Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quarta-feira, 2 de julho de 2014



A oração é o nosso escudo contra todo o desânimo
            
                 Eu abro a Palavra de Deus e encontro-me diante deste  Salmo 50(51),8-19.

“Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza” (Salmo 50,12).
É a Palavra de Deus que realiza em nós tudo isso que ela proclama, porque ela nos traz o Espírito Santo. Por essa razão, ela contém essa graça de nos restaurar e de nos curar interiormente.
Muitos se perguntam: “Será que Deus quer mesmo que oremos pedindo a nossa cura?” Se assim não fosse a própria Palavra de Deus não colocaria nos nossos lábios a oração, e percebemos que toda essa passagem bíblica é uma oração de cura interior.
Essa oração clama pela libertação para que o Todo-poderoso perdoe os nossos pecados dando-nos um coração capaz de aprender a sabedoria e devolvendo-nos a alegria e o júbilo e que Ele não leve em conta os nossos pecados e que cancele a nossa culpa. E nós sabemos como o complexo de culpa adoece o coração!
Quando rezamos com essa passagem bíblica estamos pedindo a Deus que nos cure. A oração não é um recurso terapêutico que rezamos à medida que estamos bem ou não; ela nos cura porque nos une a Deus.

A entrega do coração na oração nos cura, porque nos une e nos aproxima de Deus. Se queremos ser curados precisamos nos entregar ao Altíssimo com as nossas feridas, mazelas, dores, sofrimentos, desencantos e desencontros, para que Ele nos cure, mas também entregando-Lhe as nossas alegrias, vitórias, realizações, pelos irmãos que encontramos e os que conhecemos, pelas coisas boas que compartilhamos. Na oração partilhamos tudo isso com Deus. Entregamos as nossas feridas para n'Ele readquirirmos a nossa saúde.
Jesus, o Médico dos médicos, na cruz, foi ferido, por isso Ele sabe tratar das nossas feridas. A grande graça que nós obtemos quando rezamos é que o nosso coração, o nosso corpo e as nossas feridas são unidas às chagas de Cristo, delas emanam toda a cura para nós. E por isso diz a Palavra: “Por Suas chagas fomos curados”.

O que Deus precisa de mim e de você neste dia? Deus precisa que rezemos. É quando oramos que abrimos o nosso coração para o Senhor. É quando somos sinceros com o Pai que Ele nos ensina a sabedoria. É na oração que encontramos as respostas no Senhor, pois Ele nos ilumina e nos mostra o que é preciso realizar no dia de hoje. Deus nos purifica e não fica olhando os nossos pecados, mas olha a fé com que nos aproximamos d'Ele.

A oração é o nosso escudo contra todo o desânimo. No momento em que nos colocamos diante do Senhor Ele nos enche de alegria. A oração com os Salmos faz com que cesse dentro do nosso o coração toda a força do pecado, do ciúme, da raiva, da ira e do ressentimento; isso tudo são paixões que existem dentro de nós. E quando nós oramos o Criador faz com que cessem essas paixões acalmando o nosso coração. O Senhor não olha os nossos pecados, mas cancela essa força do mal para não fazermos o que é errado.

Dá-nos, Senhor, o descanso pela graça de um coração decidido. Quando nós rezamos o nosso coração se amansa. A prece provoca alegria e gratidão, basta que a pessoa persevere nessa prática e queira orar sempre. Quando decidimos orar, desencadeia dentro de nós uma força de cura.
Rezar e agir não é ficar de braços cruzados, é preciso lutar para não deixar o pecado nos dominar, é preciso lutar e ser decidido. É preciso pedirmos a Deus um espírito decidido, porque água parada é água estragada. Assim somos nós interiormente, quando nosso espírito não avança ao encontro de Deus, ele [nosso espírito] recua. A oração nos impulsiona para o Senhor, então reze e faça o que o Altíssimo o inspira a fazer. Peçamos ao Senhor um coração orante e um espírito decidido.


 Reflexões :

“Se você não tem dúvidas, é porque está mal-informado”. 

