Como seus amores são belos,minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes. Por isso Eu quero consumir meus dias, no seu amor! ══════ ღೋ♡✿♡ღೋ═══════

Ani Ledodi Vedodi Li


Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual quero fazer deste blog um caminho para amarmos mais a Deus, por isso seu nome: “Ani Ledodi Vedodi Li”

Para você entrar em nossos artigos click nas imagens nas laterais e encontrarás os lincks dos artigos postados.

Deus o Abençõe !

E que possas crescer com nossas postagens.

É algo louvável esconder o segredo dos Reis; mas há glória em publicar as obras de Deus!

A Igreja não tem pressa, porque ela possui a Eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu.

Não existem nem tempos nem lugares sem escolhas.

E eu sei quanto resisto a escolher-te.

"Quando sacralizamos alguém essa pessoa permanece viva para sempre!"

Sacralize cada instante de tua vida amando o Amado e no Amado os amados de Deus !


Pe.Emílio Carlos

sábado, 18 de agosto de 2012


ASSUNÇÃO NOSSA SENHORA - TEMPO COMUM – ANO B
19 DE AGOSTO DE 2012



Maria elevada ao céu 

é imagem e modelo 

da criatura plenamente

 salva, liberta, realizada.



“O Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor”


Leituras: Primeiro do Apocalipse 11, 19a-12,1-6ª; 
Salmo 44 (45); 
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15, 20-27a; 
Lucas 1, 39-59.

COR LITÚRGICA: Branca ou Dourada

Animador: A Igreja celebra hoje em Nossa Senhora a realização do Mistério Pascal. Sendo Maria a “cheia de graça”, sem sombra alguma de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus. Para nós cristãos a ressurreição é a etapa conclusiva da salvação. Nesse sentido, Maria elevada ao céu é imagem e modelo da criatura plenamente salva, liberta, realizada. Lembramos também nesta celebração da vocação para a vida consagrada: religiosos (as) e consagrados (as) seculares.

1. Situando-nos brevemente

A solenidade de hoje, considerada a festa principal da Virgem, recebeu, no início do século IV, o nome de “dormição” (dormitio Virginis), enquanto passagem para outra vida, e só mais tarde foi chamada de Assunção.

Desde os primeiros séculos, conhece-se esta festa tanto no Oriente como no Ocidente. Somente em 1950 foi proclamado verdade ou dogma de fé por Pio XII.

No Brasil, a piedade popular venera Maria assunta ao céu como Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Boa Viagem, Nossa Senhora da Abadia, Nossa Senhora do Pilar, Nossa Sra. do Patrocínio, dentre outras.

Celebramos esta festa da páscoa de Maria dando graças ao Pai que eleva a humilde mulher, Maria de Nazaré, e, nela, nos oferecer o sinal da vitória definitiva de toda a humanidade, pela força da ressurreição de Jesus Cristo. Com a Virgem Maria, cantamos as maravilhas que o Senhor fez por nós, fazendo-nos participantes do mistério pascal do seu Filho.

Somos chamados a celebrar esta vitória, vivendo o projeto de Jesus que vence, pelo poder da entrega da sua vida, a força enganosa do dragão, que devora e destrói todas as possibilidades duma vida humana digna e feliz.

Cantamos com Maria a esperança dos pobres e pequenos, a quem Deus, em sua grande misericórdia, liberta e exalta. “Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da Virgem Maria: os anjos se alegram pela Assunção e dão glória ao Filho de Deus” (antífona de entrada).

2. Recordando a Palavra

No Evangelho, Maria, grávida, visita Isabel, também grávida. Encontram-se as duas mulheres do povo, escolhidas pelo Senhor, cada uma com uma vocação especifica, num lugarejo sem recursos e sem importância.

Maria, aclamada pela prima como bendita entre as mulheres, recita uma oração de louvor pelas maravilhas que o Senhor realizara nela, as quais seriam plenificadas na vida da criança que estava em seu ventre.

Lucas apresenta um paralelismo entre as pessoas de João Batista e de Jesus: duas cenas de anunciação (1,5-25 e 1,26-38); um encontro das crianças no seio das mães (1,39-56); dois relatos de nascimento e circuncisão (1,57-66 e 2,1-21); duas missões proclamadas em oráculos proféticos (1,67.76 e 2,22-39). Nesse paralelismo, João aparece como profeta do Altíssimo (1,76) e Jesus como Filho do Altíssimo (1,32). Ambos abrem os últimos tempos da história da salvação: João como precursor que prepara o caminho (1,76), e Jesus como Messias esperado (7,18-23).

