Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Tirando Dúvidas

Como é que, no homem, a alma e o corpo formam uma unidade?

 
A pessoa humana é um ser ao mesmo tempo corpóreo e espiritual. 
O espírito e a matéria, no homem, formam uma única natureza. 
Esta unidade é tão profunda que, graças ao princípio espiritual que é a alma, o corpo, que é material, se torna um corpo humano e vivo e participa na dignidade de imagem de Deus. 

Fonte: Catecismo da Igreja Católica - Compêndio 69

CONSELHOS DO PADRE PIO PARA VIVER A SANTA MISSA.


Padre Pio
Padre Pio
. Uma carta do Padre Pio para Annita Rodote.

Pietrelcina, 25 de julho de 1915.

.

Amada filha de Jesus,
Que Jesus e nossa Mãe sempre sorriam em sua alma, obtendo disso, a partir de seu mais Santo Filho, todos os carismas celestiais!

Estou escrevendo para você por dois motivos: para responder mais algumas perguntas de sua última carta e para lhe desejar um feliz dia no mais doce Jesus, cheio de todas as mais especiais graças celestiais.

Oh! Se Jesus atender minhas orações por você ou, melhor ainda, se ao menos as minhas orações forem dignas de serem atendidas por Jesus!
No entanto, aumentá-las-ei cem vezes para vossa consolação e salvação, suplicando a Jesus atendê-las, não para mim, mas através do coração de sua bondade paternal e infinita misericórdia.
A fim de evitar irreverências e imperfeições na casa de Deus, na igreja – que o divino Mestre chama de casa de oração -, exorto-vos no Senhor a praticar o seguinte.

Entre na igreja em silêncio e com grande respeito, considerando-se indigno de aparecer diante da Majestade do Senhor.

Entre outras considerações piedosas, lembre-se que nossa alma é o templo de Deus e, como tal, devemos mantê-la pura e sem mácula diante de Deus e seus anjos.

Fiquemos envergonhados por termos dado acesso ao diabo e suas armadilhas muitas vezes (com a sua sedução para o mundo, a sua pompa, seu chamado para a carne);
Por não sermos capazes de manter nossos corações puros e os nossos corpos castos;
por termos permitido aos nossos inimigos insinuarem-se em nossos corações, profanando o templo de Deus que nos tornamos através do santo batismo.

Em seguida, pegue água benta e faça o sinal da cruz com cuidado e lentamente.

Assim que você estiver diante de Deus no Santíssimo Sacramento, faça uma genuflexão devotamente.

Depois de ter encontrado o seu lugar, ajoelhe-se e renda o tributo de sua presença e devoção a Jesus no Santíssimo Sacramento.

Confie todas as suas necessidades a Ele junto com as dos outros.

Fale com Ele com abandono filial, dê livre curso ao seu coração e dê-lhe total liberdade para trabalhar em você como ele achar melhor.

Ao assistir à Santa Missa e as funções sagradas, fique muito composta, quando em pé, ajoelhada e sentada, e realize todos os atos religiosos, com a maior devoção.
Seja modesta no seu olhar, não vire a cabeça aqui e ali para ver quem entra e sai.
Não ria, por respeito para com este santo lugar e também por respeito para aqueles que estão perto de você.
Tente não falar com ninguém, exceto quando a caridade ou a estrita necessidade pedirem isso.
Se você rezar com os outros, diga as palavras da oração nitidamente, observe as pausas e nunca se apresse.

Em suma, comporte-se de tal maneira que todos os presentes sejam edificados, bem como, através de você, sejam instados a glorificar e amar o Pai celestial.

Ao sair da igreja, você deve estar recolhida e calma.

Em primeiro lugar peça a permissão de Jesus no Santíssimo Sacramento;
Peça perdão pelas falhas cometidas em sua presença divina e não O deixe sem pedir e ter recebido a Sua bênção paterna.

Assim que estiver fora da igreja, seja como todo ser seguidor do Nazareno deveria ser.