Olha que coisa boa. Há várias pessoas que acham que o conhecimento é a ausência de dúvida, a completa certeza, e não o é. Aliás, um conhecimento que fosse pura certeza, ficaria estagnado e teríamos um nível de redundância muito forte.
É claro que eu não posso ser alguém que só tem dúvidas, porque aí não ajo. Mas não ter dúvidas sinaliza falta de inteligência. Quando se pensa nas várias fontes de informação que precisamos ter no nosso dia a dia, é necessário ter lugar também para a dúvida.
Não a dúvida que se coloca como mera suspeita, mas uma dúvida metódica: “Será que já sei o que eu preciso?”, “Será que eu não devo pensar um pouco mais?”, “Será que não estou caindo na armadilha de imaginar que já sei?”
Eu não sei algumas coisas e preciso ter humildade para vir a saber.
A dúvida é parte da necessidade do conhecimento. As dúvidas fazem parte do ser humano: “Todos experimentamos extravios, incertezas, dúvidas. Quem não experimentou? Uma vez li uma frase que mexeu comigo: “Sempre que houver oportunidade de escolha, haverá dúvidas”. Interessante a análise, não?
 Imediatamente pensei na fé cristã. Pensei acerca de minha fé. Fiz uma transposição da frase para minha realidade. A fé cristã nos apresenta um Deus que nos dá a opção de escolha. Deus abre espaço para a aceitação ou para a rejeição. Deus abre espaço para a dúvida. a fé cristã é uma fé que levanta questões, até mesmo acerca de Deus.
Precisamos saber lidar com a dúvida! Temos de explicar que há uma fina linha de diferença entre duvidar e descrer. Quem descrê peca por não saber como atrelar dúvida e fé. Tiago escreve que “aquele que duvida é semelhante uma onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte”. A referência aqui deve ser interpretada “por ser vencido pela dúvida” ou “por não saber colocar a dúvida em seu devido lugar”. É o erro por não querer enfrentá-la e nem querer conviver com ela. É o medo de se viver com a dúvida porque a dúvida cede lugar apenas para a possibilidade e não para a certeza. Percebe? O homem não gosta de viver sem certezas.
Mas, na verdade as duas sempre estarão juntas. Nem tanto no sentido de uma combatendo a outra, mas de uma completando a outra. Parece estranho, mas é o que percebo, pois já li que no céu ninguém precisará de fé, nem esperança, apenas de amor (1ª Coríntios 14:11-13). A fé precisa acontecer porque nunca ninguém viu a Deus nem O apalpou. Ninguém abraçou a Deus nem O cheirou. Veja que, mais do que uma simples aposta, a fé nos remete a um saber de Alguém (e não apenas crer) mesmo através do improvável e do invisível. Incrível! A fé só existe porque há dúvida. Entendo que esse caminho de aceitar e compreender a fé se encontra o esforço de trazer o surreal para o real. De se fazer pontes nas “fronteiras da fé” entre as duas existências. É o empenho de se fazer tornar humana a espiritualidade. Nem tanto de “torná-la”, mas de “descobri-la” com algo humano. A espiritualidade cristã será exata quando for humana (acredito que a espiritualidade cristã é tão humana quanto Deus o foi em Jesus)!
 O caminho de aceitar a fé somente ganhará significado quando toda essa espiritualidade de fé cristã for “útil” (no sentido menos pragmático o possível), quando tiver aplicação na extensão terrena e quando fizer parte de um contexto real, que seja-nos próprio. A fé precisa ser posta no chão de nosso coração… tão humano e de carne.
Mas há outra abertura de espaço. Por ser são terrena e humana a fé abre espaço para a dúvida. O homem gosta da ideia de ser angelical.
  Concluo: Fé se sabe, não se explica. É por isso que a dúvida não acaba prevalecendo, porque a fé entra com o “saber”, e com a “razão”, nem tanto. O que se tenta explicar, ou, naquilo que se tenta por razão, é em tudo aquilo que há em torno da fé cristã, e não o que há no centro. No centro só há o amor… por escolher acreditar.
Os homens gostam de se parecerem com os deuses. Mas a fé cristã faz o homem voltar para sua concepção natural, inicial e perfeita: humana. A fé cristã nem sempre encanta porque deixa a dúvida fazer parte do jogo.
“Toda formiga conhece o segredo de seu formigueiro, toda abelha conhece o segredo de sua colméia.
Elas o sabem de seu próprio jeito, e não do nosso jeito. Somente a humanidade não sabe seu segredo.”


 Pérola do dia:

As dúvidas fazem parte do ser humano.


Duvido que haja alguém que nunca lutou contra a dúvida. Quantos de nós sempre “andam por fé e não pelo que vêem” ?
Entretanto descobri que ter dúvida não é o maior pecado, o maior pecado é não ter fé.
Podemos ter dúvidas e ainda prosseguir na fé. Tenho dúvidas quanto às minhas habilidades, mas ainda prossigo na fé para fazer as coisas que DEUS me chama a fazer. 
Minha dúvida quanto ao que eu posso fazer aumenta minha fé quanto ao que ELE pode fazer. 
Sei que tudo posso Naquele que me fortalece (Fp 4,13). Sei que tudo é possível ao que crê. (Mc 9,23).
Podemos ter dúvidas, mas não de DEUS. Com DEUS, precisamos de uma fé inabalável.
O amor de Deus queima inclusive os pecados. Se os homens estão unidos, a fé se fortalece.
A fé, não pode ser embalsamada.(Papa Francisco)
As dúvidas fazem parte do ser humano: “Todos experimentamos extravios, incertezas, dúvidas. Quem não experimentou? Todos, eu também! Faz parte da fé.”(Papa Francisco)
 Ajuda-me, Senhor, a estar contigo para aprender de ti a ser verdadeiramente livre.

EVANGELHO Mt 8, 28-34
 
Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoniados. Eram tão furiosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. E disseram aos gritos: «Que tens que ver conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?». Ora, perto dali, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os demônios suplicavam a Jesus, dizendo: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos». Jesus respondeu-lhes: «Então ide». Eles saíram e foram para os porcos. Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo e afogaram-se no lago. Os guardadores fugiram e foram à cidade contar tudo o que acontecera, incluindo o caso dos endemoniados. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Quando O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu território.

Quarta-feira da Semana XIII do Tempo Comum
EVANGELHO Mt 8, 28-34
Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados. Eram tão furiosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. E disseram aos gritos: «Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?». Ora, perto dali, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos». Jesus respondeu-lhes: «Então ide». Eles saíram e foram para os porcos. Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo e afogaram-se no lago. Os guardadores fugiram e foram à cidade contar tudo o que acontecera, incluindo o caso dos endemoninhados. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Quando O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu território.
Compreender a Palavra
O evnagelho apresenta-nos o relato de um exorcismo. Jesus chega à terra dos gadarenos, território pagão, e é recebido por dois endemoninhados. O confronto é violento e Jesus expulsa os demónios e manda-os para os porcos. Em conclusão, Jesus é afastado da cidade por todos os seus habitantes. O texto apresenta Jesus em terra pagã, o que só acontece neste caso em todo o evangelho de Mateus. Desta forma percebe-se que Jesus, sendo o Messias para Israel, não o é de forma exclusiva. Por outro lado, Jesus aparece a resolver uma situação que ninguém tinha sido capaz de resolver. Ninguém se podia aproximar dos endemoninhados e Jesus enfrentou-os e libertou-os. São sinais muito interessantes para a nossa reflexão.
Meditar a Palavra
A presença de Jesus em território pagão com poder para vencer os demónios, que ninguém consegue enfrentar, com uma única palavra e antes de tempo, como eles dizem, mostra o poder de Jesus. Os gadarenos estavam mergulhados no reinos dos demónios e dominados pelas suas forças. Tinham com o sagrado uma relação de sedução e medo. Jesus aproxima-se e transforma a opressão em libertação, mas eles permanecem no medo. Uma palavra de Jesus é suficiente para alterar toda a nossa relação com Deus, mas para isso é necessário deixá-lo atuar de perto na nossa vida. Os gadarenos ouviram aquela palavra e iniciaram um caminho até chegarem perto de Jesus, mas depois foram tomados pelo medo e pediram que se afastasse. Connosco pode suceder o mesmo. 
Rezar a Palavra
“Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus”. Podia ter terminado aqui o relato evangélico, mas a verdade é que a última palavra foi um pedido para que te afastasses daquela terra. Escuto esta palavra, Senhor, e percebo como tantas vezes faço um esforço enorme para chegar junto de ti e depois tenho medo das consequências de me deixar seduzir. A libertação que operas em mim com uma única palavra assusta-me, porque não sei viver em liberdade. Sinto a opressão da vida, do mundo, das ideias, dos desejos e quero libertar-me, mas depois não sei viver essa liberdade. Ajuda-me, Senhor, a estar contigo para aprender de ti a ser verdadeiramente livre.
Compromisso
Quero sentar-me junto de Jesus e saborear a sua liberdade como caminho novo para a minha vida.
Compreender a Palavra

O evangelho apresenta-nos o relato de um exorcismo. Jesus chega à terra dos gadarenos, território pagão, e é recebido por dois endemoniados. O confronto é violento e Jesus expulsa os demônios e manda-os para os porcos. Em conclusão, Jesus é afastado da cidade por todos os seus habitantes. O texto apresenta Jesus em terra pagã, o que só acontece neste caso em todo o evangelho de Mateus. Desta forma percebe-se que Jesus, sendo o Messias para Israel, não o é de forma exclusiva. Por outro lado, Jesus aparece a resolver uma situação que ninguém tinha sido capaz de resolver. Ninguém se podia aproximar dos endemoniados e Jesus enfrentou-os e libertou-os. São sinais muito interessantes para a nossa reflexão.

