Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Só a atitude interior dá sentido às práticas exteriores.

EVANGELHO Lc 11, 37-41
 
Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para comer em sua casa. Jesus entrou e tomou lugar à mesa. O fariseu admirou-se, ao ver que Ele não tinha feito as abluções antes de comer. Disse-lhe o Senhor: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior? Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».


dasdasd
Terça-feira da Semana XXVIII do Tempo Comum
EVANGELHO Lc 11, 37-41
Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para comer em sua casa. Jesus entrou e tomou lugar à mesa. O fariseu admirou-se, ao ver que Ele não tinha feito as abluções antes de comer. Disse-lhe o Senhor: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior? Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».
 
Compreender a Palavra
Terminou uma secção do evangelho de Lucas e começa uma outra com um convite para comer em casa de um fariseu. Esta introdução vai dar origem a diversas advertências de Jesus aos fariseus. A atitude de Jesus que se senta à mesa sem realizar os ritos de purificação das mãos usados pelos fariseus, coloca-o numa situação semelhante à das pessoas simples que desconheciam a lei e não realizavam estas práticas. Os fariseus escandalizavam-se com estas atitudes dos homens simples do povo e Jesus é agora visto também como escândalo. Perante esta situação, Jesus, a quem Lucas chama de “Senhor”, para dizer que ele tem autoridade, toma a palavra e desmascara as atitudes insensatas e hipócritas. Jesus esclarece que não são estas práticas exteriores que estabelecem uma relação com Deus, mas as atitudes interiores que levam à compaixão para com os pobres. Só a atitude interior dá sentido às práticas exteriores.
 
Meditar a Palavra
As advertências de Jesus aos fariseus são hoje para mim. De facto, sem querer, mas pela rotina com que procuro cumprir as minhas obrigações, caio muitas vezes no erro de ficar no legalismo dos gestos exteriores e esqueço as pessoas que são mais importantes do que a lei. Jesus pede-me um olhar novo para com os outros em especial para com os pobres. Serei eu capaz de renovar o meu olhar a partir de dentro, do coração?
 
Rezar a Palavra
Senhor, perante as atitudes dos outros, vejo-me muitas vezes incomodado, escandalizado ou porque não entendo ou porque me parece que deviam agir de outra maneira. Nem sempre tenho a capacidade de escutar o que acontece no coração daqueles que julgo e avalio segundo os meus critérios. Ensina-me a limpar o interior, o coração, para vencer a lei com o amor.
 
Compromisso
Preciso rever os meus critérios de avaliação para estar com os outros.
Compreender a Palavra
 
Terminou uma seção do evangelho de Lucas e começa uma outra com um convite para comer em casa de um fariseu. Esta introdução vai dar origem a diversas advertências de Jesus aos fariseus. A atitude de Jesus que se senta à mesa sem realizar os ritos de purificação das mãos usados pelos fariseus, coloca-o numa situação semelhante à das pessoas simples que desconheciam a lei e não realizavam estas práticas. Os fariseus escandalizavam-se com estas atitudes dos homens simples do povo e Jesus é agora visto também como escândalo. Perante esta situação, Jesus, a quem Lucas chama de “Senhor”, para dizer que ele tem autoridade, toma a palavra e desmascara as atitudes insensatas e hipócritas. Jesus esclarece que não são estas práticas exteriores que estabelecem uma relação com Deus, mas as atitudes interiores que levam à compaixão para com os pobres. Só a atitude interior dá sentido às práticas exteriores.

Meditar a Palavra
 
As advertências de Jesus aos fariseus são hoje para mim. De fato, sem querer, mas pela rotina com que procuro cumprir as minhas obrigações, caio muitas vezes no erro de ficar no legalismo dos gestos exteriores e esqueço as pessoas que são mais importantes do que a lei. Jesus pede-me um olhar novo para com os outros em especial para com os pobres. Serei eu capaz de renovar o meu olhar a partir de dentro, do coração?

Rezar a Palavra
 
Senhor, perante as atitudes dos outros, vejo-me muitas vezes incomodado, escandalizado ou porque não entendo ou porque me parece que deviam agir de outra maneira. Nem sempre tenho a capacidade de escutar o que acontece no coração daqueles que julgo e avalio segundo os meus critérios. Ensina-me a limpar o interior, o coração, para vencer a lei com o amor.


Mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes

Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes  (1Co 16,13).
Se você é uma pessoa cristã, e hoje se sente desanimada, sem coragem e abatida, preste atenção no que a Bíblia lhe diz: “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2Tm 1.7). 
Os dias não são iguais, porém, se o seu desânimo está sendo constante, ele é resultado da falta de exercício no poder e nos recursos de Deus, resumindo: você não tem exercitado a pratica da ousadia através da fé, que é manter-se corajosamente firme diante das responsabilidades, pressões e desafios da vida cristã.
Desde o princípio, Deus sempre anima seus filhos dizendo: “Sê forte e corajoso”, quer dizer: seja ousado. 
O próprio Senhor Jesus animou um paralítico, uma mulher com hemorragia, um cego e aos seus discípulos com a seguinte palavra: “Coragem”. Antes de ir embora Jesus fortaleceu o ânimo dos discípulos dizendo: “Neste mundo vocês terão aflições; mas tenham bom animo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). 
É preciso ter ousadia para ser cristão, porque o verdadeiro cristão vive no sentido contrário ao mundo. 
Além do mais, a vida eterna não é dada aos covardes e aos medrosos.
Se você tem a vida comprometida com Jesus, a esperança de Deus habita em você e Deus ouve as suas orações. 
Portanto seja ousado! E a Bíblia nos encoraja ainda mais dizendo: “apeguemo-nos com toda firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas” (Hb 4.14-15). 
Deus lhe deu poder, equilíbrio e amor; essas três qualidades fazem parte da seguinte promessa bíblica: “Deus ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado” (Sl 113.7). 
Portanto tenha bom ânimo e humildemente seja um cristão ousado.


 Pérola do dia:

Amanhã será um novo dia..." 
Que a Esperança nunca o abandone.
Que a Fé seja sua companheira constante. 
Que o Amor faça parte do seu dia-a-dia.
Nunca abandone seus SONHOS... 
"Amanhã será um novo dia..."
Um novo nascer do sol, um novo começo, uma nova chance.   
Basta sonhar e acreditar!
As coisas são do jeito que devem ser. 
Elas duram o tanto que devem durar. 
E acontecem da maneira que devem acontecer, e você tem que aceitar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pérola do dia:  Nem mesmo a vida nos pertence!
 
Pensar sobre a morte é algo que pode nos incomodar. Mas não pensar sobre ela também é muito perigoso. Poderíamos, então, acabar ficando como o homem da história do evangelho. Ele estava encantado com a sua maravilhosa plantação. Enquanto olhava para aquelas plantas ainda novas, pensava como ele era bom naquilo que fazia. “Sou um exemplo de agricultor!” – disse ele em alta voz. Ninguém à sua volta escutou, mas ele gostou de saborear aquelas palavras e repetiu mais uma vez para si mesmo: “Sou um exemplo de agricultor!” Assim pensava ele no seu trabalho dia e noite.
Chegando a época da colheita, e vendo ele que a sua terra havia produzido muito mais do que ele esperava, ele perguntou a si mesmo: “O que vou fazer?” Ele teve que perguntar a si mesmo, pois ele não tinha mais ninguém a quem perguntar. Ele havia passado a vida inteira cultivando plantas e se esqueceu de também dedicar um tempo para cultivar uma família, para cultivar amizades. Assim, ele mesmo concluiu que precisava vender por um bom preço a sua plantação e guardar o dinheiro no banco. Tendo o dinheiro bem guardado e bem aplicado no banco, ele teria dinheiro suficiente para viver bem, comendo e bebendo sem se preocupar muito. Como ele já havia trabalhado bastante na lavoura, ele já podia fazer uso do carro modelo do ano, a casa mansão e ainda comer do bom e do melhor e viver bem tranquilo. Ele não tinha gastos com remédios, não precisava pagar aluguel. Assim, ele se esqueceu das preocupações.
  