Há, no cântico de alegria das mulheres, duas impossibilidades humanas de ser mãe, reunidas: Isabel era idosa e estéril; Maria, jovem e virgem.

Maria é aclamada com uma bem-aventurança: ”Feliz és tu que creste, porque se cumprirá o que o Senhor te anunciou”. Seu coração transborda em canto e oração. A sua esposa é ação de graças, é celebração profética e jubilosa, resumo de toda a história da salvação. Ela é filha de Abraão e pertence a seu povo.

Em Maria, neste encontro entre o Antigo e o Novo Testamento, se unem a promessa e a realização e, ao mesmo tempo, se manifesta a predileção história do Senhor pelos pobres e pequenos.

O louvor proclamado por Maria fala de um Deus aliado aos pequenos, que sacia de bens os famintos, que derruba os poderosos e eleva os humildes. Esta é uma característica marcante do rosto de Deus que perpassa toda a Bíblia.

O Deus de Israel, o Deus de Maria, é quem tira da humilhação às mulheres estéreis e escolhe justamente seus filhos para grandes tarefas. Envia profetas para defender os que não têm defesa; é o Deus que rejeita sacrifício e ofertas no templo se houver injustiça contra os pobres.

O cântico de Maria apresenta um projeto, que é o mesmo de Jesus: transformar o modo antigo e opressor de viver, no qual a prepotência e autoafirmação humanas saem sempre ganhando, em uma ordem nova em que triunfa a justiça para os ofendidos, os desprezados e excluídos. O Filho de Maria veio para inaugurar o novo relacionamento entre todas as coisas.

A leitura do livro do Apocalipse apresenta a mulher, símbolo da comunidade. Ela está adornada de todo seu esplendor; veste-se de sol, sinal da glória do Senhor; tem aos pés a lua, símbolo de alguém que não será vencido pelo passar do tempo; usa uma coroa de doze estrelas, simbolizando o povo de Deus, o antigo Israel, com suas doze tribos, do qual nasceu Jesus, e depois o novo Israel, a Comunidade-Igreja, Corpo de Cristo, Povo de Deus, perseguido pelo dragão. Está grávida, na hora de dar à luz. Como Maria e a Igreja, que fazem Jesus nascer na história e na vida das pessoas.

O Salmo 44, cântico nupcial messiânico, celebra a festa de casamento de um rei e uma princesa; mas, para nós, é a celebração da aliança que Deus fez com seu povo. Ao cantarmos esse hino em honra a Cristo, celebramos a sua vitória pascal e as núpcias com a humanidade, simbolizada na Igreja.

Costumamos rezá-lo pensando em Maria de Nazaré como lindíssima esposa e primeira da lista dos ressuscitados com Cristo.

A segunda leitura nos fala do combate entre as forças do Reino e o mal. No capítulo 15 da primeira carta aos coríntios, há uma exposição clara e sólida sobre a ressurreição. Fala da ressurreição, motivo da profissão de fé das testemunhas, relacionada a Cristo. Este mistério só pode ser entendido pela fé.

Sabemos que os cristãos de Corinto tinham enormes dificuldades em acreditar na ressurreição, mas Paulo consegue mostrar que a negação da ressurreição dos mortos implica na negação da ressurreição de Cristo, Ele afirma: “Se é só para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, somos, dentre todos os homens, os mais dignos de compaixão” (15,19).

A fé e a esperança cristãs fundamentam-se na morte e ressurreição de Jesus. “Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” (15,20). Paulo compara Cristo com Adão, isto é, com o ser humano. Adão simboliza a morte para todos os homens e mulheres, Cristo surge como a esperança de vida e ressurreição para os cristãos. “Como em Adão todos morrem, assim, em Cristo, todos viverão” (15,22).

A ressurreição de Cristo salva do poder da morte e traz vida plena para todos. Jesus Cristo deve reinar até que todos os inimigos, inclusive a morte, sejam vencidos, colocados debaixo de seus pés. A morte não significa um ponto final, mas a ressurreição é a palavra decisiva sobre nossas vidas, todo o resto ganha nova luz e nossos medos são dissolvidos pela confiança no poder maior do Pai.

