Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

terça-feira, 12 de setembro de 2017

"Eu não sou mulher, foi um engano, eu sou homem, nasci no corpo errado"



      
Este é um tema vital, que diz respeito ao futuro de nossas crianças e, consequentemente, de nosso país.
A Ideologia de Gênero está sendo introduzida sob a alegação de que ela é necessária para evitar a discriminação contra homossexuais e outros grupos minoritários.

Mas a verdade é que ela não tem qualquer relação com o combate à discriminação. O que realmente ela produz é uma crise de identidade sexual em crianças e adolescentes, inclusive das próprias minorias que supostamente estariam sendo defendidas.

O MEC voltou a recolocar a Ideologia de Gênero como parte obrigatória do currículo nacional na Base Nacional Comum Curricular que será aprovada pelo Conselho Nacional de Educação em novembro deste ano de 2017, e será obrigatória para todo o Brasil, inclusive para a rede particular.
Pais e mães devem tomar conhecimento destes fatos e se posicionarem com firmeza.

A ideologia de gênero não é nada mais que a negação de que existem sexos ao nascimento, com a afirmação que a sexualidade é uma construção social, onde a pessoa escolheria o que deseja ser. É também implantada na linguagem, com a negação de gênero nas palavras, com a substituição das letras o e a pela letra x; para dar um exemplo, a palavra menino, ou a sua variação no feminino, que seria a palavra menina, transformam-se em meninx, visando a neutralidade.

A ideologia de gênero, na verdade, tem suas origens nas ideias dos pais do comunismo, Karl Marx e Friedrich Engels.
Na submissão da mulher ao homem através da família, e na própria instituição familiar, Marx e Engels entenderam estar a origem de todos os sistemas de opressão que se desenvolveriam em seguida. Se essa submissão fosse consequência da biologia humana, não haveria nada que fosse possível fazer. Mas no livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, o último livro escrito por Marx e terminado por Engels, esses autores afirmam que a família não é consequência da biologia humana, mas do resultado de uma opressão social produzida pela acumulação da riqueza entre os primeiros povos agricultores. Eles não utilizaram o termo gênero, que ainda não havia sido inventado, mas chegaram bastante perto.

Tal ideologia é um crime em vários aspectos: primeiramente, se considerarmos a ideia de a administração central decidir o que o aluno deve ou não aprender, ignorando totalmente o direito de escolha dos pais em relação à metodologia de ensino desejada por eles. Segundamente, pela atribuição dos municípios perante o Plano Nacional de Educação, que é a de fornecer a chamada educação básica, que vai do chamado maternal até o quinto ano do ensino fundamental; ou seja, esse tipo de ideologia seria ensinado para crianças de 0 a 10 anos, o que seria uma afronta dos atuais administradores governamentais, “especialistas” em educação, e de suas agendas panfletárias à educação formativa fornecida pelos pais de acordo com os seus preceitos, opiniões, crenças e tradições, numa clara forma de doutrinação ideológica. Terceiro, que o gênero é um conceito ideológico que tenta anular as diferenças e aptidões naturais de cada sexo; e há ainda o quarto aspecto, que consiste em ignorar o indivíduo em prol da formação de militância e blocos coletivos.

Não podemos deixar que o Estado tente definir o que é melhor para os nossos filhos em matéria de educação. É tarefa e direito dos próprios pais definir como esse tema será abordado e tratado nas famílias. Se os Planos Municipais de Educação forem aprovados tal como estão sendo propostos, os pais e mães brasileiros se tornarão reféns das agendas defendidas pelo governo, que, como já vimos anteriormente e como já ocorre em diversos lugares do país, distribui materiais “didáticos” que visam corromper precocemente as crianças brasileiras. Ou que se proponham novas soluções, como o voucher educacional, onde os pais escolheriam qual tipo de educação seu filho teria, com o governo apenas pagando a escola.

Dizer não a ideologia de gênero por católicos e cristãos é preciso e se articular contra a sua aprovação pois “Deseja ela que se ensine aos alunos – na teoria e na prática – que o sexo biológico dado pela natureza não tem valor algum. Portanto, ninguém nasceria homem ou mulher, mas, sim, um indivíduo indefinido, que, obviamente, definiria com o tempo se deseja ser homem, mulher ou neutro (nem um nem outro), independentemente de suas características fisiológicas”.