As preocupações, porém, não se esqueceram dele. Antes que pudesse fazer qualquer coisa para se defender, o seu corpo já estava tomado pelo câncer. Se antes o fruto do seu trabalho servia para lhe dar prazer, agora servia apenas para dar alguns dias a mais de vida com sessões de quimioterapia e remédios pesados. No momento em que percebeu que estava perdendo tudo, a pergunta era inevitável: “Afinal de contas, o que é meu?” Todo o trabalho que teve para ajuntar muitas coisas agora iria ficar para os outros, que não fizeram nada para ajudar. Ao final de sua vida, ele percebeu algo ainda mais profundo: nem mesmo a vida nos pertence, pois chega a hora da morte e o que nós temos para garantir a nossa vida? Nenhum dos nossos trabalhos pode nos manter vivos. Nenhum!
 Buscar a Deus escondido

 
 
Cântico Espiritual 1, 12 
São João da Cruz

12 – “Fazes muito bem, ó alma, em buscar o Amado sempre escondido, porque muito exaltas a Deus, e muito perto deles te chegas, quando o consideras mais elevado e profundo que tudo quanto podes alcançar. Por esta razão, não te detenhas, seja em parte, seja no todo, naquilo que tuas potências podem apreender. Quero dizer: jamais desejes satisfazer-te nas coisas que entendes de Deus; antes procura contentar-te no que não compreenderes a respeito dele. Nunca te detenhas em amar e gozar nessas coisas que entendes ou experimentas, mas, ao contrário, põe teu amor e deleite naquilo que não podes entender ou sentir; porque isso, como dissemos, é buscar a Deus na fé. Visto como Deus é inacessível e escondido, conforme também já explicamos, por mais que te pareça achá-lo, senti-lo ou entendê-lo, sempre o hás de considerar escondido, e o hás de servir escondido às escondidas. E não sejas como tantos incipientes que consideram a Deus de modo mesquinho, pensando estar ele mais longe ou mais oculto, quando não o entendem, nem o gozam, nem o sentem; mais verdade é o contrário, porque chegam mais perto de Deus quando menos distintamente o percebem. Assim o testifica o profeta Davi: “Pôs nas trevas o seu esconderijo” (Sl 17,12). Logo, ao te aproximares de Deus, forçosamente hás de sentir trevas, pela fraqueza de teus olhos. Fazes, pois, muito bem, em toda ocasião, seja de adversidade ou prosperidade temporal ou espiritual, em considerar sempre a Deus como escondido, e desse modo clamar a ele, dizendo: onde é que te escondeste”.

2Noite 19, 4 - Não buscar consolos em Deus, mas amá-lo gratuitamente
 
“4 – “...Ah! Deus e Senhor meu! Quantas almas estão sempre a buscar em ti seu consolo e gosto, e a pedir que lhes concedas merc6es e dons! Aquelas, porém, que pretendem agradar-te e oferecer-te algo à própria custa, deixando de lado seu interesse, são pouquíssimas. Não esta a falta, Deus meu, em não quereres tu fazer-nos sempre mercês, mas, sim, em não nos aplicarmos, de nossa parte, a empregar só em teu serviço as graça recebidas, a fim de obrigar-te a favorecer-nos continuamente”.

Cântico Espiritual 6,6 - Deus brinca de esconde- esconde conosco e exercita-nos na fé
 
6 – “...Isto, Esposo meu, que andas concedendo de ti parceladamente à minha alma, acaba por dar de uma vez. O que me tens mostrado como por resquícios, acaba de mostrá-lo às claras. Quanto me comunicas por intermediários, como de brincadeira, acaba de fazê-lo a sério, dando-te a mim diretamente. Na realidade, às vezes, em tuas visitas, parece que vais entregar-me a jóia de tua posse; e quando minha alma considera bem, acha-se sem ela, porque a escondes, e isto é dar de brincadeira. Entrega-te, pois, já deveras, dando-te todo a toda minha alma, para que ela te possua todo, e não queiras enviar-me mais mensageiro algum”

2Subida 29, 4 –5 - Discernimento da oração: É Deus que nos fala ou somos nós mesmos?
 
4 – “Conheci alguém muito habituado a formar essas locuções sucessivas, e entre muitas verdadeiras e substanciais sobre o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, formava algumas bastante heréticas. Admira-me muito o que se passa em nossos tempos, isto é, qualquer alma por aí, com quatro maravedis de consideração, quando sente, em um pouco de recolhimento, algumas locuções dessas, logo as batiza como vindas de Deus. E convencida de assim ser, afirma: “Disse-me Deus, respondeu-me Deus”. E não é assim: na maior parte das vezes, é a própria alma falando a si mesma.
 
