Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quarta-feira, 7 de maio de 2014



O que realmente importa é o que você é

Valorize e aprecie tudo o que você tem, e tudo o que você é, não importando quão modesto ou insignificante isso possa ser aos seus olhos.   
Não é uma questão de quão muito ou quão pouco você tenha. 
O que realmente importa é o que você faz com o que você já tem.
Mesmo que você não tenha quase nada – o que  é praticamente impossível – você tem as horas e os momentos deste dia. 
Portanto, use-os sabiamente, com foco e disciplina, com persistência e determinação e, assim, você estará se dirigindo para onde você deseja chegar.
Apesar de parecer ser um pequeno passo, é um passo positivo. 
Você já tem tudo o que você precisa para dar o primeiro passo e, uma vez tomado o primeiro passo,  você já terá o que você precisa para dar o passo seguinte.


Pérola do Dia: 

O caminho mais seguro de se retirar de uma adversidade

Existem aqueles que experimentam adversidade e se tornam pessoas mais compreensivas, mais amorosas e mais doces em sua personalidade.
Porém, existem outros que enfrentam adversidade similar ou ainda menores, e, – ainda assim – se tornam pessoas amargas, ressentidas, rancorosas, pessoas de difícil convivência.
Se por um lado a resposta amarga é uma resposta compreensível, por outro lado jamais é uma resposta eficiente e sadia.
Essa atitude nada mais serve do que apenas prolongar, expandir e magnificar a dor. 
A resposta positiva e afirmativa não é se tornar uma pessoa amarga, mas em vez disso buscar um caminho e resposta melhor.
O caminho mais seguro de se retirar de uma adversidade é fazer dela uma oportunidade de se tornar uma pessoa mais forte, mais positivamente focada e mais eficiente. 
Ao ser ferido você tem  todo o direito de se amargurar. Você também tem o direito e toda razão de correr o mais rapidamente possível para longe da amargura.
Se você sente que está se tornando uma pessoa amarga, use este indicativo para se tornar uma pessoa melhor. Amargura não alivia nenhuma dor.
Faça a opção de se tornar uma pessoa mais forte e você verá que até mesmo a adversidade trará a você um positivo e abençoado propósito.
Procure amar-se mais e ter mais paciência com você mesmo . Provavelmente você é o seu mais diligente crítico.
De certa forma isso é bom, pois lhe mantém focado e lhe ajuda a se prevenir de cometer sérios erros.  Porém, a sua autocrítica pode também lhe neutralizar, pode lhe parar antes sequer de você iniciar.
Pode fazer com que você descarte planos e ideias que podem ser extremamente valiosos.   Preste bem atenção na sua autocrítica porque a sua crítica sobre si mesmo frequentemente é algo útil e saudável.  Porém, não permita que você se paralise em função da sua própria crítica. É ótimo exigir para si um alto padrão, contanto que isso não lhe neutralize.  Equilibre a sua autocrítica com auto encorajamento.   
Permita que a sua autocrítica lhe leve para frente e não para trás, para cima e não para baixo..  Olhe realisticamente as suas próprias fraquezas e limitações.   
Veja-as como verdadeiras oportunidades porque é isto que elas realmente são.  
Responda às suas próprias criticas com um renovado e positivo compromisso pois são nessas respostas que estão os segredos para uma excelente realização.

sábado, 3 de maio de 2014

Por que Deus nos ama?

