Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sexta-feira, 7 de novembro de 2014



Festa da Dedicação da Basílica de Latrão - Ano A             

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM


A Basílica de S. João de Latrão, cuja “dedicação” ou consagração aconteceu no ano de 320, é a catedral do Papa, enquanto Bispo de Roma. Ela é a “mãe de todas as igrejas”, o símbolo das Igrejas de todo o mundo, unidas à volta do sucessor de Pedro. A Festa da Dedicação da Basílica de Latrão convida-nos a tomar consciência de que a Igreja de Deus (que a Basílica de Latrão simboliza e representa) é hoje, no meio do mundo, a “morada de Deus”, o testemunho vivo da presença de Deus na caminhada histórica dos homens.

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel, dirigindo-se ao Povo de Deus exilado na Babilónia, anuncia a chegada de um tempo de salvação e de graça, em que Deus vai estabelecer a sua morada no meio dos homens e vai derramar sobre a humanidade sofredora vida em abundância.

No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o Novo Templo, o “lugar” onde Deus reside no mundo e onde os homens podem fazer a experiência do encontro com Deus. É através de Jesus que o Pai oferece aos homens o seu amor e a sua vida. Aquilo que a antiga Lei já não conseguia fazer – estabelecer relação entre Deus e os homens – é Jesus que, a partir de agora, o faz.

Na segunda leitura, Paulo recorda aos cristãos de Corinto (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) que são, no mundo, o Templo de Deus onde reside o Espírito. Animados pelo Espírito, os cristãos são chamados a viver numa dinâmica nova, seguindo Jesus no caminho do amor, da partilha, do serviço, da obediência a Deus e da entrega aos irmãos; vivendo dessa forma, eles tornam Deus presente e atuante no meio da cidade dos homens.
LEITURA I – Ez 47,1-2.8-9.12
Ezequiel é chamado “o profeta da esperança”. Desterrado na Babilónia desde 597 a.C. (no reinado de Joaquin, quando Nabucodonosor conquista, pela primeira vez, Jerusalém e deporta para a Babilônia um primeiro grupo de jerusalimitanos), Ezequiel exerce aí a sua missão profética entre os exilados judeus.
A primeira fase do ministério de Ezequiel decorre entre 593 a.C. (altura em que sentiu o chamamento de Deus) e 586 a.C. (data em que Jerusalém é arrasada pelas tropas de Nabucodonosor e uma nova leva de exilados é encaminhada para a Babilônia). Nesta fase, Ezequiel procura destruir falsas esperanças e anuncia que, ao contrário do que pensam os exilados, o cativeiro está para durar… Eles não só não vão regressar em breve a Jerusalém, mas os que ficaram em Jerusalém (e que continuam a multiplicar os pecados e infidelidades) vão fazer companhia aos que já estão desterrados na Babilônia.
A segunda fase do ministério de Ezequiel desenrola-se a partir de 586 a.C., até cerca de 570 a.C.. Instalados numa terra estrangeira, sem Templo, sem sacerdócio, sem culto, os exilados estão desesperados e duvidam da bondade e do amor de Deus. Nessa fase, Ezequiel procura alimentar a esperança dos exilados e transmitir ao Povo a certeza de que o Deus libertador e salvador não os abandonou. O texto que hoje nos é proposto pertence a esta segunda fase.
Para dar corpo à esperança, Ezequiel anuncia aos exilados a chegada de uma nova era, de felicidade e de paz sem fim… Será o tempo em que Deus irá, Ele próprio, assumir a condução do seu Povo, como um “Bom Pastor” que cuida das suas ovelhas (cf. Ez 34,11-16); será o tempo em que Deus vai tornar de novo fecundos os campos sobre os quais se abateu a guerra e a desolação e reconstruir e repovoar as cidades abandonadas e calcinadas (cf. Ez 36-8-11); será o tempo em que Deus vai operar uma mudança no interior dos homens, substituindo os “corações de pedra”, duros e insensíveis, por “corações de carne”, capazes de acolher os preceitos da Aliança e de viver no amor a Deus e aos irmãos (cf. Ez 36,25-28); será o tempo em que o Templo de Jerusalém será reconstruído e Deus irá voltar a residir no meio do seu Povo (cf. Ez 40,1-47,12).
Com a promessa de que Deus vai voltar a residir no meio do seu Povo, chegamos ao ponto culminante dessa “teologia da esperança” proposta por Ezequiel… Mais do que o próprio Exílio numa terra estrangeira, Israel lamentava o desaparecimento do Templo (a “residência de Deus”) e da “Glória de Jahwéh” (a “Glória” equivalia à presença de Deus no meio do seu Povo, salvando-o e protegendo-o a cada instante da sua caminhada histórica). No entanto, Ezequiel anuncia aos exilados que Deus vai construir um Novo Templo (cf. Ez 40-42), do qual sairá vida (“água”: Ez 47,1-12) e no qual a “Glória de Jahwéh” voltará a habitar (cf. Ez 43,1-5).
Desse Novo Templo que vai surgir e que será a habitação de Deus no meio do seu Povo, o profeta “vê” brotar um rio de águas profundas e impetuosas. A água é um símbolo universal de vida, de fecundidade, de abundância, de felicidade; no entanto, essa simbologia torna-se, ainda, mais significativa para um Povo marcado pela dura experiência do deserto, onde a falta ou a abundância de água é, em termos bem dramáticos, a diferença entre a morte e a vida. Dado que esse “rio” de que o profeta fala brota da casa de Deus, a sua água simboliza o poder vivificante e fecundante de Deus que, de Jerusalém, se derrama sobre o seu Povo.
O rio que brota do Templo de Deus corre para oriente, desce para a região da Arabá – a região mais desolada e árida do país – e, daí, para o Mar Morto. A sua água tem um efeito vivificador, fecundando a aridez do deserto, tornando salubres as águas do Mar Morto e enchendo-as de vida. Este quadro de água abundante, que faz brotar árvores de fruto de toda a espécie, dotadas de frutos de toda a espécie e de folhas medicinais (vers. 12), retoma a imagem paradisíaca do Jardim do Éden, local de água e de árvores de fruto, onde o homem – vivendo em comunhão com Deus e obedecendo às suas propostas – tinha todas as condições para ser feliz (cf. Gn 2,9-14).
Aos exilados o profeta anuncia, portanto, a chegada de um tempo em que Deus vai voltar a residir no meio do seu Povo e vai derramar sobre os seus eleitos vida em abundância. A acção salvadora de Deus em favor do seu Povo irá possibilitar que a desolação e a morte do presente se transformem, no futuro, em vida e felicidade sem fim.
Os escritos joânicos vão ligar esta profecia de Ezequiel a Jesus Cristo. Para o autor do Quarto Evangelho, Jesus é esse Novo Templo de que o profeta falou (cf. Jo 2,21), o “lugar” da residência de Deus no meio dos homens; do coração desse Cristo que amou os homens até ao dom total de si mesmo, brota uma fonte de água (cf. Jo 19,34) que mata definitivamente a sede de vida que o homem tem (cf. Jo 4,14; 7,37-39). O Livro do Apocalipse, por sua vez, apresenta – integrado na descrição da “nova Jerusalém” onde vão residir aqueles que se mantiverem fiéis a Jesus – o quadro do trono celeste do Cordeiro imolado, de onde sai um “rio de água viva” (cf. Ap 22,1-2).