Meditar a Palavra

A presença de Jesus em território pagão com poder para vencer os demônios, que ninguém consegue enfrentar, com uma única palavra e antes de tempo, como eles dizem, mostra o poder de Jesus. Os gadarenos estavam mergulhados no reinos dos demônios e dominados pelas suas forças. Tinham com o sagrado uma relação de sedução e medo. Jesus aproxima-se e transforma a opressão em libertação, mas eles permanecem no medo. Uma palavra de Jesus é suficiente para alterar toda a nossa relação com Deus, mas para isso é necessário deixá-lo atuar de perto na nossa vida. Os gadarenos ouviram aquela palavra e iniciaram um caminho até chegarem perto de Jesus, mas depois foram tomados pelo medo e pediram que se afastasse. Conosco pode suceder o mesmo.

Rezar a Palavra

“Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus”. Podia ter terminado aqui o relato evangélico, mas a verdade é que a última palavra foi um pedido para que te afastasses daquela terra. Escuto esta palavra, Senhor, e percebo como tantas vezes faço um esforço enorme para chegar junto de ti e depois tenho medo das consequências de me deixar seduzir. A libertação que operas em mim com uma única palavra assusta-me, porque não sei viver em liberdade. Sinto a opressão da vida, do mundo, das ideias, dos desejos e quero libertar-me, mas depois não sei viver essa liberdade. Ajuda-me, Senhor, a estar contigo para aprender de ti a ser verdadeiramente livre.

terça-feira, 1 de julho de 2014



O coração é o lugar do afeto, 
da acolhida, do perdão, do amor!

Jesus é o Mestre do fardo leve e quer retirar de nossos ombros todos os pesos e amarguras… o fardo da culpa e do pecado nos aniquila e torna sem sabor a nossa vida.
Daí a necessidade de confiar em Jesus, expor diante dele nossos pesos, chorar nossas lágrimas!
O coração é o lugar do afeto, da acolhida, do perdão, do amor!
O apóstolo João, de maneira inspirada, conceituou Deus como sendo amor (cf. 1Jo 4,7).
É nessa experiência da eleição e do amor que devemos construir nossas vidas, refletindo também para as pessoas essa mesma luz, esperança e alegria! 
O amor verdadeiro não se contenta com a injustiça e nem com a maldade, mas regozija-se com a verdade, com a justiça e a paz.
Amemos, pois, como Jesus nos ensina e façamos de nossas vidas um sacramento do amor de Deus…
Desperta, Senhor, que o mar engole-me com a sua fúria
 
Evangelho: Mt 8, 23-27

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n’O. Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia. Aproximaram-se os discípulos e acordaram-n’O, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos». Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança. Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Compreender a Palavra

Os discípulos ainda não estão com Jesus. Ainda os assiste muito receio. Não sabem quem Ele é, embora se tenham deixado seduzir pela sua palavra que foi convite “Vem e segue-me”. Surgem as primeiras dificuldades, os ventos, as ondas, é uma tempestade no meio do grupo dos discípulos. Como resolver tamanha ventania, como acalmar aquele turbilhão das ondas? Jesus está a dormir e é preciso despertá-lo. Diante de Jesus tudo se acalma e volta ao normal. “Quem é este homem?” É a pergunta que todos fazem.

Meditar a Palavra

Às vezes penso em como na Igreja, nas comunidades e nos grupos se levantam assim, ventos e tempestades do nada. Faz-se noite nos corações e daí tudo pode acontecer. As trevas envolvem os espíritos e não há espaço para o amor. O barco parece pequeno demais para todos e a tempestade ainda o faz parecer mais pequeno. Penso também que muitas vezes vivo no meio das tempestades como uma situação normal, sem pedir a Jesus que venha e traga a sua palavra para que tudo se acalme. Eu mesmo, muitas vezes, sou uma barca levada pelos ventos e empurrada pelas ondas. O meu interior é um mar revoltado. Preciso de Jesus para que o vento regresse ao seu lugar e o mar tome a sua estatura. Preciso de Jesus para que nada em mim se agigante e me domine a não ser o seu amor, para que nada queira ser timoneiro da minha vida a não ser a sua vontade.

Rezar a Palavra

Desperta, Senhor, que o mar engole-me com a sua fúria e o vento leva-me para longe de ti. Vem Senhor Jesus para que não nos separemos uns dos outros pela fúria das razões mesquinhas nem pela escuridão do orgulho de quem quer ser primeiro sem dobrar o joelho para servir. Vem Jesus com a tua cruz de amor e faz que se acalmem as tempestades ruidosas da vaidade que nos faz donos da tua barca.
                         ***************************************************