Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sexta-feira, 30 de setembro de 2016



Misericórdia e perdão: Re-encontro com Senhor e com os irmãos

Quem é que nunca errou? Todos temos as nossas falhas, os nossos momentos de fraqueza, de “pecado”. Todos temos limitações que nos retraiem e que, muitas vezes, nos afastam de Deus, o Deus da alegria e da vida. Perante o erro e o pecado, podemos pensar que não há caminho de regresso. Enganamo-nos.

Nós somos, pois, convidados a voltar sempre como nos sugere a parábola do Filho Pródigo [Lc 15, 11-32], também conhecida como “parábola da misericórdia”, “do pai bom”, “do reencontro, do recomeço, da vida”.

Nesta parábola do Pai Misericordioso, Jesus apresenta-nos o retrato do Pai. E, porque temos a graça de acreditar, vemos em Jesus a imagem perfeita do Pai, portanto, o rosto da misericórdia que encarnou no seio da Virgem Maria.
Ele, Jesus, é o sinal da Aliança de Deus com os homens, é a Cabeça da Igreja que é ‘’sacramento universal da salvação” (Lumen Gentium 48). ‘Verdadeiro Deus e verdadeiro homem’, como professamos, é modelo que vem, em tantas ocasiões, ao nosso encontro e nos pede que tenhamos essa Sua mesma atitude, porque n’Ele somos filhos do Pai.

Jesus não está distante. Vive no meio de nós, no mais íntimo da nossa pessoa. São Paulo ensina que ‘somos templos do Espírito Santo’, morada do Altíssimo. Por isso, o ser humano deve ter a coragem de olhar para dentro de si e buscá-l’O aí mesmo, no seu íntimo. Dado que a Lei de Deus está gravada nos nossos corações, o ser humano é capaz de distinguir o que está certo ou o que está errado. Por isso, com os olhos fixos em Jesus, é capaz de perceber o que agrada a Deus e o que Lhe desagrada. Daí, pois, a necessidade do exame de consciência.

Como é Deus que opera em nós o querer e o agir do mesmo modo o ser humano coopera deixando-se encorajar, olhando para dentro de si e buscando um novo recomeço de vida, através de um bom exame de consciência e mudança de atitudes. Ele é chamado a passar do ‘homem velho para o homem novo, “como barro nas mãos do oleiro” [Jr 18.1-6], deixando-se modelar.
Esta mudança na vida humana-espiritual-social-comunitária, acontece através do caminho da “reconciliação”.

Como sabemos, os passos para a reconciliação são:
1. Exame de consciência,
2. Contrição,
3. Confissão dos pecados,
4. O perdão,
5. A penitência.

Ao buscarmos este momento na nossa vida (a reconciliação), experimentamos a graça do “re-encontro” com o Senhor. Saboreamos a Sua atitude de misericórdia para conosco.
É na intimidade com o Senhor que podemos encontrar e descobrir ‘quem somos nós’ e ‘quem é Ele e, aqui, nesta intimidade, que descobrimos que ‘Ele é misericórdia’ e nós chamados a sermos misericordiosos como Ele.

A ação é de Deus, mas a resposta é nossa. Dado que Ele nos amou primeiro, temos a capacidade de amar. E porque Ele usou de misericórdia antes, temos a capacidade de exercer a misericórdia, pois trazemos dentro de nós o mesmo Espírito da Misericórdia. Conversão é, pois, deixar-se conduzir pelo Espírito. Daí, que, a verdadeira conversão acontece quando fazemos um encontro pessoal com Deus que é rico de misericórdia e nos deixamos conduzir por Ele. Quando consinto que Deus aja em mim, sou como o “vaso nas mãos do oleiro”; experimento o processo de conversão, de mudança, de vida nova. É o momento de fazer a “caminhada pelo deserto ao encontro da terra prometida”.

 
Como cristãos, devemos fazer o mesmo caminho, que Jesus fez. É Impossível seguir Jesus sem optar pelo seu caminho. E Ele convida-nos a ver com radicalidade. Não podemos ser como a igreja de Éfeso, que, segundo o Apocalipse, era morna, ou seja, não era quente nem fria. Seguir Jesus é fazer as mesmas opções que Jesus fez, ainda que sejam dolorosas e causem muitos dissabores. “Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-Me” (Mt 16,24). Não é possível seguir Jesus sem cruz.
Nós seguimos o Crucificado que ressuscitou. A cruz, portanto, é sinal de libertação para nós. Abraçar o crucificado-ressuscitado é aprender a morrer cada dia para gerar vida; morrer ao homem velho (homem que vive dos instintos egoístas) e ressuscitar homem novo (homem que vive pelo Espírito).

