÃO DE SI MESMO

É preciso desejar ser santo e reconhecer que não há santidade sem aceitação de si mesmo. As duas atitudes não se opõem. Precisamos reconhecer nossos limites, mas nunca ter face a eles uma atitude resignada ou medíocre, ao contrário, convém ter um desejo de mudança que não seja uma rejeição de nós mesmos.

Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.
O livro “A volta do Filho Pródigo”, de Henri Nouwen, evidencia a urgente necessidade de um dia em nossa vida termos a experiência de reconhecer que a nossa verdade está estampada nos olhos de Deus: “Por muito tempo eu achei que era uma espécie de virtude ter baixa auto-estima. Fui tantas vezes prevenido contra o orgulho e a presunção que acabei achando que era bom me depreciar. Mas agora compreendo que o verdadeiro pecado é negar o amor primeiro de Deus por mim e ignorar a bondade original. Porque sem reivindicar esse primeiro amor e essa bondade original, perco contato com o meu verdadeiro eu e enveredo, entre pessoas e lugares errados, numa busca destrutiva pelo que só pode ser achado na casa de meu Pai" [1].

[1] Henri Nouwen

Márcia Fernanda Moreno dos Santos
A ESPERANÇA DEVE SER UMA CONSTANTE EM NOSSAS VIDAS

I Pedro 3,12-15

Há dias que temos a impressão de que chegamos no fim do caminho. Olhamos para frente e não vislumbramos mais saída. Não há uma luz no fim do túnel, e não há também nenhuma possibilidade de volta.

Parece que todos os nossos projetos, nossos objetivos, foram levados para bem distante, e estamos sem possibilidade de alcançá-los.

Parece mesmo que o outono da existência fez com que secassem as nossas esperanças e o vento forte do inverno varresse das nossas mãos todos os sonhos acalentados.

A morte vem e arrebata os afetos da nossa alma deixando-nos o coração dilacerado. Sentimo-nos perdidos. Não sabemos que rumo tomar. Ficamos atônitos. Sentimo-nos como uma árvore ressecada, sem folhas, sem brilho, sem motivo para viver. É a desesperança.

De repente, como acontece com a natureza, a primavera muda toda a paisagem. As árvores secas enchem-se de brotos verdes, e logo estão cobertas de folhas e flores. O tom acinzentado cede lugar às cores verdes de tonalidades mil. É a esperança.

Os entes caros, que nos antecederam na viagem de retorno à Pátria Espiritual, um dia estarão novamente junto aos nossos corações saudosos, num abraço de carinho e afeição.

Tudo em a natureza volta a sorrir. A relva verde fica bordada de flores de variados matizes, as borboletas bailam no ar, os pássaros brindam-nos com suas sinfonias harmoniosas. Tudo é vida.

Assim, quando a chama da esperança reacende em nosso íntimo, nossos sonhos desfeitos são substituídos por outros anseios. Nossos objetivos se modificam e o entusiasmo nos invade a alma.

Jesus, o Sublime Galileu, falou-nos da esperança no Sermão da Montanha, com o suave canto das bem-aventuranças.

Exemplificou-a nos Seus ditos e feitos. Enfim, toda Sua mensagem é de esperança.

Se formos visitados por qualquer dissabor e o desespero nos tomar de assalto, busquemos o nosso Amigo Maior, Jesus, através da oração.

Predispondo-nos pela prece, a ajuda chegará certamente, como suave bálsamo a penetrar nas fibras mais íntimas do nosso ser, dando-nos alento e tranqüilidade.

Se a desesperança acercar-se de nós, lembremos o Amigo Celeste a nos dizer: Meu fardo é leve, meu jugo é suave.

Se Seu jugo é suave, por que não O aceitamos?

Se Seu fardo é leve por que não O conduzimos?

Consideremos que o rigor do inverno pode ser o resultado da nossa falta de cuidado, submetendo-nos ao jugo da mentira, da ambição desmedida, do pessimismo,das queixas sem fim...

Ou talvez a desesperança resulte da nossa própria insensatez, carregando o pesado fardo dos prazeres inferiores, do orgulho, do egoísmo, da ganância, dos vícios de toda ordem, e de outros tantos fardos inúteis que nos sobrecarregam os ombros destroçando-nos as forças.