Trata-se de uma ideologia sem fundamento científico algum. Todas as teorias em sua defesa são meramente ideológicas e se baseiam em premissas falsas, desmentidas pela biologia. Se esta ideologia for introduzida nos programas "educacionais" brasileiros, diversas outras mudanças a acompanharão, o risco de que pais e professores sejam punidos pelo Estado caso tratem as crianças como menino e menina, já que isto "seria uma opressão, considerando-se que eles ainda não decidiram o que vão ser”; a destruição da família, que “já não deveria ser mais um núcleo natural formado por um homem e uma mulher (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2201-2203), mas, sim, ‘qualquer aglomerado de pessoas’”; afrontas ao matrimônio, que é “união natural e, para nós que cremos, também querida por Deus e elevada a Sacramento”.

O papa emérito Bento XVI também alertou com clareza: a ideologia de gênero: “contesta o fato de o homem possuir uma natureza corpórea pré-constituída (…) nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato constituído, mas é ele próprio quem a cria. (…) Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. (…). A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. (…) Se não há (…) homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. (…) E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem”.

O papa Francisco também reiterou em diversas ocasiões que a ideologia de gênero "é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família". Ele denuncia ainda a existência de uma estratégia para impor a ideologia de gênero a países em desenvolvimento por meio de formas chantagistas de oferta de ajuda, o que Francisco denominou de "colonização ideológica" e comparou abertamente com a propaganda nazista. "Existem ‘Herodes’ modernos que ‘destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação’”.

Estamos vendo na tela da Globo e outras emissoras, mas a Globo para mim tem feito um grande trabalho de incutir mensagens subliminar em enfiar na cabeça de todos que é preciso aceitar a Ideologia de gênero e trangêneros, etc...  "Eu não sou mulher, foi um engano, eu sou homem, nasci no corpo errado".......
Como entender esse texto? De quem foi o engano? Do pai? Da mãe ? Ou de Deus? Se nasceu no corpo errado o que foi que nasceu? Alma? Espírito? Ou o cérebro? Essas coisas tem sexo definido? Estou confuso, e o que fazemos com o DNA? Os seios foram engano? O órgão genital feminino foi engano? O masculino foi engano? Os cabelos e a delicadeza do corpo e pele foram engano. A felicidade de um pai e uma mãe a espera do sexo do filho anunciado pela ultra-sonografia fora equivocada?
De quem é a culpa deste engano?

A feminista Simone Beauvoir afirmava que ninguém nasce mulher, mas se torna mulher; e que o objetivo final do movimento feminista não consiste na eliminação dos privilégios da “classe” opressora — a “classe” masculina —, mas da própria diferenciação entre os sexos. Tal ideologia ajudou enormemente o progresso do movimento homossexual, que tende a “normalizar” a pretensa mudança de sexos. Pois se o “gênero sexual” é fruto de uma “escolha”, de “orientação” assumida por uma pessoa, então por que não adaptar o próprio corpo para assemelhá-lo à do sexo escolhido?

A impossibilidade de mudar o sexo com que se nasceu não contraria somente a realidade biológica; ela vai, sobretudo, contra a vontade de Deus. Ninguém nasce homem ou mulher por mero acaso, mas em virtude dos inescrutáveis desígnios da Divina Providência, conforme o texto do profeta Jeremias (Jer. 1,5): “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia”.

Ir contra os desígnios divinos é um ato de revolta contra o Criador: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a” (Gen. 1,27-28).

Assim, em relação a pessoas afligidas por problemas de confusão em relação ao próprio sexo, a caridade cristã impõe que se as ajude, com respeito e compaixão, não para aumentar-lhes a confusão em que se encontram, ou dar-lhes uma falsa solução cirúrgica, mas para auxiliá-las a sair da mesma. A caridade “se rejubila com a verdade” diz São Paulo (1 Cor. 13,6) e, portanto, a misericórdia nunca pode se contrapor à verdade, pois somente a verdade é que liberta (Jo 8,32).

Padre Emílio Carlos Mancini

terça-feira, 1 de agosto de 2017

São Charbel Mackhlouf, um milagre em nossos dias!