É bom recordar o que a igreja nos diz sobre as Obras de Misericórdia:
Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a que tem fome,
2) Dar de beber a quem tem sede,
3) Dar pousada aos peregrinos,
4) Vestir os nus,
5) Visitar os enfermos,
6) Visitar os presos,
7) Enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais:
1) Ensinar os ignorantes,
2) Dar bom conselho,
3) Corrigir os que erram,
4) Perdoar as injúrias,
5) Consolar os tristes,
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo,
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.

Todas as vezes que entramos na dinâmica da reconciliação, saímos renovados. A reconciliação faz de nós, homens e mulheres, novas criaturas. Da ‘confissão’ não se pode sair da ‘mesma maneira’ como se entrou. Sai-se de maneira diferente, com novos propósitos de querer crescer na vivência e convivência com os filhos e filhas de Deus.

Por isso, devemos sempre buscar este momento de “reconciliação” na nossa caminhada eclesial, pessoal, mesmo com algumas dificuldades inesperadas. Não é fácil falarmos de nós mesmos, das profundezas de nosso ser, principalmente quando ainda temos muito enraizados em nós os indícios do homem velho, homem que vive da aparência. Por isso, aproximar-se da confissão requer, num primeiro momento, esforço humano para vencer-nos a nós próprios. E isso só é possível pela fé, esta força (virtude teologal) que tem a sua origem no próprio Deus e que age no interior da pessoa.

Devemos ter a certeza, a alegria, de que estamos a buscar o “sacramento da paz”, “ da vida”, “da conversão”. Um sacramento que nos alivia, não só no aspecto espiritual, mas também no aspecto humano, na mudança profunda do ser humano para o serviço do próximo.
Podemos dizer que se trata “dum sacramento de partilha”, pois, ao sairmos renovados, descobrimos não só a misericórdia de Deus que atua na nossa vida e também na nossa relação com os outros. E, na partilha com o outro, faz-nos viver de maneira diferente. Trata-se, pois, duma nova oportunidade, onde não somente vivenciamos o “sacramento da paz”, mas levamos a paz com a mesma atitude de Jesus como nos recorda a Oração eucarística VI-D quando diz: “Jesus que passa fazendo o bem”.

Sejamos Seus discípulos e sejamos discípulos missionários, conforme nos convida o Documento de Aparecida (177):
“… valorizem este presente maravilhoso de Deus e se aproximem dele para renovar a graça batismal e viver, com maior autenticidade, o chamamento de Jesus a serem seus discípulos e missionários“.
Enfim, como filhos e filhas do Deus amado, somos chamados a ser Igreja, “a ser sal e luz no mundo” (Mt 5,13-16) e a uma renovação diária, através da oração, da escuta da Palavra de Deus, da Eucaristia, da reconciliação, superando as nossas limitações e dificuldades.

Numa palavra, a testemunhar o nosso batismo, renovando a todo o momento a nossa fé; uma fé viva e verdadeira, sentindo e manifestando a misericórdia de Deus na nossa vida e no mundo. Deixemo-nos conduzir pela ação de Deus na nossa vida.

Pe .Emílio Carlos Mancini.

sábado, 24 de setembro de 2016



O efeito do fogo de Pentecostes!


Tentarei explicar melhor: uma pessoa leiga, por exemplo, no assunto sobre metais preciosos, pode encontrar uma pepita de ouro e sequer atentar para o seu valor ou mesmo para o que ela realmente significa, pois está num formato desigual, sujo, de brilho ausente...

Em outras palavras, uma pepita, como assim se fala, neste estado bruto, é desvalorizada, desprezada, esquecida e até mesmo rejeitada...
O garimpeiro dá sua primeira lavada, que remove uma pouca sujeira superficial, sem mudar, todavia, o estado que ainda se encontra, porque só com o fogo o seu valor será revelado. Assim o é quando chegamos na igreja, pois recebemos uma primeira limpeza, mas é com o revestimento, com o fogo do Senhor, que o seu valor precioso passará a ser revelado.