5 – Além disto, a estima e o desejo de tais favores fazem essas pessoas responderem a si mesmas, imaginando ser Deus que lhes fala ou responde. Se nisto não põem muito freio, e se quem as dirige não as forma na negação desses discursos interiores, virão a cair em grandes desatinos. Costuma tirar daí muito mais loquacidade e impureza espiritual, do que humildade e mortificação interior. Crêem ter sido grande coisa, e que lhes falou Deus; e haverá sido pouco mais que nada, ou nada, ou menos que nada. Tudo o que não produz humildade e caridade, mortificação, santa simplicidade e silêncio etc., que pode ser? Logo todas essas locuções podem estorvar grandemente o caminho para a divina união; porque apartam a alma, que se lhes apega, do abismo da fé, onde o entendimento deve permanecer obscuro, e na obscuridade guiar-se pelo amor e pela fé, e não por muito raciocínios”.

12 – “Fazes muito bem, ó alma, em buscar o Amado sempre escondido, porque muito exaltas a Deus, e muito perto deles te chegas, quando o consideras mais elevado e profundo que tudo quanto podes alcançar. Por esta razão, não te detenhas, seja em parte, seja no todo, naquilo que tuas potências podem apreender. Quero dizer: jamais desejes satisfazer-te nas coisas que entendes de Deus; antes procura contentar-te no que não compreenderes a respeito dele. Nunca te detenhas em amar e gozar nessas coisas que entendes ou experimentas, mas, ao contrário, põe teu amor e deleite naquilo que não podes entender ou sentir; porque isso, como dissemos, é buscar a Deus na fé. Visto como Deus é inacessível e escondido, conforme também já explicamos, por mais que te pareça achá-lo, senti-lo ou entendê-lo, sempre o hás de considerar escondido, e o hás de servir escondido às escondidas. E não sejas como tantos incipientes que consideram a Deus de modo mesquinho, pensando estar ele mais longe ou mais oculto, quando não o entendem, nem o gozam, nem o sentem; mais verdade é o contrário, porque chegam mais perto de Deus quando menos distintamente o percebem. Assim o testifica o profeta Davi: “Pôs nas trevas o seu esconderijo” (Sl 17,12). Logo, ao te aproximares de Deus, forçosamente hás de sentir trevas, pela fraqueza de teus olhos. Fazes, pois, muito bem, em toda ocasião, seja de adversidade ou prosperidade temporal ou espiritual, em considerar sempre a Deus como escondido, e desse modo clamar a ele, dizendo: onde é que te escondeste”. “4 – “...Ah! Deus e Senhor meu! Quantas almas estão sempre a buscar em ti seu consolo e gosto, e a pedir que lhes concedas merc6es e dons! Aquelas, porém, que pretendem agradar-te e oferecer-te algo à própria custa, deixando de lado seu interesse, são pouquíssimas. Não esta a falta, Deus meu, em não quereres tu fazer-nos sempre mercês, mas, sim, em não nos aplicarmos, de nossa parte, a empregar só em teu serviço as graça recebidas, a fim de obrigar-te a favorecer-nos continuamente”. 6 – “...Isto, Esposo meu, que andas concedendo de ti parceladamente à minha alma, acaba por dar de uma vez. O que me tens mostrado como por resquícios, acaba de mostrá-lo às claras. Quanto me comunicas por intermediários, como de brincadeira, acaba de fazê-lo a sério, dando-te a mim diretamente. Na realidade, às vezes, em tuas visitas, parece que vais entregar-me a jóia de tua posse; e quando minha alma considera bem, acha-se sem ela, porque a escondes, e isto é dar de brincadeira. Entrega-te, pois, já deveras, dando-te todo a toda minha alma, para que ela te possua todo, e não queiras enviar-me mais mensageiro algum” 4 – “Conheci alguém muito habituado a formar essas locuções sucessivas, e entre muitas verdadeiras e substanciais sobre o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, formava algumas bastante heréticas. Admira-me muito o que se passa em nossos tempos, isto é, qualquer alma por aí, com quatro maravedis de consideração, quando sente, em um pouco de recolhimento, algumas locuções dessas, logo as batiza como vindas de Deus. E convencida de assim ser, afirma: “Disse-me Deus, respondeu-me Deus”. E não é assim: na maior parte das vezes, é a própria alma falando a si mesma. 5 – Além disto, a estima e o desejo de tais favores fazem essas pessoas responderem a si mesmas, imaginando ser Deus que lhes fala ou responde. Se nisto não põem muito freio, e se quem as dirige não as forma na negação desses discursos interiores, virão a cair em grandes desatinos. Costuma tirar daí muito mais loquacidade e impureza espiritual, do que humildade e mortificação interior. Crêem ter sido grande coisa, e que lhes falou Deus; e haverá sido pouco mais que nada, ou nada, ou menos que nada. Tudo o que não produz humildade e caridade, mortificação, santa simplicidade e silêncio etc., que pode ser? Logo todas essas locuções podem estorvar grandemente o caminho para a divina união; porque apartam a alma, que se lhes apega, do abismo da fé, onde o entendimento deve permanecer obscuro, e na obscuridade guiar-se pelo amor e pela fé, e não por muito raciocínios”.
 Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.

