Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

quinta-feira, 21 de maio de 2015

 Eu lhes fiz conhecer o teu nome...

Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa

Evangelho (Jo 17,20-26): 

Naquele tempo, Jesus, alçando os olhos ao céu, disse: «Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela palavra deles. Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitamente unidos, e o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste, para que contemplem a minha glória, a glória que tu me deste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o farei conhecer ainda, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles».

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Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim
Hoje, encontramos no Evangelho um sólido fundamento para a confiança: «Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que (...) vão crer em mim...» (Jo 17,20). É o Coração de Jesus que, na intimidade com os seus, abre-lhes os tesouros inesgotáveis do seu Amor. Quer afiançar seus corações afligidos pelo ar de despedida que têm as palavras e gestos do Mestre durante a Santa Ceia. É a oração indefectível de Jesus que sobe junto ao Pai pedindo por eles. Quanta segurança e fortaleça encontrarão depois nessa oração ao longo da sua missão apostólica! 
 
Em meio de todas as dificuldades e perigos que tiveram que afrontar, essa oração os acompanhará e, será a fonte na que encontrarão a força e ousadia para dar testemunho da sua fé com a entrega da própria vida.

A contemplação dessa realidade, dessa oração de Jesus pelos seus, tem que atingir também as nossas vidas: «Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que (...) vão crer em mim... ». Essas palavras atravessam os séculos e chegam, com a mesma intensidade com que foram pronunciadas, até o coração de todos e cada um dos crentes.

Na lembrança fresca da última visita de João Paulo II a Espanha, encontramos nas palavras do Papa o eco dessa oração de Jesus pelos seus: «Com meus braços abertos, levo-os a todos no meu coração —disse o Pontífice na frente de mais de um milhão de pessoas—. A recordação desses dias vai transformar-se em oração pedindo para vos a paz em fraterna convivência, animados pela esperança cristã que nunca engana». E, já não tão próximo no tempo, outro Papa fazia uma exortação que nos chega ao coração depois de muitos séculos: «Não há nenhum doente a quem seja negada a vitória da cruz, nem há ninguém a quem não lhe ajude a oração de Cristo. Já que se esta foi de proveito para os que o maltrataram, quanto mais o será para os que se convertem a Ele?». (São Leão Magno)

Amar


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Amar  é uma decisão, não um sentimento;
amar  é dedicação e entrega.


Amar  é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é  um exercício de Jardinagem: 
arranque o  que faz mal, prepare o terreno, 
semeie, seja  paciente, regue e cuide. 


Esteja preparado  porque haverá pragas, 
secas ou excesso  de chuvas, 
mas nem por  isso abandone o seu jardim. 
Ame o seu  par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, 
dê-lhe afeto  e ternura, admire-o e compreende-o. 
Isso é tudo. Ame!!!

A inteligência  sem amor, faz-te perverso. 
A injustiça  sem amor, faz-te implacável. 
A diplomacia  sem amor, faz-te hipócrita. 
O êxito sem  amor, faz-te arrogante. 
A riqueza sem  amor, faz-te avaro. 

A docilidade  sem amor, faz-te servil. 
A pobreza sem  amor, faz-te orgulhoso. 
A beleza sem  amor, faz-te ridículo. 
A autoridade  sem amor, faz-te tirano. 
O trabalho  sem amor, faz-te escravo. 
A simplicidade  sem amor, deprecia-te

A oração  sem amor, faz-te introvertido. 
A lei sem  amor, escraviza-te 
A política  sem amor, deixa-te egoísta. 
A fé sem  amor, deixa te fanático. 
A cruz sem  amor converte -se em tortura. 
A vida sem  amor…não tem sentido.
 Porque ter medo?

Num processo, o advogado existe para emprestar a sua voz àquele que não tem voz, procura encontrar as palavras daquele que as procura. Jesus conhece os seus apóstolos, conhece os seus limites, os seus medos, a sua timidez, Ele sabe também que eles encontrarão os detratores, como Ele próprio os encontrou. 
É então que Ele promete o Defensor, o “Espírito de Verdade”, precisa Ele. 
Este Espírito não estará ao lado deles, mas neles, Ele amá-los-á, fortificá-los-á, santificá-los-á, soprar-lhes-á as palavras que é preciso dizer e que farão eco às palavras pronunciadas pelo seu Mestre. “Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em Mim”. 
Sim, o Espírito Santo, Espírito do Ressuscitado, anima hoje ainda a sua Igreja. 
Porque ter medo, então? A palavra está no Defensor, é preciso não contradizer esta palavra.
Jesus chama ao Espírito Santo “o Defensor”. 

Testemunhas da verdade… Jesus chama ao Espírito Santo “o Defensor”. 
A palavra grega significa “advogado”. A sua função é fazer surgir a verdade e tomar a defesa do acusado, de “dar testemunho em seu favor”. 
Estamos assim no contexto de um processo em tribunal. O acusado é Jesus e, através d’Ele, é toda a humanidade: “Eis o homem!”, disse Pilatos. 
O acusador é aquele que São Pedro chama “vossa parte adversa, o Diabo”, o Maligno. Só tinha um fim em vista: levar os homens para longe da luz. 
O Juiz é Deus. Jesus envia o seu Espírito, o Espírito de Verdade, que denuncia à face do mundo as mentiras do Maligno. 
No Pentecostes, Ele proclama a vitória do Ressuscitado sobre as forças de divisão e constitui os apóstolos como testemunhas autênticas desta Boa Nova. 
Desde dois mil anos, de geração em geração, o Espírito do Pentecostes continua a chamar homens e mulheres para lhes confiar a mesma missão: serem testemunhas autênticas da verdade dada em Jesus, o Ressuscitado. 
 Aí se encontra o mistério secreto e incandescente do mistério da Igreja.
DOMINGO DE PENTECOSTES - 24 de maio de 2015

“Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!”

Leituras:
Atos 2, 1-11;
Salmo 103, 1ab.24ac.29bc-30.31.34 (R/30);
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 12, 3b-7.12-13;
João 20, 19-23.

COR LITÚRGICA: VERMELHA

Aleluia, irmãos e irmãs! Cristo Ressuscitou! Com a festa de hoje, estamos chegando à conclusão do Tempo Pascal, tempo celebrado com alegria e exultação, um só dia de festa que durou cinquenta dias, "um grande domingo", tempo marcado pelo canto e pelo sentimento do "Aleluia". (cf. Normas Universais do Ano Litúrgico, 22). Faremos, ainda nesta celebração, memória da grande Vigília Pascal, “mãe de todas as vigílias” (Sto. Agostinho). O fogo que acendeu o círio pascal fez memória da “Bênção do fogo novo”. A solenidade de Pentecostes destaca a essencialidade da presença do Espírito Santo na vida do evangelizador.

1. Situando-nos brevemente

No dia de hoje vamos celebrar a manifestação daquela Força que tirou Jesus da morte e lhe trouxe à vida.

Com este domingo se concluem os cinquenta dias da Páscoa, dedicados inteiramente a celebrar a alegria da Ressurreição, a novidade da vida dos batizados e o começo da Igreja, animada pelo Espírito Santo.

A oração da “coleta” da Vigília de Pentecostes sintetiza bem a importância do dia de hoje: “Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que o mistério pascal se completasse durante cinqüenta dias, até a vinda do Espírito Santo. Fazei que todas as nações dispersas pela terra, na diversidade de suas línguas, se unam no louvor do vosso nome”. E completa o Prefácio da Festa de hoje: “Para levar à plenitude os mistérios pascais, derramastes, hoje, o Espírito Santo prometido, em favor de vossos filhos e filhas” (Prefácio de Pentecostes. Missal Roman, p. 319).

2. Recordando a Palavra

O texto dos Atos dos Apóstolos é construído por Lucas com uma finalidade teologia bastante especifica: estabelecendo um paralelo com o Pentecostes do povo de Israel, mostrar que a ação de Deus continua viva agora nos cristãos. A festa judaica de Pentecostes, celebrava, cinqüenta dias depois da páscoa, a recepção da Torá no Monte Sinai (Cf. Ex 19,16-20 e Dt 5, 4-5).

Percebemos também um contraponto ao relato de Babel (Cf. Gn 11, 1-11): lá, a multiplicidade de línguas gerou confusão: aqui, pela ação do Espírito de Deus, gerou unidade. A Igreja nasce com uma vocação universal, evidenciada pelos numerosos povos ali reunidos.

Elementos como o barulho forte, o vento e as línguas de fogo são teofânicos: expressam a presença de Deus. É essencial perceber que a comunidade primitiva foi invadida, tomada pelo Espírito, e que toda a sua atividade posterior se dá pelo influxo deste mesmo Espírito.

O Salmo 103 pede que o Espírito do Senhor seja enviado também a nós, para que a face da terra seja renovada. Canta a beleza da criação que, sem respeito da vida, dado por Deus, volta ao nada de onde saiu.

A unidade de que fala a primeira leitura não anula a diversidade presente na Igreja. Isso é garantido pelo texto de Paulo aos Coríntios. É o Espírito Santo que nos permite crer. O essencial é a profissão de fé em Cristo Ressuscitado: Ele é o Senhor.

A comunidade de Corinto passava por algumas dificuldades por causa do sincretismo religioso. Diante disso, como discernir o que é, verdadeiramente, obra de Deus do que é puramente humano? Paulo coloca três critérios importantes: 1. Todos os carismas devem conduzir à mesma profissão de fé no senhorio de Cristo; 2. Todos os carismas devem ajudar a concretizar o plano salvífico de Deus; 3. Os carismas servem ao bem comum e à unidade do Corpo de Cristo, nunca criam divisão.

As diferenças étnicas (judeus e gregos) e sociais (escravos ou livres) não podem perdurar na comunidade cristã. A adversidade de carismas, assim, não destrói, mas favorecem a unidade na fé.

O Evangelho se dá no lugar da reunião da comunidade, que, ao que tudo indica, já tinha estabelecido o costume de se reunir no primeiro dia da semana. Chama atenção que estavam com medo, o que revela a situação da comunidade de João em relação à Sinagoga.

Jesus entra, mesmo com as portas fechadas, põe-se no meio deles, os saúda dando a paz. Há controvérsias exegéticas sobre a tradução das palavras de Jesus: “’Paz a vós!’ Por essas palavras, que são as primeiras que o Vivente dirige aos seus discípulos reunidos, Jesus não formula uma saudação ordinária, o shalom costumeiro dos judeus. Também não é um desejo, como erroneamente se traduz: ‘A paz esteja convosco’. Trata-se do dom efetivo da paz, em conformidade com o que Jesus disse no seu Discurso de despedida: ‘Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz; não vo-la dou como o mundo’ (14, 27)” (LÉON DUFOUR, Xavier. Leitura do Evangelho Segundo João – IV. São Paulo: Loyola, p. 166).

Depois se apresenta, mostrando a identidade entre o Crucificado e o Ressuscitado. O resultado dessa visita é a alegria que brota no coração dos discípulos, que vêem o Senhor.

Há uma nova saudação de paz, sinal do início de um novo tempo. Jesus, o Enviado por excelência, envia agora os seus discípulos. “A missão provém de Deus, que quer dar a vida ao mundo. O envio dos discípulos implica tudo o que visava o ministério confiado a Jesus: glorificar o Pai, fazendo conhecer seu Nome e manifestando seu amor (Cf. 17, 6.26)” (Idem p. 169).

Temos, agora, um gesto: soprou sobre eles. Esse sopro é indicado com o mesmo verbo que consta em Gênesis 2,7. Faz referência clara ao ato criador e, agora, inaugura uma nova criação. “Trata-se agora da nova criação: Jesus glorificado comunica o Espírito que faz renascer o homem (cf. 3, 3-8), capacitando-o para partilhar a comunhão divina. O Filho que ‘tem a vida em si mesmo’ dispõe dela a favor dos seus (cf. 5, 26.21): seu sopro é o da vida eterna. Mostrando a chaga de seu lado, não evocou Jesus o rio de água viva que daí saiu, símbolo do Espírito dado aos que crêem (19,34; cf 7,39)” Ibidem, p.169).

Prestemos atenção ao fato de que João situa esse relato no dia da Páscoa. Assim não é Pentecostes, porque não está a cinqüenta dias da Páscoa, como em Lucas. Contudo, é, sim, o dia do envio do Espírito Santo, mostrando o laço imediato do dom do Espírito com o Cristo Ressuscitado.

Sobre o perdão dos pecados, confiado à comunidade, vemos que “perdoar/manter” significa aqui a totalidade do poder misericordioso transmitido pelo Ressuscitado aos discípulos. (...) De acordo com os profetas, a efusão escatológica do Espírito purificará Israel de suas manchas e de seus ídolos.

Na pregação cristã primitiva, remissão dos pecados e dom do Espírito vão juntos. O efeito primeiro da criação nova, que Jesus significou por seu sopro, é o renascimento do ser (cf. 3,3) e, portanto, o perdão.

