Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

segunda-feira, 30 de março de 2015

  Pérola do dia:  

Os acontecimentos da vida guardam lições

  Todos os acontecimentos da vida guardam lições preciosas.
  As dores do crescimento são inevitáveis, entretanto elas são insignificantes diante do volume de sofrimentos que o homem cria por ignorar como a vida funciona.

                       A cruz possui um significado inegociável para o cristianismo.



É somente por meio do Cristo crucificado que se pode compreender “o poder de Deus" (cf. 1 Cor 1, 24) e a sua ação salvífica entre os homens.
A lógica da cruz consiste num abandono confiante no “Evangelho da graça", o qual nos apresenta a salvação não como prêmio que se conquista por meio de esforços puramente humanos. É dom gratuito; Deus confunde a “sabedoria" humana ao doar-se inteiramente ao homem — “o que é tido como debilidade de Deus é mais forte que os homens" (cf. 1 Cor 1, 24). 
“Porque a linguagem da Cruz é loucura para aqueles que se perdem; mas poder de Deus para os que se salvam, isto é, para nós" (cf. 1 Cor 1, 18-23).
É Cristo crucificado que nos traz a redenção, porque foi para isto que Ele se manifestou: “para destruir as obras do demônio" (cf. 1 Jo 3, 8).
É, pois, na morte crucificada que se encontra a verdadeira vida. 
"Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura.
  Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis".


João 12,1-11)

12 1 Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara.
2 Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas.
3 Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo.
4 Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse:
5 "Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?"
6 Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam.
7 Jesus disse: "Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura.
8 Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis".
9 Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara.
10 Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro,
11 porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!
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Maria, uma mulher generosa, exemplo de agente de pastoral, que se entrega totalmente por amor a Cristo e a sua igreja, dá o que tem de melhor e mais valioso, manifestando amor Aquele que irá também dar o que tem de melhor e mais valioso á humanidade: a sua Vida.
Judas, mesquinho, interesseiro, calculista, tipo de agente de pastoral que FAZ mas CONTROLA, Faz mas quer sempre mandar no pedaço, FAZ, mas quer sempre ser consultado e não admite nem que o padre tome decisões sem ouvi-lo. 
Não olhemos no passado, mas para nossas comunidades onde MARIA e Judas estão dentro de nós, eu e todos vocês, quantas vezes agimos assim, talvez como Maria, dando á pastoral ou ao movimento, o melhor de nós, mas também quantas vezes, a gente tem o comportamento de Judas, então não projetemos Judas nos outros, mas olhemos para nós,   e peçamos ao Senhor que nesta Semana Santa, nossos atos e palavras consigam impregnar a toda comunidade com o doce e suave odor de Jesus Cristo, para que a nossa comunidade, como Betânia naquele dia, exale o doce aroma do amor doação, gratuito e incondicional.
A unção em Betânia é interpretada pelo próprio Jesus como antecipação simbólica de sua morte. Para Jesus, é a última semana de sua vida terrestre. Lázaro, Marta e Maria são amigos de Jesus; é na casa deles que Jesus para antes de entrar na sua paixão e morte, em Jerusalém.
A refeição na casa dos amigos é sinal de comunhão, e a evocação do episódio de Lázaro indica que se trata, também, da alegria da vida recebida como dom. A unção, Jesus mesmo a interpreta como uma antecipação de sua sepultura. Morte e vida nova são uma prolepse do mistério pascal de Jesus Cristo.
Judas é o personagem que entra na história como contraste de todo o acima dito. É tratado negativa e duramente pelo narrador como sendo traidor e ladrão. Mas há outro traço de Judas: ele é incapaz de reconhecer e acolher um gesto de pura gratuidade. Talvez isso o tenha feito traidor.
Quem não ama verdadeiramente, não conhece a alegria da fidelidade e da lealdade. Quem não é capaz de gestos de gratuidade não é, igualmente, capaz de amar; quem não é capaz de verdadeiro amor, não busca senão o seu próprio interesse, abrindo, assim, a possibilidade de trair, inclusive, o Senhor da vida.
 A amizade levou Maria a realizar um gesto espontâneo cujo significado ultrapassava a capacidade de compreensão do traidor. Ele, ao invés, tendo privado da presença de Jesus, não se deixou tocar pelo Mestre e foi inconveniente diante de um gesto sincero de amizade.

