Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Os novíssimos

morte do justo.jpg

Quando vemos o mundo que nos rodeia ficamos não poucas vezes atemorizados diante dos surpreendentes acontecimentos que vão se sucedendo. É um atentado em um aeroporto no qual as vítimas, em sua maioria turistas, inesperadamente se encontram com a morte. É um terremoto que causa centenas de vítimas. É um atropelamento sobre uma multidão, com muitas crianças presentes, de um caminhão, deixando numerosíssimos mortos e feridos. A triste notícia diária de mortes pela violência delinquente. Não caem no esquecimento os tsunamis, na Indonésia e Japão, que arrastaram tantas e tantas pessoas até a eternidade. Os incêndios, os furacões, as inundações, as secas, as epidemias. Guerras, tanto internas como entre países, com o risco de bombas atômicas ou bacteriológicas.
Tudo isto nos leva a pensar na afirmação de Santo Afonso Maria de Ligório: "Nada mais certo que a morte, nada mais incerto que a hora da morte". Lei inexorável, universal, que ninguém poderá abolir. Questão, como verão, "espinhosa" de falar. É a delicada situação do sacerdote que celebra uma missa de corpo presente, ou do último dia do novenário de falecimento.

Certa vez, terminada a Santa Missa, se aproximou da sacristia um irmão do falecido e me disse: "o felicito, padre, pois você falou o que poucos falam nestes momentos de dor: da morte". Não sabia o que lhe responder, apenas lhe disse que as homilias têm que ser correspondentes ao momento. Se é um casamento, pois será sobre a beleza do Matrimônio, das cruzes que enfrentarão, de sua fidelidade até a morte. Claro, se é de um Batismo, a alegria de que este menino ou menina passará a ser filho de Deus, da beleza do ritual, explicando em cada momento seu significado. Se é de Primeira Comunhão, pelo Evangelho que normalmente se escolhe: "deixai que as crianças venham a mim", destacar que o ser como crianças é manter a inocência batismal; e para a própria criança assinalar-lhe a graça de poder receber a Jesus Sacramentado. Se é uma Unção dos Enfermos, dependerá de cada um; mas se é de agonia, sobressaltar-lhe que está entrando no momento mais importante de sua vida, a passagem à eternidade, falar-lhe muito do papel da misericórdia, de voltar-se à Santíssima Virgem como intercessora diante do Supremo Juiz, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Somos peregrinos rumo ao paraíso celeste. A morte é um momento terrível e grandioso. O juízo, circunstância tão especial pela qual passaremos todos -sem exceção-, mesmo aqueles que não acreditam que pode ocorrer por considerar que "post mortem" apenas seremos pasto de vermes. São os que não creem na eternidade, que afirmam que não estamos compostos de corpo e alma, e que a alma não é eterna.
Vemos que, é um tema que quase ninguém quer ouvir falar, mas, de seu conhecimento, depende a salvação eterna de cada um. Poucos conhecem o que são os Novíssimos, quer dizer, os últimos momentos, o fim. Pode apresentar-se quando menos pensamos, subitamente, como um relâmpago; de improviso, como um ladrão na noite.

A exortação bíblica: "Pensa em teus novíssimos e não pecarás eternamente" (Eclo 7, 40), nos convida a meditar na morte, o juízo e suas imediatas consequências: o Céu ou o Inferno.
Falar ou escrever sobre os novíssimos têm sido matéria de muitos livros, não é fácil transmiti-los em um simples artigo jornalístico. Tentaremos umas pinceladas dos dois primeiros -a morte e o juízo- pois são os momentos em que ficará definido nosso futuro para o Céu ou para o inferno. Creio serão um bem espiritual para todos.

Para todos? Melhor dizermos para os que tenham o coração aberto à voz de Deus, que atuando com sua graça e misericórdia, nos sustentará nesses cruciais momentos pelos quais todos passaremos: a morte.
Alguém poderá dizer: "não é um pouco traumatizante pensar na morte?". Não, responderia, pois os que consideram amargo pensar nela, é por apego que tem as coisas da terra, pelo remorso de seus pecados e pela incerteza de sua própria salvação.