ATUALIZAÇÃO

• A questão central no texto que a liturgia deste dia nos propõe como primeira leitura é a da presença de Deus no meio dos homens. O nosso texto garante-nos que Deus nunca desiste de Se fazer uma presença amiga e reconfortante na caminhada dos homens e de derramar sobre a humanidade sofredora vida em abundância. Trata-se de uma “boa nova” que devemos ter continuamente presente… As guerras, as injustiças, as convulsões sociais, a depressão económica, os escândalos que abalam a sociedade e que nos fazem desconfiar das instituições, a falência dos líderes em quem confiamos, as notícias diárias sobre a escravatura e o tráfico de seres humanos, a crise de valores, a falta de respeito pela vida humana, desenvolvem em nós sentimentos de angústia, de frustração, de insegurança, de instabilidade, de orfandade. Diante dos dramas que todos os dias nos atingem, sentimo-nos abandonados, perdidos, desnorteados, à deriva… Contudo, para nós, crentes, a certeza de que Deus reside no meio dos homens e derrama continuamente sobre eles vida em abundância é um convite à serenidade, à confiança e à esperança. O mundo não caminha para um beco sem saída, pois Deus está presente em cada passo da caminhada histórica da humanidade. Nós, os crentes, temos de dar testemunho, diante dos nossos contemporâneos, desta certeza que nos anima.

• Se Deus reside no meio dos homens e derrama sobre eles vida em abundância, porque é existem na história do nosso tempo tantos pontos negros de miséria, de injustiça, de exploração, de sofrimento? Dificilmente conseguiremos, alguma vez, encontrar uma resposta totalmente satisfatória para esta questão… Convém, no entanto, ter presente que uma parte significativa dos males da humanidade resulta do facto de os homens serem indiferentes às propostas de vida que Deus continuamente lhes faz… Não é Deus que falha; são os homens que, utilizando a sua liberdade, recusam a vida que Deus lhes oferece e preferem construir a história humana de acordo com esquemas de egoísmo e de pecado. Para que a presença de Deus na nossa história tenha um impacto real na forma como, dia a dia, se constrói o nosso mundo, é necessário que a humanidade abandone os caminhos do orgulho e da autossuficiência e aprenda a escutar, com humildade e simplicidade, as propostas e os desafios de Deus.

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 45 (46)
Refrão: Os braços dum rio alegram a cidade de Deus,a morada santa do Altíssimo.
Deus é o nosso refúgio e a nossa força,
auxílio sempre pronto na adversidade.
Por isso nada receamos ainda que a terra vacile
e os montes se precipitem no fundo do mar.
Os braços dum rio alegram a cidade de Deus,
a mais santa das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela e a torna inabalável,
Deus a protege desde o romper da aurora.
O Senhor dos Exércitos está conosco,
o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.
Vinde e contemplai as obras do Senhor,
as maravilhas que realizou na terra.