3. Atualizando a Palavra

A festividade da assunção é um sinal de esperança para os que seguem o caminho da fé e alimentam a certeza de que serão ressuscitados em Cristo.  
E a Igreja, reunida em comunidade, contempla Maria à luz do mistério Pascal de Cristo, professa que ela, no término da caminhada por esta terra, foi elevada ao céu, assumida por Deus e colocada na glória dos céus. É a ação de Deus fazendo grandes maravilhas na vida da mãe do Salvador.

A assunção de Maria brotou da ressurreição de Jesus. Maria segue o caminho novo de acesso ao Pai, aberto pelo Filho Jesus. Deus antecipa em Maria que é, na verdade, destino de toda a humanidade. A ressurreição de Jesus é caminho de ressurreição para todo o ser humano.

Maria havia proclamado que Deus exalta os humildes e destrói a segurança e a prepotência dos soberbos. A sua vida tem a marca da humildade e do serviço. A sua reposta ao anjo na anunciação é um juramento: eis a serva do Senhor. O fato de se tornar a mãe do Messias não a tornou orgulhosa nem vaidosa. Como mulher humilde e servidora, foi exaltada na assunção e agraciada por Deus com o sinal antecipado da glória.

Maria, a mulher vestida de sol do Apocalipse e do Magnificat, nos ensina a seguir o projeto de Deus em favor dos pequenos. Deus encontra um espaço em Maria para agir e manifestar-se hoje e realizar suas maravilhas em favor da humanidade.

No Salmo de Maria, tradicionalmente chamado de Magnificat, ela proclama que Deus realizou a derrubada de situações opressoras para restaurar o seu projeto de Deus: Ele subjuga a autossuficiência humana e a soberba; destitui do trono os poderosos e enaltece os humildes, e destrói as desigualdades humanas; elimina os privilégios estabelecidos pelo dinheiro e o poder. Cumula de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias, para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade e entre os povos, porque todos somos filhos de Deus.

Deus olha a condição oprimida do pobre, o estado de desgraça, de aflição e humilhação em que vivem milhões de pessoas, e envia Jesus para propor um jeito novo de viver que seja bem para todos. O que alegra Maria é ser parte integrante do projeto de Deus para a humanidade – salvação das opressões, mas também salvação de um povo.

4. Ligando a Palavra e a Eucaristia

Como comunidade peregrina, grávida da salvação de Deus, nos reunimos para celebrar. Vivemos a experiência de Maria, que, vestida de sol e adornada de jóias, canta a esperança oferecida aos pobres e humildes.

A celebração, assim como o encontro de Maria com Isabel, é para nós momento privilegiado de contemplação do mistério de Deus, presente em nossa vida e na vida das pessoas que compartilham conosco a mesma fé.

O Senhor fez e faz maravilhas na história. Ele faz grandes coisas em favor dos pequeninos, pobres e humildes. Socorreu Israel seu servo, lembrando-se de sua misericórdia. Que sejamos bem-aventurados por acreditar que Deus cumpre sua promessa. Na ressurreição de Jesus, temos a concretização da promessa de Deus, pois Ele não abandonou Jesus à morte. E se Jesus venceu a morte, nós venceremos juntamente com Ele.

Ao participar do mistério de Cristo, recebemos de Deus a alegria e a esperança oferecidas aos pobres e aos humildes. Deus nos oferece a salvação em seu Filho Jesus, mas é preciso acolhê-la – sentar-se à mesa da Palavra e da Eucaristia.

Alimentados com o sacramento da salvação, nós, que ainda peregrinamos aqui na terra, temos no céu um modelo de fé e fidelidade a Deus: “Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor da vida” (oração após a comunhão).

Assentamo-nos com ela à mesa do Pai e participamos do banquete do Reino, com seu Filho, saboreando antecipadamente a alegria de nossa elevação definitiva.

Nossa ligação com Maria existe justamente por ser ela uma entre os pequenos que Deus escolhe. Se houver muita homenagem a ele e pouco compromisso com os famintos e desamparados, estaremos fora da obra que Deus realiza com Maria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário