Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sexta-feira, 29 de agosto de 2014



22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
31 de agosto de 2014




“Renúncia e seguimento a Jesus Cristo”


Leituras: Livro do Profeta Jeremias 20, 7-9; 
Salmo 62 (63), 2.3-4.5-6.8-9 (R/. 2b); 
Carta de São Paulo aos Romanos 12, 1-2; 
Mateus 16, 21-27.

COR LITÚRGICA: VERDE

Nesta páscoa semanal de Jesus, somos convidados a renunciarmos a nós mesmos, tomarmos a sua cruz e segui-lo. É a certeza de que caminhar com Ele implica entrega e doação total. Hoje lembramos o dia nacional do catequista. Que Deus possa abençoar todas estas pessoas que dedicam parte de seu tempo assumindo o projeto de vida de Jesus, caminho, verdade e vida.

1. Situando-nos brevemente:
Domingo da renúncia de tudo para seguir livremente Jesus. Quem deseja seguir Jesus, fazendo dele “caminho, verdade e vida” ouve de imediato o apelo: “Renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. É a certeza de que caminhar com Ele implica a entrega e a doação radical.

No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão, seu amor serviçal até a doação de sua vida.

Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se revela e amadurece nas inúmeras pessoas e comunidades que, renunciado a si mesmo e carregando a cruz, doam sua vida em favor dos valores da Boa-Nova do Reino. Necessitamos nos fazer discípulos dóceis, para aprendermos de Jesus, em seu seguimento, a dignidade e a plenitude da vida.

Recordamos, com carinho hoje, os diferentes servidores em nossas comunidades eclesiais.

2. Recordando a Palavra

Jesus inicia uma nova fase de vida. Até aqui ele foi instruindo os discípulos e o povo, começando pela Galileia. Agora ele revela o mistério de sua pessoa, o caminho da cruz, da paixão e ressurreição. O Mestre passa se dedicar mais à formação interna do grupo dos discípulos.

O caminho da cruz é marcado pela urgência de ir a Jerusalém, cidade centro do poder político e religioso. Aqui será preso, torturado e condenado à morte, mas ressuscitará depois de três dias (v.21). Jesus está determinado e consciente dos riscos que corre por causa da justiça do Reino que anunciou. Na Judeia os anciãos, os chefes dos sacerdotes e dos escribas vão oferecer resistência e determinadamente opor-se a Jesus.

Uma realidade dura demais para a cabeça de Pedro. O discípulo que professara sua fé no Messias, “Filho de Deus vivo”, não consegue entender as conseqüências de sua missão messiânica. Simão, que não compreende o mistério do Filho de Deus, propõe uma alternativa e repreende a Jesus: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!”. Ele, a exemplo do povo Judeu, está arraigado a um messianismo poderoso e vencedor.

Pedro constitui-se para Jesus em uma pedra de tropeço no caminho. Por isso a reação do Mestre é violenta: “Fique longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensas as coisas de Deus, mas as dos homens!” (v.23). O discípulo deseja que Jesus seja feito à imagem e semelhança dos critérios humanos. Todavia, o Messias não é como os humanos querem.

Pelo contrário, ele convida para ser aquilo que ele é, seguindo-o pelo caminho da cruz. As condições implicam a renúncia de si mesmo e o carregar a que encontrou a vida na doação de sua própria cruz. Realidades que identificam o discípulo com o Mestre, que encontrou a vida na doação de sua própria vida. O discípulo que perde a vida tem a grande vantagem: a entrega total como Jesus. A única forma de realização total será sempre viver para a os outros. Este é o caminho da Cruz (Evangelho).

O texto de Jeremias pertence à sua 5ª confissão. Em suas confissões, ele abre seu coração e desabafa diante do insucesso da missão profética num ambiente refratário e hostil. Ele se dá conta de que entrou “numa fria”. O que mais o angustia é o silêncio de Deus, já que não vê nenhum sinal de sua atuação que confirme a verdade de sua pregação dirigida aos concidadãos. Pessoalmente o profeta tem consciência do chamado de Deus e da missão de falar em nome do Senhor ao povo.

Vive um profundo dilema entre o insucesso da missão e o fogo ardente da Palavra que deve anunciar. Esta não lhe permite calar-se. Na missão, o profeta experimenta a violência de Deus e de sua palavra: “Tu me seduziste e eu me deixei seduzir. Foste mais forte do que eu e venceste” (v;7). Da Palavra que não surte resultados imediatos, brota o grito de lamento e de sofrimento de Jeremias em relação a Deus, que se transforma em oração e em aceitação obediente à sua vontade (1ª Leitura).

Paulo, no capitulo 12 da carta aos Romanos, ressalta o comportamento cotidiano do cristão. A vida cristã caracteriza-se por uma contínua busca da vontade de Deus, na cotidiana adesão ao sei projeto e como resposta total e fiel ao chamado, à vocação, às orientações de sua Palavra e da Boa-Nova de Jesus.

O apóstolo conclui que a vida do cristão é um verdadeiro sacrifício. A meta de todo o discípulo e missionário de Cristo é fazer da própria vida um culto agradável a Deus. Isto requer discernimento constante e empenho por aquilo que suscita, promove e sustenta a vida. Esse é o sacrifício que agrada a Deus (2ª Leitura).

3. Atualizando a Palavra

A compreensão da Boa-Nova de Jesus para o domingo de hoje constitui-se no fundamento da vida e da espiritualidade cristã, entendidas como seguimento na existência cristã. Seguir e contemplar o Cristo glorioso é fácil e consolador. Mas o Cristo dos Evangelhos, apresentado como modelo da prática cristã e fonte de inspiração, é o Mestre que convida ao seguimento, pela renúncia total e pelo carregar a própria cruz, pois quem deseja ser fiel ao projeto do Reino deve identificar-se com o Servo Sofredor, abandonado, de uma vez por toda, a mentalidade do falso messianismo.

Os primeiros cristãos tinham o mesmo desejo de seguir Jesus, viver como discípulos. Procuravam ter, em seu coração, os sentimentos que animavam Jesus (Cf. Fl 2,5). Queriam segui-lo a ponto de serem um com ele, tanto na vida como na morte e ressurreição. Mas o caminho era exigente e tornou-se fonte de muitas tensões, para as quais não havia respostas prontas. Pedro, ao repreender Jesus, revela a tentação da comunidade, que consistia em pensar e agir em conformidade com o sistema dos fariseus e dos escribas.

O seguimento supõe vinculação, adesão à pessoa de Jesus. Assim, o seguidor adere à sua causa, aos seus ideais e à sua missão, transformando-se “num pescador de homens” para o Reino e num mensageiro da paz (Cf. Mt 10,12ss).

O Seguimento requer renúncia dos próprios conceitos acabados, da ruptura das velhas seguranças, do abandono dos projetos pessoais. Ao lado de Jesus, não há espaço para outros mestres. Para os seguidores dos rabinos, era recomendado que, no processo de aprendizagem, tivessem diversos mestres. Aos seguidores de Jesus, ao contrário, era-lhes ensinado: “Um só o vosso Mestre” (Mt 23, 8.10).

A adesão incondicional a Jesus Cristo prolonga-se até a paixão, morte e ressurreição. Assumir o projeto e as atitudes de Jesus deixa o discípulo exposto às injúrias e à agressão, isto é, os seguidores de Jesus acompanham o Mestre no caminho da cruz e no sacrifício: “Se alguém quer me seguir, tome sua cruz e me siga” (v.24). “quem não carregar sua cruz e não caminhar atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,27).

O seguimento traz consigo a exigência da inserção numa comunidade plural na sua expressão cultural, no modo de viver, de pensar, etc. Nesta comunidade, os seguidores são chamados a construir uma fraternidade alternativa à experiência social cotidiana: “Eles serão os irmãos, filhos do mesmo Pai” (Cf. Mt 23,8s) pelo serviço mútuo (Cf. Mc 10,42s), no perdão fraterno (Cf. Mt 18,15s) e com espírito de generosa gratuidade (Cf. Mt 5,46).

A opção de seguir Jesus, caminho verdade e vida, traz consigo a exigência da disponibilidade do discípulo a tudo o que o Mestre solicitar-lhe na realização da missão. Jesus vivia existencialmente cativado pelo Reino. Anunciar o reino, torná-lo presente, comunicá-lo é missão de quem opta com radicalidade pelo seguimento. A causa do Reino é tão apaixonante e tão absorvente, que todo o resto é relativo e provisório. O amadurecimento no seguimento de Jesus e a paixão por anunciá-lo requerem que a Igreja renova-se constantemente em sua vida e ardor missionários.

No sentido amplo da palavra, toda a pessoa de fé é seguidora de Jesus Cristo, aderindo à sua pessoa, comprometida com sua causa, convidada a compartilhar do seu destino: sofrimento da cruz, morte e ressurreição, alegria pela vitória (Cf. Evangelii Gaudium, 88).

A Igreja é seguidora de Jesus porque é sacramento de Cristo. É o novo povo de Deus que o Espírito Santo conduz nas pegadas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. No tempo da continuidade da missão de Jesus, até a sua plena realização, o seguimento é obra do Espírito Santo. Neste tempo, uma autêntica evangelização concretiza-se no seguimento de Cristo na Cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos. Esse amor superar o amor humano e participa do amor divino, único eixo cultural capaz de construir uma cultura da vida.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Hoje, ao participamos, em comunidade, da celebração eucarística, o Senhor nos revela e nos insere em seu mistério redentor que tem como caminho a cruz, a paixão. Como no passado, no tempo presente, Jesus sai ao encontro das pessoas, convidando-as a segui-lo. Como o profeta Jeremias “deixamo-nos seduzir pelo Senhor”, Na Eucaristia, Cristo unindo-nos a ele, nos atrai para dentro de sue mistério.

A liturgia fortalece a caminhada, a fim de levar a termo mediante o compromisso transformador da vida, a realização plena do Reino, conforme o plano de Deus. O que celebramos na mesa eucarística deve ser expresso e confirmado na vida. A Eucaristia não se reduz a um meio de regeneração interior. Ela é um projeto de transformação da sociedade e do mundo. Ela perpassa os sonhos, as buscas e as esperanças das pessoas. A Eucaristia é um caminho em direção à terra prometida, anunciada pela Palavra proclamada no seio da comunidade reunida em nome do Senhor.

A participação à mesa eucarística, com a conseqüente identificação ao ser e à prática de Cristo, transforma nosso modo de pensar e de agir. Ajuda-nos na busca das coisas com a mente e a vida renovadas (Cf. Ef 4,23). Assim iluminados pelo encontro com Cristo-luz, nos será possível, com maior facilidade, discernir a vontade do Pai, aquilo que e bom e que lhe agrada. Nesse sentido, a participação no banquete eucarístico compromete os comensais a viverem, no cotidiano da vida, de tal forma que tudo seja para a glória de Deus.

O mesmo Espírito Santo, que transforma os dons de pão e de vinho em Corpo e Sangue do Senhor, nos faz assimilar a Palavra de Deus, purifica-nos do pecado e incorpora-nos a Cristo. O Espírito suscita, em cada um de nós, os mesmos sentimentos e atitudes de serviço, doação de si mesmo, obediência ao Pai e dedicação total à missão que marcaram a caminhada do Filho de Deus.

A celebração eucarística é expressão culminante e fonte de toda a vida cristã, entendida como seguimento de Jesus Cristo. Aquilo que aconteceu uma vez, na ultima ceia e na morte de Jesus na Cruz, acontece hoje par anos, no sacramento da Eucaristia.

“Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!” Assim, A Eucaristia é sacramento do Reino de Deus.
                                  O poder de uma Música! Veja, ouça e sinta!
Este vídeo talvez lhe traga uma sensação doce, suave, leve, conduzindo você a pensar em beleza, em felicidade, alegria, satisfação, iluminando seus pensamentos, reanimando o seu dia, fortalecendo sua alma e encorajando os seus passos. Desejo sinceramente que seja assim!
 


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“Nada te turbe” cantado por carmelitas descalzas de todo el mundo

Hace unos meses, en Teresa, de la rueca a la pluma nos hacíamos eco de esta iniciativa de los carmelitas descalzos de la zona Oeste de Estados Unidos, de cara a su celebración del V Centenario. Se trataba de formar un coro virtual con voces de carmelitas descalzas de todo el mundo para cantar “Nada te turbe”.
Ya está disponible la grabación, y nos la ofrecen en este video. Les acompaña la Orquesta Teresiana de la catedral de St. James de Seatle, Washington. La música fue compuesta por la Hna. Claire Sokol, OCD, del convento de Reno (Nevada, EE.UU.).


http://delaruecaalapluma.wordpress.com/2014/08/25/nada-te-turbe-cantado-por-carmelitas-descalzas-de-todo-el-mundo/

https://www.youtube.com/watch?v=ycy0a5eHgVs

               O que a Igreja diz sobre os novos meios contraceptivos?

1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois. 

3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?
A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios – o estrógeno e a progesterona – que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo.
A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar.
O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar.
Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves consequências para a sua saúde. Eis algumas delas:
·         doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
·         aumento da pressão arterial;
·         tumores no fígado;
·         câncer de mama;
·         problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
·         obesidade;
·         manchas de pele;
·         cefaléias (dores de cabeça);
·         certos distúrbios de visão;
·         aparecimento de caracteres secundários masculinos;
·         envelhecimento precoce.
·         (Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam pílula podem ovular?
Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber.
Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la.
O resultado será um aborto.
12. Então a pílula anticoncepcional é também abortiva?
Sim. Este é um dos seus mecanismos de ação: impedir a implantação da criança no útero.
Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”.
A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo(a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de ação das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor.
Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
16. Como se chama a abstinência de atos conjugais nos dias férteis?
Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação.
Não se deve falar em “planejamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planejamento familiar”.
Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
“Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.
As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões econômicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga econômica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
Não. Se fizesse isso estaria frustrando o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22).
Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação:
“… será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu:
“A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’.
Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De fato, o filho único está arriscado a ser uma criança problema. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldade no futuro ao ingressar na sociedade civil.
Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação?
Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje seu uso está abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
“Não funciona” para os fabricantes de anticoncepcionais, que não querem perder seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %.
Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cômodo tomar a pílula anticoncepcional do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
Sem dúvida é mais cômodo. Mas o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar contando com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Anápolis, 19 de abril de 2010

sexta-feira, 8 de agosto de 2014



19º Domingo Comum

Deus discreto, suave, simples, pobre
A manifestação de Deus ao profeta Elias acontece na discrição e na suavidade de uma brisa leve. Não vem no vento impetuoso, que despedaça árvore e desmonta pedras. Tampouco surge como terremoto arrasador. Nada de grandeza, nada de estardalhaço, nada de demonstração de força…
Faz lembrar o modo simples e disponível do jovem nazareno, filho de Maria, a dona de casa, e do carpinteiro José. 
O mesmo Deus que se manifesta a Elias em brisa leve vem ao encontro da humanidade na figura de Jesus, o Cristo. Coloca-se à disposição daqueles que têm a boa vontade de abraçar a Boa Nova do Reino. Mostra que as grandes tempestades da vida não se vencem na força, mas na perseverança daquele que sabe em quem depositou a própria fé. 
“Coragem! Sou Eu! Não tenhais medo!”, repete Jesus a cada um de nós, de maneira toda especial nas ocasiões de maiores lutas e desafios quando, ao modo de Pedro, ameaçamos afundar nas águas de nossas angústias e inseguranças.
Precisamos muito desta esperança que Jesus nos oferece. Diante de tantos episódios de banalização da vida, de desrespeito total ao ser humano, de exploração e de violência, a fé em Cristo é a força que nos mantém em pé. Que não nos permite afundarmos diante das intempéries das contradições humanas. 
Neste 19º Domingo Comum, vamos implorar a Deus a força da paz e da concórdia para toda a humanidade, em especial para Faixa de Gaza, onde a guerra tem devastado impiedosamente milhares de vidas inocentes. Paz e Bem!


A brisa suave...

Refletindo  1Rs 19,9ª.11-13ª
                 
               “E depois do fogo Elias ouviu o murmúrio de uma leve brisa”

Elias é o profeta inflamado pelo zelo do Senhor. Teve uma trajetória marcada por grandes e não poucos episódios de perseguição. Algumas das reações do profeta são marcadas pelo desalento. Chegou mesmo a pedir a morte. Mas o Senhor nunca o abandonou.
Mais uma vez, debruçamo-nos sobre a sua experiência única da proximidade da divindade no alto do monte. Lá teve ele uma vivência da proximidade do Senhor. Depois de tantos desalentos e perseguições, Elias se refugia no silêncio da gruta no alto da montanha. Nada de agitação, nem se sons e de ruídos. Esse homem, com efeito, precisava de paz e de serenidade. Precisava arrumar-se interiormente e suplicar ao Senhor um novo alento.

Elias passou a noite na gruta. Passou horas no silêncio, no repouso, na espera. Deus não chega nos espaços da vida quando há agitação interna e externa. Os grandes orantes e místicos sempre procuraram o silêncio, a calma, o deserto. Os discípulos de Jesus que querem crescer em qualidade sempre buscam o recolhimento e o silêncio. Não basta o silêncio externo. Há pessoas que nunca falam, mas têm o coração cheio de gritos de seu ego e de suas coisas.
Há um silêncio que se chama ter exaurido suas possibilidades e ter sossegado seu ego. Silêncio e consciência da fragilidade. No vento que despedaçava o rochedo não estava o Senhor, nem no terremoto, nem no fogo. Passado tudo isso, soprou um vento suave, uma leve brisa e Elias teve a certeza de estar sendo visitado por aquele que o amava e o mandara dizer aos homens coisas de seu coração. Ouvindo o murmúrio da brisa, Elias cobriu o rosto. Era o Senhor…
Somos convidados a penetrar no silêncio, tirar as sandálias dos pés e viver sem trunfos diante do 
Senhor, numa atitude de total humildade.

Por onde anda soprando a brisa suave em que Deus se esconde e se manifesta:
• Na oração meditada e sincera feita com as portas fechadas.
• No testemunho da senhora idosa no asilo que olha com cuidado para uma outra senhora tão idosa como ela.
• Na enfermeira que docemente percorre os quartos do hospital mostrando um sorriso de carinho.
• Na religiosa que levanta-se cedo e vai passar meia hora na capela do mosteiro antes das Laudes sempre com saudades do Senhor.
• No homem de mãos calejadas que passa pela igreja antes do trabalho para ter um momento de intimidade com Aquele que ama.

A brisa suave e leve continua soprando. Precisamos cobrir o rosto.

Frei Almir Ribeiro Guimarães