LEITURA II – 1 Cor 3,9c-11.16-17

No decurso da sua segunda viagem missionária, Paulo chegou a Corinto, depois de atravessar boa parte da Grécia, e ficou por lá cerca 18 meses (anos 50-52). De acordo com Act 18,2-4, Paulo começou a trabalhar em casa de Priscila e Áquila, um casal de judeo-cristãos. No sábado, usava da palavra na sinagoga. Com a chegada a Corinto de Silvano e Timóteo (2 Cor 1,19; Act 18,5), Paulo consagrou-se inteiramente ao anúncio do Evangelho. No entanto, não tardou a entrar em conflito com os judeus e foi expulso da sinagoga.
Corinto era uma cidade nova e muito próspera. Servida por dois portos de mar, possuía as características típicas das cidades marítimas: população de todas as raças e de todas as religiões. Era a cidade do desregramento para todos os marinheiros que cruzavam o Mediterrâneo, ávidos de prazer, após meses de navegação. Na época de Paulo, a cidade comportava cerca de 500.000 pessoas, das quais dois terços eram escravos. A riqueza escandalosa de alguns contrastava com a miséria da maioria.
Como resultado da pregação de Paulo, nasceu a comunidade cristã de Corinto. A maior parte dos membros da comunidade eram de origem grega, embora, em geral, de condição humilde (cf. 1 Cor 11,26-29; 8,7; 10,14.20; 12,2); mas havia também elementos de origem hebraica (cf. At 18,8; 1 Cor 1,22-24; 10,32; 12,13).
De uma forma geral, a comunidade era viva e fervorosa; no entanto, estava exposta aos perigos de um ambiente corrupto: moral dissoluta (cf. 1 Cor 6,12-20; 5,1-2), querelas, disputas, lutas (cf. 1 Cor 1,11-12), sedução da sabedoria filosófica de origem pagã que se introduzia na Igreja revestida de um superficial verniz cristão (cf. 1 Cor 1,19-2,10). Tratava-se de uma comunidade forte e vigorosa, mas que mergulhava as suas raízes em terreno adverso. Em Corinto estão bem representadas as dificuldades da fé cristã em inserir-se num ambiente hostil, marcado por uma cultura pagã e por um conjunto de valores em profunda contradição com a pureza da mensagem evangélica.
O texto que hoje nos é proposto como segunda leitura está inserido num contexto de polémica. Depois de Paulo ter deixado a cidade, apareceu por lá um cristão de origem judaica com o nome de Apolo. Era um brilhante pregador e foi de grande utilidade para a comunidade nas polémicas doutrinais com os judeus de Corinto. Formaram-se partidos (embora Apolo não favorecesse essa divisão, segundo parece): uns admiravam Paulo, outros Pedro, outros Apolo (cf. 1 Cor 1,12). É de crer que os vários partidos manifestassem uma certa rivalidade, à imagem das escolas filosóficas gregas que estavam espalhadas por toda a cidade de Corinto. De qualquer forma, a comunidade estava dividida e, dia a dia, acentuavam-se os conflitos, os ciúmes, as lutas, as rivalidades.
Este estado alarmante da comunidade chegou ao conhecimento de Paulo quando o apóstolo se encontrava em Éfeso, no decurso da sua terceira viagem apostólica. Imediatamente, Paulo escreveu aos Coríntios questionando a opção dos membros da comunidade pela sabedoria do mundo, em detrimento da sabedoria de Deus. Depois de apresentar a “sabedoria de Deus”, revelada em Jesus Cristo (sobretudo através da “loucura da cruz”) e oferecida aos homens (cf. 1 Cor 1,18-2,16), Paulo constata que os coríntios ainda não acolheram essa sabedoria: mantêm-se na dimensão do homem carnal (isto é, do homem fraco, limitado, pecador, escravo das suas paixões e apetites), imaturos na fé; cultivam as divisões e os conflitos, em flagrante contradição com o que Jesus lhes ensinou; correm atrás de mestres humanos como se eles tivessem a chave da felicidade e da realização plena, esquecendo que, por detrás de Paulo ou de Apolo, está Deus. Os cristãos não devem lutar pelo partido de Paulo ou de Apolo; mas devem dar testemunho, no meio da cidade, dos valores e da lógica de Deus.
É à ação de Deus que se deve a constituição da comunidade cristã de Corinto. Paulo – que esteve no início histórico da comunidade – colocou o alicerce e outros ajudaram a erguer o edifício; mas, por detrás da ação dos homens (de Paulo ou de qualquer outro), está Deus e o seu projeto de salvação para os Coríntios. Portanto, a comunidade cristã de Corinto deve ter consciência de que é um edifício de Deus (vers. 9c).
No entanto, as divisões, os conflitos, as incoerências, as apostas em valores e em mestres humanos, são uma realidade diária na comunidade de Corinto… O testemunho que os membros da comunidade dão aos seus concidadãos não é um testemunho que revela Deus e os seus valores.
Neste contexto, Paulo pergunta aos Coríntios: “não sabeis que sois Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (vers. 16). O Templo (de Jerusalém) era, no Antigo Testamento, a residência de Deus, o lugar por excelência da presença de Deus no meio do seu Povo. É aí que Israel encontrava o seu Deus e estabelecia comunhão com Ele. Agora, contudo, é a comunidade cristã que é o verdadeiro Templo da nova aliança, isto é, o lugar onde Deus reside, onde Ele Se manifesta aos homens e onde Ele oferece ao mundo a salvação.
Ora, ser Templo de Deus (lugar onde Deus reside no mundo e onde os homens encontram Deus) será compatível com uma existência onde a preocupação fundamental é procurar a “sabedoria do mundo”? A comunidade de Corinto pode ser Templo de Deus onde reside o Espírito e viver no conflito, na divisão, no ciúme, no confronto? Animados pelo Espírito, os cristãos são chamados a viver numa dinâmica nova, seguindo Jesus no caminho do amor, da partilha, do serviço, da obediência a Deus e da entrega aos irmãos. Mais: o Templo de Deus que é a comunidade cristã é santo. A noção de santidade sugere a ideia de separação para o serviço de Deus: trata-se de uma comunidade que deve marcar a sua diferença em relação ao mundo (aos valores do mundo, aos esquemas do mundo, à sabedoria do mundo), a fim de se consagrar inteiramente a Deus.
No último versículo do nosso texto, Paulo declara que, se alguém destrói o Templo de Deus, Deus o destruirá (vers. 17). A expressão deve ser entendida como um aviso àqueles que, com o seu egoísmo e orgulho, impedem que a comunidade viva de forma coerente o seu compromisso cristão: Deus não pactua com esse “pecado” e não aceitará que essas pessoas integrem a família de Deus.