Será tranquilizante, pelo contrário, se pensamos em nosso acionar diário, em nossa preocupação pelo cumprimento dos Mandamentos, em estar compenetrados de voltar-nos a Deus a todo momento e, principalmente, de não deixar-nos atropelar pelo mundo distante de Deus em que vivemos.
Por isso Nosso Senhor nos convida a estar "preparados, pois a hora que menos pensar, vem o Filho do Homem" (Mt 24, 42). Se há algo desconhecido para nós é o dia e a hora. Será uma vez, não sabemos em que situação; será repentinamente, quando menos esperamos. Nesta "viagem" caminho à eternidade, não poderemos levar absolutamente nada das coisas materiais que tenhamos acumulado. Bem alertava Jesus, na parábola à multidão, sobre o homem que acumulava bens pensando em descansar, comer, beber: "Mas Deus lhe disse: Insensato! Nesta mesma noite te pedirão a alma e tudo o que acumulou, para quem será?" (Lc 12, 19-20).

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Não há coisa mais importante, queridos irmãos, que o instante de nossa morte, dele depende nossa eterna bem-aventurança ou nossa eterna desgraça. Recordemos que, da boa ou má vida, depende a boa ou má morte. Como é a vida, assim será nosso fim: "talis vita, finis ita"; pois, não é fácil corrigir toda uma vida em um instante.
Não há volta atrás, iremos sozinhos diante do Juiz Supremo, na data fixada pelo próprio Deus. E, no próprio lugar no qual a alma é separada do corpo, no momento da morte, é julgada para receber o prêmio ou o castigo, dependendo da conduta que teve durante a vida nesta terra. O Supremo Juiz será Nosso Senhor Jesus Cristo. Haverá, nessas circunstâncias, dois livros: os Santos Evangelhos e nossa consciência. Nos Evangelhos veremos o que devia ter sido feito, em nossa consciência o que fizemos. Será nosso juízo particular. Será o momento feliz do "vinde a mim benditos de Meu Pai", ou o momento infeliz do "distanciai-vos de mim, malditos de Meu Pai". Esse mundo depois da morte, não é igual para todos...

Pensemos nos novíssimos: morte, juízo, Céu e inferno. Isso nos ajudará para nossa salvação. Em meio dos horrores e perigos que presenciamos no mundo todo, voltemos sempre, desde já, mas principalmente no crucial momento em que sejamos chamados à eternidade, até a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Misericórdia e Advogada dos pecadores. Que Ela nos obtenha um arrependimento sincero, um coração contrito e humilhado, que Ela interceda diante de Jesus Nosso Senhor para a salvação de nossas almas. 

(Por Padre Fernando Gioia, EP. - (Publicado originalmente em 'La Prensa Gráfica', 2 de novembro de 2016)

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

                               “Preparação para o Natal - I: Nossa Senhora”.

Vamos começar hoje a nossa preparação para o Natal. Todos nós que temos um pouco de fé temos o desejo de nos preparar muito bem para esta que é uma das maiores festas da Igreja.


Pensei desta vez em preparar-nos para o Natal olhando em primeiro lugar para Nossa Senhora, depois para São José, depois para os pastores e, por fim, para os animais que farão o cortejo para o Menino Jesus na gruta de Belém.


Comecemos por olhar para Nossa Senhora.


Nossa Senhora foi quem melhor se preparou para receber Jesus. Isto é assim, pois além de ser a criatura mais perfeita que sai das mãos de Deus, ela ia ser a mãe de Jesus e amor de mãe é inigualável.


Imaginem a expectativa de Maria no dia de hoje, faltando menos de um mês para o nascimento do seu Filho! Não é verdade que ela não conseguiria pensar em outra coisa, a não ser no nascimento deste Menino que será o Salvador do mundo?

Aqui já temos uma lição: que nada tire nosso foco do nascimento de Jesus nos próximos dias!!!