Acima de tudo, seja extremamente modesta em tudo, pois esta é a virtude que, mais do que qualquer outra, revela os sentimentos do coração.

Nada representa um objeto mais fielmente ou claramente do que um espelho.
Da mesma forma, nada mais amplamente representa as más ou as boas qualidades de uma alma do que a maior ou menor regulação do exterior, como quando alguém parece mais ou menos modesta.
Você deve ser modesta em discurso, modesta no riso, modesta no seu porte, modesta ao caminhar.
Tudo isso deve ser praticado, não por vaidade, a fim de mostrar a si mesma, nem com hipocrisia a fim de aparecer boa aos olhos dos outros, mas sim, pela força interna da modéstia, que regulamenta o funcionamento exterior do corpo.

Portanto, seja humilde de coração, circunspecta nas palavras, prudente em suas resoluções.

Seja sempre econômica em sua fala, assídua na boa leitura, atenta em seu trabalho, modesta em sua conversa.

Não seja desagradável com ninguém, mas seja benevolente para com todos e respeitosa para com os mais velhos.
Que qualquer olhar sinistro fique longe de você, que nenhuma palavra ousada escape de seus lábios, que você nunca realize qualquer ação indecente ou de alguma forma gratuita; nunca especialmente uma ação gratuita ou um tom de voz petulante.
Em suma deixe que todo seu exterior seja uma imagem vívida da compostura de sua alma.
Sempre mantenha a modéstia do divino Mestre diante de seus olhos, como um exemplo;
Este Mestre que, segundo as palavras do Apóstolo aos Coríntios, colocou a modéstia de Jesus Cristo em pé de igualdade com a mansidão, que era a sua virtude particular e quase a sua característica:
“Agora eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e humildade de Cristo”, e de acordo com tal modelo perfeito reforme todas as suas operações externas, que devem ser reflexos fiéis revelando os afetos do seu interior.
Nunca se esqueça deste modelo divino, Annita.
Tente ver uma certa majestade adorável em sua presença, uma certa agradável autoridade no seu modo de falar, uma certa agradável dignidade no andar, no contemplar, no falar, ao conversar; uma certa doce serenidade do rosto.
Imagine aquela extremamente composta e doce expressão com a qual ele chamou a multidão, fazendo com que eles deixassem cidades e castelos, levando-os para as montanhas, as florestas, para a solidão e as praias desertas do mar, esquecendo totalmente da comida, da bebida e de seus deveres domésticos.
Assim, vamos tentar imitar, tanto quanto nos for possível, tais ações modestas e dignas.
E vamos fazer o nosso melhor para ser, tanto quanto possível, semelhantes a Ele na terra, a fim de que possamos ser mais perfeitos e mais semelhantes a Ele por toda a eternidade na Jerusalém celeste.
Termino aqui, como eu sou incapaz de continuar, recomendando que você nunca se esqueça de mim diante de Jesus, especialmente durante esses dias de extrema aflição para mim.
Espero que a mesma caridade da excelente Francesca para quem você vai ter a gentileza de dar, em meu nome, meus protestos de extremo interesse em vê-la crescer sempre mais no amor divino.
Espero que ela me faça a caridade de fazer uma novena de Comunhões pelas minhas intenções.
Não se preocupe se você é incapaz de responder à minha carta no momento. Eu sei de tudo então não se preocupe.
Eu me despeço de você no ósculo santo do Senhor. Eu sou sempre seu servo.

Frei Pio, capuchinho

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vai e vende tudo o que possuis

Janeiro

Mateus 19,16-26

Aproximou-se de Jesus um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos.» «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho,honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» Ao ouvir isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens. Jesus disse, então, aos discípulos: «Em verdade vos digo que dificilmente um rico entrará no Reino do Céu. Repito-vos: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu.» Ao ouvir isto, os discípulos ficaram estupefactos e disseram: «Então, quem pode salvar-se?» Fixando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus tudo é possível.»
(Mateus 19,16-26)
O jovem deste relato tem uma questão profunda que expressa um desejo muito forte de comunhão com Deus. Está em busca de uma vida plena de sentido. Como viver uma vida onde Deus esteja no centro de tudo? Poderíamos mesmo dizer que pergunta a Jesus: «O que quer verdadeiramente Deus de mim?» Fica a impressão de que o jovem está disposto a tudo!