ATUALIZAÇÃO

• Os cristãos são Templo de Deus, onde reside o Espírito. Isso quer dizer, em concreto, que, animados pelo Espírito, eles têm de ser o sinal vivo de Deus e as testemunhas da sua salvação diante dos homens do nosso tempo. O testemunho que damos, pessoalmente, fala de um Deus cheio de amor e de misericórdia, que tem um projeto de salvação e libertação para oferecer – sobretudo aos pobres e marginalizados, aqueles que mais necessitam de salvação? No nosso ambiente familiar, no nosso espaço de trabalho, no nosso círculo de amigos, somos o rosto acolhedor e alegre de Deus, as mãos fraternas de Deus, o coração bondoso e terno de Deus?

• A nossa comunidade paroquial ou religiosa é uma comunidade fraterna, solidária, e que dá testemunho da “loucura da cruz” com gestos concretos de amor, de partilha, de doação, de serviço, ou é uma comunidade fragmentada, dividida, cheia de contradições, onde cada membro puxa para o seu lado, ao sabor dos interesses pessoais?
• O que é que preside à minha vida: a “sabedoria de Deus” que é amor e dom da vida, ou a “sabedoria do mundo”, que é luta sem regras pelo poder, pela influência, pelo reconhecimento social, pelo bem estar econômico, pelos bens perecíveis e secundários?

ALELUIA – 1Cor 3,9c.11.16-17
Aleluia. Aleluia.
Escolhi e consagrei esta casa, diz o Senhor, para que o meu nome esteja neste lugar para sempre.