Dessa forma, em qualquer circunstância, deixemos que a esperança nos invada a alma, confiantes em Deus, que sempre nos dá oportunidades novas para refazermos caminhos, buscando a nossa redenção.

A esperança deve ser uma constante em nossas vidas.

Esperança de melhores dias;

Esperança de realizações superiores;

Esperança de paz.

Narra-se que um monge que vivia da mendicância, sem abrigo, recolheu-se numa gruta para o repouso noturno em bela paisagem banhada de luar.

Adormeceu, veio um bandido e lhe furtou a capa de que se utilizava como agasalho.

O frio da madrugada despertou-o e, dando-se conta do infortúnio, porém fascinado pela claridade da lua, aproximou-se da entrada da gruta e, emocionando-se com o que viu, exclamou:

Que bom que o ladrão não me furtou a lua!

E sorrindo, pôs-se a meditar.

Desesperar, nunca!

 
Pe. Emílio Carlos Mancini. +
 Relacionar-se segundo o modelo da Trindade.


É natural que aconteçam desavenças entre nós, discórdias acirradas ou desilusões provocadas pelos nossos limites e falhas.
O que não é natural é que deixemos que essas coisas rompam o relacionamento.
É necessário uma grande dose de humildade para reconhecer os erros e pedir perdão. 

É preciso ter mais humildade ainda para perdoar de verdade, procurando ver a outra pessoa com olhos novos.
O nosso relacionamento deve chegar à unidade. 

O que significa relacionar-se segundo o modelo da Trindade. 

Ser amor inteiramente para o outro. Quando se torna recíproco na mesma intensidade, Deus vem habitar entre nós.
 
Se somos Um, acontecem fatos e fatos, mas o relacionamento não se rompe.
A Unidade é indestrutível e indivisível. Somos nós, que com a nossa fraqueza, não a alcançamos.
A Unidade é Deus e Ele quer estar conosco.
 «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»

 
S. Lucas 6,36-38.
 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»
«Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.
Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada convosco.»
 
Comentário  :
 
«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»
 
A meu ver, a misericórdia [de Deus] consiste no amor que opera com a doçura e a plenitude da graça, numa superabundante compaixão. Ela põe mãos à obra para nos defender e para que todas as coisas resultem em nosso bem. Desse modo, por amor, permite que em certa medida vacilemos; e quanto mais vacilamos, mais caímos, e quanto mais caímos, mais morremos. [...] Apesar disso, nunca se separa de nós o doce olhar da piedade e do amor, não cessa nunca a obra da misericórdia.
Vi qual é o bem próprio da misericórdia e o da graça: são dois aspectos de um único amor. A misericórdia é atributo da compaixão, proveniente duma ternura materna; a graça é atributo da glória, proveniente do majestoso poder do Senhor no mesmo amor. A misericórdia defende, ampara, vivifica e cura, e em tudo isso é ternura amorosa; a graça edifica e recompensa infinitamente mais do que o merece quer a nossa vontade, quer o nosso trabalho, e assim propaga e manifesta a generosidade que Deus, nosso Senhor soberano, nos prodigaliza na Sua maravilhosa afabilidade. Tudo isso provém da abundância do Seu amor, já que a graça transforma a nossa terrível fraqueza em abundante e infinita consolação, a nossa vergonhosa queda em sublime e glorioso reerguer-se, a nossa triste morte em santa e bem-aventurada vida.

Tudo isto vi, por certo: de cada vez que a nossa perversidade neste mundo nos conduz ao sofrimento, à vergonha e à aflição, no céu, ao contrário, a graça nos reconforta e nos conduz à glória e à felicidade; e com tal superabundância que, ao chegarmos ao céu e recebermos a recompensa que a graça aí preparou para nós, agradeceremos e bendiremos a Nosso Senhor, ao mesmo tempo que nos alegraremos por termos sofrido tais adversidades. E esse ditoso amor será de tal ordem, que conheceremos em Deus certas coisas que nunca teríamos conhecido se não tivéssemos passado por tais provações.

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do Amor Divino, cap. 48

domingo, 24 de fevereiro de 2013


«Moisés e Elias [...] 
falavam da Sua morte, que ia acontecer em Jerusalém»

Jesus subiu à montanha com os três discípulos que escolheu. 
Depois foi transfigurado por uma luz fulgurante e divina, a ponto de as Suas vestes parecerem brilhar como a luz. 