São Charbel Makhlouf
São Charbel Makhlouf
.
São Charbel Makhlouf (1828-1898) foi um dos maiores taumaturgos do século XX.

Monge do rito maronita, já era tido como santo em vida, tendo operado muitos milagres.
Sua festividade é celebrada pela Igreja Católica no dia 24 de julho.
Em 1952, quando foi feita a terceira exumação dos seus restos mortais, segundo testemunha ocular, “o corpo foi retirado do caixão e sent ado numa cadeira.
Os braços e as pernas dobrados, curvados.
A cabeça inclinada, balançava dum lado para outro.
As vestes sacerdotais e as roupas interiores estavam encharcadas de sangue”.
O que levou o papa Pio XII, ao iniciar seu processo de beatificação, a afirmar:
“O Pe. Charbel já gozava, em vida, sem o querer, da honra de o chamarem santo, pois a sua existência era verdadeiramente santificada por sacrifícios, jejuns e abstinências.
Foi vida digna de ser chamada cristã e, portanto, santa.
Agora, após a sua morte, ocorre este extraordinário sinal deixado por Deus:
Seu corpo transpira sangue há 79 anos;
Sempre que se lhe toca, e todos os que, doentes, tocam com um pedaço de pano suas vestes constantemente úmidas de sangue;
Alcançam alívio em suas doenças e não poucos até se vêem curados ”.
O número de milagres nessa ocasião foi tão grande, que Anaya, onde está seu mosteiro, foi chamada de “A Lourdes libanesa”.
Somente entre 22 de abril de 1950 e 25 de junho de 1955, foram registradas nos anais do Convento São Maron, 237 curas, muitas constatadas e confirmadas por médicos.
Infelizmente a devoção a este santo taumaturgo não é popular no Brasil, a não ser entre os fiéis do rito maronita.
O mesmo ocorre em outros países do Ocidente, como nos Estados Unidos.
No entanto, este país foi o escolhido por São Charbel, nos nossos dias, para um de seus estupendos milagres que surpreendem o mundo.

Praticamente cega aos 13 anos
.


Dafne Gutierrez, moradora em Phoenix, no Arizona, estava completamente cega
Dafne Gutierrez, moradora em Phoenix, no Arizona, estava completamente cega.
.
Quando tinha 13 anos de idade em 1999, teve uma moléstia no crânio, e a pressão no seu cérebro aumentou tanto, que afetou severamente o nervo ótico.

O que resultou numa quase cegueira.
Apesar da deficiência, ela casou-se e teve três filhos.

Entretanto, em 2014 ela perdeu praticamente toda a visão;

E em 2015 começou a sentir dores de cabeça, desmaios, ruído nos ouvidos, vômitos e tonturas.

Os médicos declararam que sua cegueira era “permanente, e irreversível medicamente”.
Finalmente, em janeiro de 2016, Dafne deveria ser admitida em uma casa de saúde, por ser incapaz de cuidar de si mesma e dos filhos.

Recorre a São Charbel


Ocorreu então que, nesse mesmo mês de janeiro, Dafne ouviu em um programa de rádio em espanhol;


Que uma relíquia de São Charbel, por ocasião do 50º. aniversário de sua beatificação;

Estava peregrinando pelos Estados Unidos, e estaria, naqueles dias, na igreja católica maronita de São José, em sua cidade.

Ora, Dafne nunca havia ouvido falar de tal Santo, e não conhecia essa igreja.
Providencialmente, no mesmo dia, uma cunhada sua, sugeriu-lhe que fosse com o marido venerar a relíquia, pedindo sua cura.

Dafne decidiu ir.

No caminha para a igreja, ela rezava: “Por favor meu Deus, curai-me, se não por mim, pelos meus filhos”.

Chegando à igreja maronita, ela pediu a São Charbel: 

“Eu não sei quem sois vós, mas por favor, ajudai-me”.
 

Depois da missa Dafne pôde, com os fiéis presentes, oscular a relíquia do Santo.

Ajudada pela cunhada, Dafne foi então para o confessionário, e lá, durante a confissão, revelou ao vigário, Pe. Wissam Akiki, sua cegueira.
O sacerdote então deu-lhe uma bênção com óleo santo tocado na relíquia de primeira classe de São Charbel, rezando especialmente por sua cura.
O sacerdote afirmou depois: 

“Coloquei minha mão em sua cabeça, depois nos dois olhos, e pedi a Deus que a curasse pela intercessão de São Charbel”.