EVANGELHO – Jo 2,13-22

O episódio que hoje nos é proposto aparece na “seção introdutória” do Evangelho de João (cf. Jo 1,19-3,36), onde se diz quem é Jesus e se apresentam as grandes linhas programáticas do seu ministério.
A cena situa-nos no Templo de Jerusalém. Trata-se desse Templo majestoso, construído por Herodes para demonstrar as suas boas disposições para com o culto a Jahwéh e para conseguir a benevolência dos judeus. A construção do Templo iniciou-se em 19 a.C. e ficou essencialmente pronta no ano 9 d.C. (embora os trabalhos só tivessem sido dados por concluídos em 63 d.C.). No ano 27 d.C., efetivamente, o Templo estava a ser construído há 46 anos e ainda não estava terminado, conforme a observação que os dirigentes judeus fizeram a Jesus (cf. Jo 2,20).
João situa o episódio nos dias que antecedem a festa da Páscoa. Era a época em que as grandes multidões se concentravam em Jerusalém para celebrar a festa principal do calendário religioso judaico. Jerusalém, que normalmente teria à volta de 55.000 habitantes, chegava a albergar cerca de 125.000 peregrinos nesta altura. No Templo sacrificavam-se cerca de 18.000 cordeiros, destinados à celebração pascal.
Neste ambiente, o comércio relacionado com o Templo sofria um espantoso incremento. Três semanas antes da Páscoa, começava a emissão de licenças para a instalação dos postos comerciais à volta do Templo. O dinheiro arrecadado com a emissão dessas licenças revertia para o sumo sacerdote. Havia tendas de venda que pertenciam, diretamente, à família do sumo sacerdote. Vendiam-se os animais para os sacrifícios e vários outros produtos destinados à liturgia do Templo. Havia, também, as tendas dos cambistas que trocavam as moedas romanas correntes por moedas judaicas (os tributos dos fiéis para o Templo eram pagos em moeda judaica, pois não era permitido que moedas com a efígie de imperadores pagãos conspurcassem o tesouro do Templo). Este comércio constituía uma mais valia para a cidade e sustentava a nobreza sacerdotal, o clero e os empregados do Templo.
Vai ser neste contexto que Jesus vai realizar o seu gesto profético.
Os profetas de Israel, em diversas situações, tinham criticado o culto sacrificial que Israel oferecia a Deus, considerando-o como um conjunto de ritos estéreis, vazios e sem significado, uma vez que não eram expressão verdadeira de amor a Jahwéh; tinham, inclusive, denunciado a relação do culto com a injustiça e a exploração dos pobres (cf. Am 4,4-5; 5,21-25; Os 5,6-7; 8,13; Is 1,11-17; Jer 7,21-26). As considerações proféticas acabaram por consolidar a ideia de que a chegada dos tempos messiânicos implicaria a purificação e a moralização do culto prestado a Jahwéh no Templo. Nesta linha, o profeta Zacarias chegou a ligar explicitamente o “dia do Senhor” (o dia em que Deus vai intervir na história e construir um mundo novo, através do Messias) com a purificação do culto e a eliminação dos comerciantes que desenvolviam a sua atividade comercial “no Templo do Senhor do universo” – Zac 14,21).
O gesto que o Evangelho deste domingo nos relata deve entender-se neste enquadramento. Quando Jesus pega no chicote de cordas, expulsa do Templo os vendedores de ovelhas, de bois e de pombas, deita por terra os trocos dos banqueiros e derruba as mesas dos cambistas (vers. 14-16), está a revelar-Se como “o Messias” e a anunciar que chegaram os novos tempos, os tempos messiânicos.
No entanto, Jesus vai bem mais longe do que os profetas vétero-testamentários. Ao expulsar do Templo também as ovelhas e os bois que serviam para os ritos sacrificiais que Israel oferecia a Jahwéh (João é o único dos evangelistas a referir este pormenor), Jesus mostra que não propõe apenas uma reforma, mas a abolição do próprio culto. O culto prestado a Deus no Templo de Jerusalém era, antes de mais, algo sem sentido: ao transformar a casa de Deus num mercado, os líderes judaicos tinham suprimido a presença de Deus… Mas, além disso, o culto celebrado no Templo era algo de nefasto: em nome de Deus, esse culto criava exploração, miséria, injustiça e, por isso, em lugar de potenciar a relação do homem com Deus, afastava o homem de Deus. Jesus, o Filho, com a autoridade que Lhe vem do Pai, diz um claro “basta” a uma mentira com a qual Deus não pode continuar a pactuar: “não façais da casa de meu Pai casa de comércio” (vers. 16).
Os líderes judaicos ficam indignados. Quais são as credenciais de Jesus para assumir uma atitude tão radical e grave? Com que legitimidade é que Ele se arroga o direito de abolir o culto oficial prestado a Jahwéh?
A resposta de Jesus é, à primeira vista, estranha: “destruí este Templo e Eu o reconstruirei em três dias” (vers. 19). Recorrendo à figura literária do “mal-entendido” (propõe-se uma afirmação; os interlocutores entendem-na de forma errada; aparece, então, a explicação final, que dá o significado exato do que se quer afirmar), João deixa claro que Jesus não Se referia ao Templo de pedra onde Israel celebrava os seus ritos litúrgicos (vers. 20), mas a um outro “Templo” que é o próprio Jesus (“Jesus, porém, falava do Templo do seu corpo” – vers. 21). O que é que isto significa? Jesus desafia os líderes que O questionaram, a suprimir o Templo que é Ele próprio; mas deixa claro que, três dias depois, esse Templo estará outra vez erigido no meio dos homens. Jesus alude, evidentemente, à sua ressurreição. A prova de que Jesus tem autoridade para “proceder deste modo” é que os líderes não conseguirão suprimi-lo. A ressurreição garante que Jesus vem de Deus e que a sua atuação tem o selo de garantia de Deus.
No entanto, o mais notável, aqui, é que Jesus Se apresenta como o “novo Templo”. O Templo representava, no universo religioso judaico, a residência de Deus, o lugar onde Deus Se revelava e onde Se tornava presente no meio do seu Povo. Jesus é, agora, o lugar onde Deus reside, onde Se encontra com os homens e onde Se manifesta ao mundo. É através de Jesus que o Pai oferece aos homens o seu amor e a sua vida. Aquilo que a antiga Lei já não conseguia fazer – estabelecer relação entre Deus e os homens – é Jesus que, a partir de agora, o faz.


ATUALIZAÇÃO

• Como é que podemos encontrar Deus e chegar até Ele? Como podemos perceber as propostas de Deus e descobrir os seus caminhos? O Evangelho que nos é proposto na Festa da Dedicação da Basílica de Latrão responde: é olhando para Jesus. Nas palavras e nos gestos de Jesus, Deus revela-Se aos homens e manifesta-lhes o seu amor, oferece aos homens a vida plena, faz-Se companheiro de caminhada dos homens e aponta-lhes caminhos de salvação. Somos, assim, convidados a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho”, aquela proposta de vida e de salvação que Deus nunca desistiu de nos apresentar.

