Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O AMOR FAZ "VER"

Foto de Emilio Carlos Mancini.

Quem ama mantém a paz e a tranquilidade e portanto, a lucidez.
 
Ao contrário do que se pensa, quem ama age muito racionalmente, com os pés no chão, pois tem a luz, o discernimento.
 
Humanamente pode-se dizer que quem age motivado pelo amor torna-se ingênuo, presa fácil para os espertos.
 
Ingênuo na verdade, é quem pensa que pode enganar o amor.
 
Quem ama vê e possui a sabedoria que vem de Deus.
 
Por isso Jesus falou: "Obrigado Pai, porque escondeste estas coisas aos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos."(Mt 11,25) Ou ainda: "Quem me ama, meu Pai o amará, eu o amarei e a ele me manifestarei." (João 14,23)
 
Portanto, se alguém quer ver, ame; se quer entender, ame mais ainda; se quer ter a luz, ame sempre.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"Quantos pães tendes?"

Terça-feira Semana da Epifania

Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
 
 São Marcos, 6,34-44
 
Naquele tempo, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”.
Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. Depois Jesus pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. - Palavra da Salvação.
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Jesus é o pastor segundo o coração de Deus, realizando assim a profecia de Jeremias, e é também o próprio Deus que vem apara apascentar o seu povo, conforme nos diz o profeta Ezequiel. Ele vem porque Deus tem compaixão do seu povo que está como ovelhas que não têm pastor. Jesus é o pastor que alimenta o rebanho com a palavra, ensinando-lhes muitas coisas, e com o alimento material, multiplicando os pães e os peixes. 
 
Como continuadores da missão pastoral de Jesus, devemos nós também dar a nossa contribuição para que o povo seja formado na fé, possa lutar pela superação da miséria e da fome, e tenha condições de conhecer e viver os valores do Reino de Deus.
Um dos temas centrais da pregação e da vida de Jesus foi o da partilha. Sua vida definiu-se como partilha contínua da palavra e do poder que lhe fora confiado pelo Pai. Seu ensinamento consistia em comunicar aos ouvintes um tesouro de sabedoria, levando-os a superar uma visão estreita e deturpada da Palavra de Deus. E, ao operar milagres, partilha de vida, condividia, com as multidões, a força vivificadora recebida do Pai. 
O milagre realizado em benefício de uma multidão faminta que o escutava, numa região deserta, foi uma lição de partilha. 
 
Os cinco pães e dois peixes eram uma porção insignificante de alimento para uma quantidade tão grande de gente. Quem os possuía, foi desafiado a colocá-los à disposição dos demais. Sem este gesto inicial de partilha, não teria havido milagre. 
O grupo dos discípulos de Jesus também foi desafiado a superar sua carência pessoal de alimento. E, assim, cada pessoa recebeu um pedaço de pão. Se algum pedaço de pão tivesse caído em mãos egoístas, aí o milagre deixaria de acontecer. 
 
O fato de serem cerca de cinco mil homens os que comeram e de ter sobrado doze cestos cheios de pedaços de pão e restos de peixe sublinha a infinita capacidade de partilha daquele grupo. 
 
Não importa a quantidade de alimento disponível, quando a capacidade de partilha é ilimitada. Problema é quando os bens deste mundo caem em mãos que não sabem partilhar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016



Tu és Maria, nossa mestra e mãe na fé.


A Santíssima Virgem Maria, por haver ensinado tantas coisas a Jesus, igualmente é nossa mestra na medida em que converte em nosso modelo de espiritualidade, cujo ponto alto está na irrestrita fé no Senhor, seu Deus. Maria ensinou ao Filho uma porção de coisas. Com ela o Mestre aprendeu a falar, a dar os primeiros passos e a conhecer o nome das coisas e dos objetos, assim como a diferenciar o dia da noite, o frio do calor. Como criança, Jesus aprendeu com sua mãe o valor dos pequenos gestos da vida humana. Não sendo rica nem culta, Maria transmitiu-lhe a riqueza do amor e o entendimento dos espíritos povoados de Deus, no mistério das realidades da vida simples, calcada na segurança do amor sem fim.