Porque é no fogo, nas altas temperaturas, que o ouro se derrete e muda de um estado embrutecido para um outro que é líquido onde, de fato, as substâncias que desvalorizam o metal podem ser apartadas. Nesse processo tudo que é ruim pode ter dois fins: ou se consome pelo calor ou por ser facilmente visto, é removido por aquele que trabalha o ouro.

Já com o ouro derretido, o ourives inicia seu trabalho com a joia que está completamente flexível e maleável à criatividade do artista... 

Entendeu o que está acontecendo com você quando em sua vida esta se dando um novo Pentecostes?
Espero que neste momento sua “ficha” comece a cair no sentido de perceber o que o Senhor começa a fazer com você meu amado.
As lutas e as provações que sucedem são comparadas ao fogo que purifica o ouro, veja só: “Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.” (1 Pedro 1, 7.)

Assim, aquilo que parecia destruí-lo, na verdade, estará contribuindo para o seu aperfeiçoamento no caráter de um homem (ou de mulher) de Deus, porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

Amado, o efeito do fogo do Espírito Santo apartará da sua vida tudo aquilo que esteve incrustado e atrasando a sua caminhada, pois de forma alguma poderá fazer parte da sua nova história em Cristo. É no fogo que suas mazelas do passado queimarão, nele serão removidas as marcas da opressão que sua alma carrega, é nele que todos os corpos estranhos contrários à vontade e preciosidade do Senhor deixarão de fazer parte de você...

Claro que aos olhos humanos muita coisa pode estar parecendo perda, mas, na verdade, é livramento do Senhor. Neste processo tudo que é ruim na sua vida sairá e pode até o peso diminuir, mas o valor só estará aumentando no Senhor.

No fogo você pensa ser o fim, que tudo se consumirá rapidamente, não consegue controlá-lo, entendê-lo, mas simplesmente tudo é apenas o começo de mais uma nova etapa: ser precioso para o Senhor.

Talvez você queira evitar passar pelo fogo, mas isso o deixará num estado de estagnação espiritual, ou seja, na forma de pepita, de pedra bruta.
Meu querido, o ouro tem que se encontrar com o fogo: é inevitável, simplesmente porque não há outra forma de purificá-lo.

Evitar este encontro (ouro e fogo) travará todo processo de purificação e aperfeiçoamento do seu caráter à imagem e semelhança espiritual do Senhor. Somente passando por ele você alcançará a glória de se tornar uma joia preciosa do Senhor. Deus está trabalhando em você.

"Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice"” (Eclesiástico 2,1-6). 

“Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus. Que nenhum de vós, entretanto, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se entremeie em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.” (1Pedro 4, 12-16).

O fogo de Pentecostes é inevitável e necessário. Não reclame, louve; não murmure, agradeça; não se entristeça, alegre-se; não desista, persevere; não desça a Jerico , continue firme em Jerusalém até que do alto seja revestido com o Espírito Santo e com o fogo... 

Você, está nas mãos do ourives celestial se tornando muito mais que precioso e agradável aos seus olhos.
Esforcemo-nos todos em perseverar. 



Jesus nos disse no Evangelho que o prêmio é destinado não a quem começa bem, nem a quem continua no caminho do bem por um certo tempo, mas a quem persevera até o fim. 
Portanto, quem começou, procure perseverar sempre melhor. 
Quem está prosseguindo, procure chegar até o fim. 
E, quem desgraçadamente não começou ainda, ponha-se no caminho correto. 
Esforcemo-nos todos em perseverar. 
Sei que é uma tarefa bastante difícil.
Mas o Espírito de Deus nós concede o dom da fortaleza e da piedade para prosseguirmos sempre sem jamais desanimar.
Nunca desista daquilo que você quer,mesmo que a vida lhe ponha obstáculos se tropeçares, levante isso não há de ser nada e lembre-se, o caminho a gente faz caminhando.
Precisamos de pessoas perseverantes diante das dificuldades, que nunca desistam dos seus ideais, que sonhem com um mundo melhor e tenham coragem de lutar por ele. 
Pessoas menos egoístas, que estejam preocupadas com a qualidade de vida da próxima geração.
Se tropeçares, levanta e segue em frente, o que se consegue com sacrifício tem um sabor melhor.
As dificuldades existem para nos fortalecer, é através delas que aprimoramos o nosso saber. As coisas boas servem para regozijarmos, as adversidades para criarmos alicerces e desfrutarmos com primor incessante. Portanto valorize não só os momentos hilariantes, mas aprenda a apreciar os átomos melancólicos. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