• Os cristãos são aqueles que aderiram a Cristo, que aceitaram integrar a sua comunidade, que comeram a sua carne e beberam o seu sangue, que se identificaram com Ele. Membros do Corpo de Cristo, os cristãos são pedras vivas desse novo Templo onde Deus Se manifesta ao mundo e vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a vida e a salvação. Esta realidade supõe naturalmente, para os crentes, uma grande responsabilidade… Os homens do nosso tempo têm de ver no rosto dos cristãos o rosto bondoso e terno de Deus; têm de experimentar, nos gestos de partilha, de solidariedade, de serviço, de perdão dos cristãos, a vida nova de Deus; têm de encontrar, na preocupação dos cristãos com a justiça e com a paz o anúncio desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens. Talvez o facto de Deus parecer tão ausente da vida, das preocupações e dos valores dos homens do nosso tempo tenha a ver com o facto de os discípulos de Jesus se demitirem da sua missão e da sua responsabilidade… O nosso testemunho pessoal é um sinal de Deus para os irmãos que caminham ao nosso lado? A vida das nossas comunidades dá testemunho da vida de Deus? A Igreja é essa “casa de Deus” onde qualquer homem ou qualquer mulher pode encontrar essa proposta de libertação e de salvação que Deus oferece a todos?

• Qual é o verdadeiro culto que Deus espera? Evidentemente, não são os ritos solenes e pomposos, mas vazios, estéreis e balofos. O culto que Deus aprecia é uma vida vivida na escuta das suas propostas e traduzida em gestos concretos de doação, de entrega, de serviço simples e humilde aos irmãos. Quando somos capazes de sair do nosso comodismo e da nossa autossuficiência para ir ao encontro do pobre, do marginalizado, do estrangeiro, do doente, estamos a dar a resposta “litúrgica” adequada ao amor e à generosidade de Deus para conosco.

• Ao gesto profético de Jesus, os líderes judaicos respondem com incompreensão e arrogância. Consideram-se os donos da verdade e os únicos intérpretes autênticos da vontade divina. Instalados nas suas certezas e preconceitos, nem sequer admitem que a denúncia que Jesus faz esteja correta. A sua autossuficiência impede-os de ver para além dos seus projetos pessoais e de descobrir os projetos de Deus. Trata-se de uma atitude que, mais uma vez, nos questiona… Quando nos barricamos atrás de certezas absolutas e de atitudes intransigentes, podemos estar a fechar o nosso coração aos desafios e à novidade de Deus.


32º Domingo do Tempo Comum
Dia 09 de novembro de 2014





“O Zelo por tua casa me consumirá”

Leituras: Ezequiel 47, 1-2.8-9.12; 
Salmo 45 (46), 2-3.5-6.8-9; 
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 3, 9c-11.16-17; 
João 2, 13-22.

COR LITÚRGICA: BRANCA

 Nesta páscoa semanal de Jesus, lembramos um templo que ficou marcado na tradição da Igreja. É a festa da Dedicação da Basílica do Latrão. Trata-se da Catedral de Roma, onde o Papa é o bispo. Esta tradição remonta o século XII. Inicialmente foi uma festa exclusivamente da cidade de Roma; mais tarde, estendeu-se à Igreja de Rito Romano, com o fim de honrar a basílica que é chamada mãe e cabeça de todas as Igrejas da Cidade e do Mundo. É um sinal de comunhão de todas as nossas Igrejas com a Igreja-mãe. Pensemos nela como símbolo da unidade da Igreja e recordação dos muitos edifícios em que o povo de Deus se reúne para celebrar a fé em comunidade.

1. Situando-nos brevemente

O aniversário de uma catedral é anualmente celebrado, pois evoca e celebra a unidade da Igreja na igreja mãe. A unidade de todo o povo de Deus encontra na liturgia a sua expressão maior, cume e fonte de toda ação da Igreja. Celebrar a dedicação da Basílica Lateranense é, pois, expressão da nossa unidade ao Bispo de Roma, sucessor de Pedro.

Por ser a catedral do Bispo de Roma, a Basílica do Latrão torna-se a igreja mãe de toda a Igreja Católica Romana – da cidade de Roma e de todo o mundo. Construída pelo imperador Constantino no tempo do Papa Silvestre I, foi dedicada no ano de 324. Sua festa, antes celebrada apenas pela cidade de Roma, no ano de 1565 começou a ser também realizada por comunidades católicas de rito latino de todo o mundo.

Os textos bíblicos para esta festa são próprios e encontram-se no Lecionário Dominical I, nas páginas 1102-1104. Os formulários litúrgicos encontram-se no Comum da dedicação de ma igreja, formulário “B. Em outra igreja”, no Missal Romano, na pag. 731.

2. Recordando a Palavra

Para os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), Jesus sobe a Jerusalém para a festa da Páscoa apenas uma vez durante a sua atividade pública. Para o Evangelho de João, no entanto, Jesus sobe a Jerusalém, três vezes (cf. 2, 23; 6,4; 13,1), participando todos os anos da festa maior do judeu fiel. Estava próxima a festa da Páscoa. E João faz questão de dizer que se trata da Páscoa dos judeus, diferenciando-a da Páscoa que fará Jesus.

O Templo, casa de Deus, deveria ser o lugar privilegiado da presença de Deus em meio ao seu povo, lugar da escuta de sua Palavra e da experiência amorosa do encontro com Deus. Jesus depara-se com uma realidade oposta, tendo o Templo sido transformado em lugar de “comércio” com Deus, explicitamente mostrado pela presença dos diversos cambistas e vendedores de animais para os sacrifícios.

