Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

terça-feira, 23 de agosto de 2011


A CRUZ NÃO É A ÚLTIMA PALAVRA

Filipenses 2,5-11


No Natal celebramos um Deus que está perto de nós, que se fez homem por amor e partilha a nossa existência.

No mistério da paixão e morte recordamo-nos de que Jesus vai até ao extremo neste caminho: ele é traído, preso, condenado, torturado e morre como o último dos últimos.

Jesus põe-se do lado dos fracos e dos pobres. À primeira vista é um escândalo ou uma pura loucura. Dando a sua vida na cruz, ele escolhe o último lugar e aceita a vergonha do fracasso. Ele assume sobre si próprio o peso do sofrimento, do ódio e da morte, para nos libertar desse mesmo peso. Desta forma, ele inscreve o sim de Deus no mais profundo da condição humana. Mesmo maltratado pelos homens, Jesus não retira esse sim ao ser humano. É a sua missão: ele realiza-a e paga o seu preço.

Na cruz, Jesus abre os braços para reunir toda a humanidade e toda a criação no amor de Deus. Ele é a manifestação da bondade de Deus por cada ser humano. Para reconciliar a humanidade com Deus, «Jesus esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens… tornando-se obediente até à morte e morte de cruz» (Filipenses 2,5-11).

Jesus inaugura assim a nova Aliança, uma nova comunhão com Deus. Trata-se de uma partilha: Jesus assume sobre si próprio aquilo que separa a humanidade de Deus, assumindo o destino de cada pessoa; e, em troca, comunica-lhes a sua vida. A descida de Deus em Cristo através da encarnação e da humilhação extrema da cruz serão, para sempre, fonte de espanto e de vida nova.

Já no século II, Ireneu de Lyon chegou ao ponto de dizer: «Por causa do seu amor infinito, Cristo tornou-se naquilo que nós somos, para nos tornar plenamente naquilo que ele é.»

No momento em que leva aos ombros toda a humanidade, Jesus não esquece a dor daqueles que lhe são muito próximos. Vê ao seu lado Maria, a sua mãe, e pede a João, o discípulo que ama especialmente, para tomar conta dela a partir daquele momento (João 19,26-27). Assim, muito humildemente, debaixo da cruz nasce a Igreja.

Jesus também vê ao seu redor aqueles que o perseguem. Quando chega esse momento decisivo, pede a Deus para lhes dar o perdão: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lucas 23,34). O perdão de Deus é sem limites e permanecerá para sempre uma fonte a jorrar.

Na cruz, Cristo partilha tudo conosco, inclusivamente o silêncio de Deus: a única resposta ao seu próprio sofrimento é um grande silêncio. Jesus faz a experiência do que significa sentirmo-nos longe de Deus, abandonados. No entanto, no coração desse abandono, utiliza as palavras do salmista e clama com voz forte: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (Mateus 27,46). Desta forma, até este abandono é inserido no diálogo de amor entre Jesus e o seu Pai.

E o grito angustiado de Jesus transforma-se. Há apenas uma realidade que ninguém lhe pode tirar: é a confiança de que é amado por Deus e de que, dando a sua vida, ele transmite esse amor. Os seus lábios podem então murmurar: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Lucas 23,46). E o seu último sopro, cheio de uma dor imensa, é ao mesmo tempo a efusão do amor de Deus.

O apóstolo Pedro amava Jesus, mas teve dificuldades em aceitar um messias pobre. Ser discípulo de um messias humilhado tornou-se de tal forma insuportável para ele que, depois de Jesus ter sido preso, acabou por negá-lo. Então Jesus, nas mãos dos soldados, olha para ele com amor e mostra-lhe que não lhe vai retirar a sua confiança (Lucas 22,61). Pelo contrário, vai confiar-lhe depois a sua pequena Igreja nascente. E Pedro poderá testemunhar, com os outros discípulos, que a cruz não foi a última palavra.

A cruz ultrapassa o nosso entendimento, mas ao celebrar este acontecimento compreendemos cada vez melhor a esperança extraordinária à qual ele nos abre. Essa esperança não é um otimismo vago. Pôr a nossa confiança em Cristo, morto e ressuscitado, abre os nossos corações para enfrentarmos as situações difíceis com lucidez. Numa comunhão pessoal com ele, Cristo comunica-nos um novo impulso.

Penso numa jovem que encontro por vezes em São Lourenço do Turvo um distrito a qual assisto pastoralmente. Ele tem uma doença incurável que vai progredindo com o tempo e sofre terrivelmente. Já perdeu muitas possibilidades que lhe teriam proporcionado uma vida feliz. E, no entanto, o seu olhar e todo o seu comportamento permanecem surpreendentemente abertos. Ela disse-me um dia: «Agora sei o que significa a confiança. Antes eu não precisava dela, mas agora preciso.»

Esta jovem transmite como que um reflexo, muito humilde, mas real, do mistério da cruz. Nem ela pode imaginar a esperança que comunica a muitas pessoas, através da sua atitude de luta mesmo em uma cadeira de rodas, sua luta para se formar, tirar seu diploma de psicóloga, ter terrivelmente dificuldades de falar, de sustentar seu próprio peso seus músculos que vão se atrofiando.

Em nossa celebração da paixão na sexta feira-santa do ano, no ritual temos o momento da Adoração do crucificado pomos o ícone da cruz, cuja imagem vem reproduzida. Todos os que o desejam podem aproximar-se dele, pôr a sua testa no madeiro da cruz e, com esse gesto, confiar a Cristo os seus próprios fardos e os das pessoas que lhe são confiadas.

Esta oração de sexta-feira santa permite unir à via sacra de Jesus todos os que carregam o peso de uma cruz nas suas vidas: os que sofrem na sua alma ou no seu corpo, os doentes, os que tiveram que deixar o seu país, as vítimas de todo o gênero de injustiças.

Deus compreende todas as línguas das nossas intercessões, o francês, o alemão, o inglês, o coreano, o swahili… Mas ele também compreende a linguagem do nosso corpo. Se não conseguimos formular uma oração com palavras, podemos expressar confiança quando nos aproximamos da cruz. Ousemos fazer este gesto de confiar tudo a Cristo, de lhe confiarmos nós próprios e os outros!

Podermo-nos reunir desta forma à volta da cruz, para que o mistério pascal se torne cada vez mais no mistério fundamental da nossa vida, é algo de muito precioso. E Cristo toma sobre si próprio aquilo que é pesado para nós. Ele diz-nos no Evangelho: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que eu hei-de aliviar-vos» (Mateus 11,28).


Com minha benção.
Pe. Emílio Carlos +

A

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