Maria é a mãe do Jesus histórico e do Cristo da fé. Pela graça e amor do Pai ela se tornou a mãe do Messias, nosso Salvador. Nela não se encontra apenas o advento de Deus no mundo, mas também uma irradiação de sua presença amorosa e transformadora. Quando o cristão deseja compreender bem o mistério de sua espiritualidade e de sua fé, ele experimenta o dever, a urgência de considerar e refletir sobre a pessoa e o lugar de Maria no projeto de Deus e na vida da Igreja.
A Igreja de Jesus tem três pilares: Carismática, Petrina e Mariológica.
A pessoa de Maria, como a nova Eva, é mencionada nas Sagradas Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse. Por isso o próprio Senhor dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamará pelo nome de Emanuel (Is 7,14).

Com Maria Jesus conheceu o nome das pessoas, dos parentes e dos pequenos animais domésticos. Nesse particular, ressalte-se que Maria foi mãe, mestra e guia de Jesus-menino.
Hoje se nota que o nosso mundo está repleto de egoísmo, excesso de personalismo, onde muitas mulheres renunciam ou postergam a maternidade a planos irrelevantes ou subalternos, em nome do prazer, da estética, da profissão, de uma pretensa liberdade, de ideais duvidosos de um falso espaço ou de uma enganosa realização. 

Ah, que lição Maria nos dá! Ela é a mulher simples que se despe de seus ideais humanos, mergulha no escuro da fé, doando-se ao seu Deus, esvaziando-se de si mesma para ser preenchida pela riqueza do Espírito Santo. Tal doação credencia-a ao titulo de medianeira de todas as graças.

São abundantes as referências dos clássicos. De um lado, vemos São Boaventura ensinando que a vontade de Deus é que recebamos todas as graças por intermédio de Maria. De outro, São Luis Maria Grignion de Monfort nos fala, abaixo, dos méritos e das virtudes de Jesus que adornam a espiritualidade de Maria, e pela mãe são transmitidos a nós: Deus Filho comunicou à sua Mãe tudo o que adquiriu por sua vida e morte: seus méritos infinitos e suas virtudes admiráveis. Jesus a fez tesoureira de tudo que seu Pai lhe deu em herança; é por ela que ele aplica seus méritos aos membros do corpo místico, que comunica suas virtudes, e distribui suas graças; ela é o canal misterioso, o aqueduto pelo qual passam abundantes e docemente suas misericórdias (In: Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. Ed. Vozes, 1987.)  .

Existem muitas mulheres como Maria! Há pessoas que a tudo renunciam, sacrificando-se pelo amor de seus filhos (e às vezes até de filhos alheios) e de sua família, elegendo-os como prioridade de suas vidas, deixando de lado as ilusórias promessas do mundo, as irreais sensações de estabilidade e tranquilidade, para se dedicarem ao amor, para escutarem o filho balbuciar seu nome, afagarem seu rosto com suas mãozinhas, chamando-as de mamãe, e iniciando com elas o processo de aprendizado pela vida. 

Com seu amor de mãe, Maria cuida dos irmãos de seu Filho,  que ainda peregrinam e se debatem entre os perigos e as angústias, até que sejam conduzidos à Pátria feliz. Por isso, a Santíssima Virgem é invocada na Igreja com os títulos de Advogada, Auxiliadora, Amparo e Medianeira.

A grande lição de vida que Maria nos dá é sua fé em seu Senhor; é sua disponibilidade em estar a serviço, a capacidade de se colocar à disposição de um projeto que ela mesma não sabia como era, mas suficientemente claro para ser abraçado pela fé, afinal, vindo do seu Senhor, só podia ser coisa boa. É incrível a humildade de Maria, reconhecendo-se pequena antes os intrincados caminhos de Deus.

O silêncio de Maria é revelador, povoado de mensagens, não de acomodação nem de resignação, é pleno de confiança e entrega, certa que Deus sempre faz o melhor por seus filhos, mesmo que estes não possam perceber, de imediato, esses benefícios.
A grande fé que se derrama do coração de Maria é a tônica que ajudou a edificar aquele lar em Nazaré, onde o amor e a esperança brotavam em torrentes, cujo exemplo vara os séculos e nos conduz, hoje, à sua imitação.


"Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo" 

04/01/2016 Segunda-feira Semana da Epifania

Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
São Mateus 4,12-17.23-25
Naquele tempo, ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”.
Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levaram-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia, e da região além do Jordão. - Palavra da Salvação.
******************
O evangelho de hoje nos mostra o início da missão de Jesus, sendo que dois elementos dessa missão se tornam mais evidentes: Jesus como luz e o teor da sua pregação. Jesus, luz que ilumina todo homem que vem a esse mundo, vai na direção de todos os que se encontram nas trevas do erro, do pecado e da morte para os exortar à conversão, a fim de que possam entrar no Reino de Deus. 
A partir disso, entendemos melhor a nossa missão evangelizadora: devemos ser transmissores da luz de Jesus para que todas as pessoas possam aderir à proposta do evangelho, se converter e assumir os valores do Reino de Deus que Jesus mostrou para todos nós.
O ministério de Jesus descortinou, para a humanidade, um horizonte novo. 
O Reino dos Céus, irrompendo na História por meio de Jesus e de sua ação, reavivou a esperança do povo de Deus. Iniciou-se um tempo novo, na história do relacionamento da humanidade com Deus. 
A presença do Messias Jesus, na visão da comunidade cristã primitiva, levou a cumprimento antigas esperanças do povo de Israel. Um texto do profeta Isaías foi particularmente importante neste processo de compreensão da pessoa de Jesus. 
O profeta, olhando para o futuro, prelibava a alegria que haveria de tomar conta da Galiléia, região tradicionalmente considerada como reduto da infidelidade. Olhada com desprezo e apelidada como terra de pagãos, tudo quanto havia de pior lhe era atribuído. 
Pois bem, Isaías anteviu a superação das trevas e da morte em que se encontravam os galileus ao se levantar uma grande luz. Essa luz seria o Messias. Jesus iniciou sua pregação exatamente na Galiléia, símbolo da humanidade jazendo nas trevas da morte, carente de luz. Sua convocação - "Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo" - soou como um apelo dirigido a toda a humanidade para romper com a escravidão do egoísmo e deixar-se guiar por Deus. 
A profecia estava sendo realizada! 
Os dons do Espírito Santo

Espírito-Santo.jpg
Vamos passar à explicação dos sete Dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus. É preciso compreender cada conceito e o seu significado.

 - A Sabedoria é o dom que faz o cristão perceber, intuir e gostar das coisas espirituais. Sente deleite nas coisas de Deus e por isso começa a temer a Deus, a respeitá-Lo mais. Diz o salmo que o temor de Deus é o princípio da sabedoria.

- O Entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas. O Padre Pio era um sacerdote que tinha o dom do entendimento. Ele servia-se do seu dom para ajudar muitas almas. Quando alguns penitentes iam ter com o Padre Pio e, por esquecimento ou timidez, escondiam este ou aquele pecado, o Padre Pio lembrava-lhes: "Falta-te este pecado que cometeste duas ou três vezes". Este dom é utilizado unicamente para o bem do penitente.

- O dom do Conselho: quem o possui consegue dirigir, orientar e aconselhar as almas para a sua própria salvação e felicidade. O dom do conselho que é dado pelo Espírito Santo não é inconveniente, interesseiro, não aconselha segundo a conveniência pessoal mas aconselha somente para o bem da pessoa. Este dom constitui uma preciosidade, pois alerta-nos para os erros que cometemos ou soluções que necessitamos.

- O dom da Fortaleza é também uma virtude. A virtude é um bem e um dom dado pelo Espírito Santo que diz "não" ao pecado, a uma boa proposta, à pressão social, a certas modas que prejudicam a vida espiritual do homem ou da mulher. O dom da fortaleza faz com que o cristão saiba resistir a certas influências sociais e não se deixe conduzir pelaEspirito Santo.jpgpressão do grupo social ou de amigos onde está inserido. Com este dom a pessoa mantém a sua personalidade, sendo aquilo que realmente é, conservando os valores cristãos.

- O dom da Ciência permite ao homem perceber e sentir, através da natureza e dos acontecimentos do dia-a-dia a presença e a linguagem de Deus.
Quem possui o dom da ciência consegue louvar a Deus, olhando para as belezas da natureza, para a beleza de um jardim, das montanhas, da água do mar, do céu azul, das estrelas. Através da natureza, a alma lê e louva o seu Deus, agradecendo-Lhe enquanto observa uma linda flor. Em vez de ficar fixo apenas na beleza da flor, louva o autor da criação, louva o Criador.

