Hoje, avança a cruz, a criação exulta; a cruz, caminho dos perdidos,
esperança dos cristãos, pregação dos apóstolos, segurança do universo,
fundamento da Igreja, fonte para os que têm sede. […] Em grande doçura,
Jesus é conduzido à Paixão: é conduzido ao julgamento de Pilatos; à hora
sexta, escarnecem dele; até à hora nona, suporta a dor dos pregos;
depois, a morte põe fim à sua Paixão. Na décima segunda hora, é descido
da cruz: parece com um leão adormecido. […]Apenas um bandido, crucificado a seu lado, O confessa e Lhe chama seu rei. Ó ladrão, flor precoce da árvore da cruz, primeiro fruto da madeira do Gólgota […]! O Senhor reina: a criação rejubila. A cruz triunfa, e todas as nações, tribos, línguas e povos (Ap 7,9) vêm adorá-Lo. […] A cruz restitui a luz a todo o universo, dissipa as trevas e reúne as nações […] numa só Igreja, numa só fé, num só batismo no Amor. A cruz ergue-se no centro do mundo, cravada no Calvário.
Homilia atribuída a Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja.

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