Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O chamado “mistério” da “Transfiguração”





Todos nós temos consciência que a superficialidade, o consumismo e o individualismo são as marcas de nossa sociedade atual. Marcas que nos desfiguram e nos desumanizam. Já o grande teólogo Paul Tillich (1886-1965) afirmava que “a grande tragédia do homem moderno é ter perdido a dimensão de profundidade”. 

Nas suas obras há um insistente apelo a reencontrar aquilo que ele chamava “a dimensão perdida”.

Este é o contrassenso humano: por uma parte, salta à vista a tendência a instalar-se na superficialidade (chamemos isso de “zona de conforto” ou simplesmente “comodidade”) e, por outra, a certeza de que somos todos habitados por um anseio que nos chama constantemente para a profundidade (chamemos isso de “nossas raízes”, “nosso ser”..., em definitiva, “nossa casa”). 
Entre esses dois extremos – superficialidade e profundidade – transcorrem nossa vida. 

No fundo, a superficialidade, o consumismo e o individualismo são tão somente tímidas compensações que tentam aliviar o vazio de sentido que nos habita; ao mesmo tempo se apresentam como cantos de sereia, ilusão que nos distraem daquilo que é verdadeiramente importante: viver o que somos. 

O canto as sereia nos ilude e atrai para caminhos obscuros, perversos. A sereia é o próprio demônio com ilusão e beleza e ação de encantamentos  
Talvez, a chamada “dimensão perdida” não seja outra coisa que a “transfiguração” de nossa verdadeira identidade. Este é o apelo do Evangelho de hoje: viver “transfigurados” a partir de nossa interioridade.

Estamos vivendo fora de nós mesmos, daí que nosso mundo interno permaneça na obscuridade. Se nos voltarmos para dentro, se nossa atenção começa a dirigir seu foco para o interior, então tudo se ilumina.

O chamado “mistério” da “Transfiguração” poderia ter sido, em sua origem, um relato de aparição do Ressuscitado. Posteriormente teria sido reelaborado para transformar-se numa declaração messiânica: Jesus, confirmado pelas Escrituras judaicas, representadas nas figuras de Moisés (“a Lei”) e Elias (“os profetas”), é apresentado como “Filho amado” de Deus. Todo Ele é transparência e luminosidade.

2 – O que o texto diz para mim?

Jesus viveu constantemente transfigurado, mas isso não se expressava externamente com espetaculares manifestações. Sua humanidade e sua divindade se revelavam cada vez que se aproximava de uma pessoa para ajudá-la a ser ela mesma. A transfiguração deixa de ser um evento para tornar-se um modo permanente de Jesus viver, pois a única luz que nele se revela é a do amor; e só quando manifesta esse amor, ilumina. Na sua humanidade deixa transparecer a luz de Deus.

A Transfiguração não está só me dizendo quem era Jesus, mas também quem sou realmente. Ela desvela também minha identidade e me faz caminhar em direção à minha própria humanidade. Por isso, uma pessoa transfigurada é uma pessoa profundamente humana. Tudo o que é autenticamente humano, é transparência de Deus.

Humano não é ruim, senão Deus não teria se humanizado, o que é ruim na humanidade é a desumanização do ser. O tigre não se destrigra, o homem se desumaniza.

3 – O que a Palavra me leva a experimentar?
 
A transfiguração desencadeia um movimento interno de busca continuada e revela que o ser humano é inquieto por natureza, e será sempre assim, em seu afã de abrir-se a um horizonte cada vez mais amplo. Todo o ser humano traz em seu interior uma faísca de luz que busca expandir-se; não falta ao seu coração a sede de eternidade. 

Transfiguração, portanto, é transformação do espaço interior. Em meio às sombras profundas, marcadas pelos traumas, feridas, experiências negativas..., encontram-se “pontos de luz”. Tenho todos os recursos necessários para ativá-los. Então, o círculo de minha luz vai se ampliando, começando pelo meu eu mais profundo; ela vai se fazendo cada vez mais extensa, iluminando toda a realidade cotidiana. Passarei, a viver como “seres transfigurados”. 

4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus? 

Senhor, a cena da Transfiguração vem me recordar que, na essência, sou luminosidade; por detrás de comportamentos com frequência sombrios, continuo sendo transparência. Isso é o que eu cristão reconheço em Jesus: Ele é o “espelho” nítido no qual vejo minha identidade profunda. E essa identidade é luz e transparência.

Não é casual que, mesmo perdida nas trevas de minha inconsciência, sinto saudades da luz. Também não é casual que, mesmo nas ações mais complicadas e questionadas, procuro justificar minha transparência. Uma e outra desvelam quem é; por isso mesmo, se tornam imprescindíveis para viver com mais intensidade. 

Minha essência é luminosa, transparente, simples, doce, verdadeira... Mas, para percebê-la, preciso me despertar. E isso implica e significa, ao mesmo tempo, viver ancorada em minha verdadeira identidade.
Para além do “ego superficial”, a transfiguração me faz acessar a um “lugar” sempre estável, sólido e permanente, onde reconheço a presença d’Aquele que é a Luz indizível.

Esse “lugar” é sempre luminosidade e transparência. E a partir dele tudo fica transfigurado. Na realidade, não é que as coisas se transfigurem, senão que, mais exatamente, vejo em tudo a Verdade, a Bondade e a Beleza daquilo que é.

5 – O que a Palavra me leva a viver? 


Cuidar do coração, pois dele brota a luz e a vida.
Iluminar meu caminhar com a luz que há em mim mesma.
Olhar com os olhos transfigurados e ver que por detrás das pobres aparências se escondem muitos sentimentos de bondade, de generosidade, de fidelidade e amor.

A transfiguração me fala da verdade que levo dentro de mim, mas também dos novos olhos que preciso para ver. Se eu soubesse olhar com os olhos do coração, veria a luz maravilhosa escondida no interior de cada pessoa.
Conheço as pessoas por fora. Debaixo das aparências de vulgaridade, pode se esconder um grande coração.

Transparente é um modo de ser e de agir; é a condição para eu poder ver Deus presente e atuante em tudo e em todos.

O grande desafio para viver a transparência é facilitar, no meio de minha cultura acelerada e carregada de imagens, espaços sossegados para perceber o que o Espírito vai fazendo em mim. Se não sei o que me acontece por dentro, dificilmente poderei ser presença iluminadora junto aos outros.


Como seguidor de Jesus, sou chamado a ser cúmplice do Espírito, abrindo-me totalmente à sua ação e deixando-me transfigurar por Ele.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

"Seu coração estava cheio e sua alma, reduzida ao silêncio”

"De que forma Maria poderia renunciar ao silêncio? 
Uma criatura que havia vivido tanto tempo com o Criador, não podia falar muito; seu coração estava cheio; e sua alma, reduzida ao silêncio.
“Ela cuidava de Jesus, naqueles doze longos anos que haviam passado, longos anos, em relação à formação de costumes, embora esses anos tenham sido para Maria, sempre, como um santo êxtase, pleno de um doloroso amor. 
Ela havia levado Jesus em seus braços, cuidava dele, enquanto dormia. Ela o alimentava; ela o olhava, olhos nos olhos.
“E Jesus lhe revelava, incessantemente, o seu coração. Ela tinha aprendido a retribuir este amor. Todas as semelhanças com Deus estavam na alma de Maria. 
Nós sabemos o quanto Deus é silencioso.”

O Sacerdote no Altar deve unir-se a Maria Santíssima no Calvário

“Tu és o meu Filho e hoje te gerei” diz o Salmista (1), mas podemos colocar estas palavras nos lábios da Virgem Santíssima, que dirige-as continuamente ao seu Filho Jesus.

O título de “corredentora” que é aplicado única e exclusivamente à Maria Santíssima alcança horizontes que vão além do que o entendimento humano pode alcançar, um título que desde toda a eternidade esteve reservado especialmente à esta Virgem e que atingiu o seu cume ao lado do Verbo de Deus pregado no alto da Cruz.

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A morte redentora que Nosso Senhor Jesus Cristo haveria de padecer não foi uma surpresa para Maria Santíssima, pois Ela, até mesmo antes do Anúncio da Encarnação do Verbo – no qual lhe foi revelado que Ela seria a Mãe de Deus – recebeu grandes revelações diretas do Eterno Pai acerca deste mistério com os mais altos vôos do Espírito, desde a Criação do mundo e do gênero humano, de todas as criaturas e animais, de tudo aquilo que contêm no Universo até a vinda do Messias (2).
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Até esta altura não foi revelado à Virgem de Nazaré exatamente tudo aquilo que tocasse à Encarnação do Verbo, pois era necessário que se atingisse a plenitude dos tempos para que Deus humanado viesse exilar-se na Terra, o que dependia especialmente da preparação que esta virgenzinha de quinze anos deveria receber acerca da vinda do Redentor.
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“E na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho para que nascesse de uma Mulher” (3)

Esta mulher foi Maria, que foi prevenida do pecado original já em vista dos merecimentos de Cristo na Cruz, e sendo este um privilégio único para que assim pudesse Ela ser a Mãe do Filho de Deus, Aquele que viria a ser o Sumo e Eterno Sacerdote da nova e eterna aliança.

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Segundo Santo Afonso de Ligório, quando a Santíssima Virgem ofereceu o seu Divino Filho no templo, Ela o fez de forma diferente das outras mães que realizavam tal oferecimento a Deus como uma simples cerimônia da lei, enquanto Maria realmente ofereceu o seu Filho a Deus, e, sabia Ela, que O oferecia à morte (4).
Sabia Ela que esta oferenda do Filho de Deus iria se consumar no altar da Cruz.
De forma análoga, na Santa Missa, o sacerdote oferece a Deus o pão e o vinho como oblação, que tornar-se-ão o Corpo e Sangue do próprio Filho de Deus pelo perdão dos pecados e salvação nossa; 


“Súscipe, sancte Pater, omnípotens aetérne Deus, hanc immaculátam hóstiam […] pro ómnibus fidélibus christiánis vivis atque defúnctis: ut mihi et illis profíciat ad salútem vitam aetérnam”
 (5), “Offérimus tibi, Dómine, cálicem salutáris […] pro nostra et totíus mundi salúte” (6).

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Da mesma forma ocorreu com Maria Santíssima, que dentro do seu ventre imaculado gerou o Filho de Deus; com a sua ilibada carne e com o seu puríssimo sangue deu forma e alimentou o Verbo Encarnado, o Deus humanado.
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Maria Santíssima ofereceu a Deus uma parte de si, ofereceu a carne da sua carne e o sangue do seu sangue, o seu Bem maior e o grande amor de sua vida, Aquele a quem Deus Pai confiou os cuidados maternos e a autoridade plena; Ela, por sua vez, ofereceu o mesmo no Calvário como sacrifício de expiação por nossos pecados.
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Desde o momento da Encarnação do Verbo, Maria Santíssima tornou-se a Mãe Corredentora, aquela que contribuiu 
 
indescritivelmente pela redenção da humanidade, já que Deus Pai, o Criador de Tudo, que não possui a necessidade de sujeitar-se a alguém, quis submeter todo o seu plano de redenção a uma jovem da cidade de Nazaré.
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E da mesma forma com que Deus quis o seu consentimento para que o seu Filho se encarnasse em seu ventre virginal, também quis Deus que Maria Santíssima consentisse com o sacrifício do seu Filho em vista da redenção dos homens (7).
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Maria Santíssima deu o seu maior amor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e esta entrega foi plenificada na Cruz, e, segundo o Abade Arnoldo de Chartres (8), Maria Santíssima, na morte de seu Filho, uniu-se de tal modo sua vontade à do seu Filho, que ambos ofereceram um só e mesmo sacrifício, por isso ambos operaram a humana redenção e obtiveram a eterna salvação aos homens.
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Se, segundo o magistério da Santa Igreja, a Santa Missa é o Calvário e a renovação do Sacrifício de Cristo na Cruz – mas de forma incruenta -, Maria Santíssima, da mesma forma em que esteve presente ao lado do seu filho durante sua crucifixão, também está presente ao lado do altar durante a celebração do Sacrifício do Altar, já que o mesmo Deus é imolado pelo perdão dos nossos pecados nas mãos do sacerdote, fazendo um ofício que o torna até mesmo mais importante que a Mãe de Deus.
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Enquanto Maria Santíssima deu à luz o Filho de Deus de uma vez por todas, o sacerdote pode fazê-lo quantas vezes quiser, durante a Missa. Se Maria Santíssima tivesse cometido um único pecado em toda sua vida, mesmo que venial, não seria Ela digna de ser a Mãe de Deus, ao passo que o sacerdote, sendo um homem manchado pelo Pecado Original, está sujeito a todos os tipos de pecados, mas que mesmo assim, não importando em que estado se encontre a sua alma, Jesus Cristo sempre se fará presente na hóstia quando forem pronunciadas estas palavras que fazem tremer a abóbadas do Céu: “Hoc est enim corpus meum” (9).
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Assim como Maria Santíssima que também fez uma oblação de si mesma a Deus em perfeita união com o oferecimento que fez do seu Filho no templo e completado no alto da Cruz em favor da humanidade, o Sacerdote deve portanto buscar emular a imagem de Maria Santíssima durante a Santa Missa, oferecendo-se sem cessar a Deus como vítima que se une ao Cordeiro que está sendo oferecido em suas mãos sacerdotais.

Assim como Maria Santíssima levou em seus braços o Divino Menino até o templo em que realizou a solene oferta do seu querido Filho em sacrifício, e já tendo em vista a redenção que ainda viria, o sacerdote, enquanto se encontrar diante do altar, deve realizar o mesmo ato de oblação e com as mesmas intenções que teve a Dolorosa Mãe Corredentora: oferecendo-se a si mesmo como vítima em expiação dos pecados da humanidade e de forma mais excelente quando erguer até o alto a Sagrada Eucaristia logo após ter proferido aquelas palavras que são, de certa forma, uma ordem ao Senhor dos senhores, para que Ele se faça presente da mesma maneira altíssima e gloriosa em que Ele se encontra no Céu.
Sabia Deus Pai o quanto Maria Santíssima O amava e quanto desejava dar-se inteiramente a Ele; e já tendo a Divina Providência designado-a como sua Imaculada Mãe, quis que Nela fosse gerado o Verbo Humanado, e assim, no tempo determinado por Sua Sabedoria, no altar do Calvário, naquela adorável Carne dilacerada pelos flagelos, e naquele preciosíssimo Sangue que era derramado em abundância de cada chaga aberta, havia uma obra realizada em Maria Santíssima, em seu ventre Imaculado.

No silêncio, Maria Santíssima, por nove meses, dia e noite cedia ao seu Filho e seu Deus, a sua carne e o seu sangue.
Com isso, se não fosse por Maria Santíssima, a humanidade não teria o Corpo e o Sangue de Cristo dilacerado e derramado em nosso favor, pois, da carne de 

Maria foi gerada e nutrida a Carne de Jesus.
Do mesmo modo deve o sacerdote, no altar, suplicar a esta Santíssima Mãe que o una àquela obra que sai de suas mãos: o Santíssimo Sacramento.

Durante a Missa, as mãos do sacerdote tornam-se, se assim podemos dizer, o ventre Imaculado de Maria, pois, da mesma forma que somente do puríssimo ventre de Maria poderia ser gerada a carne do Filho de Deus, somente nas mãos ungidas do sacerdote pode fazer-se presente o Altíssimo e glorioso Rei dos reis.

Também como Maria Santíssima, que no Calvário completou a sua união total com Deus, tornando-se a Mulher Corredentora do gênero humano, o sacerdote, no altar, torna-se uma espécie de “corredentor”, no sentido espiritual da palavra, já que Ele exerce o ofício de Sacerdote do Altíssimo, um ofício de um Alter Christus, um outro Cristo, já que o sacerdote diz In Persona Christi, na pessoa de Cristo, “hoc est enim Corpus Meum”, mas que obviamente não se refere a si mesmo, mas obedece ao mandamento que o Eterno Sacerdote decretou na Última Ceia: “Haec quotiescúmque fecéritis in mei memóriam faciétis”(10).

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Fonte: Católicos tradicionais
 1 – Sl. 2, 7.
2 – “San José en la mistica ciudad de Dios” por la Venerable Sor María de Jesús de Agrega, cap. 4º, p 39-74.
3 – Gal. 4, 4.
4 – Santo Afonso de Ligório, sermão acerca da Purificação de Maria.
5 – “Recebei, Santo Pai, Deus Onipotente e eterno, esta hóstia imaculada […] por todos os fiéis cristãos, vivos e defuntos, a fim de que a mim e a eles este sacrifício aproveite para a salvação na vida eterna”. Trecho do oferecimento do pão no ofertório da Missa no Rito Tridentino.
6 – “Nós vos oferecemos, Senhor, o cálice da salvação […] para salvação nossa e de todo o mundo”. Trecho do oferecimento do cálice no ofertório da Missa no Rito Tridentino.
7 – Santo Afonso de ligório, sermão acerca da Purificação de Maria.
8 – Beneditino e abade de Bonneval, amigo de São Bernardo. Morreu em 1156.
9 – “Isto é o meu corpo” – Mt. 26, 26.
10 – “Todas as vezes que fizerdes isto, fazei-o em memória de mim” – Lc 22, 19.
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                     Há dois tipos de arrependimento.

O Perfeito: por amor de Deus e o Imperfeito: por medo do inferno. 

A confissão é algo essencial para a vida espiritual.
                                                                                                               

A confissão é algo essencial para a vida espiritual.

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COMO FAZER UM ATO DE CONTRIÇÃO PERFEITO
. Pouco antes da eclosão da II Guerra Mundial, São Maximiliano Kolbe escreveu uma carta aos seus dirigidos.
O objetivo desta carta era exortar os seus discípulos a se prepararem para a festa da Imaculada Conceição, 8 de dezembro, que se aproximava.
Mas também mostrou-lhes como receber o perdão para os pecados, na guerra que se avizinhava, onde os padres eram escassos e era difícil receber a confissão sacramental.

Ele escreveu: “Quem pode, deve receber o sacramento da Penitência. Quem não pode, por causa das circunstâncias que impedem, deve purificar  a sua alma por atos de contrição perfeita.

Isto é, a tristeza de uma criança amorosa que não considera tanto a dor ou recompensa quando ela pede o perdão de seu pai e de sua mãe, a quem ele deu descontentamento.”
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Esta é uma magnífica fórmula e lição sobre como fazer um ato de contrição perfeita.
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Como a maioria das pessoas sabe, existem dois tipos de contrição:
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– Perfeito: por amor de Deus;
– Imperfeito: por medo do inferno.
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A Doutrina católica distingue um duplo ódio do pecado. Um, a contrição perfeita, decorrente do amor de Deus, que foi gravemente ofendido; o outro, a contrição imperfeita.
Esta resulta principalmente por causa de outros motivos, tais como a perda do céu, o medo do inferno, a hediondez do pecado, etc. (Concílio de Trento, Sess. XIV, cap. iv de Contritione). 
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Quando fazemos a confissão sacramental (com um sacerdote), a contrição imperfeita é suficiente para recebermos  o perdão de nossos pecados.
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No entanto, em circunstâncias extraordinárias em que não podemos fazer a confissão sacramental, devemos fazer um ato de contrição perfeita, o que é suficiente para ter nossos pecados perdoados.
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Importante:
 O ato de contrição perfeita inclui o desejo do sacramento da Penitência (ou reconciliação) e da intenção de receber a confissão sacramental na primeira oportunidade.
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NOTA:
 Aquele que está consciente de pecado mortal não pode receber a Santa Eucaristia sem prévia confissão sacramental.

O fato de que podemos sempre fazer um ato de contrição perfeita, em qualquer circunstância e em qualquer momento, é muito consolador e muito importante dele lembrarmos frequentemente.
Sobretudo quando pensamos em nossos soldados que estão em perigo. Eles podem não ter um capelão junto da tropa, antes de entrar em ação.
Nesse caso, eles devem sempre dizer um ato de contrição perfeita.
Na verdade, não é só em circunstâncias extraordinárias que devemos fazer atos de contrição perfeita.

A qualquer momento, se tivermos a infelicidade de cometer um pecado mortal, devemos procurar reconciliar-nos com Deus, logo que possível;
Por um ato de contrição perfeita, antes de ir para o trabalho.
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Além disso, mesmo não tendo incorrido em pecado grave, devemos fazer frequentes atos de contrição perfeita para pedir perdão pelos pecados graves do passado, e dos pecados veniais do presente.
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Ao fazê-lo, manifestamos nosso amor por Deus. E provamos nossa aversão ao pecado, que O ofende. Procedendo assim, certamente receberemos as graças mais abundantes para não mais pecar.

Uma prática altamente recomendada é incluir um ato de contrição em nossas orações de “antes de dormir”.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Procurando sempre passar do Calvário para o Tabor!





Vamos caminhando no nosso grande retiro espiritual na Santa Quaresma, tempo de penitência e tempo de conversão.
Tempo da escuta da Palavra de Deus e dos seus desígnios para a nossa caminhada diária para que possamos voltar para a amizade com Deus. 

Deus não quer a morte do pecador, mas sim que esse pecador se converta e viva uma vida em abundância, dando testemunho do anúncio cristão.
A liturgia deste domingo é repleta do mistério de Deus: a sua transfiguração. Esta passagem bíblica tem um significado muito profundo, tendo em vista que São João Paulo II, na sua Carta Apostólica do Rosário da Santa Virgem Maria, incluiu como quarto mistério luminoso exatamente da perícope que hoje refletimos a Transfiguração do Senhor Jesus(cf. Mc. 9,2-10)

Mas, irmãos, o que vem a ser a Transfiguração? A Transfiguração é o momento em que Jesus revela sua glória diante de seus discípulos. Esse é o resumo do Evangelho deste segundo domingo da Santa Quaresma.

Na segunda metade de seu Evangelho de Marcos, ele fala que Jesus revela às suas testemunhas - e depois discípulos – o seu Mistério interior: sua missão do Servo Padecente e sua união com o Pai. O que foi confiado a Jesus pessoalmente, pelo Pai, na hora do Batismo, quando a voz da nuvem lhe revelou: “Tu és o meu filho muito amado, em quem eu pus minha afeição” (Mc 1,11). Agora é revelado aos discípulos: “Este é o meu filho amado, escutai-o”. Isso para demonstrar que os mistérios de Deus não podem ser reservados para poucos, mas devem ser comunicados e partilhados com muitos para a edificação do Reino de Deus que se inicia na nossa peregrinação por este mundo.

O Evangelho de hoje nos mostra quem é Aquele que nos veio salvar e em que nos haveremos de transformar, se superarmos as tentações da vida presente pela contínua conversão aos seus ensinamentos e sua pessoa: seremos transfigurados.
Jesus veio inaugurar um novo tempo. 

Deus nos apresenta o seu Filho Jesus, a nova Arca da Aliança, o novo templo de Deus, e recomenda com insistência: “Escutai-o!” Este era o dever dos apóstolos e o nosso hoje: escutar Jesus com mais atenção do que o povo de Israel escutou Moisés, que lhes transmitira a vontade de Deus. Apesar da morte, ele tem palavras de vida eterna.

Os caminhos de Deus ultrapassam as razões da inteligência humana; quanto mais, quando se trata da morte de quem, por definição, é imortal. Jesus não se transfigura para deslumbrar seus discípulos e seguidores e demonstrar-se superior a eles. 

Jesus tratou de um gesto para inspirar, criar e fundamentar a confiança de quem tinha razão para ter medo. Morte e vida não se contradizem, mas fazem parte de um processo natural e de um mistério de fé e esperança cristã. Jesus, Filho de Deus Altíssimo e destinado para ser rei eterno e universal, devia passar pelos escarros, pelas dores e pela morte. Por isso, o Monte Tabor e o Monte Calvário, postos hoje um perto do outro, nos ajudem a compreender que no mistério da dor há ricas e encantadoras sementes divinas.

O monte da Transfiguração é colocado hoje à luz do Monte Calvário. Não pelo formato geográfico, porque o Calvário não passa de uma pequena elevação, mas pelo seu significado simbólico dentro da história da salvação. 

O Calvário é marcado pelo sangue e pela dor, mas de seu chão brotam as raízes da vida eterna. O Tabor vem hoje envolto de luz e divindade, entretanto, profetizando um caminho de aniquilamento: cumprir a vontade do Pai até o extremo da renúncia e da morte. No Tabor ecoa a voz amorosa do Pai: “Este é meu filho muito amado, escutai-o”. 

No Calvário ouvimos a célebre frase da condição humana do Senhor: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
Aos olhos da fé, os dois montes se fundem, porque a crueza do Calvário revela a extrema misericórdia e o infinito amor de Deus.

A morte que Jesus anuncia como a sua, morte violenta, convida-nos a morrer diariamente para o pecado, a cada minuto, a cada instante, procurando sempre passar do Calvário para o Tabor, da desgraça para a luz, do pecado para a graça salvadora. Morrendo para o pecado estamos transfigurando para a vida eterna.

Padre Emílio Carlos Mancini

Depressão à luz da Bíblia

Como sair da depressão? 

O que a Bíblia diz sobre a depressão?

como sair da depressão

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Você sabe como sair da depressão sem remédios?

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Seria possível observar a depressão à luz da Bíblia Sagrada?

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Tire suas próprias conclusões:

A seguir você verá trechos selecionados do Eclesiástico, no Antigo Testamento das Sagradas Escrituras.

Eles podem realmente ajudar quem quer sair da depressão e sofre com este terrível mal.

Para facilitar a compreensão da depressão à luz da Bíblia, depois de cada trecho você encontrará uma breve explicação.

Vamos lá?

-> Eclesiástico 30, 22 – 23

“Não abandones a tua alma à tristeza…
… e não te aflijas a ti mesmo nos teus pensamentos.
O júbilo do coração é a vida do homem e um tesouro inexaurível de santidade…
A alegria do homem prolonga a sua vida”.

Neste trecho, é importante ressaltar a parte que diz “não abandones a tua alma à tristeza”.

Ou seja, é preciso lutar contra a tristeza para sair da depressão.

E também entrar em um verdadeiro combate interior contra os pensamentos negativos.

Pois o “júbilo do coração é a vida do homem”!

-> Eclesiástico 30, 24 – 25

“…recolhe o teu coração na santidade do mesmo Deus…
… E afugenta para longe de ti a tristeza.
Com efeito, a tristeza tem matado a muitos, e não há utilidade nela”.

Como sair da depressão?

É de suma importância voltar-se para Deus, não contemplar as coisas desta terra que são pura vaidade.

Mas fazer a vontade de Deus, que é o que traz verdadeira alegria à alma.

-> Eclesiástico 38, 19

“Porque a tristeza faz apressar a morte, tira o vigor…
… E a melancolia do coração faz descair a cabeça”.

A morte, referida aqui, é a morte da alma, a perda da graça de Deus…

A melancolia esfria a chama da fé, torna a pessoa tíbia para a oração, para os atos de piedade e caridade.

E por isso é tão perigosa para a alma.

São exatamente a Oração e a Doutrina de Cristo os maiores antídotos contra a tristeza.

Como sair da depressão?

É importante ler a Bíblia Sagrada.

-> Eclesiástico 38, 21 – 23

“Não entregues o teu coração à tristeza…
Mas lança-a fora de ti; lembra-te do teu fim.
Não te esqueças dele, porque não há retorno.
Em nada aproveitarás ao morto, e a ti mesmo farás um grave dano.
Lembra-te da minha sorte (te dirá o morto):
A tua será semelhante; ontem para mim, hoje para ti”.

É muito importante também lembrar-se sempre do fim a que todos estão destinados – a morte e a eternidade.

No fim, não haverá retorno e nem maneira de corrigir o ato de se ter vivido uma vida infeliz e afastada de Deus.

À todo momento precisa-se ter em mente o tipo de pessoa que se quer ser:

“Quero ser uma pessoa ressentida e triste, ou uma pessoa que vive para Deus e para a eternidade no Paraíso?”

Esta é uma forma de como sair da depressão.

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Existem muitíssimas outras passagens para saber como sair da depressão recorrendo à Bíblia.

Por isso, é muito recomendável que você crie o hábito de ler, todos os dias, ao menos um trechinho das Sagradas Escrituras.
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Isso só pode lhe fazer bem, e MUITO bem!