Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

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Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

terça-feira, 23 de agosto de 2011

VIDA CONSAGRADA E AMOR APAIXONADO POR CRISTO

O desafio mais sério e a reviravolta mais urgente para todos nos Consagrados em nossa Comunidade que queremos proclamar Deus somente, devemos ter uma busca acirrada do rosto de Cristo para tanto é preciso uma vida consagrada apaixonada por Cristo e consiste em redescobrir as raízes da sua consagração, em assumir o seguimento de Cristo como norma de vida e em renovar seu amor apaixonado por Cristo e pelas opções radicais do Evangelho.

Palavra de Deus:

Jesus constitui doze para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova (Marcos 3, 14).

Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a salvará (Lucas 9, 23-24).

Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim nada podeis fazer (João 15, 4-5).

Diante destes textos eu me questiono e pergunto em três dimensões:

Perguntas:

1. Análise: A seu ver, a radicalidade evangélica está presente na vida do dia-a-dia e nas opções assumidas pela Comunidade?

Como se manifesta? Em sua vida pessoal, como você acha que está vivendo e testemunhando o seu amor apaixonado por Cristo e pelo seu Evangelho?

2. Propostas: Que mudanças no estilo de vida você sugere para si mesmo e para a sua comunidade?

Que opções você sugere para a Comunidade?

3. Inspiração: Que motivações, tiradas da Escritura e da nossa tradição espiritual inspiram as suas propostas de mudança em relação a este tema?

Jesus, o centro.

Devemos ter um cuidado muito grande e se dar conta de que, com muita boa vontade, a vida Consagrada hoje está muito centrada sobre a maneira de ajudar os pobres, as missões, sobre a maneira de se fazer um exercício mais evangélico da autoridade, e “pouco a pouco o Cristo, o bom Jesus passou para segundo plano e, em certas situações, desapareceu, sendo ele a razão principal, a sublime razão pela qual nos vivemos e morremos. É ele que está na origem de nosso chamado, de nossa fraternidade e de nossa amizade. Ele é nossa salvação... e é evidente que chegou o momento oportuno de realizar todos os nossos esforços para fazer de Jesus o centro de nossa vida.”

Se nós perguntarmos qual é o centro, a essência, o coração e a medula central da vocação, nós devemos responder que é Jesus; a vocação é Jesus.

Que nosso zelo missionário, nossos trabalhos, nossas preocupações, etc., não nos façam jamais esquecer que os meios humanos não servem nas obras de Deus senão quando as pessoas estão cheias de Cristo. Tudo vem d’Ele, e sem Ele, nada. Que Cristo, pois, seja sempre o centro de nossas vidas.

Gostaria de lhes lembra o essencial da missão: Se vocês vão para a missão seu objetivo deve ser, não unicamente, mas antes de tudo e sobretudo, para anunciar Jesus Cristo e para fundar e fazer crescer a Igreja.

Este ponto é capital nesse momento quando a teologia assume um dimensão antropológica que cria o risco de que o centro da Religião e da Redenção não visa senão o homem, e o homem na sua temporalidade, material, natural.

O Consagrado em nossa vida Comunitária Alpha e Ômega que não sente o desejo de ser uma encarnação viva do Evangelho, uma presença do amor de Deus entre as pessoas, é melhor que ele não vá, mesmo levando-se em conta tudo o que ele poderia contribuir no campo material com todas as suas capacidades e seus dons , talentos e competência...

Eu me dou conta de que o Cristo, sua Pessoa Sagrada e seu mistério devem ser o centro da nossa vida, como um diamante de mil quilates.

Em mim se confirmam a necessidade e o desejo de centrar meu estudo, minha oração sobre a Pessoa de Jesus, e de amar até transformar isso numa grande obsessão e no amor da minha vida.

Algumas vezes entre as situações, as conversas e os fatos e acontecimentos dentro de nossa vida comunitária, deixa-me transparecer essa mensagem que se revelam dois pontos fracos, mesmo quando se diz que tudo vai bem e que os irmãos estão felizes:

1. Jesus não é ainda o centro da vida;

2. Entre muitos filhos e irmãos, o “para sempre” não foi ainda pronunciado.

Nós somos convidados a abrir totalmente nossas portas ao Senhor em nossa Comunidade, para deixar o CRISTO JESUS entrar plenamente em nossas vidas e dos nossos irmãos, a fim de que Deus seja verdadeiramente o primeiro a ser servido. Sim, é necessário que a

gratuidade, o louvor e a escuta encontrem o espaço que necessitam, e que nós nos tornemos disponíveis para que o Espírito possa trabalhar em nós e modelar nosso coração como quiser.