O curioso é que Dafne afirma que “senti fortemente que alguém estava de pé, no meu lado direito”.

Perguntou depois à sua cunhada, que afirmou que não havia ninguém a seu lado, a não ser o Pe. Akiki.
Até hoje Dafne reafirma que havia alguém a seu lado.

Seria o Santo milagroso?

“A partir desse momento,
 afirma Dafne, comecei a me sentir diferente. Não posso explicar, mas sentia meu corpo diferente”.

No dia seguinte, domingo, foi novamente à igreja de São José para venerar a relíquia de São Charbel.
Na noite desse dia, às 4 horas da madrugada, Dafne acordou com a sensação de que seus olhos estavam queimando.
Acordou o marido.
Este lhe perguntou como isso era possível, uma vez que ela não tinha mais sensibilidade nos olhos.
Encostou sua mão neles, e percebeu que realmente estavam quentes. 
“Eles estão vibrando e movendo-se”, exclamou ele.
No mesmo momento, sentiu um cheiro como de carne queimada.
Dafne percebeu então que começava a ver seu marido, embora ainda como uma sombra.
Exultante exclamou: 
“Eu posso vê-lo! Eu posso vê-lo com meus dois olhos”. E caiu em prantos.
Os filhos acordaram, e começaram a gritar: “A mamãe pode ver! Deus curou a mamãe!”.

Ou seja, em 48 horas desde que ela visitou a venerável relíquia pela primeira vez, Dafne recuperou totalmente sua visão.


O que dizem os médicos


Essa cura, espetacular e repentina, foi confirmada nesse dia por um oftalmologista e por vários médicos.

A Dra. Anne Borik, que cuidou de Dafne, declarou:
Medicamente falando, o que é interessante — e o que atraiu meu interesse nesse caso;

É que não se vê restauração da visão em 48 horas depois de um longo problema do nervo ótico como Dafne tinha.

Meu trabalho como médica, é tentar encontrar como isso ocorreu medicamente.

Nós discutimos esse caso com um neuro-oftalmologista e também com um consultante de fora, que reviu todo o caso;

E basicamente não há explicação [médica] de como a visão de Dafne Gutierrez, inteiramente cega um dia, 48 horas depois foi restaurada ao normal. […]

Nós, como comunidade médica, revendo o caso, não podemos explicá-lo medicamente
”.

Exatamente um mês depois que Dafne recuperou a vista;
Foi celebrada uma missa especial de ação de graças na igreja maronita de São José, pelo bispo maronita Abdallah Elias Zaidan, de Los Angeles, na Califórnia.
Nessa ocasião, Dafne falou à multidão ali reunida, explicando sua cura por São Charbel Makhlouf: 

“Todos os médicos têm dito: ‘Não há explicação’. […] Mas Deus me curou!”

.

Fonte: ipco.org.br

Relativismo, um inimigo silencioso e sútil.




O relativismo é uma corrente que nega toda verdade absoluta e perene assim como toda ética absoluta, ficando a critério de cada indivíduo definir a sua verdade e o seu bem. Opõe-se-lhe o fundamentalismo, que afirma peremptoriamente a existência de algumas verdades e algumas normas fundamentais. O indivíduo se torna o padrão ou a medida de todas as coisas. Tal atitude está baseada em fatores diversos, entre os quais o historicismo: com efeito a história mostra que tudo evolui e se tornam obsoletas coisas que em tempos passados eram plenamente válidas. 

A Igreja rejeita o relativismo, mas também não aceita o fundamentalismo: ao lado de verdades e normas perenes, existem outras, de caráter contingente e mutável. Ao cristão toca o dever de testemunhar ao mundo de hoje que a profissão de fé e a Moral católicas nada têm de obscurantista e de recusa dos autênticos valores da civilização contemporânea.
Não sejamos apáticos às coisas ao nosso redor.

Alguém pode pensar que não é relativista pelo simples fato de nunca ter lido filósofos relativistas como Kant, Hegel, Anaxímedes etc.
Ou então julga que estamos falando de descaso, insensibilidade, ou ainda de relativismo moral, ou seja, de imoralidade.
Nada disso!