São Lucas 9,57-62
Naquele tempo, Enquanto caminhavam, um homem lhe disse: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que vás. Jesus replicou-lhe: As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
A outro disse: Segue-me. Mas ele pediu: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai. Mas Jesus disse-lhe: Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus.
Um outro ainda lhe falou: Senhor, seguir-te-ei, mas permite primeiro que me despeça dos que estão em casa. Mas Jesus disse-lhe: Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus. - Palavra da Salvação.
Cada uma das três cenas de encontro de Jesus com pessoas chamadas a segui-lo, ilustra a radicalidade do seguimento. É preciso uma grande dose de despojamento para dar o passo. Sem isto, essa experiência ficaria sem feito, já nos seus inícios.
A primeira cena aponta para o destino de pobreza e insegurança a que estão fadados os seguidores de Jesus. Ele mesmo sabia-se desprovido de segurança oferecida por uma estrutura familiar, ou qualquer outra. Não podia contar com nada que lhe pudesse oferecer estabilidade. Sua existência era realmente precária, sob o ponto de vista material. Estava sempre na dependência da generosidade alheia.
A segunda cena, sem pretender pôr em discussão as obrigações próprias da piedade filial, indica estar o discípulo a serviço do Reino da vida. É inútil preocupar-se com a morte física, pois esta é vista na perspectiva da ressurreição. Assim, não é falta de piedade, no caso do discípulo em missão, estar ausente por ocasião do enterro do próprio pai. A certeza da ressurreição permite-lhe manter-se em comunhão com o ente querido, para além da morte física.
A terceira cena mostra como o chamado do Reino não suporta delongas. Nada de despedidas demoradas, adiamentos sem fim, desculpas sucessivas. Ao ser chamado, o discípulo deve estar disposto a romper com o passado e lançar-se, de cheio, no serviço do Reino.
 
Comentário (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta) 

Cristo, na cruz, ensina-nos a amar -

A divisão numa comunidade cristã constitui um pecado gravíssimo; é obra do diabo. Quando falta Deus numa sociedade, mesmo a prosperidade aparece acompanhada por uma terrível pobreza espiritual.
Temos a tendência de nos colocar, a nós mesmos e às nossas ambições pessoais, no centro. Isso é muito humano, mas não é cristão. Jesus compreende as nossas fraquezas, os nossos pecados; e nos perdoa, se nós nos deixarmos perdoar. 

Apesar dos nossos pecados, podemos repetir como Pedro: Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te  amo. O Senhor está sempre à nossa espera, para nos acolher no seu amor: é uma coisa maravilhosa que não cessa jamais de nos surpreender.
Não podemos confiar nas nossas forças, mas apenas em Jesus e na sua misericórdia. A fidelidade de Deus é mais forte do que as nossas infidelidades e do que as nossas traições. Jesus é o Bom Pastor. Procura-nos e mantém-se junto de nós, mesmo se somos pecadores, sobretudo porque somos pecadores.
Cristo, na cruz, ensina-nos a amar até mesmo aqueles que não nos amam. Tende confiança na força da cruz de Cristo. Acolhei a sua graça reconciliadora e partilhai-a com os outros. Peçamos ao Senhor esta graça: Que o nosso coração se torne livre e luminoso, para gozar a alegria dos filhos de Deus. A misericórdia de Deus nos salva: nunca nos cansemos de espalhar pelo mundo esta jubilosa mensagem.
Papa Francisco
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