Seja nos celibatários, sacerdotes, casais ou nos solteiros o ressoar de uma única oração como almas esponsais a voz de Jesus a nos interpelar : Dá-Me as tuas mãos, que as quero crucificar; dá-Me os teus pés, que os quero cravar comigo; dá-Me a tua cabeça, que a quero coroar de espinhos, dá-Me o teu coração que a quero trespassar com a lança, como Me trespassaram a Mim. Consagra-Me todo o teu corpo; oferece-te todo a Mim!

E nossa resposta seja prontamente:Deixai-me, Jesus, deixai-me gritar sempre, com toda a alma, com todo o coração: Jesus é o meu amor, o único a quem quero pertencer e para quem quero viver.

Só Ele tem para mim encantos, só a Ele se prende todo o meu ser.

Morra tudo em mim para em mim só Jesus viver!

Não é Jesus um ampliador de espaços de liberdade para o homem?

Jesus é o maior revelador de valores como a humanidade jamais conheceu. N’Ele, na sua pessoa, no seu testemunho, na sua mensagem, muitas coisas que não estavam claras, embora pressentidas, se revelam e se clarificam, descobrem-se outras que não tinham sido jamais pressentidas. É Ele que realiza de maneira magnífica o que é de mais humano e o conduz a uma vida nova...

O Cristo é comunicativo, e quando ele toca um coração ele o abre à caridade, à bondade, ao dom de si e a iniciativas fecundas para acolher seus irmãos, entrar em comunhão com eles, e sobretudo, o faz encontrar todas maneiras de os servir e fazer-lhes o bem...

  • Eu quero agora abordar a segunda pergunta que eu fiz: Como se manifesta? Em sua vida pessoal, como você acha que está vivendo e testemunhando o seu amor apaixonado por Cristo e pelo seu Evangelho?

O que é importante propor: os valores ou Jesus? Está claro que para um cristão, se ele se encontrasse diante desse dilema, não haveria nenhuma dúvida em sua resposta... A opção seria Jesus, amado, escolhido, preferido acima de tudo... Mas voltemos ao ponto inicial. Os valores se opõem a Jesus? Não!... ao contrário, Jesus é o maior revelador de valores como a humanidade jamais conheceu. N’Ele, na sua pessoa, no seu testemunho, na sua mensagem, muitas coisas que que não estavam claras, embora pressentidas, se revelam e se clarificam, e descobre-se outras que não tinham sido jamais pressentidas. É Ele que realiza de maneira magnífica o que é de mais humano e o conduz a uma vida nova...

É importante também fazer com que o consagrado como àqueles que vamos evangelizar, à escuta de Cristo, descubra a proposta extraordinária dos valores pessoais, sociais e históricos contidos na vida que Jesus veio nos transmitir e na história da salvação... Desse encontro entre o Evangelho e o mundo, entre o Evangelho e a história, deveriam surgir respostas cristãs novas, lúcidas, criativas e engajadas para sermos testemunhas do Senhor e construtores da história no novo milênio e século... Uma boa pedagogia deveria conduzir dos valores ao Cristo e do Cristo aos valores.

É necessário abrir nossa alma aos valores do nosso tempo;... mas é necessário também que estejamos atentos contra uma mentalidade humanista, no sentido imanente, que faz do homem seu próprio fim e modelo. Nosso único modelo é Cristo. Nossa antropologia se deduz do mistério e da história da salvação com suas realidades ricas de conseqüências: a bondade da criação, o fato da queda com as desordens dela decorrentes para natureza humana, o bendito acontecimento da redenção de Cristo que cresce em nós e no mundo... É somente em Cristo e por Cristo que se realizam o mundo e o homem – um mundo digno do homem e um homem digno desse nome – dentro de um humanismo cristão.

É importante colocar a pessoa do grande evangelizador, Nosso Senhor Jesus Cristo, ternamente amado como o mais importante da nossa vida, no coração de cada irmão que encontramos dentro e fora de nosso viver comunitário e é necessário também colocar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo como primazia.