A mentalidade de que falamos é um pouco de tudo o que está acima e algo mais.
Se quem a possui julga que estamos discorrendo sobre certo tipo de apatia, terá acertado, pois para o relativista nada importa.
“Como assim? Sou relativista, mas não apático. Gosto de movimento, de ação, de política, de trabalho, dos meus negócios. Logo, não sou relativista!”
Ledo engano, pois é possível gostar de movimento, de ação, de labuta, da família, e ser relativista.

Uma espécie de neutralidade, de indiferença, de inconsciência em relação ao mundo em torno de nós;
Expresso na fórmula “deixa como está, para ver como fica”, é a ideia fixa do relativismo. Este é o ponto.

Veja: “Havia algo demasiadamente forte ao meu redor, que meus sentidos percebiam, mas que minha razão não conseguia discernir, diante do que minha vontade não tinha como reagir” (Guerreiros da Virgem, p. 48). O que diz: “Minha razão não conseguia discernir, diante do que minha vontade não tinha como reagir”. Portanto, o relativismo escapa à razão, e, como afirmava o libelo, é todo um modo de ser, sem reação.
Ora, reagir é preciso!

O que é o relativismo no sentido em que o empregamos?
É a falta de atenção, motivação ou entusiasmo, exceto no que toca a si próprio.
Para nós, o relativismo não é apenas uma maneira de pensar, mas de ser.
Localizado onde? Em cada um de nós.

No relativismo de que estamos tratando, há duas esferas: As coisas próprias a cada um, para as quais o relativista pode ser um leão; E o mundo exterior, a opinião pública, que pouco lhe importa.
Algo só é relevante se disser respeito ao “eu, eu, eu”;
Mas se concernir aos interesses da Igreja ou da sociedade temporal externa; A sua micrópolis repete o “deixe como está, para ver como fica”.
O leão se torna um molusco sonolento.“Não me incomodem…”.

Relativismo é também sinônimo de abatimento, marasmo, langor, desídia, desânimo, indiferentismo.

O que me preocupa são meus sonhos de uma vida confortável e segura, para mim e os meus próximos! Fora disso, nada me interessa.
Por exemplo, quanto ao triângulo decisivo dos dias de hoje, situação politica do nosso país, Trump e Putin, deixe-me tranquilo.

Eles estão lá fora, longe, e o que importa um defeito na minha TV, isto sim!”.
“Ver julgar, agir” — eis a regra de ouro de Santo Tomás de Aquino, que deve pautar a nossa conduta em face dos acontecimentos, grandes ou pequenos.

Atenção, motivação, entusiasmo, sim, relativismo não!
Reação sempre, ainda que só interna;
Cinismo, consciente ou subconsciente, nunca! Relativismo, jamais!
Ele é um “abismo cheio de umidade, de trevas e de frio, e não o cume elevadíssimo de uma montanha cheia de luz, de harmonia e de beleza.” O resto é apatia e, em algum sentido da palavra, cinismo, ainda que o termo seja forte.

Dizíamos que o relativismo pode ser seu pior inimigo.
“Mas, por que, se não sou tão mau, e quero apenas um pouco de tranquilidade?”
Um italiano, cujo nome me escapa, afirma que Deus é o não-relativismo.
Aqueles que dizem não querer levar as coisas ao extremo são o contrário da perfeição e;

Portanto, de Deus, que é o próprio ardor, no mais alto grau de perfeição, de todos os extremos.

Padre Emílio Carlos Mancini+

Ser Cristão não é ter uma religião e sim um estilo de vida.




Vivemos nos dias de hoje em um tempo de modismo, os jovens querem tudo que está na moda, alguns vão à igreja por achar legal dizer que é cristão, ouvi certa vez uma frase que achei muito interessante colocá-la aqui, que diz; "hoje em dia é moda ser cristão", muitas pessoas dizem ser crentes só porque frequentam uma igreja, se você é uma dessas pessoas tenho algo a te dizer.
Ser cristão é um estilo de vida, não é algo que você curte, nem algo que você faz por questões religiosas, não é apenas acreditar em alguma coisa, ser cristão é optar por um estilo de vida diferente de tudo o que o mundo diz ser certo, ser cristão é abrir mão das suas próprias vontades e viver a vontade de Deus, ser cristão é andar na contramão do mundo, ser cristão apenas é: Seguir os passos de Cristo, abrindo mão do que o mundo lhe oferece mesmo parecendo atraente aos seus olhos.