- O dom da Piedade inclina o cristão à oração, ao louvor, à adoração, à contemplação; leva o cristão a sentir gosto pela oração, sentir desejo e gosto de estar com Deus, gosto em rezar e em falar com Deus através da oração.
O dom da piedade faz com que a pessoa não se canse de rezar e se sinta bem a rezar. Através deste dom, Deus vai revelando aspectos espirituais que muitos não percebem.
A alma piedosa tem mais luzes e percebe melhor as coisas a nível espiritual. Aquele que não reza não percebe, não entende e não vê porque não lhe é permitido ver.
Há pessoas que dizem: "Mas padre, eu rezo tanto!" e eu pergunto: "Como reza?". Não basta rezar, é preciso rezar bem, meditando nas palavras e nos mistérios que contemplamos da vida de Jesus. Experimentem rezar bem, concentrados, compenetrados e verão as maravilhas que Deus irá realizar nas vossas almas.
É lindo rezar bem. A pessoa sente na alma uma grande paz, suavidade, gozo e alegria.

- O dom do Temor de Deus leva-nos a fugir do pecado com receio de ofender e de perder Quem amamos - o nosso Deus. Este dom está, em certa medida, associado ao dom da fé porque nos faz sentir e perceber que estamos na presença de Deus e, se estou na Sua presença, não quero pecar.
O temor de Deus é um grande dom pois faz com que o homem faça tudo para não perder a graça de Deus, o Seu amor e a Sua presença. Por isso, o temor de Deus é o princípio da sabedoria.
Desta forma falamos sobre o significado de cada dom e de cada fruto do Espírito Santo, para melhor compreendermos a necessidade de invocarmos e suplicarmos ao Espírito Santo que aumente em nós os Seus dons e frutos, perseverando-nos neles até à morte.

Padre Manuel Sabino, Fundador dos Servos do Bom Pastor
A importância do exemplo

Todo homem, a cada momento, está influenciando seu próximo ou recebendo influências dele. Está sendo para ele ora pastor, ora ovelha; ora mestre, ora discípulo.

Narram os Santos Evangelhos o ardente zelo de Nosso Senhor ­Jesus Cristo ao realizar, percorrendo todas as regiões de Israel, inúmeros prodígios em favor daqueles que vinham ao seu encontro: "Andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com Ele" (At 10, 38). Os cegos viam, os surdos ouviam, os mortos ressuscitavam. Ninguém se aproximava d'Ele sem ser beneficiado.
Jesus e a samaritana.jpg
Incomparavelmente superior a todas as
maravilhas do universo é a graça, criatura
que nos confere uma participação na
vida divina, incriada

Jesus e a samaritana - Igreja de Nossa Senhora
da Encarnação, Granada (Espanha)
Numa das suas viagens da Judeia à Galileia, deteve-Se Ele na cidade de Sicar, na Samaria, e sentou-Se junto ao poço de Jacó, a fim de descansar da caminhada. Em certo momento aproximou-se uma mulher para buscar água. "Dá-Me de beber" (Jo 4, 7), pediu Ele. Ela, porém, surpreendeu-se, pois os judeus não se relacionavam com os samaritanos. Replicou-lhe então o Mestre: "Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz ‘Dá-Me de beber', tu Lhe pedirias, e Ele te daria água viva" (Jo 4, 10).

Incomparavelmente superior a todas as maravilhas da criação - nas quais há sempre um reflexo visível das "perfeições invisíveis de Deus" (Rm 1, 20) - é o "dom de Deus", isto é, a graça, criatura que transcende todo o criado e nos confere uma participação na vida divina, incriada. A menor "gota" de graça supera o bem natural do universo inteiro.

Portanto, acompanhar o desenvolvimento da graça nas almas dos justos é um dos mais apaixonantes meios de conhecer a História da Igreja, além de uma excelente forma de amor a Deus.

Quis Ele tornar-nos participantes dos seus méritos

Voltemos, agora, o olhar ao alto da Cruz. Após Nosso Senhor Jesus Cristo ter proferido seu "consummatum est" (Jo 19, 30), a lança do soldado abriu-Lhe o costado, de onde jorraram sangue e água, símbolo do começo e do crescimento da Igreja.2 Foi, com efeito, "do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o sacramento admirável de toda a Igreja".

Ao gênero humano, até então nas trevas do pecado, tornou-se acessível o caminho da virtude. Abriram-se as portas do Céu. Pela Redenção, a Lei Antiga é substituída pela Lei da graça.

Em seu desígnio salvador, quis Cristo constituir a Santa Igreja, sociedade visível, à maneira de Corpo cuja Cabeça é Ele próprio (cf. Ef 5, 23.30; Col 1, 18), para que, de sua plenitude, todos os membros recebêssemos graça sobre graça (cf. Jo 1, 16). Assim, tornou-nos também participantes dos infinitos méritos de sua vida, Paixão e Morte.4 Pois, na medida em que nós, enquanto membros, estamos unidos a Nosso Senhor, "não apenas a Paixão de Cristo nos é comunicada, mas também o mérito de sua vida".

"Brilhe vossa luz diante dos homens"

Conforme nos ensina a doutrina católica, todos os homens que estão em estado de graça possuem um misterioso vínculo entre si, procedente dessa união com a Cabeça. "Uma admirável e discreta circulação de bens espirituais os une, como estão unidas as diversas partes do corpo humano para a circulação dos líquidos e do sangue que repartem para todos os membros os eflúvios de vida" - explica o padre Monsabré. "Este mistério se chama Comunhão dos Santos".

A cada momento, esclarece Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, todo homem está influenciando seu próximo ou recebendo influências dele. "Está sendo para ele ora pastor, ora ovelha; ora mestre, ora discípulo; continuamente dando e recebendo algo".

Segundo o padre Monsabré, o "capital social" do qual participam os diversos membros da Igreja na Comunhão dos Santos compõe-se de três categorias de bens: "as boas obras, por via do exemplo e da imitação; as graças, por via de intercessão; os méritos, por via de substituição".8 Embora as duas últimas sejam de fundamental importância, limitar-nos-emos a tratar neste artigo da primeira delas: as boas obras.

"Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos Céus" (Mt 5, 16) - recomendou o Divino Mestre aos seus discípulos. São João Crisóstomo interpreta estas palavras como um convite: "haja em vós grande virtude, arda em vossos corações o fogo da caridade e sua luz brilhe diante dos homens. Porque, quando a virtude alcança esse grau de perfeição, é impossível mantê-la oculta, por mais que quem a pratica queira ocultá-la". Assim, os Apóstolos anunciavam o Reino de Deus sobretudo pelo exemplo de suas vidas.
Loginus crava a lança no costado de Jesus - Catedral de León (Espanha.jpg
Foi, com efeito, "do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o sacramento
admirável de toda a Igreja"

Loginus crava a lança no costado de Jesus - Catedral de León (Espanha)
As virtudes que ornam as almas santas se manifestam no exterior, de modo permanente, pelas boas obras e pelo exemplo, o qual se impõe à nossa imitação, convidando-nos a conformar nossa vida com a delas, isto é, com Jesus Cristo, arquétipo de todas as virtudes, exemplo universal da vida cristã, supremo modelo de perfeição. Essas obras e exemplos constituem um capital de bem que cresce a cada momento como um incessante apelo aos demais membros do Corpo Místico a abraçarem também a santidade.
Ir. Patricia Victoria Jorge Villegas, EP
( parte do artigo )
Pérola do dia:
 
ACREDITAR NO AMOR DOS IRMÃOS

Uma grande verdade é que somos muito céticos e cheios de melindres com relação ao amor dos irmãos.
Basta um silêncio, uma ausência casual, um esquecimento, e já afirmamos que o outro nos é indiferente e que não gosta de nós.
Pior ainda se o outro se diz cristão, pois qualquer deslize, já vem um julgamento: "E é porque se diz cristão..!"
Só conseguimos nos amar verdadeiramente se fizermos o que se chama de "pacto de misericórdia".
Ver-nos com olhos novos a cada dia, a cada momento.
Era essa a experiência que Chiara Lubich, fundadora do Focolare, fazia com suas primeiras companheiras e que nos ensinou ao longo dos anos.
É isso que Jesus nos ensina quando diz que devemos perdoar setenta vezes sete vezes.
O que mais nos impede de acreditar no amor do irmão é a precipitação em julgar seus atos.