Muitas coisas querem ocupar o foco da nossa vida: as preocupações sobre o que vestir, o que comer; as preocupações financeiras; a ansiedade de dar conta de todos os nossos compromissos etc. Em suma: preocupações terrenas. Mas essas preocupações, como sabemos, não são as mais importantes da nossa vida. Tudo isso passa. Muitas vezes vamos sentir a dor de ter deixado o nosso estômago ter sido corroído por coisas que passam.

Lembro-me de uma pessoa que, sendo muito jovem, teve um ataque cardíaco e esteve a ponto de morrer. Depois ela me disse: agora só me preocupo com o fundamental. Não perco mais a cabeça pelas ninharias do dia a dia.


Que bom seria se também pudéssemos ter a cabeça no fundamental. E o nosso fundamental é Deus, pois Deus é o permanente, Deus é o futuro. Pensar em Deus é preparar-se para a vida que será eterna, que é a vida decisiva, a mais importante.


Que, olhando para Nossa Senhora, nós pensemos: onde está a minha cabeça? Onde está o meu foco? Jesus dizia uma frase que nos faz pensar muito, que dá muito pano para a manga: “Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração” (Mateus 6, 21). Onde tem estado o meu coração? Qual tem sido o meu tesouro? Não há dúvida de que o tesouro de Nossa Senhora era e é Jesus, por isso ela não tirava o olhar dEle.


Para fomentar a expectativa no nascimento de Cristo, sugiro repetir daqui até o Natal esta frase: “Vem Senhor Jesus, não tardes”!


Preparando o nascimento do seu Filho, não há dúvida também de que Maria prepararia toda a sua casa. Nós também podemos preparar a nossa casa com os enfeites natalinos típicos desta época: a árvore de Natal, a coroa do Advento, a guirlanda na porta da casa, o presépio. Fazendo isso, entrará pelos olhos a lembrança de onde devemos ter a cabeça nos próximos dias.


Como sabemos, o Natal será tanto melhor quanto melhor for a nossa preparação. Façamos o propósito de começar a partir de hoje uma intensa preparação. Vale a pena!!!


Uma santa semana a todos!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A grande misericórdia de Deus.

"Pode uma mãe esquecer-se do seu filho e não ter piedade do fruto de suas entranhas? Pois bem, mesmo que isto acontecesse, Eu não te esquecerei" (Is 49, 15).
Deus é Pai. Nessas três palavras está contida toda a grandeza da divina misericórdia. E, para ser mais preciso, devo acrescentar: Deus não é apenas um pai, mas um pai e uma mãe ao mesmo tempo.

Ninguém é pai ou mãe como Deus

O amor paterno é aquele que se aplica sobre quem não existe ainda, desejando ardentemente dar- -lhe a vida. É o amor que envolve a criança com sua força, depois de tê- -la gerado; o amor que vela a todos os instantes do dia e da noite, previne todos os perigos, apoia todos os pequenos passos desse ser frágil que tenta andar, dirige-o, suportao, faz-se pequeno com esse pequeno, à espera da hora de fazer-se heroico e de imolar-se, se for preciso; o amor que às vezes pune, muitas vezes mais perdoa, e não pune senão para fazer merecer o perdão; o amor que ama até o fim e que, menosprezado, insultado, amaldiçoado, acompanha, apesar de tudo, até o extremo e com um olhar de terno apego, o filho mau e culpado; o amor, enfim - último traço que remata a pintura - que esquece sua honra de pai ultrajado, seus direitos profanados pela mais negra ingratidão, pela mais indigna conduta, para correr, ele, o ofendido, rumo ao ofensor, se vê de longe o filho pródigo voltando para ele arrependido.

Eis o amor paterno, tal qual a natureza o dá aos verdadeiros corações de pai nesta Terra.

Mas Deus tem sua maneira de ser pai e mãe ao mesmo tempo, que excede infinitamente tudo isso. Nemo tam pater, tam mater nemo: ninguém é pai, ninguém é mãe como Ele. E Ele mesmo nos diz, por meio da mais brilhante voz dos profetas do Antigo Testamento, Isaías: "Pode uma mãe esquecer-se do seu filho e não ter piedade do fruto de suas entranhas? Pois bem, mesmo que isto acontecesse, Eu não te esquecerei" (Is 49, 15).

Amor sob a lei do temor e sob a lei do amor


Nada é mais instrutivo, sob este ponto de vista, que a história do profeta Jonas. Incumbido por Deus de fazer aos ninivitas o anúncio dos castigos divinos, o profeta primeiro se esquiva de sua missão e procura fugir para o ocidente dos mares, quando deveria partir para o oriente. Conduzido à força a Nínive, pela vontade do Alto, ele começa a percorrer as ruas da grande cidade, gritando com força e convicção: "Daqui a quarenta dias Nínive será destruída" (Jn 3,4). Mas o Senhor pretendia destruir essa cidade somente se ela perseverasse em sua malícia.

Ora, os ninivitas fizeram penitência sob o cilício e a cinza. Deus então os perdoou, e isso causou ao profeta grande cólera: "Eu bem o sabia" - exclama ele - "e por isso eu queria fugir para Társis. Eu sabia bem que Vós me faríeis ameaçar em vão e que pouparíeis esse povo. Porque Vós sois um Deus clemente, misericordioso, paciente, de uma compaixão extrema. Agora, Senhor, tirai-me a vida, porque é-me penoso viver depois do que acabo de ver" (Jn 4, 1-3).
"Pensas tu que é justa tua cólera?" (Jn 4,4) - responde-lhe simplesmente o Eterno. E Ele conduz Jonas para fora da cidade, do lado do nascente. Jonas ali se instala sob um espesso feixe de hera, miraculosamente pre parada por Deus para resguardá- lo dos raios abrasadores do Sol. Mas, durante a noite o Senhor faz secar a planta protetora, de maneira que o Sol, tornando a subir ao céu de manhã, dardeja seus raios sobre a cabeça do profeta. Grande aflição deste, que de novo deseja a morte. "Ah, bem!" - diz-lhe o Senhor - "tu te afliges e te irritas pela perda de uma planta que não plantaste, nem cultivaste, e Eu faria perecer toda esta multidão de homens de Nínive dos quais sou o Criador e o pai?" (Jn 4,10).
Eis como, sob a Lei do temor, Deus entendia seu papel de pai. Mas, sob a nova Lei, seu amor de Pai, sua misericórdia, vão revestir-se de uma forma capaz de lançar nossos espíritos e nossos corações em maravilhamentos sem fim. Ele irá - mistério adorável e três vezes incompreensível - ao ponto de abafar, se podemos dizer assim, o amor sem nome que une-O no Céu a seu Verbo, a seu Filho, e entregá-Lo a nós como vítima, para que, em seu sangue, se opere nossa Redenção.

Na Nova Aliança, Deus nos enche de benefícios e graças

A Encarnação, a Redenção, esses prodígios de amor do qual - diz- nos o Apóstolo - ninguém nesta terra jamais saberá toda a altura, toda a largura, toda a profundidade, eis a verdadeira medida da misericórdia de Deus por nós! Será demais, então, repetir com o Salmista que grande é a misericórdia divina, grande a multidão de suas compaixões?

1 - Grande, ela o é no espaço. Ela se estende a todos, não exclui ninguém. "Senhor" - diz o Salmista - "Senhor, vossa bondade chega até os céus" (Sl 35,6); "acima dos céus se eleva a vossa misericórdia" (Sl 107,5). Ora, da mesma forma que a abóbada celeste nos envolve a todos, e de todas as partes, assim é a divina misericórdia.

2 - Grande, ela o é no tempo. Salvo razões muito especiais, ela deixa aos homens, aos pecadores, o tempo de reconhecer sua culpa, de se converter, de se resgatar: "Eu não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida" (Ez 33,11).

3 - Enfim, falando como o reiprofeta, grande é a misericórdia divina na multidão de suas operações, de suas comiserações. Que chuva, que dilúvio de graças naturais e sobrenaturais ela derrama cada dia sobre o menor de nós! "A filosofia observa que, em nossa existência, o primeiro momento não acarreta necessariamente o segundo, e que a mão de Deus, por uma criação contínua, precisa nos manter incessantemente sobre este abismo do nada, do qual saímos e para o qual tendemos a retornar" (Mgr. Le Camus, Théologie populaire de N.S.J.C., 2ª Confér., Dieu).

Cada novo instante acrescentado à nossa vida, cada batida de nosso coração é, portanto, um benefício da misericordiosa Providência do Criador. Apesar do repouso no qual Ele entrou no sétimo dia, depois da Criação, sua misericórdia está sem cessar em atividade em torno de nós. Quem contará essas maravilhosas atenções e operações da misericórdia em relação a nós?

Ora, esses benefícios naturais, por mais abundantes que sejam, são talvez infinitamente menos numerosos que os socorros sobrenaturais prodigalizados à nossa alma: Graças atuais de luz, de força, de resignação, de compunção, que sei eu? Quem dirá o que foi preciso de graças para povoar o Céu de todos os santos que lá reinam com Deus, dos quais um grande número é de indignos pecadores? Para um só pecador - seja ele Santo Agostinho, ou seja qualquer um de nós - quem dirá o oceano de Graças com o qual Deus o inunda para reconduzi-lo a Si?

Oh! À vista desta grande, desta grandíssima misericórdia do Senhor, não hesiteis mais, almas pecadoras, ide até Ele com confiança. Quaisquer que sejam vossos pecados, mesmo vossos crimes, por mais arraigados que sejam vossos hábitos culposos, por mais desesperadoras que sejam vossas misérias, vinde, atirai tudo isso, e atirai-vos vós mesmos, nas mãos da divina misericórdia.
 Apresentação de Maria no Templo.

Deus elegeu Maria Santíssima para a excelsa missão de conceber e dar à luz a Nosso Senhor Jesus Cristo, e "para realizar n'Ela e por Ela as maiores maravilhas que se propôs fazer no céu e na terra"

Neste dia 21 de Novembro, a Igreja celebra a Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Esta magnífica festa é exaltada pelos cristãos desde os primeiros séculos e foi oficialmente inserida no Missal Romano no ano de 1505. A partir de 1585 o Papa Sisto V tornou a sua comemoração Universal.

Conta a Tradição que São Joaquim e Santa Ana por longo tempo não tiveram filhos, até que nasceu Maria Santíssima. Estes santos pais, em cumprimento a uma promessa feita ao Altíssimo, compenetrados de todo o Mistério da Salvação e desejosos de que a Santa Menina servisse a Deus de maneira perfeita, levaram-na a Jerusalém para ser apresentada no Templo. Esta oferta é muito significativa, pois, de certa forma, antecipava a "excelsa missão" de Maria, a que se refere Mons. João Clá nesta Frase da Semana. Santo Afonso de Ligório comenta que "uma oferta maior e mais perfeita do que a de Maria, ainda menina de três anos, nunca foi e nunca será feita a Deus por uma mera criatura". 

Podemos imaginar esta singela menina, em tão tenra idade, mas já em pleno uso da razão, pois foi concebida sem os efeitos do pecado original - adorando a Deus no Templo em "Espírito e Verdade". Certamente, a todo momento dedicou-se a pequena Maria a fazer, com intensidade a Vontade de Deus, amando-O acima de tudo.

Assim, neste dia, em que celebramos a Apresentação de Maria, devemos meditar sobre a nossa fidelidade aos desígnios de Deus e até que ponto - dentro de nossa limitada capacidade - temos procurado imitar a atitude de nossa Mãe e Senhora.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

NOTÍCIA URGENTE...

O fabricante de todos os seres humanos está convocando as peças fabricadas, independente da marca ou ano, devido a um grave defeito no componente principal e central do coração, ocorrido nas unidades originais chamadas Adão e Eva, após mau uso do item de série chamado Livre Arbítrio, resultando na reprodução do mesmo defeito em todas as unidades subsequentes.

Este defeito foi tecnicamente denominado, PECADO (Peça Enfraquecida Com Anomalias Detectadas no Original), cujo sintoma principal é: perda de julgamento moral. (Integridade).

Outros sintomas:

a) Prostituição,
b) impurezas,
c) lascívia,
d) idolatria,
e) feitiçarias,
f) inimizades,
g) porfias,
h) ciúmes,
i) iras,
j) discórdias,
k) dissensões,
l) facções,
m) invejas
n) bebedices,
o) glutonarias
p) entre outras coisas semelhantes a essas.

O fabricante, tão somente por amor, fornece reparo e serviço, gratuito, para corrigir o problema PECADO.

O contato com o fabricante é: via ORAÇÃO.

A senha é: Em o nome de Jesus

Quando estiver conectado, delete o executável PECADO utilizando a ferramenta
ARREPENDIMENTO.

Depois, carregue o programa NOVA CRIATURA em Cristo Jesus.

Não importa o tamanho do defeito PECADO, NOVA PERSONALIDADE o substituirá por:

a. Amor
b. Alegria
c. Paz
d. Longanimidade
e. Benignidade
f. Bondade
g. Fidelidade
h. Mansidão
i. Domínio Próprio

Por favor, veja no manual de instruções, a Bíblia Sagrada, para maiores detalhes. Tendo por base inicial João 3,

Aviso importante:

Continuar a operar a unidade humana sem correção, anula a garantia do fabricante, expondo o proprietário a perigos e problemas numerosos demais para uma listagem e a unidade humana será permanentemente recolhida do mercado!!! Marcos. 16,17-18
16

Maria é a Rainha dos Mártires

Se Maria Santíssima soube cantar, e com seu cântico inspirado, encher de tons alegres as naves do templo imenso deste mundo, não foi porque lhe tivesse sido poupado o sofrimento.
Não; depois de Nosso Senhor Jesus Cristo, foi Ela que do sofrimento recebeu maior quinhão. De modo que a Igreja lhe chama em sua linguagem exata “Rainha dos Mártires”. E com quanta razão! – Quem ama quer dar provas de seu amor. E quanto maior for o amor, maior será a prova.
Por isso afirmou Nosso Senhor Jesus Cristo que não há maior caridade do que dar a vida por quem se ama… As almas mesquinhas não amam. Porque amar é dar uma parcela de si mesmo. Ou dar-se todo inteiro. E disso elas são incapazes.

As almas grandes, porém, amam. Porque sentem necessidade de se sacrificar. Dividem-se. Dão-se aos pedaços. E, sendo intenso o amor, é completo o holocausto.

É, assim, a história do martírio. A história de Cristo, o mártir divino. A história de Maria Santíssima, Rainha dos Mártires, cuja vida é um sacrifício perene, marcado pelos sete grandes sacrifícios que fizeram, por assim dizer, Maria ser martirizada sete vezes.
Oh! Quanto sofreu a alma gloriosa da Santíssima Virgem! Pequenina ainda, já uma espada lhe transpassa a alma, pela separação completa de seus queridos e santos pais.
Maiorzinha, pela separação do templo, onde tanta paz gozara. Muito jovem ainda é já aceita, pelo seu Fiat, todas as responsabilidades e todas as dores que os Livros Santos prometiam à Mãe do Messias.
E quanto sofre com a dúvida de seu santo esposo! E na viagem forçada para Belém, onde o desprezo e o pouco caso dos seus a provaram rudemente; e, depois, no abandono da gruta, na penúria em que vê nascer o seu divino Filho. No templo, é a linguagem cruel do velho Simeão, profetizando coisas tristes…
E vem a perseguição desumana de Herodes, que a leva para o exílio, onde vê ídolos e pecados. Depois, três dias à procura de seu Menino Deus, com que dor! E lá no remanso de Nazaré sofre também, e como!
E quando Ela fica só, depois da morte de São José e da despedida de seu Filho, que começava a peregrinação apostólica, ouve, é verdade, de seus milagres e de seus sucessos, mas ouve, também, do ódio e das ameaças que O acompanham.
E isso, até a grande realidade: o Filho traído, preso, maltratado, esbofeteado, cuspido, flagelado, julgado e condenado pelo povo…
…É o momento mais maravilhoso da Paixão.
Ela deixa a sua solidão; e eis o encontro mais dramático entre uma mãe e seu filho que jamais se deu nesse mundo!
Depois, lá do alto do Calvário, é o que todos os grandes pintores procuraram, em vão, reproduzir: a sagração do amor heroico de uma Mãe que é Mártir duas vezes! E nasce assim o admirável “Stabat Mater” do Bem-aventurado Frei Jacopone.
Eis - medita o grande Bispo húngaro Proháskha - até onde a guiou, por alegrias e sofrimentos, o Divino Espírito Santo! Maria Santíssima é o momento mais maravilhoso da Paixão”.
E como se não bastasse ter galgado, assim, ao ápice do martírio, segue-se a descida da cruz, a sepultura, após a qual, a soledade dolorosa…
São Boaventura, contemplando a alma da Virgem, se lamentava: “eis que as chagas espalhadas pelo corpo divino de Jesus, eu as vejo todas reunidas na vossa alma, ó Maria!”.
O mesmo dizia o grande judeu convertido Pe. Ratisbonne: “Toda a Paixão de Cristo se reproduziu na alma de Maria, como em um espelho.
Ó sofrimento! Eis o grande problema da vida humana. Mas que, para nós, cristãos, é problema resolvido. Amemo-lo, portanto. Soframos voluntariamente, para não nos assemelharmos aos brutos que sofrem forçados.
O sofrimento nos purifica e nos aproxima de Deus. “Quem entende o que é amor deve entender o que é sofrimento”, dizia Proháskha. Por isso, Santa Teresa exclamava: “Ou sofrer, ou morrer”.
E São João da Cruz: “Só um desejo eu tenho, Senhor: sofrer e ser desprezado por amor de Vós!”. E o Patriarca seráfico: “Quem me dera, ó Jesus, sofrer o que Vós sofrestes”. E nós?!
Rainha dos Mártires, Virgem dolorosíssima, alcançai-nos a graça de permanecer, sempre, convosco, ao pé da Cruz. Fazei que, inebriados pelo Sangue de Cristo, amemos o sofrimento e experimentemos, assim, toda a sua força purificadora e santificadora. Assim seja.
Fonte: livro “A Alma gloriosa de Maria” do Frei Henrique G. Trindade OFM. (aascj.org.br)

- Meditação -

- O cego de Jericó -

Que o barulho da multidão não nos cale diante de Deus.  O cego de Jericó foi insistente e chamou a atenção de Jesus que passava pelo caminho.
Jesus filho de Davi, tem piedade de mim! Foi o suficiente para que O mesmo parasse diante a  gritante voz daquele homem sem direção.  Era cego e queria uma oportunidade para recomeçar.
É meus irmãos!  Dentro de cada um de nós existe uma voz que ecoa rumo a Deus.  Tende misericórdia de mim Senhor, que sou tão pecador! Estamos revestidos das fraquezas e limitações humanas e é natural, que a essência Divina em nossa espiritualidade, reaja as coisas as quais sabemos que não são corretas, mas  mesmo assim , somos inclinados a transgredir diante delas.

O que queres que eu faça?  Perguntou-lhe Jesus sabendo que naquele homem existia uma grande vontade de voltar a enxergar.  Parte de nós o desejo da graça, portanto a fé se desenvolve de dentro para fora e somente eu posso saber se realmente quero ser curado. Tua fé te curou, disse Ele ao cego e vai dizer para você meu irmão, se realmente estais pronto para mudar de vida. A cura tem seu próprio efeito.  A cura é simplesmente o desejo de nós mesmos, mudarmos de vida.
Será que estamos prontos?
Jesus usa de Misericórdia para aqueles que O busca. Não nos deixemos ludibriar pelo medo de ser diferente, sejamos imitadores de Jesus.  É uma experiência única de liberdade. Não se negue a Deus. Ele é o autor da vida e conhece todos os detalhes da construção do homem. Antes mesmo de chamar o seu Santo Nome, o Senhor já tem preparado a cura contra o mal, que nele se instalou.