Não se deve esquecer de valorizar a Sequência de Pentecostes, hino ao Espírito Santo, louvando-o e suplicando sua vinda.

3. Atualizando a Palavra

A melhor atualização da Palavra de Deus é voltar nosso olhar para a Igreja, para a comunidade cristã. Passaram-se dois milênios. Sabemos de inúmeros erros, pecados, enganos e infidelidades que os cristãos cometeram nesse período.

Contudo, a força da Ressurreição não se perdeu, está viva e mantém viva a comunidade dos que crêem, daqueles que tem no centro de sua existência o Senhor Ressuscitado. Em seus corações arde ainda hoje o fogo impetuoso do Espírito Santo.

O Espírito Santo á a pessoa da Trindade mais próxima de nós, porque habita em nosso interior. É Ele que nos move, nos guia, nos sustenta. Enxergamos hoje nossas comunidades com uma pluralidade de dons, de carismas, de iniciativas. É, sem dúvida, fruto do Espírito. Há que cuidar, contudo, para nos esquecer os critérios que Paulo nos apresenta para que esses carismas ajudem a construir a unidade que Deus quer.

Pentecostes faz com que nossas comunidades se voltem para fora, enxerguem a enorme missão que está à sua frente. Se existem divisões internas, brigas por espaço e incompreensões entre grupos, não será por falta de iniciativa missionária?

“A presença do Espírito Santo garante que a comunidade cristã não seja reduzida a uma realidade sociológica ou psicológica, como se fosse apenas um grupo que se reúne para atender às suas necessidades ou para fazer o bem. Pelo Espírito Santo a comunidade recebe o dom da unidade que permite a comunhão das pessoas com Cristo e entre si. Não há comunidade cristã que não seja missionária. Se ela esquece a missão, deixa de ser cristã. Por isso, a comunidade vive a comunhão na diversidade, aberta a acolher quem se aproxima e possibilitar que muitos participem” (CNBB. Comunidades das Comunidades: uma nova paróquia A conversão pastoral da paróquia. Brasília: Edições CNBB Ano: 2014, n.152 e 157).

Assim, Pentecostes não fecha, mas abre o Tempo Pascal para a história que vivemos. Ele nos permitiu essa experiência profunda de encontro com o Ressuscitado, que agora nos dá seu Espírito e nos envia. “O Cristão tem a obrigação de manter viva essa tripla dimensão das ‘aparições’. A dimensão vertical da experiência arranca-me da falta de elevação de uma existência terrena. O reconhecimento do Jesus do passado me faz tropeçar na questão inquietante”.

“‘Para vós, que sou eu?’ E eu me vejo enviado aos homens para lhes comunicar minha alegria e convidá-los a se amarem uns aos outros. O presente só adquire densidade quando se volta para o passado e se estende para o futuro. Então, meu presente torna-se presença a Deus e ao mundo” (LÉON-DUFOUR, Op. Cit. P. 190).

Disse o Papa Francisco na solenidade de Pentecostes do ano de 2014: “O dia de Pentecostes, quando os discípulos ‘ficaram todos cheios do Espírito Santo’, foi o batismo da Igreja, que nasce ‘em saída’, ‘em partida’ para anunciar a todos a Boa Notícia. A Mãe Igreja, que parte para servir. Recordemos a outra Mãe, a nossa Mãe que partiu com prontidão, para servir. A Mãe Igreja e a Mãe Maria: todas as duas virgens, todas as duas mães, todas as duas mulheres. Jesus foi preciso com os apóstolos: não deveriam se afastar de Jerusalém antes que tivessem recebido do alto a força do Espírito Santo (Cf. At 1,4.8). Sem Ele não há missão, não há evangelização. Por isso com toda a Igreja, a nossa Mãe Igreja católica invoquemos: Vem, Santo Espírito!”

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Toda a ação eucarística se dá por obra do Espírito Santo. Como em nenhuma outra ação da Igreja, percebemo-lo presente e atuante.

“A assembleia é o lugar onde o Espírito Santo ‘dá fruto’, é a epifania de todos os dons que o Espírito faz à Igreja. Nela se reúnem todos os componentes da Igreja: ninguém pode ser excluído, porque o conjunto dos dons do Espírito existe, só e unicamente, no conjunto dos membros da comunidade”.