Os cambistas deveriam trocar moeda a estrangeira dos peregrinos em moeda corrente do Templo. Todos deveriam fazer o câmbio não apenas porque uma moeda estrangeira não teria valor de compra em Jerusalém, mas também porque, segundo as prescrições judaicas, uma moeda estrangeira era impura, e por isso, impedida de comprar alimentos, e principalmente, os animais para serem oferecidos em sacrifício. E estando próxima a festa da Páscoa, esta prescrição era observada com mais rigor ainda, pois a impureza ritual impediria o peregrino e celebrar a Páscoa.

Numa perspectiva profética, exigindo radical conversão, Jesus mesmo confeccionou um chicote e expulsou todos do Templo e espalhou as moedas, derrubando as mesas dos cambistas.

Este Templo dever ser “reconstruído”, diz ele. O lugar da relação com Deus deveria passar agora por outro Templo: o corpo de Jesus, “levantando”, e em três dias, ressuscitado, referindo-se à sua Páscoa. Este corpo ressuscitado é, por decorrência, o novo Templo agora erguido, a Igreja nascida em Jesus e da sua páscoa.

3. Atualizando a Palavra

Todas as comunidades católicas neste dia estarão unidas à sede de Pedro, seu sucessor, o Papa Francisco. No dia da sua eleição, em 13 de março de 2013, ao achegar-se à fachada da Basílica de São Pedro, inclinando-se fez um gesto profético, pedindo a todo o povo presente na praça, que rezasse por ele, pois necessitava da oração de todos da Igreja.
 Hoje, nos colocamos nesta unidade com ele e com seu ministério petrino, e, como Igreja, somos chamados a elevar preces a Deus, para que o ilumine e o acompanhe com as luzes do seu Espírito Santo, auxiliando-o em sua missão no mundo. Unidade que se estende às nossas igrejas particulares, na comunhão com o nosso Bispo local, pastor do rebanho que lhe fora confiado.

Esta festa também nos remonta à Igreja que somos nós, corpo de Cristo, do qual ele é a cabeça. Igreja diversificada em seus ministérios, como serviços de anúncio do Evangelho e vivência dos seus valores. Igreja construída sobre o alicerce dos Apóstolos, que tem como pedra viva e angular o próprio Jesus Cristo, seu Senhor e esposo. Igreja esposa, que na relação amorosa com Jesus gera seus filhos pelos Sacramentos. Igreja que testemunha o seu Senhor por suas ações proféticas e de defesa do bem comum, da justiça e da paz.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

A igreja templo é também para nós um sinal grandioso. Sinal da “casa”, morada de Deus, mesmo sabendo que nada pode enquadrar e aprisionar Deus, por mais sacro que isto seja.

Como sinal, a igreja nos remete à experiência de fé e de relação de proximidade com Deus enquanto lugar de louvor e da própria manifestação de Deus através da proclamação da sua Palavra e das ações rituais celebrativas, sacramentos da ação de Deus em favor do seu povo.

Para nós esta ação divina encontra em Jesus Cristo a sua plenitude. Pelo seu mistério de amor, na entrega de sua vida para a salvação da humanidade, constrói com a família humana um laço muito estreito, reconstruindo a relação entre Deus e a humanidade. Participamos do mistério de páscoa pelos sacramentos, principalmente pelos sacramentos da iniciação cristã, tendo na Eucaristia a sua plenitude e perenidade.

“Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo” (Jo 2,21). A unidade da Igreja não é realizada por uma declaração ou por uma ideologia. Ela, em primeiro lugar, é sacramental: a Eucaristia que celebramos nos torna um só corpo com Cristo em seu mistério de páscoa. Unidade que atinge todos os cristãos e até o universo, pela força cósmica que tem a própria Eucaristia (Cf. JOÃO PAULO II, Carta Encíclica, “Ecclesia de Eucharistia”, sobre a Eucaristia na sua relação com a Igreja. A voz do Papa n. 185, Paulinas São Paulo, 2003, n.8, p. 11; KASPER Valter. O Sacramento da unidade. Eucaristia e igreja, Loyola, São Paulo, p. 107).

Da Eucaristia, corpo místico de Cristo, por decorrência, emana uma força como água que sai do “santuário” e banha as árvores, dando-lhes vigor, fazendo-as produzir frutos que servirão de alimento e remédio. Sim “os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo” (Sl 45), 5 – refrão do Salmo responsorial.

A unidade da Igreja, portanto, está em Jesus Cristo. “De fato, ninguém pode colocar outro alicerce diferente do que está aí, já colocado: Jesus Cristo” (1Cor 3,11 – segunda leitura). E nós somos o santuário de Deus em Cristo, pela unidade que ele gera na Igreja, por força do Espírito Santo invocado sobre o povo celebrante pelas epícleses das orações eucarísticas e que o torna participante do único pão eucarístico. A nossa unidade se torna visível, dessa forma, tanto pela ação eucarística em nós, quanto pelo ministério petrino que exerce o Papa. E isso se expressa esteticamente por nossos templos (prefácio da festa).

Conhecendo a vontade de Deus

Sua vontade é boa, perfeita e agradável.
 