De seguida, Jesus responde-lhe citando os últimos cinco dos dez mandamentos, que falam do amor pelo próximo colocado em prática. O jovem responde dizendo que respeitou sempre os mandamentos. E, no entanto, sabe que isso não é suficiente! Procura mais. Terá Jesus dado propositadamente uma resposta insatisfatória? É como se Jesus se quisesse certificar que o jovem compreende que não é a Lei que lhe permitirá uma relação pessoal e direta com Deus.

Então, o jovem insiste: O que me falta? O que devo fazer ainda? Jesus responde-lhe: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me». Estas são palavras bastante inesperadas da parte de Jesus e provocam uma espécie de choque no jovem.

A primeira resposta de Jesus não estava à altura da suas expectativas. Contudo, agora, a resposta vai mais longe do que ele espera, é demasiado radical! Segundo o Evangelho de Marcos, Jesus olhou-o e amou-o antes de pronunciar estas palavras. Jesus não o coloca à prova. Não lhe diz estas palavras para o irritar! Acima de tudo, Jesus vê o mais profundo do coração do jovem. Vê que a sua riqueza e as suas posses o tornam «escravo».

A sua riqueza impede-o de ser livre e – como dizemos na linguagem de hoje – de ser ele próprio.

Este homem estava disposto a fazer muito para obter esta vida em plenitude junto de Deus. Contudo, não imaginava que a verdadeira resposta residia sobretudo na renúncia. Um irmão da nossa Comunidade que vive há muito tempo no Bangladesh escreve: «Viver a nossa vocação de irmão não significa apenas de dizer «sim» a Cristo, mas, também, dizer «não» ao que nos impede de viver esta vocação».

O que me impede de ser livre para poder seguir Cristo? O que me impede de poder dar o melhor do meu coração a Deus, aos outros? Qual é o nosso desafio hoje? Talvez não tanto a grande riqueza, mas, por exemplo, a procura de uma vida confortável, a busca de uma certa facilidade. Não seremos chamados a compreender, como dizia o irmão Roger, que «nada de verdadeiramente belo se constrói na facilidade»?

Antes da passagem do jovem rico, encontramos o relato de acolhimento que Jesus dá às crianças. Apela ao acolhimento às crianças, pois o Reino dos Céus pertence aos que são como elas. Ser rico é poder organizar e conduzir a sua vida como se deseja. Tornar-se como uma criança significa estar aberto ao que a vida nos dá, ao que Deus nos oferece.

O jovem parte triste, pois possuía muitos bens. Contudo, talvez não seja este o fim da história. É bem possível que regresse mais tarde a Jesus, com alegria e simplicidade. Em vez de um fim, é, talvez, o começo de uma história, o começo de uma vida nos passos de Jesus.

- Como abrir espaço em mim ao desejo de viver plenamente a vida com Cristo?
- O que me impede de viver plenamente de Deus?
- Quais são os meus medos perante as escolhas que gostaria de fazer?
- «Viver como uma criança» como posso fazer isso?

Comprometidos com o Reino




Vamos iniciar nosso artigo de hoje com um texto do evangelho Lucas 9,57- 62:- “Quando Jesus e os discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus: –

 (1) Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar onde o senhor for.
Então Jesus disse: – As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas (1) o Filho do Homem não tem onde descansar.

Aí (2) ele disse para outro homem: – Venha comigo. Mas ele respondeu: – Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.
Jesus disse: – (2) Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de Deus.

Outro homem disse: – (3) Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu vá me despedir da minha família.

Jesus respondeu: – (3) Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus.

Essa passagem mostra o estilo de liderança de Jesus e o modo como ele tratava as pessoas que ele convidava ou que almejavam segui-lo.

