Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Foto de Emilio Carlos Mancini.O Senhor é o pastor que me conduz...
Não me falta coisa alguma Sl 22(23).

A missão de um pastor é zelar pelo seu rebanho. O bom pastor cuida de suas ovelhas e tem muito carinho por elas, a ponto de arriscar a própria vida para protegê-las de qualquer perigo. Jesus afirma que Ele é o nosso bom Pastor, Aquele que cuida de nós e nos guia pelo caminho certo.
 
"Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem; assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. 
É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la (João 10,14-17).

Jesus ainda disse que as Suas ovelhas O conhecem. 

A grandeza do nosso Senhor não permite que O conheçamos em tudo, mas há muitas coisas que podemos e devemos saber sobre Ele. Para isso, precisamos deixar que Ele governe a nossa vida diariamente, através de nossas atitudes e escolhas. 
Então veremos seus livramentos, sua provisão e o seu cajado nos consolando e corrigindo quando precisamos.
Quando estamos conhecendo alguém, é normal passarmos horas e horas conversando com ela. Certo? Com Jesus é a mesma coisa! Para termos mais intimidade com nosso bom Pastor, precisamos criar um relacionamento pessoal com Ele, através da oração e leitura da Bíblia. 
E mesmo assim, muita coisa que aprenderemos sobre Ele, virá através de situações que acontecerão em nossas vidas. 
O importante é continuarmos obedecendo Suas palavras e assim Ele nos guiará sempre no caminho certo. 
"Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: "Este é o caminho; siga-o" (Isaías 30,21).

Mas talvez você se pergunte: Como posso ter certeza de que sou uma ovelha de Jesus?

Veja o que Ele disse:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai" (João 10,27-29).
Jesus disse que suas ovelhas são as pessoas que ouvem as Suas palavras e obedecem, com isso elas têm a segurança da vida eterna.
Elas não dão ouvidos a um estranho (João 10,5), mas exclusivamente a Ele.
Há muitas pessoas que dizem ser cristãs, mas buscam a palavra em outros lugares, fora da Bíblia.
Não existe salvação fora do Evangelho, pois é somente nele que Deus revela o seu plano de salvação, ao enviar Jesus para morrer pelos nossos pecados.

"Todos te procuram".

Foto de Emilio Carlos Mancini. 13/01/2016 - Quarta-feira Tempo Comum
1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas

Marcos 1,29-39

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi com Tiago e João à casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela. Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los.
À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio. Toda a cidade estava reunida diante da porta. Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam. De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar solitário, e ali se pôs em oração. Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo. Encontraram-no e disseram-lhe: "Todos te procuram." E ele respondeu-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim." Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios -

Palavra da Salvação.

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A centralidade da missão de Jesus encontra-se na revelação do Reino de Deus, de modo que para ele é mais importante a pregação do que a realização de curas e outros tipos de milagres. Os milagres estão relacionados com a revelação, pois explicitam o conteúdo principal da pregação de Jesus que é o amor que Deus tem por todos nós e o bem que ele concede a nós como manifestação desse amor. Sendo assim, o mais importante não é o milagre em si, mas a revelação que ele traz junto de si: Deus ama a todos nós com amor eterno e tudo faz pela nossa felicidade, e isso deve ser anunciado a todos os povos.
O poder taumatúrgico de Jesus chamava a atenção de todos. Por onde passava, atraía multidões de pessoas que recorriam a ele em busca de cura para suas doenças e enfermidades. E ninguém ficava sem ser atendido.

Os milagres de Jesus, entretanto, nada tinham de exibicionismo. Seu poder de curar não o transformava em milagreiro ambulante, a serviço do interesse e da curiosidade alheia. Talvez, houvesse quem se aproximasse dele com esta visão deturpada de sua ação. Mas, ele manteve até o fim sua pureza de intenção.

Os milagres de Jesus estavam em função de seu serviço ao Reino. Através deles, ficava patente que o Reino estava acontecendo em forma de recuperação da saúde e de tudo quanto mantinha cativo o ser humano.