Quando paramos para meditar na Palavra de Deus, encontramos vários versículos bíblicos falando a respeito da vontade Dele pra nós.

"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12.2)

"Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança." (Jeremias 29:11)
 
E então começamos a pensar que alguma coisa está errada, porque muitos, quando olham pra sua vida, percebem tudo tão confuso, e a Vontade Dele parece passar longe.
 
Em diversos momentos oramos da seguinte forma: "Senhor que Seja feita a sua vontade". E de repente aquilo que eu tanto desejamos não acontece. Aquela amiga que eu tanto confiava resolve me abandonar. Aquele rapaz que eu era apaixonada, no dia seguinte aparece com uma namorada. Fui demitida do trabalho...
 
"Meu Deus! O Senhor não me ama. O Senhor não ouve minhas orações... O Senhor gosta de me ver sofrer? É isso? Não estou entendendo Pai..."
E você começa a abrir portas para a murmuração, reclamações... e com isso você começa a contaminar as pessoas que estão ao seu redor. E, simplesmente esquece a oração feita por você: "Pai faça a tua vontade em minha vida."
 
Um dia Deus enviou seu filho para andar aqui nessa terra, e, não diferente de nós, Ele tinha sua própria vontade. Se você não sabe, a vonatde de Jesus, muitas vezes, não era a mesma vontade de DEus, tanto que Ele ora dizendo: "Se possível for afasta de mim este cálice, contudo, seja feita a SUA VONTADE". O próprio Jesus abriu mão da vontade Dele, para fazer a vontade do Pai. E vimos que Ele fez uma excelente escolha.
 
Às vezes, você tem orado assim também, mas a impressão que se tem é que as coisas estão piorando. Mas saiba: se realmente você escolheu fazer a vontade DELE, Ele fará tudo diferente... 
E quando você menos esperar, verá o quanto foi bom pra você aquela amiga ir embora, porque afinal, ela não te aproximava de Deus, e agora você O tem buscado mais...
 
E quando você menos esperar, verá o quanto foi bom aquele rapaz iniciar um namoro, que isso só provou que ele não era pra você, e o que Deus tem pra você é alguém que estará  disposto a te conquistar.
 
E quando você menos esperar, verá o quanto foi bom perder aquele emprego, porque hoje Deus abriu uma porta bem maior pra você, onde você é reconhecida e valorizada pelo que faz.
 
E quando você menos esperar, verá o quanto foi bom ficar "sem dinheiro" durante um tempo, com isso você aprendeu a valorizá-lo mais e a observar o quanto você investia em coisas vãs.
 
Deus é tão perfeito, que sabe exatamente do que precisamos para nos tornarmos pessoas melhores. E pra viver a sua vontade, às vezes será necessário abrir mão do nosso conforto, dos nossos mimos, enfim, abrir mão de nossas vontades.
 
Ele deseja que cresçamos, que amadureçamos, e isso dificilmente acontecerá em um cenário de "Festa".
 
Pra viver a vontade de DEUS...  Abraão precisou sair da sua cidade e ir pra um lugar que não conhecia.
Pra viver a vontade de DEUS...  Ana chorou, passou por grandes desafios, orou... e viu Samuel nascer.
Pra viver a vontade de DEUS...  Daniel precisou dizer não ao REi e viveu um milagre junto aos leões.
Pra viver a vontade de DEUS...  Ester precisou entrar na presença do Rei, sabendo que poderia morrer.
Pra viver a vontade de DEUS...  José foi preso, porque fugiu do pecado.
 
E a bíblia nos deixa claro que pra viver a Vontade de DEUS, teremos que estar dispostos a encarar desafios.
 
E você, o que precisa fazer pra viver a vontade de Deus hoje?
 
  No amor de Cristo,


No centro absoluto da sua vontade de Deus

Deus quer cumprir seus planos em você, entregue seus planos e sonhos para Deus, Ele sabe o melhor.
Fique no centro absoluto da sua vontade e tenha certeza tudo sairá bem melhor do que você quer e deseja.
A Bíblia fala da vontade de Deus como algo que fazemos hoje, não de algo para fazermos amanhã. Se o crente se inquieta diante das circunstâncias do presente e está somente olhando para o futuro esperando por circunstâncias diferentes, pensando que irá servir a Deus quando as coisas mudarem, ele nunca irá fazer a vontade de Deus.  Devemos entregar o futuro nas mãos de Deus e usar as oportunidades do tempo presente, não importa quão difíceis sejam as dificuldades. Deus está no controle das circunstâncias de nossas vidas (Rm. 8,28; 1 Cor. 7,17-24).
Se queixar contra as circunstâncias é se queixar contra a vontade de Deus. Este foi o grande pecado que os Israelitas cometeram repetidamente no deserto (1 Cor. 10,10). 
A vontade de Deus começa onde você aceita a circunstância na qual se encontra e faz tudo o que sabe para crescer espiritualmente para servir a Cristo.
Esta decisão é motivada pelo amor a Deus. Amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro. Não buscamos a vontade de Deus com o objetivo de sermos salvos; buscamos porque somos salvos e queremos agradar a quem nos salvou pela Sua graça através do grande preço que foi pago no Calvário.

Pe.Emílio Carlos+