São Pio de Pietrelcina - 23 de setembro

A misericórdia de Deus será sempre maior que a tua ingratidão. (Pio de Pietrelcina)
Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de São Francisco de Assis. Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de São João Rotondo, lugar onde viveu até a morte.
Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento" em 1956.
Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinquenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.
Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, o Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei" estigmatizado. O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muitos testemunhos sobre a grande santidade do Frei chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providenciais junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito. (padrepio.catholicwebservices.com)
Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas. Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.
Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968 em San Giovanni Rotondo/Itália, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.
Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. Em 02 de maio de 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, em 16 de junho de 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.
Jesus, que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna; seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. Jesus, que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranquilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra; uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado – causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte. Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém! (Padre Pio de Pietrelcina)

Um com Jesus - Padre Pio de Pietrelcina

Jesus, que nada me separe de Ti,
nem a vida, nem a morte.
Seguindo-Te em vida,
ligado a Ti com todo amor,
seja-me concedido expirar contigo no Calvário,
para subir contigo à glória eterna.
Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições,
para ser um dia digno de amar-Te
na revelada glória do céu;
para cantar-Te um hino de agradecimento
por todo o Teu sofrimento por mim.
Jesus, que eu também enfrente como Tu,
com serena paz e tranquilidade,
todas as penas e trabalhos
que possa encontrar nesta terra.

Uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas,
às Tuas expiações, às Tuas lágrimas
a fim de que colabore contigo
para a minha salvação e para fugir de todo o pecado
causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte.
Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado.
Com o fogo de Tua santa caridade,
escreve em meu coração todas as Tuas dores.
Aperta-me fortemente a Ti,
de maneira tão estreita e tão suave,
que eu jamais Te abandone nas Tuas dores.
Amém!
Padre Pio de Pietrelcina

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


 Escutando a Bíblia para saber Escutar.

 NO mundo em que vivemos, formado por sociedades onde os sons emitidos são tan­tos, ainda tem sentido escrever sobre o escutar ?