O Reino, por conseguinte, se concretizava em forma de saúde e libertação desencadeadas pela ação de Jesus. Os benefícios do poder de Jesus chegavam a todos indistintamente. Jesus não se perguntava se a pessoa era digna ou não de ser beneficiada por ele. Importava-lhe apenas o fato de ter diante de si alguém carente de vida, em quem o Reino podia dar seus frutos. Por isso, não se recusava a acolher ninguém e fazê-lo participar da vida recebida do Pai, para ser partilhada com a humanidade.

A doença ou a possessão é o entrave que não permite que alguém se ponha a serviço do próximo e do Reino, Jesus ao curar e libertar desperta no possuído a certeza que ele é o Santo de Deus. Jesus oferece um roteiro para entrarmos em sintonia com o Pai.
É através da oração que nos comunicamos com Deus, mas antes de tudo devemos buscar um isolamento, fugindo do corre-corre do dia. Uma advertência feita e que devemos levar em consideração é que quando estamos a serviço, toda honra e toda glória são destinadas ao Senhor, portanto não devemos nos envaidecer com o: "Todos te procuram".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ateísmo –

Muitos dos nossos contemporâneos não percebem esta íntima e vital ligação a Deus, ou até a rejeitam explicitamente; de tal maneira que o ateísmo deve ser considerado um dos fatos mais graves do tempo atual. (CIC-2123)
A palavra ateísmo abrange fenômenos muito diversos. Uma forma frequente dele é o materialismo prático, que limita as suas necessidades e ambições ao espaço e ao tempo. O humanismo ateu julga falsamente que o homem é para si mesmo o seu próprio fim, o único artífice e demiurgo (o Deus Criador) da sua própria história. Outra forma do ateísmo contemporâneo é a que espera a libertação do homem exclusivamente através duma libertação econômica e social, à qual a religião, por sua mesma natureza, se oporia, na medida em que, dando ao homem a esperança duma enganosa vida futura, o afasta da construção da cidade terrena. (CIC-2124) 

Na medida em que nega ou rejeita a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra a virtude da religião. A imputabilidade desta falta pode ser largamente diminuída, atendendo às intenções e às circunstâncias. Na génese e difusão do ateísmo, os crentes podem ter tido parte não pequena, na medida em que, pela negligência na educação da sua fé, ou por exposições falaciosas da doutrina, ou ainda pelas deficiências da sua vida religiosa, moral e social, se pode dizer que mais esconderam do que revelaram o autêntico rosto de Deus e da religião. (CIC-2125)
Muitas vezes, o ateísmo funda-se num falso conceito da autonomia humana, levado até à recusa de qualquer dependência em relação a Deus. No entanto, o reconhecimento de Deus de modo nenhum se opõe à dignidade do homem, uma vez que esta se funda e se realiza no próprio Deus. A Igreja sabe que a sua mensagem está de acordo com os desejos mais profundos do coração humano. (CIC-2126)

Catecismo da Igreja Católica

 

O que é indulgência plenária? Como alcançá-la no Ano da Misericórdia?

A doutrina e o uso das indulgências na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, e vem dos Apóstolos.
“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. (Norma 1 do Manual das Indulgências) 

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que: “Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados”. (n. 1498)
O pecado tem duas consequências: a culpa e a pena. A culpa é perdoada na Confissão; a pena, que é a desordem que o pecado provoca no pecador e nos outros, e que precisa ser reparado, é eliminada pela indulgência que pode ser plenária (total) ou parcial.
De acordo com o Manual das Indulgências, para se ganhar uma indulgência plenária (uma vez por dia apenas), para si mesmo ou para as almas, deve-se fazer:
a)    uma Confissão individual rejeitando todos os pecados (basta uma Confissão para várias indulgências);
b)    receber a Sagrada Eucaristia;
c)    rezar pelo Papa ao menos um Pai-nosso e uma Ave-Maria.
Não é necessário que tudo seja feito no mesmo dia.
Além disso, escolher uma dessas práticas:
1)    Adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora. (concessão n. 3)
2)    Leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora. (concessão n. 50)
3)    Piedoso exercício da Via Sacra. (concessão n. 63)
4)    Recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório ou na família ou na comunidade religiosa ou em piedosa associação. (concessão n. 63)
Para o Ano da Misericórdia o Papa Francisco autorizou outros meios de “alcançar misericórdia” por meio da indulgência plenária. Esta prática pode, então, substituir uma das quatro opções citadas acima: Rosário, ou Adoração do Santíssimo, ou Via Sacra, ou leitura bíblica meditada.
Segundo a carta do Papa Francisco a D. Rino Fisichella, presidente do pontifício conselho para a promoção da nova evangelização, se concede a indulgência para o Ano Santo:
1 - PEREGRINAÇÃO ATÉ A PORTA SANTA
“Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão”.
2 - DOENTES E PESSOAS IMPOSSIBILITADAS
“Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar”.
3 - ENCARCERADOS
“O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade”.
4 - OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS OU CORPORAIS
“Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade”.
5 - FIÉIS FALECIDOS
“A indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim”.
6 - FIÉIS QUE FREQUENTAREM IGREJAS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X
[A Indulgência também] “é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.
Que neste Ano Santo que se iniciará, saibamos aproveitar a oportunidade para vivê-lo intensamente e buscar ir ao encontro dessa fonte inesgotável de misericórdia que nasce do Coração de Deus.
Texto: Prof. Felipe Aquino