Essa passagem apresenta três personagens:
1º.   O primeiro se oferece para seguir a Jesus;
2º.   O segundo é convidado por Jesus para segui-lo;
3º.   O terceiro também se oferece para seguir a Jesus, mas tem uma condição.

Jesus sempre requereu dos seus discípulos total comprometimento com a sua causa. Ele exigiu que eles fossem responsáveis e dispostos a qualquer sacrifício para cumprir a sua missão.

A pergunta básica a toda pessoa que deseja seguir a Jesus é: Você está disposto a se comprometer com a missão do Reino de Deus, sujeitando-se a autoridade divina de Jesus?
Ao analisar o quadro atual da igreja vimos varias formas de comprometimento, contudo, nem todas são saudáveis do ponto de vista bíblico pois muitos assumem compromissos mas não se comprometem de fato:

1º.Comprometimento através da emoção: São pessoas que sentem alegria em participar e ajudar o grupo, geralmente elas são tomadas pela alegria ao ver os resultados almejados alcançados. O problema surge quando não há a presença da emoção e as ações requerem uso da razão;

2º.Comprometimento através da premiação: Tais pessoas dependem de elogios constantes para estar firmados no propósito do grupo. Quando não recebem o reconhecimento público, aplausos, elogios ou premiação financeira pelos esforços empreendidos, elas desistem do compromisso;

3º.Comprometimento sociológico: Pessoas nessa condição sentem-se bem quando lideradas por alguém, elas estão sempre dispostas a contribuir, ajudar e fazer alguma coisa, desde que alguém as comande; mas que não exijam correções;

4º.Comprometimento com manuais e normas: Essas pessoas são excelentes quando o assunto requer o seguimento de regras, porém, são limitadas porque não aceitam inovações, quando isso ocorre geralmente se afastam e tendem a desistir do seu compromisso;

5º.Comprometimento total: As pessoas 100% comprometidas são movidas por um sentimento de auto responsabilidade pelo exercício de uma ação, elas se entregam sem hesitação e estão dispostas a sacrifícios para alcançar determinados objetivos. Os resultados alcançados servem de motores para novas ações.

A história que antecede essa passagem fala que Jesus estava indo para Jerusalém e procurou abrigo numa aldeia samaritana. Porém, os samaritanos não o receberam porque o seu aspecto era de alguém que ia para Jerusalém. Os discípulos de Jesus ficaram indignados e queriam destruir a cidade enviando fogo do céu (Lucas 9,55-56) – “Jesus, porém, voltando-se os repreendeu [e disse: Vós não sabeis de que espírito sois].
[Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.]  E seguiram para outra aldeia.”

EU ESTOU PRONTO PARA SEGUI-LO

Foi nesse momento que uma pessoa se aproximou de Jesus e se ofereceu para segui-lo: (v.57b) – “Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar onde o senhor for”
 
Que declaração linda de alguém que está disposto seguir Jesus. Mas, Jesus não facilitou a conversa com essa pessoa e falou sobre o significado de “seguir o Senhor”. Não seria fácil acompanhar Jesus: As raposas têm as suas tocas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas (1) o Filho do Homem não tem onde descansar. (v.58).

Jesus fala sobre a falsa sensação de segurança que os esforços humanos garantem. As raposas e os pássaros têm seus lugares para descansar, nem por isso estão seguros. Do mesmo modo, as pessoas que confiam em suas riquezas ou bens naturais não estão seguras.
Ele afirma que segui-lo torna essa situação mais complexa ainda, pois o filho do homem não veio para trazer repouso terreno. Portanto, seguir a Jesus significa estar disposto a viver uma vida de penitência e desapego a valores terrenos.