Jesus Cristo deseja que nós lutemos lado a lado com ele, não em uma Igreja perfeita, mas em uma Igreja de pecadores, de peregrinos; é nesta Igreja que, na fé e no amor, nós devemos esperar, servir e trabalhar e sermos testemunhas vivas do Evangelho vivo e de um verdadeiro apaixonar-se por Jesus Cristo.

A essência, o coração, o âmago do cristianismo é o amor, amor que se manifesta no Antigo Testamento, mas se revela em toda a sua plenitude em Jesus Cristo.

Cada um carrega em si um mistério: Jesus Cristo está em mim e eu sou Jesus Cristo, no sentido mais profundo da palavra.E muito mais isso devera ressoar em um consagrado.

Não podemos esquecer que a vida consagrada não é outra coisa senão a vida evangélica de Jesus Cristo infundida em nossos corações e trabalhada constantemente pelo Espírito Santo.

Quando um homem reza e sua vida é verdadeiramente cristã, é Cristo, o primogênito do seio de Maria, que reza nele; sua oração não é outra coisa que a vida de Cristo que se expressa em suas palavras em seus gestos e em sua conduta.

Não se trata apenas de uma questão se saber chamados por um “Tu” transcendente, mas muita mais em se saber irmãos de Jesus, configurados n’Ele pelo Espírito e, com sua força, poder gritar: “Abba, Pai!”

Vivamos, pois, esse tempo novo a partir deste capítulo, na ardente esperança da vinda do Senhor e no testemunho deste apaixonamento... Deus nos é mais necessário do que o oxigênio que nós respiramos.

A vida consagrada é uma iniciativa total do Pai que pede uma resposta de dedicação plena e exclusiva. Um seguimento de Cristo em conformação total com Ele.

A Vida Consagrada defronta-se com a globalização da economia e da cultura. A comunhão com uma humanidade mergulhada no sofrimento, na miséria, na falta de esperança e perspectiva de futuro torna-se gigantesca provocação ao caráter profético da Vida Consagrada

em tornar o Evangelho vivo e vivido num verdadeiro e profundo enamoramento, apaixonamento por Jesus Cristo.

A vida consagrada é importante para que o homem sinta a superabundância e a gratuidade do amor de Deus. Este amor

Vós sabeis em quem puseste a vossa confiança: dai-Lhe tudo! Os jovens os homens hoje querem ver em nós aquilo que não vêem em parte alguma. O amor apaixonado por Jesus Cristo é uma atração poderosa sobre os outros. AS PESSOAS QUEREM VER NO ROSTO DE UM CONSAGRADO A ALEGRIA QUE BROTA DO FATO DE ESTAR COM O SENHOR. Permanecei sempre disponíveis, fiéis a Cristo, à Igreja, a Comunidade e ao homem do nosso tempo.

O segredo de uma autêntica vida consagrada é o amor apaixonado por Cristo que conduz ao anúncio apaixonado de Cristo: “o seu segredo está na ‘paixão’ que ele vive por Cristo. São Paulo dizia: ‘para mim o viver é Cristo’ (Fl 1,21)”

O consagrado redescobre e vive profundamente a sua identidade quando se decide a não antepor nada ao amor de Cristo e a fazer dele o centro da própria vida. Somos chamados a “retornar sempre de novo à raiz de nossa consagração. A quem nos consagramos. Esta raiz, como bem sabemos é uma só: Jesus Cristo Senhor.

Esta experiência de relação com Cristo consiste em entrar na sua amizade, até ao ponto de não poder prescindir dele, em não sentir-se mais sós, nem duvidar do seu amor. O Senhor nos chama amigos, nos faz seus amigos, confia em nós, nos confia o seu corpo na eucaristia, nos confia a sua Igreja. E então devemos ser realmente seus amigos, ter com Ele um só sentir, querer aquilo que Ele quer e não querer aquilo que Ele não quer. Jesus mesmo nos diz: ‘vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando’ (Jo 15,14)”.

Termino com uma palavra de Bento XVI nosso querido papa: “Colocai Jesus no centro de vossa vida, e recebereis d’Ele luz e valentia em toda decisão cotidiana .”

Pe.Emílio Carlos+

A


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