Caridade -

Caridade é um termo derivante do latim caritas, que tem origem no vocábulo grego chàris. Significa um sentimento de ajuda a alguém sem busca de qualquer recompensa. A prática da caridade indica uma pessoa boa e de moral correta. A doutrina católica classifica a caridade como uma das virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), “pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus” (CIC. 1822). 

O Apóstolo São Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.” (1Cor 13,4-7). São Paulo também não mede suas palavras quando ele afirma “A caridade é superior a todas as virtudes. É a primeira das virtudes teologais” (CIC 1826). “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1Cor 13,13).
Jesus fez da caridade o novo mandamento quando disse “Este é o meu preceito: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Por sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, a cada moção do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade. A visita de Maria, grávida a Elizabete numa região montanhosa foi um belo exemplo da caridade de Maria.
O Papa Bento XVI publicou no dia 7 de junho de 2009 uma carta encíclica titulada “Caritas in Veritate” (Caridade na Verdade). Nesta encíclica a “caridade” é aplicada às realidades do trabalho, da economia e do desenvolvimento em geral. A caridade representa o maior mandamento social. Respeita o outro e seus direitos. Exige a prática de justiça, e só ela nos torna capazes de praticá-la.
“Deus é caridade e aquele que permanece na caridade permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4,16). Deus difundiu a sua caridade nos nossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm 5,5); por isso, o dom principal e mais necessário é a caridade, pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por causa dele. (cf. Lumen Gentium No. 42).
Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista.

 Coragem, sou eu! Não tenhais medo!

06/01/2016 

Quarta-feira Semana da Epifania

Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Epifania ou do Natal - Ofício do dia
Cor: Branco - Ano Litúrgico “C” - São Lucas
 
 São Marcos 6,45-52
 
Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar.
Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” Então subiu com eles na barca, e o vento cessou.
Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. - Palavra da Salvação.
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Jesus, ao caminhar sobre as águas, revela aos seus discípulos que é Deus, isso porque, segundo as Escrituras, somente Deus pode caminhar sobre o mar. Podemos ver isso no livro de Jó: "Sozinho ele estende os céus e caminha sobre as alturas dos mares" (Jó 9,8) e no livro dos Salmos: "No mar abriste o teu caminho, tua passagem nas águas profundas, e ninguém conseguiu conhecer os teus rastros" (Sl 76,20). 
 
A revelação da divindade de Jesus continua na mesma passagem quando ele fala aos discípulos: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!", atribuindo para si o mesmo nome que Deus atribuiu a si na passagem da sarça ardente, quando revela o seu nome a Moisés.
A vida humana é toda feita de luta. As circunstâncias podem variar, sendo mais leves ou mais pesadas. Nossa capacidade de enfrentar os problemas pode ser maior ou menor, dependendo do momento. As dimensões da luta também podem ser diferentes. Uma coisa, porém, é certa: não é possível eliminar as crises, as dificuldades e as provações. 
 
Os discípulos remando penosamente, no meio do mar encapelado, são a imagem viva da realidade humana. Não há quem não experimente medo e insegurança, numa situação assim. O fim parece aproximar-se veloz. Parece impossível não sucumbir. 
 