Ele não prometeu casa, carro, emprego, fama, glamour, etc. Ele jogou aberto com aquele rapaz – “se você deseja me seguir, saiba que não tenho nada para te oferecer…”

O CONVITE DE JESUS PARA SEGUI-LO REQUER MUDANÇA TOTAL

O quadro muda a sua paisagem. Jesus vê outro rapaz e lhe convida para segui-lo: “Venha comigo…”

Esse é um convite especial que partiu do próprio mestre. Certamente, aquele rapaz já estava dentre a multidão que acompanhava Jesus, mas Jesus queria que ele abandonasse a sua posição de expetador para se tornar um discípulo comprometido com a causa do mestre.
Imagine a cena, aquele rapaz acabara de ouvir Jesus afirmar que não tinha aonde repousar a cabeça. Como deixar tudo e seguir alguém que não tinha nada para lhe oferecer?

Embora o convite honroso partisse do próprio Jesus, aquele rapaz tinha alguns impedimentos para seguir a Jesus naquele momento. Ele precisava de um tempo para resolver algumas pendências pessoais e somente depois seguir Jesus. (v. 61) – “Mas ele respondeu: – Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.”

A resposta de Jesus foi ríspida, não dava para esperar. A decisão tinha que ser tomada naquele instante: (v. 60) – “Jesus disse: – (2) Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de Deus.”
Aquele que segue a Jesus não pode se envolver com questões que venham impedi-lo de cumprir o seu chamado (II Tm 2,4) – “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.”

 
COMPROMETIMENTO COM A FÉ CRISTÃ REQUER AVANÇAR

 
O terceiro personagem parece disposto seguir Jesus, mas ele tinha uma exigência que aparentemente era simples: despedir-se da sua família.

Uma exigência simples é negada por Jesus que lhe diz: (v 62) – “Jesus respondeu: – Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus.”
Esse era o estilo de liderança de Jesus e o modo como ele tratava as pessoas que ele convidada ou que almejavam segui-lo.

A grande verdade é que para aquele homem o ato de se despedir da família não representava perigo, mas Jesus enxerga o coração do homem e o futuro que o aguarda, de acordo com a sua decisão.
Foi exatamente isso que aconteceu com Pedro que afirmou nunca negar a Jesus, bastou que fosse confrontado no pátio do templo por algumas pessoas para que ele o negasse e esquecesse a sua promessa.

Às vezes, Deus não aprova que façamos coisas aparentemente simples e inofensivas porque ele sabe o que essas coisas podem resultar sobre nós. Deus conhece o coração humano, melhor que nós mesmos (I Sm 16,7b).
Para se comprometer com Jesus aquele rapaz deveria romper com o seu passado, com a sua família, com as amizades, etc.

Notem que Jesus não disse ‘voltar para trás’, mas basta ‘olhar para trás’ e estará fora do Reino de Deus. A mulher de Ló não voltou para trás, ela apenas olhou e se transformou em estátua de sal (Lc 17,32). O passado pode tornar-se uma armadilha de satanás que impedirá a pessoa de seguir Jesus.

EXISTE RECOMPENSA PARA AQUELES QUE ESTÃO COMPROMETIDOS COM JESUS

Marcos 10,28-30– “Aí Pedro disse: – Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.
Jesus respondeu: – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições. E no futuro receberá a vida eterna.”

Essa é a esperança e prêmio dos seguidores comprometidos com Jesus: Novos relacionamentos, mas também muitas perseguições. No futuro o prêmio maior: A vida eterna.

Padre Emílio Carlos Mancini+

Um ensinamento novo dado com autoridade


1. «Que vem a ser isto» (Mc 1,27)?!

 Poderá ser também a nossa pergunta de espanto e exclamação, depois de ouvirmos, ao vivo, Jesus no Evangelho! De facto, ninguém fica indiferente à presença e à novidade de Jesus. Jesus surpreende e provoca, não apenas pela Palavra que diz, mas pelos gestos que realiza! O Evangelho pode dividir-se em duas cenas!