Seguidamente, Moisés e Elias envolveram Jesus, falaram entre eles da Sua partida, que haveria de acontecer em Jerusalém, quer dizer, do mistério da Sua encarnação e da Sua Paixão salvadora, que haveria de concretizar-se na cruz. 

Porque é verdade que a lei de Moisés e a pregação dos profetas tinham mostrado antecipadamente o mistério de Cristo. [...] Esta presença de Moisés e de Elias, e a conversa entre eles, tinha como objetivo mostrar que a Lei e os profetas formavam como que o cortejo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor que tinham profetizado. [...] Depois de terem aparecido não se calavam, falando da glória de que o Senhor ia ser cumulado em Jerusalém pela Sua Paixão e pela Sua cruz e, sobretudo, pela Sua ressurreição.

Talvez o bem-aventurado São Pedro, acreditando que tinha chegado o Reino de Deus, tenha desejado permanecer na montanha, porque disse que deviam fazer «três tendas». [...]. «Não sabia o que estava a dizer». 

Porque ainda não tinha chegado o fim do mundo e não será no tempo presente que os santos usufruirão da esperança que lhes foi prometida. É que São Paulo afirma: «Ele transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao Seu corpo glorioso» (Fil 3, 21).

Uma vez que o projeto da Salvação ainda não estava completo, estando apenas no seu começo, não era possível que Cristo, que tinha vindo ao mundo por amor, renunciasse a querer sofrer por ele. Porque Ele manteve a natureza humana para sofrer a morte na Sua carne, e para a destruir pela Sua ressurreição de entre os mortos.

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Homilias sobre a Transfiguração, 9; PG 77, 1011

sábado, 23 de fevereiro de 2013

2º Domingo da Quaresma C
 
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A fé é o que nos move na direção de Deus e nos leva a buscar uma vida de santidade e uma radicalidade pelo Reino. Na Sagrada Escritura encontramos duas pessoas que são os “pais” da fé – Abraão e Maria Santíssima. Abraão acreditou no que sentia em seu coração e se entregou livremente ao chamado de Deus e isso foi lhe posto pela fé: “Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça”. Ele foi justificado pela fé visto que a lei somente veio com Moisés seiscentos anos depois.
Isto pra nós é de suma importância, pois não conquistamos a salvação pelas obras e nem pela prática da caridade, mas exclusivamente pela fé. É a fé que nos leva a experiência com o ressuscitado e é pela intensidade desta experiência que mostramos, no testemunho, nossa adesão em quem colocamos nossa esperança. Assim Abraão nos dá o caminho de salvação: crer unicamente em Deus e seguir seus passos em sua aliança de amor. É a fé que nos leva a experiência com o ressuscitado e é pela intensidade desta experiência que mostramos, no testemunho, nossa adesão em quem colocamos nossa esperança. Assim Abraão nos dá o caminho de salvação: crer unicamente em Deus e seguir seus passos em sua aliança de amor. Infelizmente muitos batizados se comportam como nos diz Paulo: “há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago (busca do Prazer), a glória deles está no que é vergonhoso (busca do Poder) e só pensam nas coisas terrenas (busca do Possuir)”. “Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador,  o Senhor, Jesus Cristo”. Pois bem, temos dois tipos de pessoas neste mundo – os que vivem para o mundo e com isso são hedonistas, materialistas e buscam a glória neste mundo. Vivem os três “Ps” do pecado os quais eles são especialistas. Mesmo muitos batizados que ignoram sua condição de filhos de Deus e rejeitam a vida com Deus vivem mergulhados no pecado sem se importar com as coisas divinas. E temos outro tipo de pessoas que vivem neste mundo como viajantes, como passageiros que em sua longa jornada está passando por aqui, mas que seu destino é o Céu. Estes são os filhos de Deus que exercem o papel de filhos e que estão indo para a casa do Pai e tudo o que fazem, neste mundo, tem em vista proporcionar uma maior participação na glória em Deus. Estes sobem ao Tabor com Nosso Senhor e vêem sua Glória e testificam no Espírito a voz do Pai: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”. Somente quem é filho e segue os passos do Pai pode ouvir sua voz. Para isso devemos seguir os passos de Jesus, caminhar com Ele, ser seus discípulos, estar ligado n’Ele todos os momentos de nossa vida, para subir, pela prática da oração pessoal, com Ele ao Monte Tabor de nosso coração e poder passar pela experiência da transfiguração. Muitas vezes ficamos imaginando esta cena de Jesus com os três discípulos, não basta imaginar temos que ter a vontade de que isso aconteça em nossa vida. E isso pode acontecer, é só nos dedicarmos a oração e buscarmos com todas as forças, para vencer nossos obstáculos interiores, as experiências espirituais “aquilo que olhos jamais viram e os ouvidos jamais ouviram”.