ORAÇÃO
Jesus, nós vos adoramos, Filho Unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar aos homens a vida em plenitude.
Senhor Jesus, a exemplo de Maria de Betânia, desperta em mim uma amizade autêntica, que me coloque em perfeita sintonia contigo.




O que é orar?

1. Orar é tudo o que há de mais simples, primeira razão disso é a própria a necessidade que temos da oração.
2. Para orar, não é preciso talento especial, eloquência, dinheiro nem recomendação de espécie alguma. Até a devoção sensível não é necessária; a doçura a consolação não dependem de nós.
Se Deus no-las der, devemos recebê-las com reconhecimento, porquanto elas tornam a oração mais agradável. Orar, não obstante a aridez, é sempre orar. Consolados, ou não, cumpre fazê-lo.
3. Para isso, basta o conhecimento de Deus e o de nós mesmos, saber o que Ele é o que somos nós; como infinita é sua bondade e quão profunda a nossa miséria.

Para orar, uma única ciência é necessária: a fé.

As palavras serão deitadas pelas nossas próprias necessidades. Poucas ideias (quanto menos numerosas, melhor será) alguns desejos, e finalmente umas palavras saídas do coração, – porque se assim não for, não há oração propriamente dita, – eis tudo o que é preciso.
Haverá, por acaso, um homem que não tenha um só pensamento, um único de­sejo? Pois bem, é apenas do que precisamos saber para empreender o nobre trabalho da oração. A graça, Deus no-la dá, de bom grado, a todos e a cada um em particular.

4. Por conseguinte, orar, é simplesmente falar com Deus; é conversar com Ele, mediante a adoração, o louvor, a súplica. Alguns teólogos opinam ser a oração um discurso feito a Deus, uma audiência por Ele concedida. É avançar muito. Grande é o numero dos que não sabem produzir um discurso, e a audiência, sendo por demais cerimoniosa, exclui a cordialidade.
Durante a oração, o nosso proceder deve ser idêntico ao que temos relativamente a um amigo íntimo e querido. A ele confiamos com sinceridade o que nos vai na alma: dissabores ou alegrias, esperanças e receios; dele recebemos conselhos e avisos, auxilio e conforto; com ele decidimos os mais importantes negócios, sin­gelamente e quase sempre sem que a sensibilidade se manifeste de forma alguma. É assim que, na oração, devemos ser para com Deus.
Quanto maior for a nossa simplicidade, tanto melhor será: demos voz ao coração.

5. Se muitas vezes a oração se desenvolve de forma penosa e difícil, é culpa nossa; é porque não sabemos como nos colocar em concordância, e fazemos dela uma ideia errônea. Manifestemos a Deus os sentimentos de nossa alma; digamos as coisas tais como se apresentam e a oração será sempre proveitosa. Todo caminho leva a Roma, diz o adágio, e toda ideia abre o seu para chegar a Deus.

Só saberemos orar quando o fizermos simplesmente. Que nos adianta dirigirmos ao Senhor discursos sublimes ou tornea­dos com graça?
Se acontecer que nenhuma ideia nos venha à mente, tenhamos a simplicidade, de expor essa mesma nossa indigência. É isto ainda orar, glorificar a Deus e ex­pressamente advogar a nossa causa.

Extraído do livro “a vida espiritual reduzida a três princípios” R.P. Maurício Meschler, S.J. Livro de 1923 - 253 págs
São Francisco, quarenta dias de jejum

Como São Francisco fez uma Quaresma numa ilha do lago de Perusa, onde jejuou quarenta dias e quarenta noites, e não comeu mais do que meio pão.
Deus Pai quis fazer de São Francisco, o servo verdadeiro de Cristo, porque em algumas coisas foi como um outro Cristo, dado ao mundo para a salvação das pessoas, conforme e semelhante ao seu Filho Jesus Cristo, como nos demonstra no venerável colégio dos doze companheiros e no admirável mistério dos sagrados Estigmas, como no jejum contínuo da Santa Quaresma, que ele fez do seguinte modo.

Estando uma vez São Francisco, no dia do carnaval, ao lado do lago de Perusa, na casa de um seu devoto, com quem tinha se hospedado à noite, foi inspirado por Deus que fosse fazer aquela Quaresma numa ilha do lago.
Por isso, São Francisco pediu a esse seu devoto que por amor de Cristo o levasse com a sua barca a uma ilha do lago onde não morasse ninguém, e fizesse isso na noite do dia de Cinzas, de modo que ninguém se desse conta.
E ele, por amor da grande devoção que tinha por São Francisco, atendeu solicitamente ao seu pedido e o levou para a dita ilha; e São Francisco não levou consigo a não ser dois pãezinhos.