2. Na primeira cena, registremos o comentário do evangelista: 

«Jesus começou a ensinar e todos se maravilhavam com a sua doutrina» (Mc 1,22). Não se chega a saber, qual o tema, qual o assunto, qual o conteúdo, do seu ensinamento. Pouco importa aqui… Pois Jesus surpreende, não tanto pelo que ensina, mas pelo modo como ensina: «porque os ensinava com autoridade e não como os escribas» (Mc 1,22). 
O que está em causa, não é a matéria de ensino; é a «impressão» que a pessoa de Jesus causa nos seus interlocutores. A autoridade de que goza não é institucional, não lhe vem da dignidade sacerdotal, não é uma autoridade jurídica! A sua autoridade vem-lhe de «dentro», da «verdade de si mesmo» daquilo que Ele é: ele é a Palavra, que se fez Carne. Ele é a Verdade, em Pessoa. Ele é totalmente sincero e fiel. N’Ele não há desacordo entre o ser, o dizer e o fazer. A sua autoridade vem-lhe, afinal, do testemunho da Verdade. Ele diz e faz. A sua Palavra atua… e os seus gestos falam! 

Eis, nesta primeira cena, um desafio, sobretudo para os educadores, pais, padres, catequistas e professores. Ficai cientes disto: A vossa autoridade, em educação, passa mais pelo que viveis e fazeis, e não tanto pelo que dizeis. Na tradição cristã, o testemunho faz parte essencial do anúncio. O testemunho da vida é a forma simples e espontânea de irradiar valores, é mesmo a credencial das palavras que dizeis, do ensino que praticais. Educareis muito mais pela impressão, pela marca indelével, que deixais nos alunos, nos filhos, pelo modo como vos relacionais com eles, do que pelos conteúdos que lecionais ou pelos «sermões» que lhes pregais.

3. «Vieste para nos perder»?

A segunda cena pode chamar mais a atenção dos mais jovens! Gostava que tomásseis, para vós as palavras daquele «homem, com um espírito impuro» (Mc 1,23). Ele, ao sentir a proximidade de Jesus, e a força libertadora da sua Palavra, reage furioso, com esta pergunta: «Que tens tu a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder» (Mc 1,24)? Olhai: não representará este homem, cada um de nós? 

O Homem, com o espírito impuro, é a figura da pessoa, prisioneira dos seus instintos, escravizada pelos seus vícios, fechada sobre si mesma, dominada pelas trevas da ignorância, atada pelos seus muitos medos. É, por isso, uma criatura isolada, cercada, incapaz de se abri e relacionar. Todavia, aquele homem não resiste à presença e à proximidade de Jesus! Tem medo. Medo que Jesus desarranje a sua vida, medo que Jesus ponha em causa o seu lugar, medo de se comprometer com Jesus. «Sei quem tu és, o Santo de Deus» (Mc 1,24). Ele bem vê a diferença. E admira Jesus. Ele sabe que Jesus é o Messias, mas não quer que Jesus se meta com a sua vida: «que tens tu que ver conosco, Jesus de Nazaré» (Mc 1,24)? 

4. «Que tens tu que ver conosco, Jesus de Nazaré» (Mc 1,24)?

“Não será, caros jovens, caríssimos irmãos, que este é o medo de todos nós? Não será que, bem lá no fundo do nosso coração, há este medo de nos abrirmos totalmente a Cristo, medo de deixarmos entrar Cristo totalmente dentro de nós? Medo de que Ele nos tire algo na nossa vida? Não teremos, porventura, medo de renunciar a qualquer coisa de grande, de único, que torna a vida assim tão bela? Alguns jovens temem, em seus pensamentos: “se deixo Cristo entrar, não me arriscarei, a encontrar-me, depois, na angústia e privado da liberdade”? Não, caros jovens! Quem deixa entrar Cristo, não perde nada, nada – absolutamente nada daquilo que torna a vida livre, bela e grande (cf. Bento XVI, Homilia para o início do ministério de supremo pastor, 24 de Abril de 2005; citada na Festa de Acolhimento dos Jovens em Colónia, 18 de Agosto de 2005)! Só nesta amizade com Jesus, é que se abrem de par em par as portas da vida. 

Só nesta amizade, é que se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade podemos, experimentar aquilo que é belo e o que liberta”!

Por que a nossa Igreja se chama católica?