 Máquinas, avi­ões, trens, automóveis, televiso­res, britadeiras, rádios, auto-fa­lantes...etc... podemos dizer, assim, que vivemos no mundo do baru­lho, sons de diversos tipos é que não faltam para o ser humano contemporâneo. Vivemos num mundo de barulho, o desenvolvimento tecnológico favoreceu de forma extremamente rápida o crescimento do barulho. Não há como escapar! Aonde vamos o barulho vai conosco, até mesmo nas zonas rurais ele por lá se estende, mesmo sendo o campo um lugar ainda mais tranquilo, mais silencioso. Como consequência a tudo isso, encontramos inúmeras pessoas entregues a problemas auditivos, porque sub­metidas a grande barulho, mui­tas padecem da surdez precoce, sobretudo os adolescentes e jo­vens com a moda do momento de colocar aparelhos potentes com capacidade de emitir sons de volume elevadíssimo no carro da família, aqui se constitui um grande mal à saúde auditiva. A sociedade se tornou a sociedade do barulho, quase que podemos dizer que há uma perfeita correlação entre sociedade e barulho; ambas caminham de mãos dadas, por isso, hoje, necessitamos de paredes à prova de sons; estuda­-se, trabalha-se ou dorme-se com verdadeiros tampões nos ouvidos.
   Ouvimos muitas coisas, mas ain­da somos capazes de escutar com profundidade?
    O silêncio, no qual a própria respiração e o bater do coração ressoam alto, o silêncio absoluto, no qual as mais suaves vozes interiores conseguem se fazer ouvir a profundidade de nós mesmos e do outro, é uma ur­gência hoje! Parece paradoxal, mas para escutar com profundi­dade é necessário o silenciar.
Assim, dando uma olhadinha à cultura bíblica , vemos que ela muito pode prestar um enorme auxílio acerca do escutar. Antes de entrar propriamente nas cita­ções bíblicas, a cultura anterior que a envolve tem muito a nos ensinar. Por exemplo, o sábio Ptahotep, nos seus ensinamentos aos seus alunos oficiais no Egito (há 4300 anos), dizia que a vida reside no escutar. Só tem capaci­dade de falar quem ouve; quem é capaz de ouvir é estimado, aí se mostra a estima de Deus; o ouvido e o coração são o aspecto exterior e interior do processo de entendimento. A qualidade de um funcionário egípcio estava base­ado na sua capacidade de ouvir.
      Entrando na Bíblia propria­mente dita, vemos o grande exemplo do rei Salomão. Este ao ser conferido rei do povo de Is­rael não pede a YHWH (“Javé” ) ouro, riquezas etc, mas no seu desejo livre pede exatamente um coração sensato, com o qual ele pudesse distinguir entre o bem e o mal e estivesse em condições de governar um povo tão nume­roso, pediu ao Senhor :Dai-me um coração que saiba escuta “Leb Shomerá” (l Rs 3,9). Por isso Deus lhe concedeu uma vida longa. Nos Provérbios, associado a Salomão, lemos lá que para adquirir sensa­tez, educação, inteligência, reti­dão, justiça, reflexão ao jovem, “Que o sábio escute, e aumente a sua experiência e o prudente adquira a arte de dirigir” (Pr 1,5). Nessa perspectiva era que ensi­navam os sábios de Israel a seus alunos: a necessidade de um ou­vido aberto, daí as diversas ad­moestações, como por exemplo: “ouve teu pai, ele te gerou, e não desprezes tua mãe envelheci­da” (Pr 23,22), ou ainda, “in­clina teu ouvido, ouve as pa­lavras dos Sábios, aplica teu coração ao meu conhecimen­to” (Pr 22,17). Assim, numa cultura onde não havia tantos meios de comunicação, era de fundamental importância o escutar para a perpetuação da tradição, dos costumes, da história da família e do povo em geral. O escutar agudo e constante dava identidade, fa­vorecia a manutenção da me­mória, em outras palavras, sem o escutar caía-se no risco de se perder a própria identi­dade, o chão existencial.

Mas nós vamos encontrar o grande e solene chamado bí­blico para o escutar no livro do Deuteronômio. Podemos afirmar que é verdadeiramen­te o primeiro mandamento de Deus para seu povo: shemá! (escuta!). Diz o texto de Dt 6,4-8:

“Escuta, ó Israel: YHWH (Javé) nosso Deus é o único(Javé- Senhor) YHWH. Portan­to, amarás a( Javé-) YHWH teu Deus com todo o coração, com toda a tua alma e com toda a tua força. Que estas palavras que hoje te ordeno estejam em teu coração! Tu as inculcarás aos teus filhos, e delas falarás sen­tado em tua casa e andando em teu caminho, deitado e de pé. Tu as atarás também à tua mão como um sinal, e serão como um frontal entre os teus olhos, tu as escreverás nos umbrais da tua casa, e nas tuas portas”.
    
    Portanto, para amar a Deus é preciso escutar, só ama quem sabe escutar a si mesmo, o outro e o totalmente Outro (Deus). “Escutar é um pro­fundo ato de amor. É acolher o outro dentro de nós sem precon­ceitos”. Quem escuta faz a experiência do Amor: de Deus, do outro e de si mesmo, e jamais esquece essa experiência, falará dela para todos, seja sentado, an­dando, partilhará com os amigos, filhos, é uma explosão de alegria!
     Escutar é amar e amar é escutar. Por isso os israelitas trazem a passagem do Shemá constante­mente em sua vida, pois viven­ciaram uma profunda experiência de amor com seu Deus; é a forma de sempre de novo trazer à me­mória o relacionamento amoroso entre Deus e o povo, esse é o fun­damento do escutar. Por que escutar? Aqui vai a resposta: “Nós éramos escravos do faraó no Egito, mas Javé - YHWH nos fez sair do Egito com mão forte (...) fez-nos sair de lá para nos introduzir e nos dar a terra que, sob juramento, prome­tera a nossos pais”. Dessa forma, o escutar nos leva à experiência do amor, e essa, por sua vez, à de libertação!