E quando chegou à ilha e o amigo estava partindo para voltar para casa, São Francisco pediu-lhe encarecidamente que não revelasse a ninguém como ele estava lá, e que não viesse busca-lo a não ser na Quinta-feira Santa. E assim ele partiu, e São Francisco ficou sozinho.
E como não havia nenhuma habitação em que pudesse abrigar-se, entrou num bosque muito espesso, que ameixeiras e arbustos tinham ajeitado como um ninho ou como uma cabaninha; e nesse lugar pôs-se a rezar e a contemplar as coisas celestiais.

E esteve aí durante toda a Quaresma, sem comer nem beber, a não ser a metade de um dos pãezinhos, como descobriu o seu devoto na Quinta-feira Santa, quando voltou a ele; o qual encontrou, dos dois pãezinhos, um e meio; e a outra metade se acredita que São Francisco comeu por devoção ao jejum de Cristo bendito, que jejuou quarenta dias e quarenta noites sem tomar nenhum alimento material.
E assim, com aquele meio pão, afastou de si o veneno da vanglória e, a exemplo de Cristo, e jejuou quarenta dias e quarenta noites.

Depois, naquele lugar em que São Francisco tinha feito uma abstinência tão maravilhosa, Deus fez muitos milagres pelos seus méritos. Por isso, os homens começaram a construir casas lá e a morar nelas; e em pouco tempo fez-se um castelo bom e grande, e aí está o lugar dos frades, que se chama lugar da ilha.
E os homens e mulheres daquele castelo ainda têm grande reverência e devoção por aquele lugar onde São Francisco fez a referida quaresma.
Para louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco. Amém.
 «A casa encheu-se com a fragrância do perfume.»

«Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-Lhos com os seus cabelos.
A casa encheu-se com a fragrância do perfume.» Eis o fato histórico; procuremos o simbólico.
Sejas tu quem fores, se quiseres ser uma alma fiel, unge com Maria os pés do Senhor com perfume.
Esse perfume é a retidão.
Deita perfume sobre os pés do Senhor. Segue as pegadas do Senhor com uma vida santa.
Enxuga os seus pés com os teus cabelos: se tens coisas supérfluas, dá-as aos pobres e assim terás enxugado os pés do Senhor.
Talvez os pés do Senhor na terra sejam os necessitados.
Pois não é dos seus membros (Ef 5,30) que Ele dirá no fim do mundo: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40)?
«A casa encheu-se com a fragrância do perfume.»
Quer dizer, o mundo encheu-se da boa reputação desta mulher, porque o bom odor é como a boa reputação.
Aqueles que associam o nome de cristãos a uma vida desonesta injuriam a Cristo; se o nome de Deus é blasfemado por esses maus cristãos, ele é, pelo contrário, louvado e glorificado pelos bons: «somos em toda a parte o bom odor de Cristo» (cf 2Cor 2,14-15).
E diz também o Cântico dos Cânticos: «A tua fama é odor que se difunde» (1,3).

Santo Agostinho.

domingo, 29 de março de 2015



Missa  Domingo Ramos -2015

Baste-nos alguns pensamentos, nesta Eucaristia solene que abre a grande semana da nossa fé, a Semana santíssima, que culminará com a solenidade da Páscoa, domingo próximo.
Já fizemos memória da entrada do Senhor Jesus em Jerusalém. Ele é o Filho de Davi, o Messias esperado por Israel, que vem tomar posse de sua Cidade santa. Mas, que surpresa! É um Messias humilde, que entra não a cavalo, mas num humilde burrico, sinal de serviço e pequenez! Ei-lo: seu serviço será dar a vida pela multidão. Ele é Rei, mas rei coroado de espinhos e não de humana vanglória. Termos seguido o Senhor nessa solene procissão com ramos é tê-lo reconhecido como nosso rei, rei pobre e humilde. Tê-lo seguido é nos dispor a segui-lo nas pobrezas e humildades da vida, dispondo-nos a participar de sua paixão e cruz para ter parte na glória de sua ressurreição.