Seria a pergunta que muitos fazem por aí. Por que Deus nos ama? Qual o motivo principal de Deus não desistir nunca de seres tão pecaminosos, limitados e cheios de outras falhas e erros?
Onde está o mistério desse amor incontestável de Deus para com o ser humano?
É muito simples, Deus nos criou por amor, Deus é amor, e como o amor é um mistério não podemos explicar, mas sabemos que Ele nos ama e quer que sejamos dignos desse amor.
Falando do amor de Deus por nós, por mim e por você, eu particularmente faço-lhe essa pergunta: por que será que você sendo filho de Deus, filha de Deus ama tão pouco? Ou pouco se sente amado ou amada por Deus e por todos?
Você já imaginou que falamos tanto de amor, de amizade, de fraternidade, mas pouco nos damos conta de que precisamos realmente sairmos do falatório, das suposições e do achismo e partirmos para algo concreto, real e duradouro?
Eh meu irmão(a), Jesus também nos amou, e nos amou até a morte.O seu amor foi concretizado de forma brutal, desumana e cruel, terminando num madeiro ferido, humilhado, mas provou o seu amor por toda a humanidade.
E nós? Quantas vezes olhamos para o outro e dizemos que o amamos, mas na primeira oportunidade o abandonamos, humilhamos e nos escondemos uns dos outros. Ou então quando alguém precisa de nossa ajuda nós somos os primeiros a dar as costas e ir embora.
Somos falho demais, fracos na fé e muitas vezes agimos com falsidade, frieza e descaso diante dos outros. 
Em alguns momentos falamos que amamos Deus, mas somos pequenos demais para obedecer os seus preceitos. Deus nos pede para seguir um caminho de paz, de segurança, e muitas vezes escutamos a voz do mundo que nos oferece os caminhos da perdição e do abismo.
Deus nos ama porque ele não muda de ideia, não vacila e sempre acredita que possamos melhorar, que sempre iremos mudar de atitudes frias, covardes, medrosas e vamos nos tornar cristão de fé firme e inabalável.
Aprendemos a amar, a aceitar na nossa vida o outro que tanto precisa de nós.Aprendamos a amar a Deus que acima de tudo é o nosso Pai Criador.
Fique com Deus!

A força que vem de Deus

Num primeiro momento nos sentimos destruídos, fracassados, rejeitados por todos. É assim que a nossa natureza humana nos faz sentir quando somos atribulados pela doença ou por outro tipo de tormento.
As nossas atitudes de início é de se acomodar e se entregar ao problema que está nos afligindo. Principalmente quando não somos pessoas muito ligadas a Palavra de Deus, em outras palavras, quando somos fracos de fé.
No entanto, quando tudo isso acontece e somos pessoas com princípios cristão e enraizados numa fé verdadeira, logo sentimos a presença de Deus mesmo nas tribulações. Mas será que eu estou falando isso porque eu li em alguns livros ou eu assisti pela TV alguns testemunhos? 
 
Não meu irmão, quando eu falo de fé, quando eu lhe digo para saber espera em Deus, quando eu peço para você sorrir na dor, ser alegre em meio ao sofrimento, é porque eu tenho sido testemunha de mim mesmo, é porque eu tenho experimentado no corpo e na alma o que é o sofrimento.
Mas tenho na alma experimentado também a força e o poder de Deus agindo de forma tão milagrosa e amorosa.
Por isso, não desanime, não perca a chance que Deus lhe dá para viver. Mesmo que você ache que a sua vida é uma droga, que ninguém liga para você, que as pessoas lhes perseguem, ou  que nada dá certo naquilo que você tanto sonhou e apostou, não não ligue para isso. Pois Deus não desiste de você, Ele acompanha suas lutas, seus esforços e irá sempre proteger-lhe.
A força e o poder de Deus poderá transformar suas dores em alegria, basta que você tenha fé!
Fique com Deus!

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana

 3º Domingo da Páscoa-A-

Hoje comentamos a proclamação do Evangelho com a expressão: «Naquele mesmo dia, o domingo» (Lc 24,13). Sim, ainda Domingo. 
A Páscoa —já o dissemos— é como um grande domingo de cinquenta dias. Oh, se conhecêssemos a importância que tem este dia na vida dos cristãos! «Existem motivos para dizer, como sugere a homilia de um autor do século IV (o pseudo Eusébio de Alexandria), que o “dia do Senhor” é o “senhor dos dias” (…). Esta é, efetivamente, para os cristãos a “festa primordial”» (João Paulo II). O domingo, para nós, é como o seio materno, berço, celebração, casa e também alento missionário. Oh, se entrevíssemos a luz da poesia que leva! Então afirmaríamos como aqueles mártires dos primeiros séculos: «Não podemos viver sem o domingo».

Mas quando o dia do Senhor perde relevância na nossa existência, também se eclipsa o “Senhor do dia”, e ficamos tão pragmáticos e “sérios” que apenas damos crédito aos nossos projetos e previsões, planos e estratégias; então, inclusive essa liberdade com que Deus atua, é para nós motivo de escândalo e de afastamento. Ignorando o assombro, fechamo-nos à manifestação mais luminosa da glória de Deus, e tudo se converte num entardecer de decepção, prelúdio de uma noite interminável, onde a vida parece condenada a uma permanente insônia.

Apesar disso, o Evangelho proclamado

Cada domingo recordemos que Jesus «entrou para ficar com eles» (Lc 24,29), conosco. Cristão, hoje já o reconheces-te?
no meio das assembleias dominicais é sempre anúncio angélico de uma claridade dirigida a entendimentos e corações lentos para crer (cf. Lc 24,25), e por isso é suave, não explosiva, pois —de outro modo— mais que iluminar-nos, nos cegaria. É a Vida do Ressuscitado que o Espírito nos comunica com a Palavra e o Pão partido, respeitando o nosso caminhar feito com passos curtos e nem sempre bem dirigidos.

Rev. D. Jaume GONZÁLEZ i Padrós (Barcelona, Espanha)

Reconheceram-no ao partir o pão 
3º  Domingo da Páscoa.
 
 Evangelho: Lucas (Lc 24, 13-35)

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?" 19Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu".

25Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27E, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as escrituras?" 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram. para Jerusalém onde encontraram os onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Palavra da Salvação!

Comentando o Evangelho

O evangelho é preparado pela aclamação, que evoca o ardor dos discípulos ao escutar a palavra de Deus (cf. Lc 24,32). Trata-se da narrativa dos discípulos de Emaús (lida também na missa da tarde no domingo da Páscoa). A homilia pode sublinhar diversos aspectos.

1) “Não era necessário que o Cristo padecesse tudo isso para entrar na glória?” (Lc 24,26). Cabe parar um momento junto ao termo “o Cristo”. Não é apenas de Jesus como pessoa que se trata, mas de Jesus enquanto Cristo, Messias, libertador e salvador enviado e autorizado por Deus. Não se trata apenas de reconhecer a vontade divina a respeito de um homem piedoso, mas do modo de proceder de Deus no envio de seu representante, o “Filho do homem” revestido de sua autoridade (cf. Dn 7,13-14), que deve levar a termo o caminho do sofrimento e da doação da vida (cf. Lc 9,22.31).

2) Jesus “lhes explicou, em todas as Escrituras, o que estava escrito a seu respeito” (Lc 24,27). Em continuidade com a primeira leitura, podemos explicitar o tema do cumprimento das Escrituras. As Escrituras fazem compreender o teor divino do agir de Jesus. Enquanto os discípulos de Emaús estavam decepcionados a respeito de Jesus, fica claro agora que, apesar da aparência contrária, Jesus agiu certo e realizou o projeto de Deus. As Escrituras testemunham isso. Jesus assumiu e levou a termo a maneira de ver e de sentir de Deus que, embora de modo escondido, está representada nas antigas Escrituras. Ele assumiu a linha fundamental da experiência religiosa de Israel e a levou à perfeição, por assim dizer. Mas só foi possível entender isso depois de ele ter concluído a sua missão. Só à luz da Páscoa foi possível que as Escrituras se abrissem para os discípulos (cf. também Jo 20,9; 12,16).

3) Reconheceram-no ao partir o pão (cf. Lc 24,31 e 35). A experiência de Emaús nos faz reconhecer Cristo na celebração do pão repartido. Na “última ceia”, o repartir o pão fora reinterpretado, “ressignificado”, pelo próprio Jesus como dom de sua vida pelos seus e pela multidão (Lc 22,19); e à comunhão do cálice que acompanhava esse gesto, Jesus lhe dera o sentido de celebração da nova e eterna aliança (Lc 22,20). Assim puderam reconhecê-lo ao partir do pão. Mas o gesto de Jesus na casa dos discípulos significava também a rememoração do gesto fundador que fora a Última Ceia, a primeira ceia da nova aliança. Desde então, esse gesto se renova constantemente e recebe de cada momento histórico significações novas e atuais. Que significa “partir o pão” hoje? Não é apenas o gesto eucarístico; é também o repartir o pão no dia a dia, o pão do fruto do trabalho, da cultura, da educação, da saúde... Os discípulos de Emaús, decerto, não pensavam num mero rito “religioso”, mas em solidariedade humana. Ao convidarem Jesus, não pensaram numa celebração ritual, mas num gesto de solidariedade humana: que o “peregrino” pudesse restaurar as forças e descansar, sem ter de enfrentar o perigo de uma caminhada noturna. O repartir o pão de Jesus é situado na comunhão fraterna da vida cotidiana. Esse é o “aporte” humano que Jesus ressignifica, chamando à memória o dom de sua vida
 3º DOMINGO DA PÁSCOA - A
04 de maio de 2014



“Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as escrituras?”


Leituras: 
Atos dos Apóstolos 2, 14.22-33; 
Salmo Responsorial 15 (16), 12a.5.7-8.9-10.11 (R/1a); 
Primeira Carta de Pedro 1, 17-21 
e Lucas 24, 13-35.

COR LITÚRGICA: BRANCO OU DOURADO
(Que o Círio Pascal seja o grande sinal deste Tempo Pascal)

O Senhor ressuscitou! Aleluia! Nesta páscoa semanal a liturgia nos mostra a missão evangelizadora da Igreja, que através do aparecimento do Ressuscitado, torna possível a existência da comunidade e de sua missão: missão que nos ensina a servir, e servindo manifestamos e reconhecemos a presença de Cristo entre nós, e garantimos o milagre da unidade. Como Pedro, aceitamos o convite de Jesus: Segue-me!

1. Situando-nos

Neste terceiro domingo da Páscoa, o Senhor Ressuscitado caminha conosco e nos revela a Palavra viva, senta à mesa e reparte conosco sua vida.
Nesta reunião, partilhamos com Ele as incertezas, as dúvidas e as dificuldades em compreender o caminho pascal. Somos iluminados pela Palavra da Escritura que faz arder nosso coração e nos prepara para o banquete da aliança, onde Ele mesmo se dá como alimento.
Ele vem ao nosso encontro, caminha conosco, abre nossos olhos e ouvidos para compreendermos o sentido da cruz. Deixemo-nos guiar por sua Palavra que nos tira do medo e da timidez e nos faz anunciadores da Boa Notícia.

2. Recordando a Palavra

A leitura do evangelho de Lucas narra o encontro do Ressuscitado com os discípulos de Emaús. Esse texto, exclusivo de Lucas, convida a percorrer o caminho do discipulado para encontrar Jesus ressuscitado, que parte o pão conosco e revela seu amor que inflama nosso coração.
Os dois discípulos representam os cristãos de todos os tempos, sempre a caminho com o Senhor, na década de 80 do primeiro reavivar a fé em Cristo ressuscitado, presente na comunidade solidária que se reúne para partir o pão.

Os dois discípulos, após a morte de seu Mestre na cruz, partem de Jerusalém em direção ao povoado de Emaús. Jesus de Nazaré, que “foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante de todo o povo” (24,19), havia suscitado a esperança messiânica de libertação. Os discípulos estão tristes e desiludidos, pois tinham colocado a expectativa num messianismo político nacionalista: “Esperávamos que fosse ele quem libertaria Israel” (24,21).
 Apesar de não terem acolhido o anúncio pascal das mulheres que diziam: “o Crucificado está vivo”, eles lembram, conversam e discutem a respeito de Jesus, mas seus olhos são incapazes de reconhecer a presença viva de Jesus que estava próximo e caminhava com eles.

O Ressuscitado se faz presente no caminho dos que procuram descobrir o significado de suas palavras e obras, dos que fazem memória de sua vida doada totalmente. À luz das Escrituras, os discípulos e discípulas encontram o verdadeiro sentido da paixão e ressurreição de Cristo: “Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na glória?” (24,26).
Compreendem que Jesus é o verdadeiro Messias, que realizou o projeto salvífico, passando pelo sofrimento da cruz. “Começando por Moisés e passando por todos os profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele” (24,27). A presença do Ressuscitado ilumina os discípulos, fazendo-os compreender a palavra: “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (24,32).

A adesão à palavra de Jesus manifesta-se na hospitalidade: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” (24,29). O gesto de partir e compartilhar o pão suscita a fé no Ressuscitado. Os olhos dos discípulos se abrem e reconhecem a presença de Jesus, quando ele sentou-se à mesa, “tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles” (24,30).
Na última ceia, Jesus repartiu o pão como dom de sua própria vida (cf. 22,19). Os discípulos de Emaús celebram o memorial de Jesus como gesto de solidariedade, acolhendo o “peregrino” para que pudesse restaurar as forças. Ao repartir o pão de Jesus na comunhão fraterna da vida, eles fazem a experiência de sua presença viva e atuante.

O gesto de Jesus, que recorda sua vida compartilhada, doada por amor, reconduz os discípulos ao caminho. Reavivados na fé e na esperança, os discípulos levantam-se e voltam para Jerusalém, para testemunhar a experiência do encontro com Cristo ressuscitado: “Realmente, o Senhor ressuscitou!” (24,34). Jerusalém, lugar onde Jesus concluiu sua obra de salvação, torna-se o marco inicial da missão dos discípulos, que deve se estender até os confins da terra (cf. At 1,8).

Na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, Pedro, porta-voz dos demais discípulos, apresenta o querigma cristão. Jesus de Nazaré, o Enviado do Pai, realizou “milagres, prodígios e sinais” em favor do povo (2,22). Ele foi acolhido por muitos e rejeitados por outros até a morte na cruz. “Mas Deus o ressuscitou, libertando-o das angústias da morte” (2,24), revelando a eficácia de sua doação a serviço do projeto divino de salvação.
Em Cristo realiza-se plenamente o sentido do salmo de hoje (cf. At 2,25-28; Sl 15, 8-11 (16)). O Pai não abandonou o Filho na morada dos mortos, mas o ressuscitou para a vida plena em sua glória.
A vitória da vida sobre a morte, manifestada em Cristo, plenifica a promessa messiânica de estabelecimento de um reino eterno de salvação (cf. 2Sm 7,12-16). Na obra de Jesus, o Messias (=ungido), a qual culminou com sua exaltação à direita do Pai, cumprem-se as Escrituras. Jesus venceu a morte através da ressurreição, instaurando o reinado eterno da justiça e da paz. Os cristãos tornam-se testemunhas da vida nova, revelada em Cristo: “Deus ressuscitou este mesmo Jesus, e disso todos nós somos testemunhas” (2,32).

O salmo 15 (16) é uma prece de confiança em Deus: “não vais abandonar minha vida no sepulcro”. A experiência da salvação em Deus leva a seguir o caminho da vida, abandonando as falsas seguranças. Assim, o salmista encontra a verdadeira felicidade, que faz exultar de alegria. Cristo ressuscitado, exaltado na glória do Pai, realiza plenamente a esperança de salvação anunciada no salmo.

 A segunda leitura da primeira carta de Pedro convida a testemunhar a fé e a esperança, durante “o tempo de permanência como migrantes” (1,17). Os cristãos, que estavam sofrendo discriminação, opressão, como no tempo do Egito e da Babilônia, são fortalecidos pela presença de Deus, o Pai que ama e acolhe a todos como filhos. O amor do Pai, revelado ao povo ao longo da história da salvação, culminou na vida, morte salvífica e ressurreição de Cristo.
“Fomos resgatados (...) pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha” (1,19). Jesus, como cordeiro pascal (cf. Ex 12,5), realiza o êxodo que liberta plenamente, conduzindo à comunhão filial com o Pai.
 O seguimento a Cristo, a fidelidade ao seu projeto testemunham a verdadeira fé e esperança em Deus (cf. 1,21). A esperança em Deus, que ressuscitou Jesus dos mortos, assegura o compromisso em defesa da vida e da dignidade dos que são discriminados, marginalizados.

3. Atualizando a Palavra

O Ressuscitado caminha conosco. Sua presença viva torna-se perceptível aos nossos olhos, quando acolhemos os irmãos e nos reunimos para “partir o pão”. Ele alimenta nossa vida, nossa fé, fortalece nosso caminho e nossa missão. A força de sua ressurreição faz renascer nossa esperança, que deve ser testemunhada através de gestos de hospitalidade, de partilha.
“A ressurreição de Cristo produz por toda a parte rebentos deste mundo novo; e, ainda que os cortem, voltam a despontar, porque a ressurreição do Senhor já penetrou a trama oculta desta histórica; porque Jesus não ressuscitou em vão. Não fiquemos à margem desta marcha da esperança viva!” (Evangelii Gaudium, n.278).
 A Palavra transforma nosso coração e revela sua eficácia na Eucaristia, lugar privilegiado do encontro e do reconhecimento do Ressuscitado. “A Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do discípulo com Jesus Cristo. Com este sacramento, Jesus nos atrai para si e nos faz entrar em seu dinamismo em relação a Deus e ao próximo. Existe estreito vínculo entre as três dimensões da vocação cristã: crer, celebrar e viver o mistério de Jesus Cristo, de tal modo que a existência cristã adquira verdadeiramente forma eucarística. Em cada eucaristia, os cristãos celebram e assumem o mistério pascal, participando nele. Portanto, os fiéis devem viver sua fé na centralidade do mistério pascal de Cristo através da eucaristia. A Eucaristia, fonte inesgotável da vocação cristã é, ao mesmo tempo, fonte inextinguível do impulso missionário. Aí, o Espírito Santo fortalece a identidade do discípulo e desperta nele a decidida vontade de anunciar com audácia aos demais o que tem escutado e vivido” (Documento de Aparecida, n.251).

O Papa Francisco mostra que a palavra alcança a máxima eficácia no sacramento: “Não é só a homilia que se deve alimentar da palavra de Deus. Toda a evangelização está fundada sobre esta palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. A Sagrada Escritura é a fonte da evangelização. Por isso, é preciso formar-se continuamente na escuta da palavra. A Igreja não evangeliza se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a palavra de Deus ‘se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial’. A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na eucaristia, alimenta e reforça interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária. Superamos já a velha contraposição entre palavra e sacramento e, no sacramento, essa palavra alcança a sua máxima eficácia” (Evangelii Gaudium, n.174).

O gesto de partir e compartilhar o pão, que levou os discípulos de Emaús a reconhecer a presença viva do Ressuscitado, revela a prática das comunidades primitivas de celebrar a Eucaristia. Os cristãos costumavam se reunir para escutar a Palavra, esta reunião culminava na fração do pão, na ceia eucarística (cf. At 2, 42.46).

Justino, mártir, ao falar sobre a Eucaristia ressalta que “no chamado dia do Sol, reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo o permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos. Reunimo-nos todos no dia do Sol, não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos” (Cf. São Justino, mártir. Apologia a favor dos cristãos, século II. Ofício das Leituras, 3º domingo da Páscoa).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

É o primeiro dia da semana, dia do Senhor. Ele está no meio de nós. Somos uma comunidade reunida em nome d’Ele. Ele nos revigora, abre nossos olhos e nossos ouvidos para lermos os acontecimentos à luz do seu mistério pascal.

Não há do que duvidar: Ele é aquele de quem falava as Escrituras, como testemunham as leituras de hoje.

Na celebração, a proclamação da Palavra ganha pleno significado, como relata a introdução do lecionário: “a economia da salvação, que a palavra de Deus não cessa de recordar e prolongar, alcança seu mais pleno significado na ação litúrgica, de modo que a celebração litúrgica se converta numa contínua, plena e eficaz apresentação desta palavra de Deus. Assim, a palavra de Deus, proposta continuamente na liturgia, é sempre viva e eficaz pelo poder do Espírito Santo, e manifesta o amor ativo do Pai, que nunca deixa de ser eficaz entre as pessoas” (Ordo Lectionum Missae – OLM, n.4).

Ele é também aquele que entra em nossa casa, senta à mesa conosco e partilha conosco seu Corpo entregue e seu Sangue derramado.

Vale lembrar o que afirma o Elenco das Leituras da Missa: “Espiritualmente alimentada nestas duas mesas, a Igreja, em uma, instrui-se mais, e na outra se santifica mais plenamente; pois na Palavra de Deus se anuncia a aliança divina, e na Eucaristia se renova esta mesma aliança nova e eterna. Numa, recorda-se a história da salvação com palavras; na outra, a mesma história se expressa por meio de sinais sacramentais da Liturgia. Portanto, convém recordar sempre que a palavra divina que a Igreja lê e anuncia na Liturgia conduz, como a seu próprio fim, ao sacrifício da aliança e ao banquete da graça, isto é, a Eucaristia. Assim, a celebração da missa, na qual se oferece a Deus o sacrifício de louvor e se realiza plenamente a redenção do homem” (OLM, n.10).

Alimentados nestas mesas, recebemos do Senhor força e coragem para a entrega de nossa própria vida do mundo.