“Portanto, fazer com que a práxis litúrgica se torne práxis eclesial significa, antes de tudo, notar que, assim como na assembleia litúrgica, ninguém faz tudo para todos, mas cada um age segundo a sua tarefa, ninguém é expectador, mas todos professam sua fé de modo que se tornem verdadeiros concelebrantes da mesma fé; do mesmo modo, na vida concreta da comunidade cristã, ninguém deve fazer tudo para todos, mas cada um é chamado a colaborar na edificação da Igreja, segundo o dom recebido e segundo o ministério que lhe foi confiado pela própria Igreja”.

(Boselli, Gofredo. O Sentido Espiritual da Liturgia. Brasília: Edições CNBB, 2014, p. 114).

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo.

Quarta feira 7ª. Semana da páscoa – Ano B
20/05/2015

São João 17,11b-19.


Amados irmãos e irmãs
“Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo”.
Todas as vezes que presidimos celebrações de exéquias costumamos lançar mão deste versículo da oração sacerdotal de Jesus; pois nele somos consolados na certeza de que embora estejamos neste mundo nós não somos daqui. Viemos do coração de Deus e é para lá que temos que voltar. 

Ninguém vai permanecer aqui. Para nós cristãos a nossa páscoa (morte) é o momento de passagem desta vida de lutas, dores e sofrimento para uma vida eterna onde não mais haverá dor ou sofrimento; esta é a esperança de todos nós cristãos: “aquele que subiu aos céus vai voltar para nos levar com Ele na sua glória”.

Quando Jesus pede: “Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós….”;o verbo guarda assume o significado de preservar de toda adulteração, de todo desvio e adquire o mesmo sentido quando falamos” guardar a Palavra…”
“Para que todos sejam um…” É este o desejo de unidade presente no coração de Deus, e que agora em Jesus ele manifesta. 

O desafio é muito maior do que se pensa, não é só a unidade dos cristãos, mas a unidade de toda humanidade em um só Deus e só seremos um em Deus se formos um com os irmãos e aí reside a grande dificuldade ante nossas limitações e pequenez de pensamento.

Nesta semana de oração pela unidade dos cristãos rezemos com toda Igreja: Senhor Deus abençoe e proteja vosso povo, encha seus corações de ternura e suas almas de alegria, seus ouvidos de música e suas narinas de perfume, suas línguas de canções que levem esperança. 

Que Jesus Cristo, a água viva, esteja atrás de nós como proteção, diante de nós como guia, ao nosso lado como companhia,  dentro de nós como consolo, sobre nós como bênção. Que o Espírito doador de vida sopre sobre nós para que nossos pensamentos sejam santos, atue em nós para que nosso trabalho seja santo, impulsione nossos corações para que amemos o que é santo, fortaleça-nos para que defendamos o que é santo.

Que Ele habite em nossos corações, regando a secura e derretendo a frieza, que Ele alimente no mais profundo de nossas almas o fogo do seu amor e nos conceda uma fé robusta .
Foto de Emilio Carlos Mancini. Não devemos sair para buscar o que já temos.

Muitas vezes em nosso desejo de conhecer mais a Deus, de estar com Ele, de ouvi-Lo, acabamos esquecendo de que foi Deus quem nos alcançou primeiro, que nos conheceu e nos escolheu, antes mesmo de nós O conhecermos.

Somos nós que acabamos nos movendo rápido demais na busca de encontrá-Lo e não permitimos que Ele nos alcance. Somos nós que saímos da Presença dEle.

Estamos sempre correndo atrás de um sentimento novo da parte de Deus, queremos senti-Lo com mais intensidade e poder, mas Ele mesmo nos diz: “vós já estais limpos pela Palavra que vos tenho falado, permaneçam em mim e eu permanecerei em vós.” (João 15, 3,4). 

Toda intimidade, conhecimento e poder que buscamos da parte de Deus está em permanecer em Cristo.
Então Jesus ensina como permanecer nEle: (João 15, 10,11).

Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.
Não podemos nos esquecer de que Já recebemos o Espírito que procede de Cristo e dá testemunho dEle.

Não podemos esquecer de que já estamos limpos pela Palavra dEle quando ela está em nós.
Não podemos esquecer de que já somos dEle porque Ele nos escolheu primeiro.
Nossa busca deve ser para permanecermos nEle.
Não devemos sair para buscar o que já temos.