Jesus nos diz: «Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo»! Mateus 5, 13-16.  Duas imagens, de alta definição, para ilustrar a identidade do cristão! Toda a gente sabe que o sal serve, sobretudo, para dar sabor à comida e para preservar os alimentos da corrupção. Dito assim, os discípulos de Jesus hão de contribuir para que as pessoas saboreiem a beleza de uma vida, cheia de alegria, sem cair na corrupção. E nem mesmo deixar-se orientar, nem desfrutar da vida, no meio da obscuridade.

Os discípulos de Jesus devem refletir no mundo a luz de que este precisa, para nos orientarmos na justa direção e caminharmos na esperança. E é impressionante a amplitude da missão que Jesus confia a discípulos “cheios de fraqueza e de temor”: uma Terra inteira a salgar e o mundo todo a iluminar. Num caso, como noutro, Jesus sabe bem que basta um pequeno fósforo aceso na noite, para a muitos iluminar e que uma pitada de sal é bastante para dar a tudo um outro sabor.

Mas perguntemo-nos agora: que têm de comum estas duas belas imagens de alta definição do cristão? Procuremos individuar três semelhanças:
Para ser sal ou para ser luz, é preciso sair para fora de si e agir! Se permanecer isolado num recipiente, o sal não serve para nada! Só quando este entra em contato com os alimentos e se dissolve na comida é que pode dar sabor aos alimentos. O mesmo sucede com a luz. Se permanecer encerrada e oculta, não pode iluminar ninguém! Ela cumpre a sua missão quando se projeta como a luz de um farol ao longe, que ilumina o caminho no meio da tempestade, ou como a luz de uma candeia, ao perto, que ilumina os pequenos espaços de escuridão nas nossas vidas. Conclusão muito simples e muito prática: um cristão isolado do mundo, a cheirar a naftalina, não pode ser nem sal nem ser luz.

Portanto, o remédio é fugir de uma Igreja encerrada em si mesma, paralisada pelos seus medos e afastada dos problemas e sofrimentos humanos. Saiamos, por toda a parte, para dar sabor e curar a vida triste e ferida de tantas pessoas! Saiamos, iluminados pelo Evangelho, “para que nenhuma periferia fique privada da Sua luz”

Mas o sal e a luz têm outra coisa em comum: ambos são para os outros. O sal não se tempera a si mesmo e a luz não se ilumina a si própria. O sal aumenta à medida que se espalha! E uma luz que não se apega, também se apagará. Portanto, o desafio é claro: sê uma missão na tua terra; espalha, à tua volta, a partir do teu metro quadrado de vida, o sal do Evangelho, que preserva da corrupção. Mas não queiras conservar-te a ti mesmo! Ilumina, ao teu redor, com a luz do Evangelho, mas defende-te da tentação de te iluminares a ti próprio, sob o risco de te encandeares! Aprende da Lua em relação ao Sol: reflete a luz recebida!

Por último, gostaria de destacar outro ponto em comum: tanto o sal como a luz podem vir a perder a sua força! Como evitar então o cristão com cheiro a naftalina, insosso e apagadinho? É preciso estar sempre ligado, conectado ao Senhor, sobretudo pela oração, que nos ilumina o coração, e pelos sacramentos, que nos dão a saborear a bondade de Deus. Poderás fazer muitas obras, inclusive obras de misericórdia, poderás fazer muitas coisas grandes pela Igreja, mas se estás desligado da fonte, se estás desconectado do teu Senhor, depressa a energia que te move desaparecerá e ficarás, sem força e na escuridão. 

É precisamente esta comunhão com o Senhor, a verdadeira fonte de energia, que carrega a tua bateria, que dá força ao sal e vida à luz. Por isso, no fim, nos dizia o Senhor: «assim deve brilhar a vossa luz, para que vendo as vossas obras glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». Por outras palavras, é preciso voltares sempre Àquele que te concede o sal e a luz! Quanto mais os receberes, mais os darás! 
E quanto mais os deres, mais os receberás! É assim o cristão de alta definição!

Padre Emílio Carlos Mancini+