Oremos ao Senhor que se compadeça de nós e nos leva ao monte Tabor com Ele.

Antonio ComDeus


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Espiritualidade 

IIº Domingo da Quaresma – Ano C 

 

Subir e descer do Tabor. Não armar tendas! 

 

"A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus". 
 
O segundo domingo da quaresma nos apresenta o tema da transfiguração. 
Jesus sobe ao monte para conversar com Deus, como também Abraão havia feito. Numa atitude orante, transfigura-se diante de Pedro, Tiago e João. Três movimentos marcam a experiência do Tabor.

Subir ao monte e encontrar-se com o Senhor Transfigurado. 
Nossa vida é marcada por experiências de plenitude, de integridade. Destacam-se, sobretudo, os momentos de oração, que nos fazem descansar no cume do monte, ganhar forças. É a vida de experiência com o Senhor que orienta a nossa vontade para a vontade do Pai. 
Também as situações que nos trazem felicidade são experiências de Tabor: estar com a família, conviver com os amigos, ouvir uma boa música, ler um bom livro... 
A vida nos oferece muitas experiências de encontro com Deus, de consolação, ou seja, momentos de ressurreição. 
A Transfiguração é também a antecipação da glória. Nós vivemos na esperança do que virá, sem ainda experimentarmos a plenitude do mundo futuro. 
Enquanto aguardamos, nós podemos visualizar os sinais que Deus nos concede. Não temos a plena visão, somente sinais. 
É preciso crer como Abraão que esperou a noite toda para ver o fogo devorador (1ª. Leitura). Vivemos da certeza de nossa pátria definitiva, como nos diz S. Paulo: “Mas a nossa pátria está nos Céus, donde esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo miserável, para torná-lo semelhante ao seu corpo glorioso, pelo poder que Ele tem de sujeitar a Si todo o universo.” (2ª. Leitura). 
Os apóstolos puderam entender a cruz, mesmo com muito custo, porque Jesus antecipou a sua vitória sobre a morte em sua transfiguração.

Armar as tendas, no desejo de ficar em cima do monte. A experiência foi tão extraordinária, que Pedro não quis descer do monte: “Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Jesus não alimentou o desejo do apóstolo, pois entendeu que seu pedido era sinal de resistência, de falta de comprometimento. Não é possível ficar no monte, contemplando a Transfiguração, sem a consciência de que é preciso descer do monte para assumir a vida. Pessoalmente, cada cristão deve refletir sobre a tentação da imobilidade e de resistência que sempre batem a nossa porta. É sempre mais fácil fugir do compromisso, não dar o passo, assistir o mundo repleto de injustiças, de atentados que impendem o acontecimento do Reino. Que imobilidades precisam ser vencidas?

Descer do monte. A ressurreição só seria possível depois da cruz, por isso era necessário descer da montanha e seguir caminho para Jerusalém. Por isso, Jesus cessou o momento do êxtase, da brancura reluzente de suas vestes e levou os seus discípulos da montanha para completar a sua missão. Nós, igualmente, ainda não completamos nossa missão, ainda não estamos no Tabor da eternidade. Por isso, precisamos nos alimentar de cada encontro e reencontro com o Senhor para que, fortalecidos, possamos levar a cabo a missão de abraçar as cruzes do dia a dia, da vitória gradativa e cotidiana sobre o pecado e de proporcionar tabores de transfiguração onde há lágrima e dor.
O papa Bento XVI em sua mensagem para a Quaresma desde ano diz: "A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus". 
Seja esta a experiência deste segundo Domingo Quaresmal.