Existe, entretanto, uma dimensão da realidade humana que se revela pouco a pouco. Para além da tempestade, está Jesus orando e velando pela sorte de seus discípulos. Ele não é insensível à sorte de seus amigos, nem se compraz em assistir, impassível, a seu sofrimento, muito menos contemplá-los na iminência da morte. Nos momentos de provação, Jesus vai ao encontro deles, uma vez que é o dominador das forças que os atormentam. 
 
A gravidade dos problemas enfrentados pelos cristãos leva-os, não raro, a se esquecerem da presença de Jesus junto de si. Só ele pode oferecer segurança, nos momentos de dificuldade, quando tudo parece ruir. Entretanto, é preciso cuidado para não nos agarrarmos a falsas imagens de Jesus, e sim, discernir bem, para descobrir o verdadeiro companheiro de luta.
De acordo com o relato de Marcos, os apóstolos não “captaram a mensagem”, ainda não sabem quem é verdadeiramente Jesus, mesmo depois da multiplicação dos pães, não O identificaram com Deus, parece que Ele continua sendo apenas uma pessoa dotada de poderes para realizar grandes prodígios. Marcos inicia dizendo que Jesus “obrigou” os discípulos a entrarem no barco, agora eu pergunto: eles não queriam ir, pois não desejavam abandonar Jesus, ou estavam cheios de receio em enfrentar os demônios do mar bravio? (recorde 4,35-38). 
 
Sem sombra de duvida podemos afirmar que era a segunda opção, somente uma pessoa que não está em sintonia com a Boa Nova para duvidar dos pores de Jesus, é necessária uma ausência total de fé para olhar para Jesus e não reconhecê-Lo. Se você prestou atenção o texto está bem claro, “Vendo-o caminhar sobre o mar, eles julgaram que fosse um fantasma” (v. 49). 
 
O texto não diz que eles viram um vulto, mas sim, que viram o próprio Jesus. Como participar da implantação do Reino acreditando que Jesus é a Boa Nova, sem antes nos libertarmos das amaras deste mundo. Será que Jesus terá de passar toda a nossa vida afirmando: “sou Eu!”.
«Foi ter com eles de madrugada»

Foto de Emilio Carlos Mancini.
«Jesus obrigou logo os seus discípulos a subirem para o barco e a irem à frente, para o outro lado, rumo a Betsaida, enquanto Ele próprio despedia a multidão. Depois de os ter despedido, foi orar para o monte. Era já noite, o barco estava no meio do mar e Ele sozinho em terra» (Mt 14, 22-23). Para dar a razão destes fatos, é preciso distinguir os tempos.

Se Ele está só à noite, isso mostra a sua solidão na hora da Paixão, quando o pânico dispersou todos os que O acompanhavam. Se ordena aos seus discípulos que entrem no barco e atravessem o mar, enquanto Ele próprio despede as multidões e, uma vez despedidas, sobe a um monte, é que lhes ordena que estejam na Igreja e naveguem no mar, quer dizer, neste mundo, até que, retornando no dia da sua vinda gloriosa, Ele dê a salvação a todo o povo, que será o resto de Israel (cf Rom 11,5) [...], e que esse povo dê graças a Deus seu Pai e se estabeleça na sua glória e na sua majestade. [...]

«Foi ter com eles na quarta vigília da noite.»

Na expressão «quarta vigília da noite», encontram-se as marcas da sua solicitude. Com efeito, a primeira vigília foi a da Lei, a segunda a dos profetas, a terceira a da sua vinda corporal, a quarta coloca-se no seu regresso glorioso.

Mas Ele encontrará a Igreja decadente e cercada pelo espírito do Anticristo e pela agitação deste mundo; pois Ele virá num momento de extrema ansiedade e de tormentos. [...]
Os discípulos estarão aterrorizados pela vinda do Senhor, temendo as imagens da realidade deformadas pelo Anticristo e pelas ficções que se insinuam no olhar.

Mas o Senhor, que é bom, falar-lhes-á imediatamente, afastará o seu medo e dir-lhes-á: «Sou Eu», dissipando, pela fé na sua vinda, o temor do naufrágio ameaçador.

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de Mateus, 14, 13-14 (a partir da trad. SC 258, p. 27)