Primeiro: o meio que Deus escolheu para nos salvar não foi o que é grande e vistoso, tão apreciado pelo mundo. Ao invés, o Pai nos salvou pela humilde obediência do Filho Jesus. Reconheçamos na voz do Servo sofredor da primeira leitura a voz do Filho de Deus: “O Senhor Deus me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhes resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para arrancarem a barba. O Senhor é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, porque sei que não serei humilhado”. Palavras impressionantes, caríssimos! O Filho buscou humildemente, na obediência de um discípulo, a vontade do Pai – e aí encontrou força e consolo, encontrou a certeza de sua vida. São Paulo, na segunda leitura de hoje, confirma isso com palavras não menos impressionantes: “Jesus Cristo, existindo na condição divina, esvaziou-se de si mesmo, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz”. Caríssimos em Cristo, num mundo que nos tenta a ser os donos da verdade, desprezando os preceitos do Senhor Deus e seus planos para nós, aprendamos a humilde obediência de Cristo Jesus, entremos em comunhão com o Cristo obediente ao Pai até a morte. Só então seremos livres realmente, somente então viveremos de verdade!

Um segundo pensamento: o breve e concreto relato da Paixão segundo São Marcos, apresenta-nos ao menos três modos de nos colocar diante do Cristo nosso Senhor. Dois modos inadequados, que deveremos evitar, apesar de tantas vezes neles cairmos; e um modo correto, a que somos continuamente chamados.

Ei-los: primeiramente, o modo dos discípulos, tão vergonhoso: “Então todos o abandonaram e fugiram”. Oh! que desde o início temos sido covardes, desde os princípios somos um mísero bando de infiéis! Quantas vezes, nos apertos da vida, fugimos e o abandonamos: no vício, no comodismo, na busca de crendices e seitas, no fascínio por ideologias, idéias e filosofias opostas à nossa fé! Como é fácil fugir, como é fácil, ainda agora, abandoná-lo! – Perdoa-nos, Senhor Jesus, porque ainda hoje somos assim, ainda somos como os primeiros discípulos: frágeis, inconstantes, covardes mesmo! Perdoa-nos pelo pouco amor, pela falta de compromisso!

Depois, o modo de Pedro, que “seguiu Jesus de longe”. Atenção, caríssimos Pedros aqui presentes! Não se pode seguir Jesus de longe! Quem o segue assim? Quem pensa poder ser discípulo pela metade; quem se ilude, pensando seguir o Senhor sem combater seus vícios e pecados; quem imagina poder servir a Deus e ao dinheiro, ao Senhor e aos costumes e modos e pensamentos do mundo! Como terminarão esses? Como terminou Pedro: negando conhecer Jesus! – Senhor, olha para nós, como olhaste para Pedro; dá-nos o arrependimento e o pranto pela covardia e frieza em te seguir! Faze-nos verdadeiros discípulos teus, que te sigam de perto até a cruz, como o discípulo amado, ao lado de tua santíssima Mãe!

Finalmente, uma atitude bela e digna de um verdadeiro discípulo do Senhor: aquele gesto, da misteriosa mulher, que ungiu a cabeça do Senhor com nardo puro, caríssimo! Notaram, o detalhe de Marcos? “Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus”. Quebrou o vaso... isto é, derramou todo o perfume, sem reservas, sem pena, com amoroso estrago... Para o Senhor, tudo; para o Salvador o melhor! E São João diz que “a casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo” (Jo 12,3). Ó mulher feliz, discípula generosa! Dando tudo ao Senhor, perfumou toda a casa com o bom odor de um amor sem reservas! Quanta generosidade dessa mulher politicamente incorreta! Quanta hipocrisia, quanta mesquinhez dos apóstolos politicamente corretos, que não compreenderam seu gesto de amor gratuito! – Senhor Jesus, faz-nos generosos para contigo! Que te amemos como essa mulher: sem reservas, sem fazer contas! Ó Senhor, que nos amaste até o extremo, ensina-nos a te amar assim também, colocando nossos perfumes, isto é, aquilo que temos de precioso, a teus pés! Então, o mundo será melhor, porque o bom odor do amor haverá de se espalhar como testemunho da tua presença!

Fiquemos com estes santos pensamentos, preparando-nos durante toda esta semana para o tríduo pascal, que terá seu cume na santa vigília da Ressurreição! 

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.