A palavra CATÓLICA significa UNIVERSAL no sentido de «segundo a totalidade» ou «segundo a integridade». A Igreja é católica num duplo sentido:
É católica porque Cristo está presente nela: «onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica». Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela receba d'Ele a «plenitude dos meios de salvação» que Ele quis: confissão de fé reta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. 
 
Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e sê-lo-á sempre até ao dia da Parusia. 

É católica, porque Cristo a enviou em missão à universalidade do gênero humano: “Todos os homens são chamados a fazer parte do povo de Deus. Por isso, permanecendo uno e único, este povo está destinado a estender-se a todo o mundo e por todos os séculos, para se cumprir o desígnio da vontade de Deus que, no princípio, criou a natureza humana na unidade e decidiu enfim reunir na unidade os seus filhos dispersos [...]. 
 
Este caráter de universalidade que adorna o povo de Deus é dom do próprio Senhor. Graças a tal dom, a Igreja Católica tende a recapitular, eficaz e perpetuamente, a humanidade inteira, com todos os bens que ela contém, sob Cristo Cabeça, na unidade do Seu Espírito”.
Fonte: Catecismo da Igreja Católica 830-831

4º Domingo do Tempo comum - B



“UM ENSINAMENTO NOVO, DADO COM AUTORIDADE”.

O povo de Deus, deve pertencer exclusivamente a Deus; por isso terá pessoas como Moisés, que orientarão para construir uma história e sociedade de acordo com o projeto do Deus do êxodo. Esse é o critério básico para distinguir entre o profeta e os que impõe uma ideologia de uma sociedade contrária ao projeto de Deus.

Portanto, os discípulos do Reino devem precaver-se contra a profanação do matrimônio. 
É loucura querer destruir a obra de Deus. Aos casais cristãos, a responsabilidade de conservar essa união! 

O evangelista São Marcos diz-nos que Jesus, num dia de sábado, foi à sinagoga e imediatamente pôs-Se a ensinar. 

Isto faz pensar na primazia da Palavra de Deus, 
Palavra que deve ser ouvida,
Palavra que deve ser acolhida,
Palavra que deve ser anunciada.
 
Jesus não adia o anúncio do Evangelho, não pensa primeiro onde hospedar a sua pequena comunidade, não perde tempo. A sua principal preocupação é comunicar a Palavra de Deus, com a força do Espírito Santo. E as pessoas na sinagoga ficam admiradas, porque Jesus «ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os escribas» (v. 22).

Que significa «com autoridade»?
 
Significa que, nas palavras humanas de Jesus, se sentia toda a força da Palavra de Deus, sentia-se a própria autoridade de Deus, inspirador das Sagradas Escrituras.

E uma das características da Palavra de Deus é que realiza aquilo que diz. Enquanto nós, muitas vezes, pronunciamos palavras vãs, sem raiz, ou palavras supérfluas, palavras que não correspondem à verdade, pelo contrário a Palavra de Deus corresponde à verdade, em unidade com a sua vontade, e realiza o que diz.

O Evangelho é Palavra de vida: não oprime as pessoas, mas liberta os que são escravos de muitos espíritos malignos deste mundo: o espírito da vaidade, o apego ao dinheiro, o orgulho, a sensualidade. 

O Evangelho muda o coração, muda a vida, transforma as inclinações ao mal em propósitos de bem. É, portanto, tarefa dos cristãos difundir por toda a parte a sua força redentora, tornando-se missionários e arautos da Palavra de Deus. Isso mesmo no-lo sugere o texto que termina com uma abertura missionária e diz assim: «E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia» (v. 28). 

Ele é a Boa Nova, que nos transforma unicamente se nos deixarmos transforma sempre que tenhamos um contato diário com o Evangelho, que o lermos e meditarmos todos os dias, um texto.


Alimentai-vos todos os dias nesta fonte inesgotável de salvação. Não vos esqueçais! Lede um texto do Evangelho todos os dias. É a força que nos muda, que nos transforma: muda a vida, muda o coração.